26 de setembro de 2006

Lady Vingança ou Senhora Vingança




Lee Guem-Ja é um anjo de pessoa, mas ela é vitima de uma chantagem, assume um crime que não cometeu, é forçada a ver a sua filha pequena sendo levada para adoção e ainda pega uma pena de 13 anos na cadeia. Durante a estadia na prisão ela planeja sua vingança contra o verdadeiro culpado e ela não poupará esforços para cumprir com o seu audacioso plano.

Fechando com sutileza e beleza lírica, Simpatia pela Lady Vingança ou se preferir Senhora Vingança (Sympahty For Lady Vengeance) , é o ultimo da trilogia da vingança feito pelo diretor Chan Wook Park. O tema da vingança é tratado em um ponto de vista feminino, da protagonista Lee Guem-Ja, protagonizado com beleza e um carisma inegável da atriz Lee Young Ae, e de como ela consegue colocar em pratica o seu plano.





Já no começo do filme somos introduzidos a uma bela e emocionante abertura aonde já percebemos que o filme não será apenas de violência e sim de exaltação ao poder feminino. Outro ponto interessante é a impecável fotografia junto com jogos de cenas inesquecíveis que demonstram a força técnica que o cinema oriental tem. O roteiro do filme não chega ser complicado como Oldboy, mas nem tão simples como Senhor Vingança apenas ele tem um lento desenvolvimento para que se conheçam os personagens que não são poucos, mas quando começa a funcionar só para na ultima cena com uma narrativa espetacular e belíssima. A trilha sonora do filme é um dos pontos altos da trama, com musicas suaves e tranqüilas, dando mais charme e beleza à jornada da heroína Guem-ja.

O único ponto fraco do filme é que se comparar aos dois filmes da vingança ele é meio fraco na parte de violência, mas nesse filme explora e muito os personagens principais e um dos finais mais belos que fecha com maestria uma trilogia que explorou sem clichês um tema tão defasado e caricato. Mesmo sendo o mais “fraco” da trilogia, ainda é um ótimo filme, um filme que nós faz pensar sobre si mesmo no que somos hoje e ainda vemos como uma vingança pode ser um prato muito doce e não tão frio quanto nós pensamos...




Nota : 10,0



22 de setembro de 2006

Crank - Adrenalina

Pela primeira vez tem que se concordar com o titulo nacional, por que ele consegue transmitir de verdade o que o filme é. Crank significa pessoa irritada, excêntrica, mas aqui no Brasil se chamará Adrenalina. Mas não se deixe de enganar pelo incrível titulo de filme B por que esse filme é uma das surpresas do ano e ainda consolidou o nome de uma figura: Jason Stathan.

A história já é meio irreal. Conta a jornada de Chev Chelios, um assassino profissional, que foi envenenado por um veneno chinês que mata pouco a pouco inibindo a criação de adrenalina e deixando os batimentos cardíacos fracos e só tem um meio de ele continuar vivo: produzir adrenalina e a partir desse momento que começa uma eletrizante busca pelo antídoto e pela vingança.

Bem, o roteiro do filme é o que podemos dizer meio batidinho, mas tem suas vantagens que é colocar biologia no filme, em que sentido, mostrando as alternativas do personagem para continuar vivo. Também tem um final que podemos dizer, diferente, injetando emoção a trama. A montagem do filme é muito ágil, mesmo com um ar videocplitico o filme não deixa a pessoa ficar parada mesmo em momentos simples. A trilha sonora é muito forte, agitada em algumas cenas e calma em alguns momentos, mas que são bem dosados. Mas todos os méritos do filme são de Jason Stathan, ele conseguiu nesse filme o verdadeiro herói de ação, neste filme o anti-herói, fazendo esquecer tranquilamente o personagem que marcou a carreira dele o Frank Martin, de Carga Explosiva, e consolidar o nome dele junto com de Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger. Também está no elenco Amy Smart fazendo a namorada de Chev, Eve, bem... Ela pelo menos canastrona nesse filme e tem mais emoções do que em Efeito Borboleta.

Em seus 85 minutos, o filme não deixa cair à peteca e se torna um dos melhores filmes de ação do ano, junto com a sua edição ágil, humor corrosivo, situações inusitadas que deixam o filme se tornar algo legal de se ver e principalmente as cenas de ação que são honestas e diretas, sem mentiras exageradas. Um bom filme de ação, adrenalina do inicio ao fim...

