9 de março de 2014

Especial Need For Speed - O Filme Primeira Parte

As vésperas de um lançamento de uma adaptação de um jogo ao cinema que é da famosa série de corridas Need For Speed, nos ultimos dias chegou a confirmação através do site Deadline que Sam Raimi, junto com a Sony vão adaptar ao cinema, um dos jogos mais bem aclamados do ano passado, The Last of Us. A Screen Gems junto com a produtora Ghost House (no qual Raimi é dono) vão levar a tela grande a jornada pós apocalíptica de Joel e Ellie, duas pessoas que se cruzam para sobreviver num mundo após uma terrível doença proveniente de fungos.

Além do fato, essa semana estreia Need For Speed. Adaptação de uma série de longa data que inventou e se reinventou durante os anos. Com exemplares anuais e ao mesmo tempo diferentes entre si, a adaptação tem no elenco as estrelas em ascensão como Aaron Paul e Dominic Cooper. A história do filme lembra um pouco a jogos anteriores que tinham pelo menos algo de história, no qual um corredor busca por vingança e tem a oportunidade de ter essa meta conquistada participando de uma corrida através do país.

Essas duas notícias nos últimos dias detém algo interessante. Que realmente querem mudar o estigma que foi criado pelas más adaptações cinematográficas de jogos. Alguns dias atrás, o blog The Playlist iniciou uma matéria sobre a adaptação de Mindcraft aos cinemas pelos mesmos criadores de Uma Aventura Lego no qual disse logo no início: que a retrospectiva cinematográfica das adaptações vão de mal a pior. Por um lado se tem a razão e ao mesmo tempo, o estigma se extrapola uma produção.

Sabemos que com os anos que se passam, as adaptações deveriam melhorar mais tanto sua linguagem quanto sua qualidade. Mas isso não se viu nos últimos anos. Talvez o desrespeito dos filmadores as obras adaptadas já ultrapassou o absurdo. E até mesmo afetou a franquia adaptada. Exemplo. Se verem o último filme de Resident Evil em comparação ao último jogo da saga, é tão semelhante os dois que detém uma linguagem frenética porém longe e talvez a lembrança da franquia original com todos os defeitos do mundo, conseguia ser imbatível e se lamenta o que a franquia se transformou.

Outro fato que também seja importante citar é de como os próprios gamers que ainda não tem a questão de adaptação de uma maneira bem clara. Um gamer sempre desejou que uma franquia que ame seja levado como deve ser ao cinema, a tela grande, com todo que um jogo tem a oferecer ao público. Também tem que se compreender que quando está diante de uma adaptação cinematográfica, se vai reduzir e muito alguns elementos e verificar ou pelo menos, dependendo do autor e do projeto, do que se deve ser levado ao cinema.

Um dos piores erros que talvez esteja sendo cometido é pelo fato dos mesmos não saberem o que adaptar. Exemplo, no notório Final Fantasy, existiu uma riqueza e um detalhe de história muito interessante. O problema é quando pensou na franquia Final Fantasy, não existia nenhum detalhe visível que se diga, isso é Final Fantasy. Ou no caso de Resident Evil, seja mais grave que em realidade, o que se deveria ser explorado era apenas a questão da sobrevivência ao horror a mansão e o medo a cada canto da casa. E o que se viu foi uma avalanche de ação que só aumentou de acordo com os filmes e até as figuras mais queridas da franquia se transformaram em figuras decorativas e até elipsadas pela protagonista Alice que nem nos jogos existe. Para se terem uma ideia de como é fácil adaptar Resident Evil, no comercial de divulgação de Resident Evil 2, chamaram George A Romero para dirigir o comercial. E em 30 segundos de live action, o diretor conseguiu capitar toda a energia necessária para um bom filme de Resident Evil e não aconteceu.

No fato de Need For Speed, se torna até curioso ver uma adaptação já que não tem o que se adaptar em realidade. Tanto é que franquias que envolve corridas e carros já estão entrando em um curioso desgaste. Tanto que Velozes e Furiosos, o maior e o único exemplar com sucesso, mudou sua diretriz após o 4ª filme transformando em uma fita de ladrões exemplares. E a história de NFS lembra muito o único exemplar com uma história decente, o The Run, curiosamente estrelado por Christina Hendricks. A história é quase a mesma que a diferença, é que ao invés de vingança, é de pagamento de uma dívida com a máfia. Se nota que não tem o primor para uma incrível história, mas existe a possibilidade de ser funcional ao cinema por que pode ser que daí, venha o primeiro sucesso, dê destaque ao que a franquia sempre deu sucesso, que no caso, corridas e perseguições.

