21 de abril de 2015

Mama



O diretor argentino Andres Muschietti ganhou uma oportunidade de ouro com esse filme. Além de adaptar o seu curta para o cinema com a produção de Guillermo del Toro e contar ainda com Jessica Chastain na época que a moça está em pura ascensão. A história tem como ponto central o desaparecimento de duas crianças por parte do pai, interpretado por Nikolaj Coster-Wandau. O irmão gêmeo encontra anos depois as duas vivendo em uma cabana longe da cidade. O mesmo junto com sua esposa, interpretada por Chastain. O problema é que as duas crianças foram supostamente criadas por uma entidade chamada Mamá e a partir do momento que as crianças começam a morar com o tio, alguns acontecimentos misteriosos começam a surgir.

Curiosamente, o projeto tem uma casualidade com a tendencia de Del Toro fazer terror com crianças como um condutor dos personagens adultos ao desconhecido como aconteceu nas produções Don’t Be Afraid of the Dark e El Orfanato. A diferença, é que aqui o diretor argentino tem um bom pulso para o gênero transformando a atmosfera e os sustos como uma recompensa ao espectador já que a história mesma que simples, é bem cativante. Além disso, é lindo ver Chastain como uma scream queen que não abusa dos gritos, porém foca no principal, que ela também transmita que existe algo incomodo no ar.


Não é o melhor filme de terror dos últimos anos e tão pouco aquele que merece ser desprezado. Talvez seja o mais solido das produções de Del Toro demonstrando que o mesmo tem um dedo para o talento. Tanto que o diretor vai levar para as telas a adaptação de Shadow of Colossus, considerado um dos melhores jogos de Playstation de todos os tempos. Mama nos lembra o que é necessário para um filme de terror, algo além dos sustos, que é a necessidade de estar envolvido ao universo que se apresenta. 


***¹/²

17 de abril de 2015

Big Eyes e Killzone Mercenary

Ficaria muito feliz quando uma pessoa fizesse uma carta aberta para Tim Burton para perguntar o que está acontecendo com esse diretor. Sabemos que o mesmo perdeu a mão durante muito tempo (exceto em Frankieweenie) e que se tornou uma vaga lembrança do seu ultimo filme bom. Aqui poderia ser o melhor exemplo de superação e fazer algo diferente. Algo que realmente não aconteceu.

Baseado em uma história real, sobre o casal Keane e a obra prima dos quadros das crianças dos olhos grandes. Desde como os dois se conheceram até o momento do julgamento dos direitos das fotos. Poderia ser uma oportunidade maravilhosa para Burton voltar aos tempos de Ed Wood e fazer algo único, mas isso foi o que passou longe desse projeto.

Bizarramente mal dirigido em muitos pontos, o filme é um festival de atores entrando e saindo sem que o espectador sinta a sua presença. Pior ainda pelo piscou perdeu de Terence Stamp, Jason Schwartzman e Krysten Ritter. Não é somente isso, Burton parece que perdeu classes de como fazer uma cidade digitalmente, no qual existem vários takes que se nota que tudo soa tão falso quanto uma nota de 3 reais. 

A cereja do bolo fica nas atuações dos dois protagonistas, Adams e Waltz. Ainda continuo crer que o roteiro de Scott Alexander e Larry Karaszeski foi literalmente para forçar aos dois atores irem para o overacting. Por que a atuação de Waltz quase todo o tempo do filme além de canhestra, é uma tortura para os olhos. Em quase todas as cenas, parecia que Burton não tinha controle nenhum ao ator e se brincar, o mesmo ator percebeu que todo o texto e o personagem forçariam a protagonizar o ridículo. E sem falar da cena do julgamento que mesmo o dom da comedia de Waltz funcione, é uma sequencia de corar de vergonha alheia.

Sabemos que Amy Adams é uma atriz completa, que consegue fazer todo e qualquer tipo de filme, mas aqui, ela não brilhou. Apesar na única cena que o espectador conseguia ver um traço do talento (perdido) de Burton que é a ilusão dos olhos grandes, ficava dificil ter carinho por ela.

O único elogio fica pela parte musical já que Danny Elfman faz uma trilha que se casa muito bem com o filme e a belíssima música de Lana Del Rey que conseguia ser mais verdadeira do que o próximo projeto.Talvez seja a hora de Burton parar para pensar e rever seus parâmetros de projetos. É triste por um lado realmente de que ele perdeu sua mão e foi parar na redundância gótica, mas ao mesmo tempo, é necessário tropeçar bem feio para poder reerguer ...

Mas com Dumbo não champ.



Killzone Mercenary

Primeiro jogo da saga de Guerra para o PS Vita faz uma ponte entre o segundo jogo para o terceiro na ótica de um mercenário que tenta ganhar a vida entre as duas facções do ISA e dos Helgans. Para um jogo que é de primeira pessoa para um console tão pequeno quanto o Vita só demonstrou o poderio da maquina da Sony. Mesmo sabendo que a Vita hoje está se tornando foco para jogos independentes, esse jogo é a prova definitiva que o console é realmente poderoso.

Já o jogo em si, se adequam aos jogadores da Vita, detêm uma campanha Single Player curta, porém justa para um portátil (4 horas) que não detêm a história mais original de tudo, porém cria alguns questionamentos bem interessantes sobre as consequências da guerra, principalmente de como aumenta a necessidade de ganhar a todo custo. Além disso, o multiplayer dele é um dos melhores do gênero por ser simples, rápida e com modos que transforma todo o processo acessível até mesmo para aqueles que não são fãs do gênero.

O único pecado é por ser curto, porém o mais importante: é um jogo que consegue adequar mais para aqueles que não conhecem a franquia por completo ter uma simpatia. Uma história simples e direta ajudaram que o jogador fique mais preso e mais as funcionalidades do aparelho fazem que toda a experiencia seja mais do que gratificante.

Big Eyes - ¹/²
Killzone Mercenary - ****