13 de maio de 2013

Postagem infame: Iron Man 3, inFamous e Invasão à Casa Branca


Iron Man 3 – Após um segundo capitulo muito fraco mais um comeback valioso em Os Vingadores e mais uma vez, estamos ligados a história de Tony Stark. Desta vez após aos eventos de Nova York, ele se encontra em uma crise pessoal que aumenta mais ainda com o surgimento de um novo vilão, o terrível Mandarin.

Shane Black toma conta da franquia e consegue feitos curiosos, o primeiro e o fundamental é conseguir equilibrar a ação com comédia, assim provando a química que o texto do diretor tem com seu ator principal, Robert Downey Jr. Falando em Downey Jr., sem dúvida, a atuação definitiva do personagem para o ator está no terceiro capitulo já que ele consegue colocar mais elementos da formação do personagem nos comics no filme e entrega o que talvez seja, sua melhor interpretação ao personagem.

Já o resto, fica apenas o registro que a Marvel conseguiu criar um estilo cinematográfico que a DC que mesmo com clássicos como sua releitura para o Batman não consegue fazer: andar com o cinema blockbuster. Hoje não se vai buscar mais “seriedade” ao cinema da Marvel, e sim um cinema que vai buscar a cada projeto a necessidade de deixar o fã satisfeito e ao mesmo tempo com sua linearidade cinematográfica agrada uma boa parcela dos críticos.

Um ótimo filme e talvez o mais balanceado dessa nova safra da Marvel por que é aqui que todos os elementos que estiveram em seus ideias são colocados com sucesso. Claro que muitos podem achar estranho ou muitas vezes enganado. Porém a Marvel nunca foi tão clara em sua proposta ... um blockbuster de pura diversão e nada mais.


                                                                           *********

Invasão à Casa Branca – Não é de hoje que se reclama tanto por esse blog quanto outros espalhados por ai sobre a problemática da produtora de cinema Millennium Films. Dona de projetos duvidosos e que muitas vezes, não sabemos se os envolvidos fazem por dinheiro ou por amizade. Nesse filme, Gerard Butler faz Mike Benning, um ex-agente do serviço secreto que saiu do posto de trabalho após falhar no acidente com a mulher do presidente tem um trabalho burocrático.

As coisas mudam quando um terrorista consegue infiltrar dentro da Casa Branca após um ataque massivo de um avião inimigo. Junto com a infiltração, o terrorista consegue ter de refém o presidente dos Estados Unidos e com isso, uma exigência que vai custar inúmeras vidas. E só o ex-agente é a única salvação para o governo americano.

É legal por um certo lado ver Butler como um herói de filme de ação que domina as artes das frases feitas e das mentiras espetaculares. Mas se o resto do filme é daqueles que custa muito acreditar no que está vendo. A começar de como é absolutamente mal filmado. Antoine Fuqua que tinha o talento de filmar cenas tensas de tiroteio falha miseravelmente aqui. Para terem uma ideia de quanto esse filme é mal dirigido, quase todas as cenas de ação externas se percebiam a mediocridade do mal uso dos efeitos especiais. Algumas que nem um programa amador de tv conseguia deixar tão vergonhoso.

Além do fato de um péssimo roteiro, atuações beirando ao vexame e momentos que você tem vontade de sair da cadeira, Invasão a Casa Branca sem dúvida entra no hall dos projetos infames da produtora Millennium como O Sacrifício, As Duas Faces da Lei e tantos outros que conseguem juntar grandes astros do cinema e fazer um projeto que somente dá ao espectador a vergonha alheia e a pergunta que mais dói a qualquer cinéfilo: por que eu vi isso ... a minha resposta: foi de graça.


******************

inFamous – É interessante e notável que de alguns anos para cá, principalmente depois de 2008, que muitos jogos para inúmeras plataformas ganharam mais enfoques cinematográficos ou ter uma linguagem arrojada que no cinema, isso seria inviável e até difícil de ser explorado. Em 2009, a empresa Sucker Punch lança para o sistema PS3 inFamous, um jogo de ação sandbox (mundo aberto) que explora a moralidade do homem diante ao ganhar superpoderes.

Cole McGrath é um entregador que desperta em uma cratera e ao seu redor a pura destruição. Após isso, ele começa a devolver poderes elétricos. A cidade de Empire City após ao desastre entra em um colapso já que várias gangues nasceram mediante a uma praga e a escassez de suprimentos de serviços básicos. E nesse cenário nasce uma pergunta: Cole deve seguir o caminho de herói ajudando a todos com seus poderes especiais, ou seguir um caminho pessoal para aumentar mais seus poderes.

