27 de setembro de 2014

Especial Need For Speed - A Critica

Need For Speed O Filme consegue encaixar em uma categoria muito bizarra. É um filme muito falho. O diretor Scott Waughn apesar de brindar interessantes cenas de ação, se detêm a uma história bem falha e muito ponto comum. Além de ser um filme extremadamente longo para o tipo. Sem problema nenhum se poderia cotar 20 ou até 30 minutos de filme para deixar pelo menos mais dinâmico. Também se torna impossível cobrar atuações por que aqui se passa longe e mais ainda, com diálogos tão canhestros que até duvidamos ou brindamos a capacidade dos atores entregarem esses “diálogos”.

Mas ai vem o contraponto e talvez seja o mais polemico. Como adaptação de um jogo, acreditem, é um dos mais fieis e por mais doloroso e até estranho que pareça ser, pode ser um futuro filme cult para entender os passos pequenos e difíceis que as adaptações de games tem no cinema. O principal ponto para entender isso é apenas um simples fato. Estamos diante de uma franquia que em nenhum momento entregou aos jogadores uma experiencia narrativa memorável. Jogos memoráveis sim, mas não pelo seu enredo, mas pela sua jogabilidade, a dinâmica e de como a própria série se reinventou para sempre cativar os jogadores tanto da velha guarda aos novos.


Quando falo em questão de enredo, acreditem, os diálogos do filme conseguem ser pelo menos mais profundos do que a dos jogos que pelo menos se detêm uma história. Dos jogos que tiveram enredo, o que ainda se salva, mas nem pelos diálogos, mas pela “história” em si é The Run (protagonizado pela Christina Hendricks) por lembrar muito o conceito do filme The Cannonball Run, ou seja, uma corrida ilegal. Infelizmente no Need For Speed é apenas em um local especifico enquanto em The Run e em The Cannonball Run é em todo o Estados Unidos.

Outro ponto que brilha também como adaptação é de como a versão cinematográfica sempre deixa a entender que o espectador/jogador se sinta dentro dos carros. Muitas cenas internas e o uso quase nulo (ou pelo menos se nota que foi bem aplicado) dos efeitos especiais pelo menos garantem a quem é jogador ou quem conhece o universo que o diretor captou essa essência de estar e fazer parte das corridas. E o único ponto importante a ressaltar é de que pelo menos a química entre Aaron Paul e Imogen Potts brilha na tela e o rapaz ganha crédito de aproveitar sua fama e fazer quanto filmes puder e ser mais um daqueles atores que o importante é trabalhar e estar ai no topo.


Considero Need For Speed um guilty pleasure total. Falha como filme, mas ganha como adaptação. Como um cinéfilo, sei que estou em diante mais uma tentativa duvidosa de levar mais um jogo na tela dos cinemas. Mas ao mesmo tempo, os pontos positivos desse filme me levam a crer que ainda é possível e ver uma adaptação que consegue alcançar a todos (tanto como jogadores quanto cinéfilos e críticos). Enquanto isso, é hora de analisar e separar o joio do trigo, o que é fácil … difícil é aceitar.

Ficha Técnica
Need For Speed - O Filme (Need For Speed)
Diretor: Scott Waughn
Elenco: Aaron Paul, Imogen Potts, Dominic Cooper, Dakota Johnson e Micheal Keaton.
Gênero: Ação/Aventura
Cotação: ***

21 de setembro de 2014

Especial Need For Speed Segunda Parte

Para completar o especial que parcialmente foi interrompido de Need For Speed The Movie, aqui está uma pequena lista e pessoal de 5 jogos que merecem uma adaptação cinematográfica e claro, um possível elenco. Enjoy it.

DMC – Devil May Cry

Filho de Sparda com uma humana, Dante é um caçador de demônios estiloso que não poupa balas, espadas e frases feitas para matar monstros e salvar a humanidade. Também foi o dono das polemicas no ano passado por um reboot total do personagem porém interessante por que ao seu final, mostra como Dante se transformou em um herói. Para um filme de Devil May Cry tem que ter pelo menos um diretor que não tem medo de abusar dos efeitos especiais e ter um ator carismático. Sem duvida um bom diretor para esse projeto seja Stephen Sommers. Mesmo meio sumido após o “fracasso” de G.I. Joe, sem duvida tem um talento para criar uma ótima e frenética aventura e uma prova disso, vejam Tentáculos que ainda continua sendo o seu melhor filme. E para ser Dante, um ator desconhecido porém carismático vale muito a pena para um projeto como esse. O escolhido para mim seria Xamuel Sammuel, que fez Adore e Drift.