Nota: 9,0

15 de setembro de 2006

Todos Os Filmes de Superman


Superman The Movie

Abrem-se as cortinas, de imediato se vê um gibi da Action Comics e uma narrativa sobre um jornal chamado Planeta Diário na voz de uma criança e em direção ao infinito começava uma das entradas mais inesquecíveis do cinema e também o inicio da fantasia e do inexplicável... Em 1978 estreava nos cinemas a melhor adaptação de super-herói de todos os tempos do cinema. Superman The Movie.

A história começa no planeta Kripton, um cientista e membro do conselho, descobre que seu planeta está prestes a explodir e manda o seu único filho Ka-El para o Planeta Terra , aonde o Sol amarelo vai lhe dar poderes infinitos, por aqui é encontrado pelo casal Kent e ganha o nome de Clark Kent. Anos se passam e depois de um longo período na Fortaleza da Solidão, ele descobre sobre os mistérios do universo e se torna Superman e a partir desse momento ele viverá emoções e aventuras para proteger o mundo da injustiça e maldade.

Superman foi criado em 1938 por Jerry Siegel e Joe Shuster em uma época onde a esperança do povo americano estava arrasado com a depressão de 30 e com a crise que mergulhou o país naquele momento e a criação de um herói se tornou algo que retomasse o espírito de esperança e ele se tornou um personagem político importante.

O roteiro do filme é escrito por Mario Puzo, sim o homem que criou O Poderoso Chefão, e ele conta em mínimos detalhes do que acontece em Kryton até a ascensão do nosso herói e por incrível que pareça não tem erros de roteiro, mas ele deixa logo no inicio que iria ter a continuação. Mas fora isso é um roteiro espetacular. A trilha sonora foi composta por John Williams e é uma das melhores trilhas sonoras já feitas da história do cinema. O elenco é altamente afiadíssimo, Marlon Brando faz Jor-El, pai de Superman, e com aquela voz e presença o filme já começa forte com a sua interpretação marcante; Gene Hackman faz o maior arquiinimigo de Superman, Lex Luthor, no filme ele é que carrega os momentos de humor e ódio com o seu personagem. E claro Christopher Reeve dá show como Superman, uma interpretação simples, bem medida, que faz uma chamativa para entrar em uma aventura inesquecível.

E outros fatos marcantes nesse filme são: a riqueza de detalhes em alguns cenários como Kryton e a Fortaleza da Solidão, os efeitos blue-screen que ganhou força total com o filme Star Wars há um ano atrás (1977) e as cenas de vôo, são cenas que quem viu na época na tela grande não conseguirá esquecer jamais e ainda até hoje aquelas cenas tem uma riqueza indiscutível. A direção de Richard Donner é basicamente sublime e começando uma corrente meio que curiosa no cinema, por que antes de ele fazer Superman, Richard Donner fez o filme A Profecia que para muitos, um dos melhores filmes de horror já feitos e até hoje arrepia a espinha...

Indiscutivelmente, é o melhor filme de super-herói já feito, e isso é fato, mas hoje, com uma juventude que respira tecnologia, quando vê esse filme vai achar um lixo total por causas dos efeitos antigos e aquela coisa tecnologia, mas mal sabe eles que a maioria dos heróis que eles gostam hoje foram realmente influenciados por Superman. Mas para quem viu o filme na tela grande, até hoje sente arrepios desde primeiro minuto até a ultima cena que se tornou uma das mais clássicas do cinema. E hoje quando se vê o cartaz do filme, e vê uma simples frase, sentiu que a missão foi cumprida: Você irá acreditar que o homem pode voar...





Superman II - A Aventura Continua


Sempre vai ser uma preocupação o segundo filme de cada franquia, como Jogos Mortais, Maquina Mortífera, Mad Max e entre outros e é considerado um teste de fogo para qualquer estúdio de Hollywood, e Superman passou por esse teste e se saiu muito bem.

No começo do primeiro filme Jor-El condenou três perigosos inimigos, incluindo o seu arquiinimigo General Zod, como punição eles foram condenados a ficar na Zona Fantasma, um tipo de prisão que Jor-El inventou. Depois de salvar Paris de uma bomba nuclear, Superman joga a bomba no espaço, mas com a explosão quebrou a Zona libertando o maior inimigo de seu pai e ainda todos os três tem os mesmos poderes de Superman. Fora isso, Lex Luthor fugiu da prisão e descobre a Fortaleza da Solidão e descobre algumas coisas de Superman e tenta colocar o seu plano em ação. Agora Superman irá conseguir deter os vilões, mas também, resistirá em não contar o seu segredo ao seu grande amor, Lois Lane?

