25 de setembro de 2015

Do You Like Hurting Other People: A relação entre Relatos Selvagens e Hotline Miami

Aviso: O texto a seguir contem spoilers sobre Relatos Selvagens de Damián Szifrón e o jogo Hotline Miami 2: Wrong Number.

Com a menor sombra de dúvida, Relatos Selvagens de Damian Szifron alcançou um publico tremendo. Sucesso de critica fora da Argentina e dentro, uma dos maiores públicos para um filme nacional. Ainda com um plus, mesmo a um ano do seu lançamento, continua sendo uma das 5 maiores bilheterias do ano. Muitos tomam isso pela visibilidade de ser uma superprodução e pela produção de Pedro Almodóvar por trás, caso não conhecer o tremendo trabalho de Szifron na TV com Os Simuladores e no cinema com Tempo de Valentes e O Fundo Do Mar. Mas a verdadeira genialidade do filme passa de uma sutileza tão interessante que nasce de uma pergunta mais banal de todo o cinema: Vocês prestaram realmente atenção aos créditos iniciais?

Após o primeiro conto terminar de uma maneira extremadamente genial, começa os créditos. A musica de Gustavo Santaolalla carrega um tom melancólico, porém empolgante dá melodia as fotos de animais que passam durante os créditos. Outro fato que também é necessário notar que cada animal que é associado ao ator especifico e isso incluem os realizadores do filme. Acreditem, nesses créditos de um minuto e meio escondem a maior genialidade do cinema atual.

Ao termino do filme, vendo todos os relatos e suas causas-consequências voltamos ao ponto de partida, a necessidade de ligação  entre os contos e os animais. Será citado apenas um por motivos de criar um interesse no leitor de buscar as outras associações. Dando ponto de partida, o caso do personagem de Ricardo Darin que no episódio no qual é protagonista, se chama Bombita. O personagem é um engenheiro de demolição bem sucedido que tem o seu carro guinchado pela prefeitura por estacionar de uma maneira irregular. Mesmo com argumentos convincentes e coerentes, não muda o fato de pagar a multa. Desse ponto começa uma espiral que o personagem perde tudo pela injustiça. Após isso, em um instinto "selvagem", decide vingar de uma maneira que ele só poderia criar.

Ao fim do conto, se nota que o personagem se torna um tipo de herói por combater uma injustiça. Ao ponto do mesmo ser um motivo de debate para que todas suas ações sejam levados a cabo em outras instituições que a sociedade o considera injusta ou corrupta. O interessante para levar em consideração é que o animal que representa o Bombita/Darin é águia. Para muitos, a águia é sinal de justiça, respeito e integridade. O personagem dele representa essa simbologia do respeito e fazer o que é certo. Se torna bem interessante a proposta de Damian de ter mais em conta dos animais serem relacionados de uma maneira direta (quando se compreende) ao personagem. Também implicaria com a questão dos realizadores. Exemplo disso: Os personagens secundários no filme não são representados com um animal especifico, e sim por manadas de animais. Outro exemplo fica na figura dos produtores do filme como leões, assim provando que eles além de serem reis da selva, também são os reis do filme e por ultimo, do próprio diretor que escolheu ser um bem particular: Uma raposa. Uma raposa que demonstra esperteza, destreza e efetiva na sua execução.

Se torna interessante ter um paralelo interessante entre a obra prima de Szifron e o aclamado sucesso gamer indie chamado Hotline Miami. Criado pela Dennaton Games, uma produtora sueca, bebe da inspiração de Cocaine Cowboys e Drive. Tem como ponto de partida nos anos oitenta e conta a trama de um jovem chamado "Jacket" que começa a receber chamadas telefônicas misteriosas que em realidade são induções para matar criminosos. O aspecto mais curioso é que o personagem principal recebe máscaras para matar esses criminosos. Mascaras que por exemplo dão determinadas habilidades.

