27 de janeiro de 2012

The Girl with the Dragon Tattoo de David Fincher

Hoje, quando se vê inumeras adaptações de um livro para o cinema podemos chamar de remakes? Claro que não. Por isso que fica muito dificil afirmar ou pelo menos validar com coerencia que a adaptação do diretor David Fincher, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres como um remake copy paste da adaptação sueca que saiu a alguns anos atrás e que despontou a grande atriz Noomi Rapace que se imortalizou como a mistériosa hacker Lisbeth Salander.


A nova adaptação literaria ficou no cargo de Steven Zaillian, que está indicado a melhor roteiro adaptado junto com Aaron Sorkin em O Homem que Mudou o Jogo, diferente a adaptação sueca, foca muito mais e de uma maneira mais sedutora do que o caso em si. Todos os personagens chaves da trama ganharam um desenvolvimento mais profundo que o original, principalmente o Mikeal, brilhantemente interpretado por Daniel Craig, no qual se descobre mais detalhes ao personagem que eram ausentes ao filme original.

A composição de Lisbeth Salander por Rooney Mara merece um destaque interessante. Um dos pontos fundamentais sem duvida foi a não repetição dos traços de Noomi Rapace e assim distanciando dos filmes suecos. A Lisbeth de Mara tem um mistério latente. Como uma camaleoa, não consegue repetir em nenhum momento seu visual. Muitas vezes seus olhos trasmitem delicadeza e irã. Talvez seja a maior vitória do filme é a indicação dela como Melhor Atriz em um ano que realmente promete uma briga de gladiadoras. Sem duvida, um grande giro para uma atriz que encontrou um diretor perfeito para aflorar seu talento.

Por falar em Fincher. A cada ano o seu estilo continua sendo polido e mais arrebatador que nunca. Parece que tudo que se viu em A Rede Social é potencializado. Fincher, ao contrário da adaptação sueca, se torna um arquiteto de situações nos quais ao lado da trilha sonora arrebatadora de Trent Renzor (duas maiores e mais duras ausencias no Oscar desse ano) não deixa que em nenhum momento piscamos aos olhos ao admirar o seu universo para o livro de Steig Larsson e a riqueza de seus personagens.

Sem duvida, a adaptação de Fincher de Os Homens Não Amavam As Mulheres consegue ter um fator fundamental em comparação o que é o livro e o que faltou na adaptação sueca que foi o deslumbre e o fascinio total do que é a história em si. Mais uma vez o filme talvez coloque em cheque os debates sobre os remakes em um ponto: uma visão particular pode fazer uma diferença em um remake? Podemos dizer que já passou a ser a uma adaptação bem sucedida? O debate é longo e talvez merece espaço em um outro texto já que o fundamental é dito: Fincher faz mais uma obra prima e que 2012 já tem um forte candidato a um dos melhores do ano.

Ficha Técnica
The Girl with the Dragon Tattoo
Diretor: David Fincher
Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Steven Berkoff, Robin Wright, Yorick van Wageningen, Goran Visnjic e Joely Richardson.
Gênero: Suspense
Cotação: 100% - *****

Indicado ao Oscar 2012

Melhor Atriz - Rooney Mara
Melhor Efeitos Sonoros
Melhor Edição de Som
Melhor Montagem
Melhor Fotografia

20 de janeiro de 2012

O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

Assistir Moneyball nos lembra a experiencia quase recente de A Rede Social de David Fincher. Apesar de terem o mesmo roteirista, Aaron Sorkin, o filme de Bennett Miller foca de uma maneira em um personagem que teve uma peça fundamental no esporte mais popular americano: O baseball. A história se baseada em fatos reais fala de um gerente de um clube de baseball que está em uma crise de montar um time e contrata um contador que implementa a tecnica “O Jogo da Fortuna” para ter sucesso.

Brad Pitt interpreta o gerente Billy Beane e assim demonstrando o por que vive em uma fase de ascenção. Um personagem que passa longe dos maniqueismos e assim como na outra obra adaptada por Sorkin, transforma um personagem com trejeitos simples em um estudo complexo sobre aqueles que trabalham dentro do esporte. Não duvido muito uma indicação para o ator no Oscar desse ano já que é o que menos utiliza de tecnicas de overacting, mas sim esbanjando naturalidade.

Uma das maiores surpresas por parte de atuação sem duvida fica na parte de Jonah Hill. Que despontou em comédias como Superbad e O Queridinho da Vovó surpreende com uma naturalidade curiosa de um personagem que cresce durante o filme. Não necessitou assim como Pitt de trejeitos. Só pela sua naturalidade que soube durante a trama, descobrimos que estamos diante de um ator que com um profissional competente, é possível extrair elogios.

Assim como muitos filmes dramáticos, nesse ponto, a direção de Bennett Miller foca mais no tradicionalismo em como contar a história com uns lapsos curiosos com um flashback para entender mais (ou pelo menos buscar uma compreensão das atitudes) o personagem de Beane. Mas o mais importante, lembrando muito a direção de Fincher para A Rede Social, a direção de Miller se sobressai nos momentos simples, nos quais existe o contato entre os personagens e o público.

Moneyball – O Jogo da Fortuna ou O Homem Que Mudou o Jogo no Brasil seja daqueles tipos de filme que se assiste e não se conquista por grandiosas atuações ou tão pouco atos que vão revolucionar a história do cinema. É aquele tipo de filme que encontrou um diretor honesto, uma história honesta e transforma em realidade aquela naturalidade que no final da sessão, é dificil não esboçar ao emoção para cada personagem chave.

Ficha Técnica
O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)
Diretor: Bennett Miller
Elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright
Gênero: Drama
Cotação - 100% *****