Nesse filme já se percebe grandes mudanças como a não aparição de Marlon Brando; os créditos iniciais mostram um tipo de flashback com imagens do primeiro filme e as letras indo a direções aleatórias fazendo assim um breve resumo do primeiro filme. E principalmente a mudança do diretor, mas é Richard, não o Donner, mas sim Lester.

No segundo filme continua o roteiro de Mario Puzo, que tem uma história que completa a única brecha visível do primeiro filme que é o General Zod, e também a história funciona como um romance entre Superman e Lois Lane. A direção de Richard Lester é boa, mas não chega aos pés de Richard Donner, mas com uma grande produção, um ótimo roteiro por trás, a direção se torna um mero e pequeno detalhe. Em Superman II tem muita ação fazendo que ele se torne um filme altamente excitante e ágil. O elenco do filme está mais afiado, Christopher Reeve está mais a vontade como o homem de aço, Gene Hackman se diverte mais ainda como Lex Luthor trazendo novamente aquele humor característico dele, mas quem realmente se destacou foi Terence Stamp como General Zod, ele com o inegável sotaque inglês faz um vilão a altura e dá espetáculo de soberania e crueldade.

Superman II – A Aventura Continua, em primeiro lugar, é uma ótima continuação, diversão em tempos áureos do cinema pipoca, pena que a partir desse momento que a franquia começou a desandar e não foi só Superman não, também a franquia de Batman sofreu depois do segundo filme. Mas de qualquer maneira é um ótimo filme e que ainda nos faz acreditar que o homem pode voar. Obs.: Para entender alguns fatos de Superman – O Retorno precisa ver Superman II, ele ira tirar duvidas no que acontecem no novo filme.





Superman III


O que faz uma boa idéia ser desperdiçada? O que faz uma franquia perder o rumo de vez? Um exemplo perfeito disso é Superman III, o filme que deu inicia o declínio total de uma franquia que iniciou um sonho, mas com de acordo com esse filme se tornou um pesadelo visual.

O ponto de partida do filme é com Gus, vagabundo que de uma hora para outra tem um talento na área de computação e chama atenção de um grande magnata que tem um plano muito audacioso que controlar o mundo através dos computadores, mas ele tem um encalço: Superman! E os vilões farão de tudo para destruir-lo. Enquanto isso, Clark Kent volta a Smallville e reencontra um amor não correspondido do passado à bela Lana Lang. E isso só é o começo, por que ele vai enfrentar o pior inimigo: ele mesmo.

Bem, quando se chega ao terceiro filme de qualquer franquia sempre colocam elementos novos, mas também que ai que mora o perigo que é a aceitação dos fãs. Por exemplo, em Duro de Matar, A Vingança, usou e abusou das perseguições e quebra-cabeças e isso deu certo já em Matrix, o caso foi diferente, o filme teve pouca ação e mais profundidade filosófica que resultou em fracasso e frustração. E no caso de Superman III, frustração.

Bem, os efeitos especiais do filme já começaram a demonstrar sinais de desgaste por causa da época e também com a real evolução cinematográfica estabelecida por um filme fraquinho chamado Star Wars – The Return of Jedi, inclusive repetir as cenas de vôo e uma cena extremamente mal feita que foi a seqüência da torre de Piza. O roteiro do filme tinha uma boa base, mas com a introdução forçada de elementos humorísticos fica difícil a degustação do filme em si. Outro fator que deixa o filme fraco foi a introdução do comediante Richard Pryor no filme, na época do filme, ele estava com a carreira em ascensão e os produtores pensaram que colocando ele no filme chamaria outro publico alvo, mas ele no filme consegue protagonizar as cenas mais sem graças do filme, mas graças a ele Christopher Reeve o filme não se torna um fiasco total, tanto como o desajeitado Clark Kent e como Superman e no momento que Superman fica mal, o filme decola e se torna uma seqüência inesquecível e depois dessa parte o filme melhora um pouco mas mesmo assim não o suficiente. Um detalhe interessante desse filme é a atriz Annette O’Toole, sim, a mãe de Clark em Smallville e no filme ela faz Lana Lang e ela no filme está muito bem mesmo para um personagem nem muito cobrada e outra, ela não sofreu efeitos do tempo, o mesmo rosto do filme está em Smallville. Mas o que realmente estragou o filme é ter tirado a marca registrada de Superman, que foi os créditos iniciais, e colocaram uma horrível seqüência de humor forçado.

