10 de julho de 2012

Fassbender e Assassin's Creed: A virada de mesa das adaptações de jogos



Essa semana saiu uma matéria bem interessante tanto para os fanáticos de jogos quanto do cinema. Micheal Fassbender, dono de um talento desigual e versátil em suas escolhas, estará atuando e produzindo a adaptação cinematográfica de uma das maiores franquias da produtora Ubisoft, Assassin’s Creed. O mais interessante dessa noticia não está na questão que vai sair a adaptação, mas sim a questão de que a Ubisoft terá controle total do projeto fazendo sua parte como uma produtora independente. Se perceberem bem, essa noticia pode ser a virada de mesa entre as adaptações cinematográficas de jogos no cinema por um motivo simples: o controle da Ubisoft.

Se olhar muito bem, a Ubisoft com essa postura quer chegar ao mais próximo que a Marvel conseguiu estabelecer nos cinemas: o controle total do projeto. Com a bilheteria monstruosa de Os Vingadores graças às intervenções da empresa em seus projetos (e ainda gerando polêmica em essa “ditadura”). Também vamos lembrar que a outra adaptação da empresa no cinema, Prince of Persia foi um relativo fracasso e assim passando longe do que idealizava a empresa. Por um lado isso é uma atitude positiva já que a postura que a empresa desenvolveu os jogos está mais preocupada em não só apenas em adaptar, mas entregar ao espectador um espetáculo a altura dos mesmos jogos da franquia. Fora o fato de não repetir os mesmos erros da Capcom e a franquia Resident Evil que claro, mesmo sendo importante para o impulso de adaptações para o cinema, passa longe de ser ideal.

Por outro lado fica o temor por ainda não ter nenhum diretor ou algum roteirista confirmado. O máximo que pode se passar é chamarem os mesmos roteiristas dos jogos e adaptar ao cinema pelo menos criando uma adaptação mais condensada ao primeiro jogo, ou pelo menos algo semelhante e que não fuga em nenhum momento do que é a franquia Assassin’s Creed, tomando como exemplo de Silent Hill que mesmo não sendo uma cópia do primeiro jogo, tem todos os elementos fundamentais da franquia do jogo. Além do próprio fato que a franquia Assassin’s Creed tem todo o conteúdo para sair um jogo rico. Uma mistura espetacular entre a antiguidade e a ficção cientifica, o jogo narra a história de um rapaz que está em cativeiro e a única coisa que sabe é que tem que entrar em uma máquina no qual faz reviver seus antepassados, que faziam parte de um clã de assassinos que traziam balanço ao mundo.



Com uma história que é apenas um inicio de uma jornada espetacular, não demoraria muito para ir ao cinema. A esperança fica depositada na sabedoria cinematográfica de Fassbender que a cada dia está sabendo escolher bem a dedo e da Ubisoft em não fraquejar e saber um dos bens mais importantes de sua empresa, o seu público. As especulações vão começar, porém o fundamental vai começar. A oportunidade da virada de mesa das adaptações e por pela primeira vez (e de uma maneira incontestável) a esperança que o cinema também consiga transformar em realidade algo sem palavras que só os fãs do jogo conseguem descrever.