O jogo com sua atmosfera vibrante e uma violência desmedida se transformou em um clássico atual dos jogos com todos os elementos charmosos como a alta dificuldade, uma trilha sonora impecável que funciona de uma maneira impar dentro e fora do jogo e claro uma frase perfeita: Você gosta de machucar os outros? Assim como muitos jogos/livros/filmes, ganhou uma sequencia lançada no inicio desse ano chamado Hotline Miami 2: Wrong Number (Hotline Miami 2: Numero Errado). Na sequência é toda baseada nas consequências dos atos do primeiro jogo. Em paralelo a isso, também explica em um tipo de missões prenuncia para o primeiro jogo ter esse tom.


"Você está vendo isso?
Consegue ver meu rosto?

Essa é a minha verdadeira natureza!

Você não está vendo? Eu sou assim!
Todos nós somos assim.

Somos animais!

Não podemos negar!
Somos um bando de animais malditos!
Eles nos mandam para abater 
Ou sermos abatidos

E aqui ficamos sentados até eles nos dizerem 
O que fazer e como fazer!
Não temos vontade própria.
Apenas obediência irracional!

Nem sequer sabemos por que razão estamos lutando não é?
Apenas sabemos que, lá no fundo ... Nós gostamos disso.
Destruição e violencia ...
Fazem parte da nossa natureza.


Durante a missão 15 do segundo jogo chamado Casualites, o personagem O Coronel chega ao esquadrão ébrio e com a pele da cabeça do tigre na cabeça. Afirmando em palavras "perversas" que estamos diante da verdadeira natureza humana. Que o homem tem que caçar ou ser caçado. Obvio que inicialmente, se sente que são palavras profanadas ao vento e sem consequências. Entretanto, quando se para e reflete sobre essa temática, não se pode negar que o homem é um animal e essa natureza violenta por mais negativo que se sente, é uma condição que vive no mais profundo de si mesmo. Com isso, dentro da proposta do jogo, se torna admirável ter as máscaras de animais conduzindo o personagem/jogador a questionar sua verdadeira natureza. Ver Richard, o galo falando aos personagens do jogo do por que fazem isso, faz lembrar de uma maneira suave o significado do galo: O despertar.

Em Relatos Selvagens, esses animais mascarados de gente apenas esperaram seu despertar. O seu confronto com a realidade. Ao mesmo tempo, outros já sabiam de sua natureza e foram até o fim com suas características. Soa perverso semear que o homem é irracional e que tudo que faz, atua e sente em realidade são instintos. Mas como um argumento que sempre carregou um fundo de verdade ... O homem é o animal mais perigoso do mundo. Por que esse animal tem consciência e tem noção do que faz. Me diga ser humano ... DO YOU LIKE HURTING OTHER PEOPLE?


18 de setembro de 2015

Os Vingadores: A Era de Ultron e a abordagem do medo.

Ao iniciar esse ensaio, é bom deixar claro que esse texto terá revelações da trama de Os Vingadores: A Era de Ultron. Em caso se não tiver assistido, se recomenda ler esse texto após ter assistido o filme.

Os Vingadores: A Era de Ultron se transformou no espelho cruel do que se transformou a Marvel na sua segunda fase. A empresa no cinema na segunda fase começou o plano em marcha de levar a tela dos cinemas sua saga mais ambiciosa e ao mesmo tempo a mais complexa de se encaixar nos cinemas que é das Gemas Infinitas. O primeiro passo para isso foi a revelação de Thanos no primeiro filme dos Vingadores. Após isso começou uma sucessão de filmes que deveriam provar que seus heróis são relevantes. Nesse ponto Thor e O Mundo Sombrio e Iron Man 3 não conseguiram uma expectativa adequada (consenso entre publico e critica). Entretanto, Capitão América 2 consegue superar o primeiro filme com folga e Guardiões da Galáxias, os novos queridinhos da casa das idéias e talvez o único de todas as adaptações que seja um filme autoral (caso conhecer o trabalho de James Gunn ).