Dead Space
Uma das franquias mais populares de terror nos últimos anos que infelizmente não teve um terceiro capitulo a altura dos primeiros contam o tormento de Isaac Clarke, um engenheiro que embarca em uma missão de resgate de sua noiva e se depara com um horror inexplicável com criaturas sem precedentes. Para uma direção como essa, sem duvida tem que ser um diretor que entenda bem a questão da claustrofobia. Um dos diretores que talvez conseguiu executar com uma precisão cirúrgica foi Neill Marshall em Abismo do Medo. E poucos sabem, mas o que faz a diferença é que tanto em Dead Space quanto Abismo é trabalhado a questão do medo e da escuridão. E para o elenco, repetia o trio que se viu em Prometheus de Riddley Scott, Micheal Fassbender (já trabalhou com Marshall em Centurião), Noomi Rapace e Charlize Theron.



Remember Me
Aqui se detêm o exemplo mais curioso da lista. Não é um jogo maravilhoso, isso é um fato. Carregado de problemas em sua jogabilidade, não foi um jogo que teve boas vendas e quase levou a produtora do jogo a falência.  Porém é daqueles exemplos simples de que esse tipo de projeto funcionaria melhor na tela e sim, muito. Sua história sobre uma manipuladora de memórias que perde sua própria memória e luta para entender o seu próprio passado. Essa ideia seria bem mais funcional ao cinema por que esse tipo de plot de ficção cientifica é mais imaginativa ao cinema. Como é uma produção "francesa", sem duvida chamar Luc Besson seria uma boa. Mesmo sendo produtor, por que pelo menos com pouco dinheiro, se consegue fazer muito. Uma boa atriz para fazer o papel da Nilin, protagonista do jogo, sem duvida tem que ser uma atriz forte e com atitude. Uma bem provável e sem duvida seria lindo ver, é a Tatiana Maslany de Orphan Black por sua atitude forte na tela e a funcionalidade de fazer papeis fortes.



Zero Escape – Virtue’s Last Reward
Continuação de 999, o jogo conta a história de um jovem chamado Sigma que fica preso a um jogo com mais 8 desconhecidos e é forçado a jogar um jogo mortal no qual depende muito da confiança dos seus companheiros e que se conseguir alcançar o numero 9, pode sair do local, mas se chegar a zero, o personagem morre. Poderia pensar que seria um derivado de Jogos Mortais, mas em realidade é uma novela gráfica rica que sem duvida surpreende pelos caminhos apresentados e mistérios que aparecem a cada segundo. Seria muito bom ver um projeto como esse no cinema com um elenco variado e que talvez de talentos que ainda não foram revelados tão bem e com surpresas. Um bom diretor para esse tipo de projeto seria Rian Johnson mas não pelo suspense, mas de como consegue desenvolver de uma maneira eficiente seus personagens.



Dino Crisis
Nos tempos em que a Capcom era a produtora definitiva de survivor horror, nos tempos áureos dos primeiros Resident Evil, um outro jogo que também tinha essa questão do horror claustrofóbico mas com um diferencial: dinossauros ao invés de zumbis. É uma ideia bem interessante que rendeu dois jogos clássicos e uma terceira parte literalmente esquecível. Uma série inesquecível ainda além da jogabilidade bem divertida, a protagonista decidida Regina. Um bom diretor para captar isso, é Joe Johnston, que ok, mesmo sendo um diretor mais leve, tem como no currículo Jurassic Park 3. Além disso, lembrando de que seria uma ótima oportunidade para Jessica Chastain expandir seus talentos de atriz para também ser uma action girl, e assim como nas palavras dela, necessitamos mais heroínas.





Critica de Need For Speed em breve.

