25 de fevereiro de 2013

Oscar 2013: Um delicioso ciclo sem fim.


Vamos ser sinceros. Post de Oscar sempre será caracterizado pela redundância  Ou seja, vai ter partes que vão falar das decepções, das vitórias e das surpresas. Sempre com aquela pitada de desconfiança por determinados projetos e acima de tudo, o começo de novos palpites para o ano que vem.

O único destaque negativo que tenho para citar sem duvida é a vitória de Valente como animação. Uma coisa é saber que estas diante de um grande vencedor, como foi que aconteceu com Toy Story 3 ... Outra é quando percebes o quanto o vencedor é aquém ao que se imagina. A Pixar merece sem duvida premiações pela grande empresa que é e de como se tornou para o espectador a busca da emoção e sensibilidade  O problema é quando começa a refletir o que ganhou no Oscar, bem a vitória de Valente consegue representar a preferencia da Academia para as animações da Pixar do que outras animações, exceto ano passado no qual vimos o überestimado Rango ganhar o Oscar.

O que aumenta ainda a lamentação é saber que ganhou em cima de animações nos quais conseguiram ultrapassar o limite da obviedade e trazer um pouco de frescor. A volta de um grande cineasta a um projeto bem intimo e pessoal. O terror em uma visão infantil sem perder a sensibilidade. A volta dos mestres da animação de massinha junto com uma produtora de animação que começa a dar passos largos e ainda assume um novo posto no cinema de animação enquanto vê o declínio da Dreamworks. E por ultimo, e talvez o mais importante, a animação que consegue equilibrar de uma maneira correta e extremadamente incrível o cinema e os videogames em um projeto único. E ganha a história mais desinteressante que a Pixar.

Curiosamente, ontem não existiu grandes vencedores. Acredito que a mistura de vencedores deu um fôlego ao cinema por que se parar para pensar, não existiu grandes vencedores. E sim, profissionais que conseguiram pelo seu trabalho e esforço levar um premio máximo. Muitos já ganharam inúmeros prêmios e acima de tudo, não existiu algo homogêneo  Tudo foi diferente. A melhor reflexão a se dizer é bem simples. O maior vencedor é você espectador por que se viu inúmeros filmes, inúmeros projetos e claro, a imersão a novos projetos.

O dia de hoje funcionará assim. A expressão do que sentiu, o que reagiu ao ver determinadas situações. Ver as fotos, fazer algum meme e depois de uma semana, já começa os buzz para o Oscar que vem. Um ciclo sem fim ... um delicioso ciclo sem fim.

12 de fevereiro de 2013

Resenhas de Janeiro

Alguns filmes e um plus com uma resenha de jogo, para diferenciar.


Caça aos Gangsteres – ***

Com a tragédia do cinema que aconteceu no ano passado no Estados Unidos em relação ao ataque no cinema fez com que adiasse esse filme para agora. E quando saiu nos últimos dias, ficava a questão de que se o filme é “violento” o suficiente para ser adiado. Em realidade, nesse quesito, pelo menos o filme faz valer o ingresso, mas não ao ponto de ser terrivelmente adiado. Já o resto do filme é pelo menos “ agradável” e um tolerável passatempo se claro, passar a mão por cima dos caminhos fáceis e até vergonhosos até um certo ponto.

A história de uma força policial secreta para caçar um poderoso gangster em mãos de diretores que entendem do gênero sairia um clássico, porém o diretor de Zumbilandia preferiu não sair da zona segura e entrega um filme que apesar de um grande elenco, não sai dos pontos óbvios para agradar ao público. Está perfeito para um fim de tarde ou uma noite no qual não se tem nada o que fazer. Mas merecíamos um filme melhor.


Jack Reacher – O Ultimo Tiro - *** ½

Tom Cruise chegou a um patamar interessante no cinema de ação. Parece que todo final de ano é o momento ideal para viver mais uma aventura do astro de ação. A nova aventura, que é uma adaptação do livro de Lee Child, passa longe das estripulias do ator no ultimo Missão Impossível  alias, é um personagem bem pé no chão que consegue ter uma simpatia com o público de uma maneira até química já que desde seus pequenos atos e de até como se porta diante ao público, e claro, Cruise fazendo quase todas as cenas de ação.

Já o resto do filme segue uma linha tradicional de ação que talvez por ficar nessa zona de conforto não consegue pegar vôos mais altos. O roteiro foca muito mais na investigação e de como o personagem de Jack chega as suas devidas conclusões. Não é a obra prima do cinema, porém é um filme redondo e que mesmo com tudo já visto no cinema, é daqueles que conseguem tirar um sorriso no rosto e a lembrança que podemos ver filmes .



Detona Ralph - *****
Filmes sobre videogames continuam a passar por duras penas. Além de filmes que fracassaram em trazer uma linguagem de videogames para o cinema como Sucker Punch e Scott Pilgrim vs The World, as ultimas adaptações de jogos ao cinema coram o espectador de vergonha alheia. A Disney aproveitando a desconstrução da vilania que já foi explorado em Megamente e Meu Malvado Favorito. Porém esse consegue ir mais além do que se imagina. Consegue chegar ao ponto do questionamento do personagem e sua função de vilão a um jogo.

Apesar de passar em uma boa parte de um jogo infantil de corrida, o jogo em nenhum momento deixa de explorar inúmeras referencias de videogames (a mais surpreendente é a de Shen Long) e compartir uma bela história sobre aceitação de si. Ótimas vozes, uma técnica que consegue ser bem mais explorada com o 3D e uma trilha sonora deliciosa, fazem que esse desenho da Disney seja dentro de si, uma joia rara que devemos assistir sempre quando se está bem triste consigo mesmo. O filme que deveria ter sido da Pixar ...




Borderlands -  ****

Jogo da produtora 2K (a mesma de Bioshock) e da Gearbox Software conta a história de um grupo de mercenários que estão em busca de riquezas no planeta Pandora, porém descobrem que nesse planeta existe um artefato misterioso que não somente os heróis estão atrás dele. Todo tipo de gangue e inimigos também estão indo atrás desse mesmo artefato  Uma mescla divertida de RPG e FPS, Borderlands prende o jogador com todos os elementos que oferece. A pena fica por sua historia que muitas vezes é confusa, porém longe de deixar o jogador entediado ou algo do tipo. Claro que o segundo está ai e cada dia mais conquistando público e critica. Obrigado Borderlands, “mostrar” o que o capitalismo consegue causar no meio ambiente.