Um verdadeiro deslize de direção, um filme que tem muitos pontos variáveis, mas que em seu resultado final o filme se torna um começo de uma grande frustração, para se ter uma idéia, nem o próprio publico de Superman considera esse filme uma seqüência. O filme só vale por três coisas: 1 – Curiosidade; 2- Superman Mal contra Clark Kent; 3- De como Annette O’Toole não envelheceu durante esses anos todos... E o resto, bem, é resto...









Superman IV - Em Busca Da Paz

Nos anos 80, o medo de uma Guerra Nuclear era crescente, tanto no mundo quanto nos Eua. Mas usar um símbolo extremo de justiça para propagar a paz nem sempre foi uma boa. Em Superman IV, um garoto vendo a crise nuclear crescer, manda uma carta para o Superman pedindo o final da corrida nuclear, mas também se tornou uma oportunidade perfeita para Lex Luthor executar o seu terrível plano.

Se parar para pensar direito, iramos concluir que Superman é um personagem político desde sua criação, no final na década de 30, ele apareceu em um país mergulhado na depressão e veio com ele, uma fagulha de esperança, e não é só Superman que tem uma essência política, outros como Capitão América, Zé Carioca e o símbolo do soldado americano Rambo.

Além disso, a base do filme é carrega uma cunha política e pacifista e faz com que o roteiro seja fraquíssimo e outros personagens sejam apenas os famosos “enche-lingüiça” assim prejudicando o trabalho dos atores. Outro fato que prejudicou o filme foi a cenas de vôo que são extremamente mal feitas fazendo que o filme se pareça um filme B, a direção de Sidney J. Furie ajudou a serie ir para o fundo do poço da mesma forma que Joel Schumacher fez em Batman. Pelo menos a trilha do filme é decente fazendo que o filme não se torne um completo lixo.

Uma verdadeira frustração, uma lastima para quem é fã do Homem de Aço, além de ser uma apelação visível para a paz que se tornou uma obra defeituosa. Ainda bem que Bryan Singer e Brandon Routh salvaram a franquia do Homem de Aço...








Superman - O Retorno


Em 1978 saiu um filme cujo cartaz chamava atenção com o seu slogan: "Você irá acreditar que o homem pode voar" chegava aos cinemas da época Superman - The Movie. Dirigido por Richard Donner e estrelado por Christopher Reeve, Gene Hackman e Marlon Brando; o filme é considerado um dos melhores filmes já feitos e alem de ser a melhor adaptação de gibi nas telonas. Mas com o tempo a Dc enfraqueceu em decorrência de péssimos filmes da sua franquia (o Três e o ridiculo Em Busca da Paz que é claramente um apelo muito mal sucedido contra a Guerra Nuclear) e isso deixou a sua rival a Marvel mais forte e lançou filmes realmente bons (X-Men, Blade, Hulk e Homem Aranha), mas a Dc não deu por vencida e lançou em 2005 Batman Begins, que alem do filme ser ótimo é um dos melhores do ano. E com essa ótima recepção a Dc decidiu que Ele deveria retornar e retornou e em grande estilo.

Superman Returns se passa anos depois dos acontecimentos do segundo filme. Depois de ficar ausente por um longo tempo, Superman volta de uma viagem ao espaço, mas quando chega a Terra percebe que o mundo aprendeu a conviver sem ele incluindo a sua grande amada Lois Lane que agora está casada e com um filho. Enquanto isso, o maior inimigo de Superman, Lex Luthor arquiteta um plano realmente cruel para dominar o mundo e agora só o Superman para parar os planos doentios de Lex e recuperar o amor de Lois.

Mas para Superman retornar foi realmente complicado. Primeiro foi a escolha do diretor, no começo da produção foi o diretor Tim Burton, mas com problemas saiu. Mas com o sucesso da série animada, da Liga da Justiça e do seriado Smallville, a Dc percebeu que a hora é essa e foram pesquisar mais diretores. Surgiram vários candidatos, um deles era McG, o diretor de um dos piores filmes que já vi em toda a minha vida que foi As Panteras e sua continuação e suas escolhas absurdas de colocar Beyoncé como Lois Lane e o ator do seriado Tom Welling, que ainda é um ator fraco como o homem de aço. E a Dc junto com a Warner contratou um diretor que realmente entende de super-herói: Bryan Singer. Ele dirigiu X-Men 1e2 e também Os Suspeitos e O Aprendiz, além de ter uma coincidência muito interessante com o diretor do original Richard Donner que antes de fazer filmes de super-heróis eles fizeram filmes de suspense e chamaram atenção dos produtores pelo seu talento.