18 de setembro de 2014

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes)

Após um longo tempo, a volta sempre traz uma surpresa. Sei que faz muito tempo que não escrevo nada para meu querido blog. Peço perdão aos leitores e amigos por essa demora. Assim como The Fall, que gerou novamente o amor a escrever sobre cinema, mais um filme chega a ter esse maravilhoso de regaste a escrita, mas de uma maneira mais clara e precisa. Amigos, bem vindos de volta ao blog para um texto exclusivo de um dos melhores filmes do ano e um dos projetos mais interessantes que aconteceu esse ano que é Relatos Selvagens de Damián Szifrón.


Antes de tudo, o que é Relatos Selvagens? Em realidade o filme tem como ponto principal 6 contos que não tem relações imediatas umas com as outras, porém todas elas têm um ponto em comum que é o relato selvagem dos seus instintos. O filme estreou em Cannes esse ano e fui sucesso por lá. Da mesma maneira, o filme na Argentina é literalmente o líder de bilheteria nacional do ano e parece que essa meta ainda está longe de terminar. Outro ponto de sucesso é que o filme foi produzido pela produtora El Deseo, no qual o dono é Pedro Almodóvar.

O filme é espetacular. Literalmente. Ele é daqueles projetos que à primeira vista consegue agradar sem nenhum problema, mas na segunda consegue ter uma riqueza de detalhes que deixamos de perceber inicialmente. O interessante desse filme é que ele consegue revitalizar a ideia de como se faz verdadeiramente um blockbuster latino-americano (sim, isso serve bem para você Brasil) e ter respaldo por sua qualidade.

Inicialmente, o mais óbvio de tudo, produção. Não somente pela questão de ser uma produção de Almodóvar, mas também de profissionais que sabem do mais importante, que o espectador não quer saber de um produto pequeno, mas de qualidade e que chame a atenção. O elenco mais do que espetacular. Imagine juntar os melhores atores do país para um projeto? Esse filme conseguiu. Erica Rivas, Leonardo Sbaraglia, Oscar Martinez, Rita Cortese e Ricardo Darin. Atores de nome e talentos que o tempo já provaram faz tempo. E no filme cada um brilha a sua maneira e dando destaque a monstruosidade que toma em Rivas fazendo uma das principais atuações femininas do ano. E acima de tudo, uma história de verdade. Ou no caso desse filme, histórias de verdade.

Uma das maiores qualidades de Damián Szifrón está diretamente ligado de como ele conta suas histórias. A grande questão nem é dele ser original, mas sim de ser bem contado. Isso já se viu diretamente em projetos como Los Simuladores que mesmo com uma ideia que podes dizer, já viu isso antes, mas a execução do projeto é brilhantemente notável e mais ainda com o filme Tempo de Valentes que por um lado desvirtua o buddy cop movie trazendo uma identificação local. Com essa questão de que essa história tenha uma identificação local (ou até mesmo mundial) e humana faz toda a diferença. Chega ao ponto do espectador refletir sobre o seu conto favorito ou daquele conto que lhe gerou uma sensação de mal estar por saber que é/foi/será próximo da sua realidade.


Fechando com a trilha sonora mais do que espetacular de Gustavo Santaolalla, Relatos Selvagens é um projeto tão incrível e mais bem executado sobre minicontos desde Three Extremes, e melhor ainda, aproveita o mais mágico desse projeto para si, que é questionar sobre o que é selvagem? O que faz o homem perder sua linha comum e nem saber mais a diferença entre ele e um animal instintivo. Reflexivo, subversivo e brilhante, uma joia do cinema argentino que gera para mim, brasileiro, a ideia de que eles reinventaram o blockbuster local e estamos estagnados a ver comédias de tv no cinema que não se sabe por que está ganhando tanto dinheiro ... Gera uma violência ... Aliás, que violência?

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes)
Diretor: Damián Szifrón
Elenco: Ricardo Darin, Oscar Martinez, Leonardo Sbaraglia, Erica Rivas, Rita Cortese, Julieta Zyllberberg e Dario Grandinetti
Gênero: Drama/Comédia/Suspense
Cotação: **** ¹/²