Amor em Tempos do Cólera

Uma história de amor sempre chama atenção de qualquer um. Ainda mais com toques de romantismos jamais vistos. A história de Amor em Tempos do Cólera é algo de surrealista, mas mesmo assim tem um charme. Imaginar um homem esperar quase sua vida inteira pelo tão sonhado amor, poxa, é lindo demais. Porém quando deixam uma bela história em mãos que não entendem a riqueza do amor de um latino americano para um cara que acha que a magia do amor está numa porcaria de varinha mágica... o resultado, bem (...)


Cartagena, Colômbia. Florentino Ariza a partir do momento que cruza os olhos com Fermina Daza, sente algo fulminante, e ela o mesmo. Mas as dificuldades aparecem no casal principalmente na parte do pai de Fermina que consegue que ela esqueça parcialmente Florentino e casa ela com Juvenal Urbino, o medico que curou a cólera no país. Resta agora Florentino esperar o marido de Fermina morrer para que ele consiga viver o seu verdadeiro amor, a questão é se a espera poderá custar sua própria vida.


O filme tinha tudo, mas tudo mesmo para dar certo. Mas o filme se tornou algo cosmopolita. Vejamos diretor britânico, a dupla de protagonistas provenientes da Espanha (Javier Bardem) e Itália (Giovanna Mezzogiorno), roteirista sul africano, atriz (Fernanda Montenegro) e compositor brasileiro, os únicos colombianos da história de todo o filme são a atriz Catalina Sandino Moreno e a cantora Shakira. Esse reboliço tá dando náuseas.


O roteiro do mesmo (pasmem!) O Pianista e O Escafandro e a Borboleta, faz um roteiro de duas medidas, no qual valoriza mais as belíssimas poesias de Florentino e esquece o resto. Além disso, todo mundo do filme fala em inglês e detalhe, a história se passa na Colômbia e o pior é que se repararem bem tem momentos que o povo fala em espanhol. Que erro crasso, e ainda reclamam dos erros geográficos nos filmes estrangeiros sobre o Brasil.


Atuações de verdade mesmo são de Javier Bardem e Fernanda Montenegro. Javier em uma ótima fase tenta salvar esse filme da mediocridade com o seu personagem. Apesar de ele repetir a cara de esquisito do filme Onde os Fracos Não tem Vez (e o cabelo também) e Fernanda Montenegro, onde mesmo em poucos momentos em cena consegue roubar todas as atenções em sua atuação forte e poderosa até surpreendendo o próprio publico dela. Já o resto, é um festival de seios jamais visto no cinema. (infelizmente entra a parte machista) e fora a atuação mecânica de Giovanna Mezzogiorno onde ela se esqueceu que é colombiana na história entrega um sotaque bizarro italiano e fora a maquiagem horrível onde ela parecia ter 50 anos mas a personagem diz ter ... 72! E pensava que tinha achado pavoroso o de Click.


Mike Newell faz uma direção burocrática, horrível, onde comete erros grosseiros tanto de como conduzir, roteiro e muito mais, faz algo mais bizarro do que Memórias de uma Gueixa (me digam, com sinceridade, o que tem haver um americano falar de algo tradicional da cultura oriental???????) e ainda para tentar salvar, coloca tomadas aeras de rios e selvas colombianas... parecia mais um capitulo de Pantanal. Horrível.


Uma adaptação extremamente porca, um péssimo filme, uma vergonha para quem é amante desse belíssimo livro de Gabriel Garcia Márquez. Mas para quem gosta de ver uma prova de um amor quase impossível, o filme é esse... O impossível é achar esse filme aceitável e bom. Para não dizer que sou ruim, as únicas coisas que descem na garganta são as belas musicas de Shakira e a trilha do brasileiro Antonio Pinto, o resto. É um cólera mesmo!


Ficha Tecnica

Amor em Tempos do Cólera

Diretor: Mike Newell

Elenco: Javier Barden, Giovanna Mezzogiorno, Benjamin Bratt, Catalina Sandino Moreno, Fernanda Montenegro e John Leguizamo.

Gênero:Drama/Romance

Cotação do Filme: 15%-Filme Fuleragem

Comentários

  1. JP, não sou tão radical quanto a você nesse filme. Não li o livro que deve ser muito bom. Mas achei que o filme merece um tanto de crédito, eu gostei! Não sei se foi porque estava bem emotivo na época... enfim!! Um ótimo filme!

    [****]

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  2. Até que gostei desse filme. Acho que deveria ter sido todo falado na língua natal e me incomodei em diversos sentidos, mas gostei muito da atuação de Bardem, toda a produção técnica e os fatores narrativos e literários, que me conquistaram. Mas achei, para o típo de filme, que a direção foi fria.

    Ciao!

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  3. João, não consegui gostar nem do Javier Bardem nesse filme. Apesar da boa técnica, com destaque para a direção de arte e os figurinos, o roteiro é horroroso! Não conseguiu passar com propriedade o por quê dessa história de amor ser tão forte para que o Florentino lutasse tanto por ela.

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  4. Johnny, suas críticas são certeiras e irrespondíveis, pois realmente o filme é equivocado, com caracterizações que beiram a farsa e um ritmo modorrento. O pior de tudo é Mezzogiorno, numa atuação cheia de exasperação, mas nenhuma preocupação com as motivações de sua pertsonagem, que resultam ininteligíveis.
    Apesar de tudo, não achei tão ruim assim, talvez por tê-lo visto como uma farsa, caricatural, e por não ter lido o livro homônimo!

    Cumps.

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  5. Longo, longo, longo e longo. Quando eu achava que iria acabar, era só o começo.

    Só Javier Bardem para salvar do desastre total.

    Abraço!

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  6. Não conheço este livro, só de nome mesmo, mas com esses seus comentários negativos, me fez ficar com um pé atrás nesse filme.

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  7. Sempre tive vontade em ler essa obra e por isso estou resistindo em ver o filme, já que os comentários não são lá aniamdores até agora...
    abraço,s Jhonny!!!

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  8. Cara, como você mesmo disse, conseguiram cagar a obra do Gabo mesmo! O diretor da minha futura escola! Que vergonha...

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  9. Ainda pretendo assistir para ter uma opinião, pelo menos tem um elenco interessante.

    Abraço

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