Oz, O Poderoso - A Origem dos Guardiões - DmC Devil May Cry


Oz – O Grande e Poderoso – Ao termino do novo filme de Sam Raimi, se cria uma dúvida intensa no qual perguntamos o que aconteceu com esse grande cineasta. No início do filme, seguindo a esmo o estilo do filme original em preto e branco porém com o formato original de tela vemos um Raimi que sabe brincar com o humor, o romance e o drama. Voltamos a ver aquele estilo consagrado do diretor que enche os olhos.

O problema é quando chega na terra de Oz, o filme fica oscilando entre momentos brilhantes, sempre entregando pela rainha Michelle Williams e Joey King, que faz a personagem da garota de porcelana que traz sempre algo terno em suas atitudes. Depois disso, estamos diante de um filme extremadamente artificial, no qual tudo que se via no filme original que era crível, se torna falso. E as “vilãs” encarnam um tom de overacting tão intolerável que a cada cena que apareciam, nos sentíamos como Dorothy, batendo os pés e dizendo para si mesmo que não está acreditando no que está vendo.

Não tem como negar que o sentimento de ver esse filme é igual a desastrosa restauração do quadro que aconteceu na Espanha. Sabemos que tem boas intenções e que existem elementos únicos que nos lembram que estamos diante a um grande cineasta que é Raimi porém quando o momento do filme ser mágico, se torna mais falso e se transforma em uma obra de fantasia fraca e sem inspiração, digna de colocar no cartaz, dirigido por um homem de uma trilogia famosa. Por que acho que até para determinados fãs do diretor, não se reconhece mais o diretor ou o que ele era.

                                                                                     
A Origem dos Guardiões – Quem acompanha o cinema de animação americana sabe muito bem da decadência da Dreamworks. E os motivos não faltam como a insistência em focar em franquias que já demonstram desgaste, a falta de inovação nos designs e a falta de roteiros mais rebuscados foram motivos para que os mesmos forem ultrapassados por outras produtoras como a Sony, a Disney por si só (sem o “apoio” da Pixar) e da Laika. Porém no final do ano passado, A Origem dos Guardiões não foi bem recebido nas bilheterias como os outros porém tem algo a mais.

O filme é focado na história da união das figuras representativas no universo infantil que lutam contra o Bicho Papão e a última peça para lutar contra esse medo é o Jack Frost que ainda não é reconhecido como um guardião, mas que existe algo especial nele. Um dos maiores e talvez um trunfo que está sendo o que muitas vezes está prendendo o espectador aos desenhos da Dreamworks que é o trabalho de conectividade entre o projeto e o espectador.

O maior trunfo do filme está de como consegue ter uma conectividade emocional com o público. Desde Kung Fu Panda, a produtora conseguiu evoluir muito mais no que envolve essa parte e A Origem dos Guardiões consegue ter um trunfo incrível já que questiona o poder de um mito a uma criança e de como ele se transforma “real” para um olhar inocente.

Acredita-se que hoje é impossível falar de parte técnica de desenhos já que os mesmos possuem uma técnica tão impecável que hoje, se torna mais lógico e fundamentado o quanto o projeto pode chegar a pessoa. E mesmo com um roteiro partindo de um princípio simples que é seguido à risca, é impossível não sentir paixão aos personagens durante o filme. São anos como esse que deveríamos questionar qual é o papel do Oscar de Melhor Animação no qual se transformou em um prêmio de conveniência já que não existe mais outros ganhadores fora do eixo Pixar.


DmC – Devil May Cry – Não é só no cinema que existe a alimentação que o reboot gera. Também nos videogames está de uma maneira quase crescente e em 2013 testemunhamos dois reebots. Um envolve a mitológica Lara Croft na nova aventura de Tomb Raider e também (e mais polêmico por sinal) da saga de Dante para o novo DmC. Ao invés de ser um projeto totalmente da Capcom, agora a saga também está nas mãos da produtora britânica Ninja Theory que teve uma carta branca e sem dúvida, viu a necessidade do personagem ter um reboot. E no final das contas, o alivio ao ver o projeto completo sem dúvida é muito mais do que satisfatório.

Com a história supervisionada por Alex Garland, o mesmo de Never Let Me Go, 28 Days Later e Dreed, tem como ponto de partida um Dante que vive em um mundo atual no qual ele é convidado a se juntar para A Ordem, uma organização “terrorista” que alega que demônios estão controlando o mundo de uma maneira silenciosa e mortal. Ao mesmo tempo que Dante luta contra os demônios que controla o mundo, começa uma busca interna para encontrar a si mesmo.

É impossível não ver semelhanças de uma das maiores obras primas de John Carpenter, Eles Vivem, mas de com o jogo conseguiu deixar de uma maneira atual e correta o legado de They Live para o contexto de hoje. Também sem mencionar de como deixou ainda mais rico o personagem de Dante, no qual, nos outros jogos é apenas um personagem unilateral, sem trabalho rebuscado de personagem. No novo jogo, tudo é bem mais explorado deixando a jornada mais rica e quando pensa que o ritmo vai cair, sempre aparece uma surpresa (boa ou não) que ajuda a manter a narrativa.

Sabemos que os fanáticos da saga são fervorosos e sim, ortodoxos porém existe um detalhe que deveriam ter orgulho por que a mídia que aborda os videogames é mais abrangente e que abre mais portas que o cinema. E também não há de reclamar tanto da gameplay que está excelente e mais fluido em comparação com os outros, um visual vibrante que diferente da franquia “original” era inexistente o fator externo e uma trilha sonora que alterna do metal pesado (longe daquele cansativo que tem no DMC3) e eletrônica. E ainda por parte eletrônica, uma das melhores músicas do jogo vem em um dos momentos mais vibrantes e memoráveis dentro da história.

Uma história simples porém convincentemente direta e a renovação de um personagem mas sem perder o respeito pelo passado são características desse novo Devil May Cry. Um jogo de ação maravilhoso que não está buscando a extrema dificuldade de jogabilidade já que a saga sempre sofria de um mal que a Ninja Theory conseguiu a cura: uma história digna a um personagem único.



Oz, O Poderoso - **1/2
A Origem dos Guardiões -****1/2
DmC - Devil May Cry - ****1/2 

Comentários

  1. Oz é um filme completamente perdido em seus propósitos. Realmente é para se perguntar onde foi parar o faro de Raimi para encontrar originalidade em seus filmes. Suas marcas como cineasta praticamente desaparecem aqui. Já A Origem dos Guardiões tb foi uma grata surpresa para mim no ano passado. O filme tem momentos excepcionais. Pena q naum foi bem recebido...

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  2. Parabéns pelo seu blog.
    Estou sempre de olho e eu gosto muito!
    Abraço a todos.

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  3. Acho que a pergunta que fica após Oz é onde foram parar os sapatinhos de Rubi, hehehe. Sem brincadeiras, ao contrário de você gostei do filme, acho que ele segue o ritmo do original, sendo fiel a ele, lhe prestando uma homenagem e dando diversão.

    Quanto A Origem dos Guardiões, gosto bastante, foi uma bela surpresa para mim, já que o trailer não me atraiu nem um pouco. E concordo plenamente que ele criar uma ótima conexão com o público.

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