Por falar em talento, o elenco do filme é excelente e todos têm seu destaque. Eva Marie Saint faz Martha Kent, a mãe de Clark Kent, mesmo falando pouco ela traz sensibilidade em cena. Parker Posey faz Catherine, a ajudante de Lex Luthor, ela proporciona momentos de humor refinado. Sam Huntigton faz Jimmy Olsen que também carrega momentos de diversão. Tristan Lake Leabu faz Jason, o filho de Lois tem bom momentos em cena e é uma peça muito importante do filme. James Mardsen faz Richard, o marido de Lois, e o ator até que fim faz uma coisa que ele deixou de fazer em X-men, ser importante em cena. Kate Bosworth faz a mocinha Lois Lane, ela soube bem caracterizar o papel, mas o fator idade da atriz pesa um pouco e fica muito estranho quando se vê a película, mas em nenhum momento ela estraga o filme. Kevin Spacey está brilhantemente maléfico como Lex Luthor, além de trazer aquela coisa vilanesca ele faz rir com suas ironias e sentir raiva em seus momentos de crueldade. E claro, para repetir a formula que consagrou em X-Men, Bryan Singer escolheu um desconhecido para o papel principal. O escolhido é Brandon Routh assim como Hugh Jackman é o Wolverine, Brandon Routh é o Superman, ele encarna o personagem deixando ele mais humano, uma atuação natural que deixa a confundir com o Superman original Christopher Reeve, mas Brandon fez e com louvor o homem de aço.

O roteiro do filme é ambicioso, ele tem uma história bem bolada e consistente, mas do que a do Batman Begins, e o roteiro têm aqueles famosos ganchos que deixam o espectador ansioso para a próxima cena só que não supera o belo roteiro escrito por Mario Puzo do primeiro filme. A inesquecível trilha sonora de John Willmans foi mantida, mas John Ottman deixou com um charme a mais criando mais uma trilha mágica e emocionante. As montagens das cenas do Superman voando são realmente belíssimas que dá uma emoção única e não fica aquele nojo que ficou em Matrix e em Homem Aranha. As seqüências de ação são muito bem dirigidas que provam que Bryan Singer é um dos melhores e talentosos da atualidade. E tenho que citar dois pontos marcantes do primeiro filme que estão nesse filme também que são os créditos iniciais que foram mantidos e que ficou ainda mais belo nesse novo filme e a cena final aonde aparece Superman no espaço foi mantida e se transformou em um momento de grande emoção.

Superman Returns não é um filme, é um verdadeiro épico de um super-herói, aonde transparece emoção desde primeira cena até a ultima e ainda com a condução mágica de Bryan Singer o filme se torna algo prazeroso em ver e rever. Um belíssimo filme em que podemos dizer no final: Eu acredito que o homem pode voar...

Notas:

Superman The Movie: 10,0
Superman II – A Aventura Continua: 9,5
Superman III: 6,5
Superman IV – Em Busca da Paz: 3,5
Superman – O Retorno: 10,0

14 de setembro de 2006

Vôo 93

Tocando na ferida, revirando o que se quer esquecer, vivenciar o horror. Definições certas para o filme Vôo 93 de Paul Greengrass. O primeiro filme oficial sobre os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, mas não vai se pensar que é um avião batendo em um prédio não. O filme é o relato heróico (?) dos passageiros do vôo United 93 que foi um dos aviões seqüestrados pelos terroristas (?) que tinha como alvo a Casa Branca, mas que graças a Deus (?) caiu em um campo abandonado na Pensilvânia.

Para se assistir esse filme tem que revirar um pouco a história, na época que os acontecimentos ocorreram, tinha que se ver o cenário naquela época. O EUA estava começando a entrar em uma crise administrativa e econômica por causa da ausência do presidente G. Walker Bush, chega a ser um momento propicio para planejar um ataque ao coração do orgulho americano.