Em 2015, o cinema de "superherois" começa entrar em uma interessante crise no qual é visível a saturação de adaptações de quadrinhos. Muitos reclamam que isso evidencia que o cinema americano se apegou de uma maneira tão ferrenha a esse tipo de cinema que é mais admirável ver algo "original" se transformar em uma produção que não é remake, continuação ou adaptação de quadrinhos (por mais doloroso que seja, San Andreas se encaixa nesse filão, mesmo parecendo copy-paste de filmes de catástrofes). Entretanto, os avanços da DC de criar um universo realmente interessante com Batman vs Superman e Esquadrão Suicida e o surpreendente sucesso de critica e bilheteria de Ant Man, no qual parecia tudo a perder com a troca de diretor, continuaram dando o que falar sobre HQ e mais ainda quando realmente exista a coexistência entre a audiência e a critica especializada. Por outro lado, no mesmo 2015 fomos testemunhas do desastroso Quarteto Fantástico de Josh Trank (filme que se esperava pelo menos uma versão do diretor e documentário sobre os bastidores e o espiral que entrou Trank e sua reputação) e Os Vingadores também se encaixa nesse lado negativo mas de uma maneira mais decepcionante e não de mediocridade cinematográfica.

O filme de Joss Weddon em comparação ao primeiro filme denota uma queda de qualidade tremenda. Enquanto o filme original nos brindava cenas de ação imaginativas, balanceamento cômico e um antagonista a altura dos personagens: O incrível Loki e a atuação brilhante de Tom Hiddeston. A continuação se perde na ação, poucas cenas engraçadas (mas se olhar as piadas involuntárias, o filme tá cheio) e principalmente um antagonista patético que é Ultron (voz de James Spader) demonstrando de uma maneira bem clara que o Universo Marvel cinematográfico carecem de vilões a altura.

Existem poucos pontos positivos que valem a pena ser citados que é uma construção mais elaborada para personagens que ainda não tiveram seus filmes como Hankeye, Viúva Negra, Mercúrio e Feiticeira Escarlate. Ao mesmo tempo, os defeitos do filme não atrapalham a fluidez do filme. Os Vingadores continuam sendo uma exemplificação de como a Marvel ao largo desses últimos 7 anos se transformou no império de adaptações. Para terem uma ideia de como esse império é tão bem sucedido, não existe uma adaptação da Marvel Studios (desconsiderando Marvel Knights no qual incluem Punisher War Zone e Motoqueiro Fantasma 2), nenhum filme desse universo tem menos de 65% de aprovação no Rotten.

Por outro lado, a única coisa de verdade que vale a pena analisar bem em Age of Ultron é simples: A abordagem do medo. No inicio do filme, os heróis vão em busca de mais uma sede da HYDRA no Leste Europeu e ao mesmo tempo, localizar Mercúrio e Feiticeira. Após desmantelar a operação, Tony Stark busca de mais informações e é enfeitiçado pela Escarlate e a visão que ele tem é assustadora e cruel: Todos os vingadores caídos e a terra invadida novamente. Após isso, ele decide levar a cabo a operação de criar uma inteligência artificial no qual tem a necessidade de manter a paz a todo custo. Dai, nasce Ultron. Interessante é que Ultron se revela contra Stark e Os Vingadores já que a inteligência artificial pesquisou sobre o passado de cada um e por ter essa programação de manter paz, viu  nos Vingadores como uma ameaça.

Na construção da memorável (ou pelo menos a única digna de lembrança) entre o embate de Iron Man e Hulk, é mais interessante a construção para que acontece nessa cena é bem mais atrativo. O grupo encontra uma pista de um contrabandista em África por ter roubado um material raro de Wakanda (dando uma entrada para Pantera Negra). Com isso, os heróis entram em conflito com Ultron e já com os irmãos trabalhando para ele. Enquanto Iron Man tenta destruir Ultron, a Feiticeira consegue enfeitiçar Thor, Capitão América, Hulk e Viúva Negra. O feitiço fez com que cada um lidasse com seu mais profundo medo, afinal, o "plano" de Ultron se baseava na desconstrução do grupo de heróis de dentro para fora. Interessante fica que cada persoangem que foi enfeitiçado demonstre um tipo de medo diferenciado. O medo de falhar como heroi responsavel (Thor), de perceber que não terá paz após as batalhas (Capitão America), de lidar com as escolhas para se tornar o que é (Viuva Negra) e principalmente: a negação da sua verdadeira natureza (Hulk).

