Especial - Las Viudas de Los Jueves - O filme e eu.

Bem vindos ao especial de Las Viudas de Los Jueves. Nessa segunda parte relatarei de como esse filme se tornou algo especial em minha estadia aqui em Buenos Aires. Assim como as coisas interessantes que acontecem aqui relacionados com a minha pessoa aqui em Buenos Aires, o envolvimento do filme também faz parte dessa história da minha vida nas terras portenhas.

Em uma curiosa quinta feira depois da sessão do filme Julie e Julia (filme já comentado aqui no blog) peguei um ônibus para voltar para o albergue e de surpresa, ele não tinha tomado o rumo habitual dessa linha e desceu algumas quadras, nisso ele passou na frente de uma livraria famosa, El Ateneo, e tinha um cartaz dizendo que nesse dia decorrido haverá um tipo de relançamento e outras coisas a mais. Como não tinha tutoria nesse dia, já que a professora disse que só na terça do outro dia seguinte... Aproveitei esse momento livre e horas depois estava lá.

Chegando no horário exato, durante o passeio na loja, e claro tirando fotos do local que é lindíssimo, perguntei na inocência de quanto era o livro que no momento custava 60 pesos (tava meio quebrado no momento). Depois peguei o elevador para o salão de eventos da loja e estava abotoado de gente. Muitas câmeras de TV, algumas repórteres de canais de TV quem são envolvidos em parte de espetáculos. E eu fiquei bem no cantinho só observando tudo. Tinha umas três moças ao meu lado e ficou pensando, quem é esse rapaz que apareceu do nada?

Depois começou o evento com os principais realizadores do filme que foram a escritora Claudia Piñeiro, o diretor do filme Marcelo Piñeyro, o roteirista Marcelo Figueiras. Enquanto isso, em uma outra parte do salão, as atrizes Ana Celentano e se não me engano, Gabriela Toscano estavam dando entrevista para alguns canais de televisão falando do sucesso do filme nos cinemas. Depois disso, alguns reporteres foram embora e teve uma que olhou pra mim e me deu tchau e fiquei pensando no momento. Deve está confundida ou algo assim.

Após as entrevistas, as atrizes ficaram ao meu lado e no momento nem me toquei, ficava mais preocupado em acompanhar a palestra e naquele momento a dificuldade de tirar fotos foi incrível, como não tinha uma câmera, peguei emprestado de um colega do albergue onde vivo e deu para quebrar um galho massa, já que o mais importante foi registrar o evento e a presença de todos, mesmo saindo um pouco (ou muito) embasada. E depois fiquei com uma cara de extremo tacho por saber que a Ana estava ao meu lado e não tinha aproveitado para tirar uma foto. FAIL!

Depois da mesa redonda entre o anfitrião da entrevista, foi entregue ao publico que estava no evento a oportunidade de perguntar aos convidados sobre o evento. Detalhe, praticamente a verdadeira nata intelectual boanerense e eu usando um casaco de camelô que comprei na Once (O São José de Buenos Aires ou qualquer lugar que remete roupa barata e questionável.). No finalzinho do evento, levantou um senhor com uma voz grossa que representava um tipo de poder em sua fala. Ele começou a falar que tinha lido o livro, elogiando claro, e depois disse que tinha começado a fazer um estudo antropológico social da sociedade argentina no final do governo de Menen e usa o livro como base. Até ai tudo bem, mas depois o condutor já olhou meio assim e disse: “Por favor senhor, faça a pergunta” e o senhor “Calma, nem terminei ainda de falar” e ai surgiu um clima estranho entre todos e principalmente o olhar de Ana Celentano que lembra aquele site de humor, o blog TENSO. Mas depois tudo se acalmou e retornou a paz e o evento terminou.

Com a cara de pau incrível, fui aos convidados e perguntei se podia tirar uma foto com eles. E consegui. Tirei foto com Ana Celentano (pessoalmente ela é mais linda do que se imagina) e duas vezes por que a primeira foto saiu embasada, depois tirei com o diretor e quase a mulher que tirou a foto iria sair com o flash direto com seus olhos, e Marcelo disse “cuidado”, e tinha me lembrado que tinha conversado com um colega critico Francisco Carbone que escreve para as Crônicas Cariocas sobre a data de estréia do filme no Brasil. Falei com Marcelo sobre isso e ele disse que existe uma remota possibilidade de chegar ao Brasil, mas não no Festival do Rio desse ano, mas sim no circuito nacional ou no festival do ano que vem. Depois tirei foto com a escritora e voltei para casa feliz.


O ex-teatro e agora loja El Ateneo















Eu e a escritora Claudia Piñeiro



















Eu e a atriz Ana Celentano















Eu e o diretor Marcelo Piñeyro








O pior é que só vi o filme duas semanas depois desse encontro e no próximo post, a resenha exclusiva do filme Las Viudas de Los Jueves aqui no blog e dedico esse post aos envolvidos do filme, ao diretor, a escritora e principalmente a Ana Celentano, que com certeza é a mais nova rainha do blog. Abraços e até mais!

Comentários

  1. Olha, tá ficando importante, hein? :-)
    Sem dúvida teve ter sido uma experiência muito bacana, parabéns!

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