O roteiro do filme é totalmente baseado em relatos das famílias que tinham seus parentes dentro desse vôo, e também se baseou nos bastidores dos centros de controle de trafego aéreo de algumas cidades americanas. A trilha sonora é famoso clichê de sempre ser uma musica muito triste, mas que tem requintados toques tensos para dar vida e emoção em algumas cenas. A montagem do filme é que pode se dizer “um fator de desequilíbrio” ou também o “ponto positivo” que é a linguagem documental dos fatos. Há momentos que o filme consegue isso com brilhantismo nos momentos dentro do avião e sem aquele “clichê” de amostrar o avião caindo, mas fora ele, durante as cenas nos centros de comando, o filme mais se parece um daqueles casos do programa Linha Direta que se restringiu a simulação, mas que tem o seu grande momento quando as torres gêmeas caíram.

O filme Vôo 93 conseguiu o que queria um filme cru sobre fato negro da história mundial em uma visão meio americanamente pretensiosa, mas não tem que só se limitar na visão de uma sociedade, é importante para se entender qualquer fato, desde que seja político,histórico ou social os dois lados da moeda. Mas de uma coisa é certa, que esse filme é o ponta-pé inicial para filmes de heroísmos e mais ismos e por ai vai...

Nota: 8,0

Ps: Para se entender melhor sobre esse tema não deixam de ver também A Estrada Para Guantanamo (The Road To Guantanamo).

11 de setembro de 2006

Dumplings : Escravas da Vaidade


Folha exótica, extratos de verduras, substancias químicas? Para Tia Mei isso tudo não funciona para ter a juventude eterna. A receita dela está em seus bolinhos de carne. Já Sra. Lee, uma bela balzaquiana insatisfeita com os efeitos da idade e da rejeição do seu marido, se sente atraída pela proposta de juventude. Mas os bolinhos têm um ingrediente secreto que vai muito além da compreensão racional.

Escravas da Vaidade (Three Extremes: Dumplings) faz parte da obra Three Extremes, que são três media metragens de horror feito por três diretores de diferentes paises da força cinematográfica oriental atual. Takeshi Miike (One Missed Call e Ichi The Killer) fez The Box; Chan Wook Park (JSA – Joint Security Área, Oldboy, Lady Vengeance) fez Cut; e Fruit Chan (Hollywood Hong Kong) fez Dumplings, sendo que esse ganhou um tratamento especial e tem o seu próprio longa mas com algumas diferenças mas que em nenhum momento atrapalha o filme.



Mas o interessante desse filme é o tema principal que é a vaidade, o filme questiona em um modo extremo e verdadeiro o limite feminino com a juventude e a insatisfação com o envelhecimento e o desprezo fazendo chegue ao ponto de esquecer o certo e o errado. Também dentro desse filme é tratado outros temas mais polêmicos mas como se passa em um país que a cultura em alguns assuntos tem uma visão diferente, algumas pessoas poderão ficar meio chocado de como a naturalidade de como eles tratam algumas situações.

Um filme que prova que o ser humano não tem limites para se satisfazer, uma história envolvente e macabra sobre os mistérios da juventude feminina. Uma prova definitiva que horror oriental não é só menininha com cabelinho escorrido dentro de uma casa mal assombrada. E imagine se a moda do bolinho pega aqui no Brasil ...


Nota : 9,0

8 de setembro de 2006

A Dama Na Água ( Lady In The Water)


Cleveland Heep é um zelador gago mas cuidadoso. Intrigado com o que acontece à noite, na piscina do condômino onde trabalha, ele resolve investigar. Durante sua busca ele encontra Story (até hoje não entendo por que esse nome...). Uma bela jovem, porém assustada, mas ela se revela um ser especial e que tem que voltar para o seu mundo e agora Cleveland tentará pedir ajuda aos insólitos moradores do condomínio a ajudar Story voltar ao seu mundo.

Baseado em uma obra infantil do próprio diretor, A Dama na Água merece um tratamento especial por que ele conseguiu se desprender da postura dos filmes anteriores contando apenas uma história simples e que isso se criou uma revolta por parte de alguns críticos e do publico, mas por um outro lado, por que criticar uma fabula?