A experiência com o mundo aberto ajuda ao jogador tomar diretrizes do que quer ser definido para si, de um herói ou de um infame mal caráter. A história principal tem nuances que no momento são quase ingênuos como reviravoltas e decisões difíceis, mas nada que estraga a experiência. Se torna um dos melhores jogos do PS3 por causa do seu protagonista e dos seus caminhos e não de sua mecânica. É um jogo exemplo para estudar mecanismos que os videogames ultrapassem a linguagem cinematográfica e pontos de união que tanto o cinema quanto os videogames deveriam coexistir.  






Iron Man 3 - **** 1/2
Invasão à Casa Branca - *
inFamous - ****

17 de março de 2013

Oz, O Poderoso - A Origem dos Guardiões - DmC Devil May Cry


Oz – O Grande e Poderoso – Ao termino do novo filme de Sam Raimi, se cria uma dúvida intensa no qual perguntamos o que aconteceu com esse grande cineasta. No início do filme, seguindo a esmo o estilo do filme original em preto e branco porém com o formato original de tela vemos um Raimi que sabe brincar com o humor, o romance e o drama. Voltamos a ver aquele estilo consagrado do diretor que enche os olhos.

O problema é quando chega na terra de Oz, o filme fica oscilando entre momentos brilhantes, sempre entregando pela rainha Michelle Williams e Joey King, que faz a personagem da garota de porcelana que traz sempre algo terno em suas atitudes. Depois disso, estamos diante de um filme extremadamente artificial, no qual tudo que se via no filme original que era crível, se torna falso. E as “vilãs” encarnam um tom de overacting tão intolerável que a cada cena que apareciam, nos sentíamos como Dorothy, batendo os pés e dizendo para si mesmo que não está acreditando no que está vendo.

Não tem como negar que o sentimento de ver esse filme é igual a desastrosa restauração do quadro que aconteceu na Espanha. Sabemos que tem boas intenções e que existem elementos únicos que nos lembram que estamos diante a um grande cineasta que é Raimi porém quando o momento do filme ser mágico, se torna mais falso e se transforma em uma obra de fantasia fraca e sem inspiração, digna de colocar no cartaz, dirigido por um homem de uma trilogia famosa. Por que acho que até para determinados fãs do diretor, não se reconhece mais o diretor ou o que ele era.

                                                                                     
A Origem dos Guardiões – Quem acompanha o cinema de animação americana sabe muito bem da decadência da Dreamworks. E os motivos não faltam como a insistência em focar em franquias que já demonstram desgaste, a falta de inovação nos designs e a falta de roteiros mais rebuscados foram motivos para que os mesmos forem ultrapassados por outras produtoras como a Sony, a Disney por si só (sem o “apoio” da Pixar) e da Laika. Porém no final do ano passado, A Origem dos Guardiões não foi bem recebido nas bilheterias como os outros porém tem algo a mais.

O filme é focado na história da união das figuras representativas no universo infantil que lutam contra o Bicho Papão e a última peça para lutar contra esse medo é o Jack Frost que ainda não é reconhecido como um guardião, mas que existe algo especial nele. Um dos maiores e talvez um trunfo que está sendo o que muitas vezes está prendendo o espectador aos desenhos da Dreamworks que é o trabalho de conectividade entre o projeto e o espectador.

O maior trunfo do filme está de como consegue ter uma conectividade emocional com o público. Desde Kung Fu Panda, a produtora conseguiu evoluir muito mais no que envolve essa parte e A Origem dos Guardiões consegue ter um trunfo incrível já que questiona o poder de um mito a uma criança e de como ele se transforma “real” para um olhar inocente.

Acredita-se que hoje é impossível falar de parte técnica de desenhos já que os mesmos possuem uma técnica tão impecável que hoje, se torna mais lógico e fundamentado o quanto o projeto pode chegar a pessoa. E mesmo com um roteiro partindo de um princípio simples que é seguido à risca, é impossível não sentir paixão aos personagens durante o filme. São anos como esse que deveríamos questionar qual é o papel do Oscar de Melhor Animação no qual se transformou em um prêmio de conveniência já que não existe mais outros ganhadores fora do eixo Pixar.


