20 de junho de 2016

Rabid Dogs - Cães Raivosos

Um assalto que dá terrivelmente errado. Uma fuga que leva um rastro de sangue e balas. Uma mulher refém do desespero dos ladrões. Em meio das fugas, um homem desesperado para levar sua criança para o hospital para um transplante. Desse ponto em diante, começa uma jornada infernal para cruzar a fronteira. Essa é a base da história do filme franco-canadense Rabid Dogs ou se preferir, Cães Raivosos.


O filme é um remake de um clássico pouco conhecido de Mario Bava que foi filmado em 1974 porém por dificuldades de produção, só saiu vários anos depois. Além claro do filme ser mais um representante brutal da movida chamada Eurocrime. O remake saiu no final do ano passado porém estreando esse ano em alguns mercados internacionais. Porém nesse projeto se sobressai quando se compara aos remakes que saem de determinadas obras.

Alguns remakes se preocupam em repetir quadro a quadro as situações do filme original para que exista um tipo de contato entre aqueles que viram o original e tentar chamar atenção do novo público. Porém a vertente que segue Rabid Dogs é a mais sensata em relação a projeto: ter em conta o cenário do filme original. Ou seja, a nova adaptação apenas tem em conta a base do filme original porém adapta de uma maneira para o “novo público”.  

Se a trama original era uma viagem infernal, o original tenta a sua maneira criar a sua, mas ao invés de explorar o lado psicotico que foi transmitido no filme original, o remake joga no lado da tensão e em algumas cenas simples de ação. Outro ponto memoravel é sua incrivel trilha sonora que revitaliza o trabalho espetacular de Stelvio Cipriani com um toque eletronico que lembra muito o estilo frenetico de Hotline Miami.


O original continuará sendo impecavel. Uma obra maestra de Bava demonstrando uma habilidade única de criar um horror sem precendentes. Já o remake mesmo não carregando o mesmo peso e choque do original, é um solido triller de ação que a tensão não para em nenhum momento. Mesmo não carregando o mesmo pedrigree de coléra do original, não se deixa vacilar e consegue ser um cão bastante intimidante. 

9 de junho de 2016

As Tartarugas Ninjas - Fora das Sombras

O proposito de uma continuação por muitas vezes é essa: prosseguir com um histórico de sucesso de uma forma de arte. Seja como jogos, filmes, peças de teatro ou séries, toda a continuação inicialmente tem essa mentalidade na cabeça. Óbvio que também existem aqueles que são feitos para ganhar uma grana extra e assim como o ganso dos ovos de ouro, aproveitar o máximo que está saindo ovos de ouro e lucros abundantes. E por ultimo, talvez o que se encaixa bem para esse filme em questão, uma continuação para reparar as falhas do filme original e tentar algo diferenciado.

As Tartarugas Ninjas – Fora das Sombras é a continuação direta do filme de 2014. Após os eventos do primeiro filme, Destruidor consegue fugir da prisão e tem um proposito: encontrar 3 reliquias para transportar o Tecnodromo e o temivel Krang para o plano terrestre. Os únicos que podem deter são as tartarugas ninjas ao lado de Casey Jones, um aspirante a policial que é habilidoso com os patins. Mas ao mesmo tempo, o Destruidor vai ter ajuda dos mutantes Beebop e Rocksteady.

O novo filme consegue até com uma possivel folga superar o filme original em um quesito: ter mais cara de tartarugas ninja em comparação ao filme anterior. Nesse ao menos tem mais foco neles do que em Megan Fox que surpreendentemente, aparece pouco. Além disso, é possivel diferenciar cada um já que no outro filme pareciam bonecos que tem cores diferentes. Também os visuais de Beebop e Rocksteady estão bem cartunesco mas também se torna mais disfrutavel e até saudosista se pegar o que se via nos desenhos.


As Tartarugas Ninjas: Fora das Sombras aplica o metodo fan service para ao menos trazer um filme mais agradavel que o anterior. Nesse ao menos tem menos pegada Micheal Bay e mais espirito das tartarugas. Mesmo arrecandando menos que o filme anterior atrelado a uma avalanche de lançamentos de um tipo verão americano. Talvez o mais dificil já foi conquistado nesse filme que é superar o outro. Entretanto, assim como o outro é mais um produto de Micheal Bay que ao menos tenta resgatar essencias do que significa a obra original para a cultura. Esse ao menos tentou, se conseguiu ... Bem, já é do critério do espectador.