E no The Last of Us, uma das coisas que deixam muitos espectadores tranquilos é pelo fato de quase todos os envolvidos do jogo estarem presentes. Isso prova uma segunda chave para uma ótima adaptação, quando os envolvidos do jogos originais estejam presentes. Além do fato que a Ghost House sai um pouco da questão de remakes e vai para uma adaptação de jogo. Sam Raimi como produtor ainda não é o ideal, porém com Evil Dead, ele voltou as graças com a escolha mais do que acertada e ao mesmo tempo arriscada que foi de Fede Alvarez para a direção. Sabemos que é uma notícia de confirmação mas sem dúvida é uma notícia a comemorar já que é um tipo de projeto que se nota que desejamos experimentar na tela grande.

Ainda não se sabe os atores para fazer os papeis principais. Muitas páginas de games já começam a deixar que a voz aberta dos games façam a diferença. Algumas escolhas são bem interessantes como a inclusão de Hugh Jackman e Elle Fanning para os papeis principais. Outros meio que óbvios como Viggo Mortensen e Ellen Page.  De fato, deveríamos estar mais preocupados em quem será o diretor do filme e que tipo de rumo a adaptação vai seguir. De um lado mais óbvio ou mais rebuscado.

Diante de tudo isso, vemos produções como essa, Assassin’s Creed, NFS e até mesmo Hitman que vai voltar após o sucesso que foi Hitman Absolution ganharem forma e foco. Talvez sejam os salvadores e que encerrem de uma vez o que foi infelizmente as adaptações anteriores. E que ao final de tudo, se peça pelo menos duas coisas: um bom filme e uma boa adaptação. Nada mais e nada menos. E além disso, quando vão tomar vergonha na cara e fazer de DmC e Dead Space?



5 de março de 2014

Comentários (tardios) sobre um Oscar (quase) esquecivel

O Oscar desse ano já se foi. Agora se vem os comentários. Talvez um dos poucos anos que se pode resumir mais sua cerimonia em poucas palavras: uma verdadeira chatisse. Se torna interessante como a reclamação dos anos anteriores com determinados apresentadores se cai por terra por uma apatica apresentação de Ellen DeGeneres que talvez não teve o impacto desejado por minha pessoa, mas também o ritmo que ela foi conduzida quase dava para dar aquele cochilo no meio da apresentação.

Enquanto premiação. Bem, vocês jogam bolão? Pois bem, se você é daquelas pessoas que sempre jogam bolão e acompanham as obviedades que apareciam nas premiações anteriores como BAFTA, Globo de Ouro, ISA e claro, a maioria dos sindicatos de diretores sabiam quem seriam os vencedores desse ano. Até a premiação que sempre erra como a Annie Awards teve fator esse ano. Sem duvida um dos maiores pontos negativos da noite. Dizer que os vencedores foram injustos talvez seja um dos maiores erros que se pode cometer em nesse tipo de texto, mas a previsibilidade foi uma das maiores dores da noite.

Se torna até triste saber que o Oscar como premiação gere apenas um texto de tão poucas palavras. O 
Oscar sempre gera aquele debate mais a fundo de pequenas peças individuais, porém em sua maioria, são subjetivas dependendo do autor. Se poderia explorar muito bem o questionamento e a duvida sobre o talento de David O Russell; a volta polêmica que mudança corporal tem influencia para premios, a volta da ideia que ter mais premios tecnicos não te diz se seu filme é realmente o grande vencedor; por que de uma hora para outra começou a chuva de criticas encima de Jennifer Lawrence, aquela que muitos dizem que está salvando Hollywood do marasmo que se tornou; e o mais importante, será que DiCaprio se tornará mais um grande profissional que ganhará esse premio por consolação para um papel em um filme bem menor.


Uma pena que uma premiação tão gigante como essa se gera um texto tão pequeno quanto esse. Perdão fãs, e que o ano que vem seja melhor.


Amy, compartindo o mesmo :)