DmC – Devil May Cry – Não é só no cinema que existe a alimentação que o reboot gera. Também nos videogames está de uma maneira quase crescente e em 2013 testemunhamos dois reebots. Um envolve a mitológica Lara Croft na nova aventura de Tomb Raider e também (e mais polêmico por sinal) da saga de Dante para o novo DmC. Ao invés de ser um projeto totalmente da Capcom, agora a saga também está nas mãos da produtora britânica Ninja Theory que teve uma carta branca e sem dúvida, viu a necessidade do personagem ter um reboot. E no final das contas, o alivio ao ver o projeto completo sem dúvida é muito mais do que satisfatório.

Com a história supervisionada por Alex Garland, o mesmo de Never Let Me Go, 28 Days Later e Dreed, tem como ponto de partida um Dante que vive em um mundo atual no qual ele é convidado a se juntar para A Ordem, uma organização “terrorista” que alega que demônios estão controlando o mundo de uma maneira silenciosa e mortal. Ao mesmo tempo que Dante luta contra os demônios que controla o mundo, começa uma busca interna para encontrar a si mesmo.

É impossível não ver semelhanças de uma das maiores obras primas de John Carpenter, Eles Vivem, mas de com o jogo conseguiu deixar de uma maneira atual e correta o legado de They Live para o contexto de hoje. Também sem mencionar de como deixou ainda mais rico o personagem de Dante, no qual, nos outros jogos é apenas um personagem unilateral, sem trabalho rebuscado de personagem. No novo jogo, tudo é bem mais explorado deixando a jornada mais rica e quando pensa que o ritmo vai cair, sempre aparece uma surpresa (boa ou não) que ajuda a manter a narrativa.

Sabemos que os fanáticos da saga são fervorosos e sim, ortodoxos porém existe um detalhe que deveriam ter orgulho por que a mídia que aborda os videogames é mais abrangente e que abre mais portas que o cinema. E também não há de reclamar tanto da gameplay que está excelente e mais fluido em comparação com os outros, um visual vibrante que diferente da franquia “original” era inexistente o fator externo e uma trilha sonora que alterna do metal pesado (longe daquele cansativo que tem no DMC3) e eletrônica. E ainda por parte eletrônica, uma das melhores músicas do jogo vem em um dos momentos mais vibrantes e memoráveis dentro da história.

Uma história simples porém convincentemente direta e a renovação de um personagem mas sem perder o respeito pelo passado são características desse novo Devil May Cry. Um jogo de ação maravilhoso que não está buscando a extrema dificuldade de jogabilidade já que a saga sempre sofria de um mal que a Ninja Theory conseguiu a cura: uma história digna a um personagem único.



Oz, O Poderoso - **1/2
A Origem dos Guardiões -****1/2
DmC - Devil May Cry - ****1/2 

25 de fevereiro de 2013

Oscar 2013: Um delicioso ciclo sem fim.


Vamos ser sinceros. Post de Oscar sempre será caracterizado pela redundância  Ou seja, vai ter partes que vão falar das decepções, das vitórias e das surpresas. Sempre com aquela pitada de desconfiança por determinados projetos e acima de tudo, o começo de novos palpites para o ano que vem.

O único destaque negativo que tenho para citar sem duvida é a vitória de Valente como animação. Uma coisa é saber que estas diante de um grande vencedor, como foi que aconteceu com Toy Story 3 ... Outra é quando percebes o quanto o vencedor é aquém ao que se imagina. A Pixar merece sem duvida premiações pela grande empresa que é e de como se tornou para o espectador a busca da emoção e sensibilidade  O problema é quando começa a refletir o que ganhou no Oscar, bem a vitória de Valente consegue representar a preferencia da Academia para as animações da Pixar do que outras animações, exceto ano passado no qual vimos o überestimado Rango ganhar o Oscar.

O que aumenta ainda a lamentação é saber que ganhou em cima de animações nos quais conseguiram ultrapassar o limite da obviedade e trazer um pouco de frescor. A volta de um grande cineasta a um projeto bem intimo e pessoal. O terror em uma visão infantil sem perder a sensibilidade. A volta dos mestres da animação de massinha junto com uma produtora de animação que começa a dar passos largos e ainda assume um novo posto no cinema de animação enquanto vê o declínio da Dreamworks. E por ultimo, e talvez o mais importante, a animação que consegue equilibrar de uma maneira correta e extremadamente incrível o cinema e os videogames em um projeto único. E ganha a história mais desinteressante que a Pixar.

Curiosamente, ontem não existiu grandes vencedores. Acredito que a mistura de vencedores deu um fôlego ao cinema por que se parar para pensar, não existiu grandes vencedores. E sim, profissionais que conseguiram pelo seu trabalho e esforço levar um premio máximo. Muitos já ganharam inúmeros prêmios e acima de tudo, não existiu algo homogêneo  Tudo foi diferente. A melhor reflexão a se dizer é bem simples. O maior vencedor é você espectador por que se viu inúmeros filmes, inúmeros projetos e claro, a imersão a novos projetos.