Os Vingadores: A Era de Ultron tinha a oportunidade perfeita de trabalhar um ponto importantissimo para uma trama de superherois que é a funcionabilidade do medo imposto ao personagem. Dando o que talvez seja o significado do medo: do temor que vem o fracasso. Do temor que vem a desconstrução de si mesmo. Do temor que vem contaminar tudo que foi construido de bom para seu univero. E ainda mais lembrar o verdadeiro papel do heroi: vencer seus proprios temores e ser um simbolo para outras pessoas vencerem seus medos com a lembrança de como são poderosas.

Mas na realidade, o filme tem os mesmos problemas que tiveram Iron Man 2 e Thor O Mundo Sombrio: a necessidade de expandir esse universo sendo relapso em questão de história, de um conflito e até mesmo de estilo de direção. Em muitos momentos não estás vendo um filme dos Vingadores, mas um exercicio de ego da Marvel para entregar algo grandioso que poderá ser o filme definitivo das Gemas Infinitas. Não está errado em nenhum momento criar um universo, ao contrário, isso está ajudando que o espectador não se isole ao filme, mas também com outros tipos de midia (coisa que a Marvel está dando um espetaculo com Os Agentes da Shield e Demolidor). Entretanto, é necessário também que o filme seja valido e que funcione como um projeto solo e solido. Pena que desta vez, isso não aconteceu. 

15 de setembro de 2015

Dead Rising Watchtower

A relação entre a fonte original e a adaptação. Relação tão solida quanto um gelo fino. Se sabe do quanto os gamers desejam uma adaptação que seja fiel ao jogo e também ao mesmo tempo um filme para ser recomendado. Não se sabe qual é o caminho certo que Dead Rising Watchtower seguiu, mas visivelmente é uma adaptação tremendamente fiel a fonte. Por outro lado, como filme em si, tem problemas mas não tão graves quanto outras adaptações feitas para live action.

Os Estados Unidos ainda sofre com as consequências das epidemias zumbis acontecidas em 2006 (Willamette) e 2010 (Fortune City). As pessoas que foram mordidas por zumbis tem que tomar todos os dias o remédio chamado Zombrex, no qual tem que ser aplicado todos os dias e em um horário específico. Nos dias atuais, a cidade de East Oregon começa a ter um novo brote de zumbis e é colocado em quarentena. Mas infelizmente o Zombrex que é dado não funciona e a situação piora. E o repórter Chase tentará não somente sair da quarentena, mas também descobrir a verdade e assim ser tão importante quanto o herói do primeiro brote, Frank West.

Dead Rising do lançado em 2006 pela Capcom e é um dos primeiros jogos feitos para o novo console na época, o Xbox360. O jogo se passa em um shopping e o repórter Frank West está no local para tentar descobrir o que realmente está acontecendo. Existiu uma polemica na época no qual os produtores de Dawn of The Dead tentaram processar por roubar a ideia. Alguns cartazes do jogo diziam abertamente que o jogo não se baseia no filme de Romero. Em termos de jogabilidade é essa: Matar zumbis, salvar os sobreviventes estúpidos, enfrentar os psicopatas que por causa do brote: Perdem a sanidade. E usar qualquer coisa como arma e montar a mais bizarras combinações.

Em termos de fidelidade, o filme é o que mais impressiona. Por que todos os elementos da franquia se vêem na tela. Mais ainda até o estilo de combate é um ponto alto do filme. Ver escopetas com facas: ok. Ver um escudo com hélices: ok. É interessante notar que isso não se viu nos filmes de Resident Evil ou até mesmo em outras adaptações no qual o espectador sabia que tinha o nome do jogo mas não existia algo que lembre o jogo. Em Dead Rising, isso se nota de uma maneira notável.

