Fassbender e Assassin's Creed: A virada de mesa das adaptações de jogos



Essa semana saiu uma matéria bem interessante tanto para os fanáticos de jogos quanto do cinema. Micheal Fassbender, dono de um talento desigual e versátil em suas escolhas, estará atuando e produzindo a adaptação cinematográfica de uma das maiores franquias da produtora Ubisoft, Assassin’s Creed. O mais interessante dessa noticia não está na questão que vai sair a adaptação, mas sim a questão de que a Ubisoft terá controle total do projeto fazendo sua parte como uma produtora independente. Se perceberem bem, essa noticia pode ser a virada de mesa entre as adaptações cinematográficas de jogos no cinema por um motivo simples: o controle da Ubisoft.

Se olhar muito bem, a Ubisoft com essa postura quer chegar ao mais próximo que a Marvel conseguiu estabelecer nos cinemas: o controle total do projeto. Com a bilheteria monstruosa de Os Vingadores graças às intervenções da empresa em seus projetos (e ainda gerando polêmica em essa “ditadura”). Também vamos lembrar que a outra adaptação da empresa no cinema, Prince of Persia foi um relativo fracasso e assim passando longe do que idealizava a empresa. Por um lado isso é uma atitude positiva já que a postura que a empresa desenvolveu os jogos está mais preocupada em não só apenas em adaptar, mas entregar ao espectador um espetáculo a altura dos mesmos jogos da franquia. Fora o fato de não repetir os mesmos erros da Capcom e a franquia Resident Evil que claro, mesmo sendo importante para o impulso de adaptações para o cinema, passa longe de ser ideal.

Por outro lado fica o temor por ainda não ter nenhum diretor ou algum roteirista confirmado. O máximo que pode se passar é chamarem os mesmos roteiristas dos jogos e adaptar ao cinema pelo menos criando uma adaptação mais condensada ao primeiro jogo, ou pelo menos algo semelhante e que não fuga em nenhum momento do que é a franquia Assassin’s Creed, tomando como exemplo de Silent Hill que mesmo não sendo uma cópia do primeiro jogo, tem todos os elementos fundamentais da franquia do jogo. Além do próprio fato que a franquia Assassin’s Creed tem todo o conteúdo para sair um jogo rico. Uma mistura espetacular entre a antiguidade e a ficção cientifica, o jogo narra a história de um rapaz que está em cativeiro e a única coisa que sabe é que tem que entrar em uma máquina no qual faz reviver seus antepassados, que faziam parte de um clã de assassinos que traziam balanço ao mundo.



Com uma história que é apenas um inicio de uma jornada espetacular, não demoraria muito para ir ao cinema. A esperança fica depositada na sabedoria cinematográfica de Fassbender que a cada dia está sabendo escolher bem a dedo e da Ubisoft em não fraquejar e saber um dos bens mais importantes de sua empresa, o seu público. As especulações vão começar, porém o fundamental vai começar. A oportunidade da virada de mesa das adaptações e por pela primeira vez (e de uma maneira incontestável) a esperança que o cinema também consiga transformar em realidade algo sem palavras que só os fãs do jogo conseguem descrever.

Comentários

  1. Não conheço o jogo, mas pareceu interessante mesmo.

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    1. O foco do texto não está na adaptação do jogo, mas sim da empresa tomar as rédeas do projeto assim como a Marvel com suas adaptações. Esperamos que esse comportamento seja coerente ao processo.

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  2. Realmente isso pode representar muita coisa positiva. Principalmente o fato de evitar que o filme se desvirtue do que é o jogo em si. Agora é preciso também muito cuidado com esse "controle" todo, até pelas diferenças das mídias. O que funciona muito bem em um jogo, determinadas tramas ou situações de roteiro, não necessariamente irá funcionar em um filme. E aí é que mora o perigo. Vejo que o ideal seria se a Ubisoft tivesse seus "consultores" trabalhando em conjunto com um equipe já acostumada com cinema. Quem sabe apenas mantendo o equilíbrio na produção, mas com roteirista e diretor competentes.

    A Marvel trouxe uma postura interessante para seus projetos e deixou o gênero ao menos acima do satisfatório e tirando certo estigma ruim dos filmes de super-heróis. Mas também não vejo os filmes como grandes obras do cinema não. "Homem de Ferro 1" e "Os Vingadores" são ótimos, mas acho o restante apenas bom. É claro que isso é positivo, principalmente se considerarmos os lixos que foram filmes como Elektra, Demolidor, Motoqueiro Fantasma, Batman do Joel, etc. Ainda assim, acho os 2 primeiros Homem-Aranha superiores às produções da Marvel, e claro, Batman do Nolan. Se a Ubisoft pelo menos conseguir "estabilizar" as adaptações de games, já será incrível. Mas penso que o que vale mesmo é ter grandes mentes do cinema no projeto.

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  3. Duvido que isto represente uma virada de mesa no sentido de como se adapta games. Você mesmo citou o caso da Marvel com os quadrinhos, mas se esqueceu de que todos os filmes com o qual eles tiveram controle total foram medíocres, com exceção de "Os Vingadores", claro. Continuo considerando "Terror em Silent Hill" e "Resident Evil: Recomeço" os únicos filmes adaptados de games que foram bem-sucedidos.

    Em tempo: não joguei "Assassin's Creed" na minha adolescência, então não sei o que esperar do filme, apesar de contar com o talento do Fassbender.

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