27 de maio de 2016

Como Ser Solteira

Como Ser Solteira chegou aos cinemas nesse ano e passou bem, mas bem desapercebido. O filme é produzido por Drew Barrymore e mesmo estrelado por Rebel Wilson, Alison Brie e Leslie Mann, a produção é um veículo claríssimo de elevar Dakota Johnson, a atriz de 50 Tons de Cinza a um patamar de uma estrela de comédia romântica com tons dramáticos. Ou seja, a maioria das comédias românticas de hoje. Entretanto, mesmo com alguns elementos que supostamente funcionam, mas na pratica, quase nada disso funcionou. 

O ponto de partida do filme relata os diferentes casos de solteiros que existem nos dias de hoje. Aqueles que estão solteiros por aproveitar a vida (Wilson), aqueles que estão solteiros mas por um lado precisam de uma companhia (Mann), aqueles que apenas querem ter o status de bon vivant e detestam o compromisso (Anders Holm), aqueles que o comportamento de buscar uma relação séria mas assustam os outros pela abordagem (Brie) e por ultimo a personagem de Johnson, Alice. 

Ela conheceu o namorado durante o início da faculdade e hoje, em um estranho acordo com o mesmo para dar um tempo entre os dois para a mesma tentar encontrar a si mesma acreditando que está temporariamente solteira vai ajudar entretanto, enquanto o tempo passa, ela descobre que não é tão bem assim. 

De antemão, a realidade: o filme é ruim. Não se sabe o que aconteceu mas a história do filme não consegue deixar uma ótima sensação no espectador. Claro que se nota durante a projeção que Alison Brie e Rebel Wilson estão aí de alívio cômico é que nem todas as piadas funcionam como deveriam. Leslie Mann que aparece pouco consegue roubar mais atenção que a própria protagonista. Entretanto, a ruindade do filme está em um nome: Dakota Johnson. 


A moça passa longe de ter qualquer apelo. Em histórias como essa, que fazem questionar sobre o significado de estar solteiro pode ser uma faca de dois gumes. Da mesma maneira que fala sobre o que gera o bem estar de estar acompanhado. Entretanto, se não existe empatia, todo esse questionamento vai para o ralo. A aversão que a moça cria por sua ruindade de atuar e das péssimas escolhas da sua personagem ao invés de criar um tipo de compaixão, gera uma sensação incômoda e por muitas vezes, de que estas sendo tratado como idiota. Outro ponto que assusta também é que todos os personagens, exceto de Dakota, conseguem terminar o filme com desfechos satisfatórios de acordo com a proposta do filme. E mesmo sendo secundários, são mais atrativos e com arcos mais interessantes que a protagonista. 

Ao término do filme, Como Ser Solteira é um show de falhas que ao seu fim que mesmo com um final que parece ousado, não se sustenta por uma protagonista extremadamente horrível e com o plus de um show de horrores que é Dakota Johnson. Não se reclama em ter comédias românticas que desconstroem o paradigma de final feliz ou personagens impecáveis. Mas empatia faz bem à saúde do filme. E também o bem estar do espectador.


26 de maio de 2016

10 Anos de Blog e uma pequena declaração

Quando começei a escrever no meu blog sobre cinema foi por um motivo quase simples e talvez corriqueiro. Na época, apenas queria melhorar minha escrita para ao menos escrever uma melhor redação nos vestibulares federais. A ideia era bem simples: imaginar que um filme era um tema e você escrever sobre ele como se fosse uma simples redação. Hoje parece bobo, mas ao menos teve um fator fundamental: quanto mais escrevia, mais aberta ficava a minha mente para não somente falar sobre o filme, mas também conhecer mais de si mesmo.

Dia 26 de maio, completo 10 anos de blog. Queria estar mais presente nos dias de hoje escrevendo lançamentos ou escrevendo o que me der na telha, por que isso que talvez me descreva como um blogueiro: não seguir a crista da onda, mas criar sua propria onda. Como um salmão que corre contra a corrente. E mesmo com ótimos textos ou péssimos textos, eu não me arrependo de nenhum. Afinal, é necessário experiencia e ao mesmo tempo, ter registrado em um texto, critico ou não, o que eu pensava na época e de como estava minha percepção critica naquele momento.

Acredito que naquela época, nem todos tinham a ideia de que tanto a questão da internet com a blogesfera ao lado dos videos de youtube poderiam moldar a questão de expressão de ideias como é hoje. Acredito que fomos os pioneiros nessa ideia que o cyberespaço seria uma voz que não só ecoaria ao nosso ponto comum, mas também em todo o mundo.

Se você hoje deseja escrever um blog de cinema, podcast ou até mesmo criar um canal de videos no youtube tenha apenas isso em conta: seja você mesmo. Explore o que você acha sobre o filme. Não fique somente limitado a uma frase. Escreva o que você sente e coloque no papel. Não se preocupe se sai perfeito ou não. Não se preocupe se vai ter milhões de visitas ou não, mas sempre vai ter alguem querendo escutar uma voz diferente, uma voz única. Não busque sucesso nisso, busque apenas ser você mesmo.


Mesmo olhando que Alexandre Aja foi uma tremenda decepção como diretor, sempre vou agradecer a Haute Tension como o primeiro texto do blog, por que foi a partir dai que o meu gosto de escrever sobre cinema começou e mesmo com algumas pausas que o destino nos apresenta, sempre terá um filme que te vai despertar aquela alegria de sentar e escrever em um documento em branco, em um arquivo de notas no celular. O que será escrito, só você pode responder a si mesmo ...