Entretanto o problema do filme também reside na própria obra original. Quando se analisa como filme, se nota que ao final de tudo vai ser mais um filme de zumbi no mercado. O que infelizmente é uma verdade. Sabendo disso, o filme aproveita por ter saído para plataformas digitais e faz algumas brincadeiras de câmeras bem interessantes, mantém o humor bizarro da saga e pelo menos em algumas cenas consegue ser bem violento. A única coisa que se resgata do elenco é o brilhantismo de Rob Riggle como Frank West dando sempre frases de efeitos em momentos "incômodos".

Se ainda não tem o filme primoroso de um jogo, pelo menos Dead Rising nos lembra que não é tão difícil adaptar um jogo. É somente seguir a linha do jogo e levar na tela para o espectador que estas vendo uma legítima adaptação. A pena fica em ser apenas mais um filme de zumbi que só será lembrado para os gamers. Mas no fundo, os acertos desse filme ultrapassam as tentativas de outras franquias. O cinema não é somente uma xerox de um outro formato. É transformar ideias em realidade mas nem todas as ideias nascem para viver na eternidade.


** ¹/²

3 de setembro de 2015

Shaun, O Cordeiro - O Filme

Em 2015, se torna ate um ano admirável para animações. Por um lado veio a nova consagração da Pixar com Inside Out. Minions da Universal ultrapassou a barreira do Um Bilhão de bilheteria global. Fora as adaptações de O Pequeno Príncipe e O Profeta. Entretanto, a melhor animação do ano não veio da Pixar, tão pouco da Dreamworks ou agora, da Ilumination Entertainment. O titulo vai para Shaun, O Cordeiro - O Filme, a mais nova produção da Aardman, a mesma produtora dos queridos Wallace e Gromit e A Fuga das Galinhas.


Shaun, O Cordeiro é a adaptação literal do show infantil que passa no Brasil pela TV Cultura. Shaun vive com sua trupe de cordeiros, o cachorro Blitzer e o Fazendeiro. No começo do filme já introduz até mesmo para quem não conhece o personagem para nada de uma maneira bem orgânica e lindíssima. Após isso, se percebe o quanto Shaun se cansa da rotina e deseja um dia de descanso. Depois de uma presepada com o fazendeiro, algo dá errado e a trupe se une para salvar o dono da cidade grande.

Shaun, O Cordeiro não engana para nada o espectador: É simples em sua historia, nas suas piadas visuais e principalmente no que é relacionado a construção dos seus personagens. Entretanto, um dos maiores trunfos do filme é uma: É um filme "mudo". A produção segue o estilo do show a pleno e mais ainda, todos os personagens conseguem ter uma comunicação com o espectador mais nítido que muitas animações que se viram nesses últimos anos.

Outro trunfo também fica na questão da trilha sonora. As músicas que tocam na trama não ficam na ideia de ser uma musica jogada por alto e por ai fica. Elas também se convertem um elemento narrativo bem efetivo e emocionante. A prova disso fica na compreensão da musica tema Feels Like Summer. Se prestarem atenção a letra da musica e de como ela é incorporada na trama beira de uma genialidade que é só vista em filmes como Kingsman, The Guest e outras mais. Sendo Stop Motion, a Aardman volta a encher a magia do trabalho duro do estilo bem britânico de animação de humor que Shaun, assim como os projetos da produtora, os gags visuais e argumentativos são simples, bem engraçados e em nenhum momento subestima o espectador.


Shaun, O Cordeiro com todo o seu charme se converte na melhor animação do ano. Simples, honesto, bem humorado e acima de tudo, dono de uma sensação de alegria no final. Ao mesmo tempo com sequencias hilárias, também brinda momentos emocionantes que ao fim de tudo consegue com uma simplicidade o que muitos filmes ambiciosos deixam a desejar. Um filme que reescreve o que é verdadeiramente um verão: Um lindo sentimento.


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