Mais uma vez ele acerta no elenco do filme, inclusive ele está também dentro do elenco fazendo o personagem Vick, que uns consideraram muito canastrão, pelo menos ele faz um bom papel e é importante na história. Cindy Cheung faz Young Song uma universitária que ajuda a Cleveland a sua jornada e junto com a sua mãe faz uma das cenas mais interessantes e cômicas do filme. A linda Story foi brilhantemente interpretada pela atriz Bryce Dallas Horward. Ela conseguiu trazer uma coisa meio esquecida no cinema americano que é a inocência de personagem, o que se pode dizer uma atuação que não consegue tirar malícia em seus gestos e que hoje voltou com o filme asiático O Arco. E, além disso, ela é uma verdadeira promessa de uma ótima atriz e se continuar nesse caminho... Quem sabe o Oscar. E Paul Giamatti está provando que é um ator completo, versátil e um dos melhores atores da atualidade e ele está cativante como Cleveland e também fez cenas no mínimo inusitadas e que ajuda a o espectador pensar sobre si mesmo e o papel dele na sociedade.

O roteiro do filme segue uma característica do diretor que é os profundos diálogos entre os personagens e principalmente entre Cleveland e Story que nos dão momentos reflexivos sobre o ser humano. Mas o ponto mais alto do roteiro é de como ele se desenvolve o mistério, de uma forma gradual e tranqüila fazendo que o espectador entre na trama para tentar resolver o que pode acontecer no próximo ato. A fotografia ficou encarregada pelo australiano Christopher Doyle que fez a fotografia de 2046, Escravas da Vaidade e Herói e por esse filme dá pra notar que a fotografia é show e nesse filme não é diferente, ele conseguiu fazer uma fotografia peculiar e tranqüila dando magia e simplicidade no filme. A trilha sonora ficou mais uma vez pelo compositor James Newton Horward, colaborador de todos os filmes de Shyamalan, e mais uma vez, uma ótima trilha, que belas em momentos certos e tenebrosos em outros que ajudaram o filme ganhar alma e vida.

Shyamalan acertou mais uma vez em trazer um ótimo filme e diferente dos outros, esse tem uma proposta mais simples e também mais humana dando ênfase a importância da coletividade do ser humano. Infelizmente o único defeito do filme não está nele e sim fora, a cobrança dos críticos e de um publico que torcia para mais um filme a lá Sexto Sentido, muitos esperavam uma complexidade e o que viram é uma história simples e inocente e ainda consegue resgatar a inocência de uma personagem. Um bom filme, e por que não um filme para toda a família, agora só falta ler o livro e acreditar que existe ainda um cinema inocente...

Nota : 8,5

Trailer do filme - http://www.youtube.com/watch?v=qRfje9bUIX0

3 de setembro de 2006

Serpentes a Bordo (Snakes on A Plane)



Quando se vê um nome de um filme de imediato pode se prever do que o filme se trata, exemplos não faltam como Escravas da Vaidade, Jogos Mortais, O Massacre da Serra Elétrica e entre outros. Mas quando imagina um filme chamado Serpentes a Bordo (Snakes On A Plane, Eua, 2006) imaginamos qualquer coisa, desde uma singela força de expressão, mas o que se ver é o obvio: Serpentes a Bordo!

A história gira em torno em Sean, um jovem aventureiro que testemunha um assassinato de um fiscal morto pela Yakusa e a FBI manda o agente Nelville Flynn para proteger o garoto e para despistar os assassinos eles pegam um vôo comercial de Havaí até L.A., mas os assassinos descobrem e colocam algo inusitado dento do avião que é serpentes de todos os tipos e o que era uma viagem tranqüila se torna o maior pesadelo.

Bem, o filme por incrível que pareça ele funciona, o roteiro desse filme não é tão complicado e sim tão previsível que nem se pode cobrar alguma coisa. O filme basicamente tem uma locação que é dentro do avião e o diretor soube muito bem segurar o clima tenso e quando aparecem os “astros” do filme é que o momento que o medo se instaura, mas também o filme tem seus momentos de humor sem prejudicar o filme. Bem os atores não pedem uma atuação, mas Samuel L Jackson está mais se divertindo do que tudo, o seu personagem além de ser o melhor em cena é o mais divertido e que tira as perolas que ficaram famosas nas internet.

O que esperar nesse tipo de filme, tudo menos coisa seria, ele é eficiente no que propôs e fez isso com perfeição, colocar juntos, terror, humor, ação e diversão em 96 minutos bem distribuídos. O que pode incomodar muito é que tem muita cobra, muita mesmo, só faltando a Anaconda, mas o que o filme é uma venenosa diversão. isso ele é.

Nota : 8,5