O dia de hoje funcionará assim. A expressão do que sentiu, o que reagiu ao ver determinadas situações. Ver as fotos, fazer algum meme e depois de uma semana, já começa os buzz para o Oscar que vem. Um ciclo sem fim ... um delicioso ciclo sem fim.

12 de fevereiro de 2013

Resenhas de Janeiro

Alguns filmes e um plus com uma resenha de jogo, para diferenciar.


Caça aos Gangsteres – ***

Com a tragédia do cinema que aconteceu no ano passado no Estados Unidos em relação ao ataque no cinema fez com que adiasse esse filme para agora. E quando saiu nos últimos dias, ficava a questão de que se o filme é “violento” o suficiente para ser adiado. Em realidade, nesse quesito, pelo menos o filme faz valer o ingresso, mas não ao ponto de ser terrivelmente adiado. Já o resto do filme é pelo menos “ agradável” e um tolerável passatempo se claro, passar a mão por cima dos caminhos fáceis e até vergonhosos até um certo ponto.

A história de uma força policial secreta para caçar um poderoso gangster em mãos de diretores que entendem do gênero sairia um clássico, porém o diretor de Zumbilandia preferiu não sair da zona segura e entrega um filme que apesar de um grande elenco, não sai dos pontos óbvios para agradar ao público. Está perfeito para um fim de tarde ou uma noite no qual não se tem nada o que fazer. Mas merecíamos um filme melhor.


Jack Reacher – O Ultimo Tiro - *** ½

Tom Cruise chegou a um patamar interessante no cinema de ação. Parece que todo final de ano é o momento ideal para viver mais uma aventura do astro de ação. A nova aventura, que é uma adaptação do livro de Lee Child, passa longe das estripulias do ator no ultimo Missão Impossível  alias, é um personagem bem pé no chão que consegue ter uma simpatia com o público de uma maneira até química já que desde seus pequenos atos e de até como se porta diante ao público, e claro, Cruise fazendo quase todas as cenas de ação.

Já o resto do filme segue uma linha tradicional de ação que talvez por ficar nessa zona de conforto não consegue pegar vôos mais altos. O roteiro foca muito mais na investigação e de como o personagem de Jack chega as suas devidas conclusões. Não é a obra prima do cinema, porém é um filme redondo e que mesmo com tudo já visto no cinema, é daqueles que conseguem tirar um sorriso no rosto e a lembrança que podemos ver filmes .



Detona Ralph - *****
Filmes sobre videogames continuam a passar por duras penas. Além de filmes que fracassaram em trazer uma linguagem de videogames para o cinema como Sucker Punch e Scott Pilgrim vs The World, as ultimas adaptações de jogos ao cinema coram o espectador de vergonha alheia. A Disney aproveitando a desconstrução da vilania que já foi explorado em Megamente e Meu Malvado Favorito. Porém esse consegue ir mais além do que se imagina. Consegue chegar ao ponto do questionamento do personagem e sua função de vilão a um jogo.

Apesar de passar em uma boa parte de um jogo infantil de corrida, o jogo em nenhum momento deixa de explorar inúmeras referencias de videogames (a mais surpreendente é a de Shen Long) e compartir uma bela história sobre aceitação de si. Ótimas vozes, uma técnica que consegue ser bem mais explorada com o 3D e uma trilha sonora deliciosa, fazem que esse desenho da Disney seja dentro de si, uma joia rara que devemos assistir sempre quando se está bem triste consigo mesmo. O filme que deveria ter sido da Pixar ...




Borderlands -  ****

Jogo da produtora 2K (a mesma de Bioshock) e da Gearbox Software conta a história de um grupo de mercenários que estão em busca de riquezas no planeta Pandora, porém descobrem que nesse planeta existe um artefato misterioso que não somente os heróis estão atrás dele. Todo tipo de gangue e inimigos também estão indo atrás desse mesmo artefato  Uma mescla divertida de RPG e FPS, Borderlands prende o jogador com todos os elementos que oferece. A pena fica por sua historia que muitas vezes é confusa, porém longe de deixar o jogador entediado ou algo do tipo. Claro que o segundo está ai e cada dia mais conquistando público e critica. Obrigado Borderlands, “mostrar” o que o capitalismo consegue causar no meio ambiente.