28 de julho de 2011

Contra o Tempo

Contra o Tempo, novo filme de Duncan Jones, aparece como uma das surpresas do ano. Mesmo com um orçamento quase modesto baseando em sua proposta e nos envolvidos, conseguiu arrecadar quase 5 vezes seu orçamento inicial além de carregar uma importante porcentagem no Rotten Tomatoes (91%) e uma nota extremamente sedutora no IMDB com 7.7 com mais de 53 mil votos.

A trama do filme envolve a temática de viagem no tempo no qual um soldado, protagonizado por Jake Gyllenhaal, que tem uma missão de impedir um atentado de bomba em um trem que vai para Chicago. Ele se encontra em um protótipo chamado Código Fonte que o faz que ele viva os 8 minutos finais de uma pessoa parecida com ele. Mas ao mesmo tempo, ele tem que correr para intervir que vidas inocentes percam suas vidas.

Duncan Jones tem em mãos um filme quase matemático, uma matriz. Consegue criar situações interessantes, uma renovação de tensão e quebra-cabeças adicionais que intrigam o espectador, mas ao final de tudo chegamos a uma conclusão interessante, simples e genial. Tudo isso graças aos efeitos especiais simples, porém eficazes e atuações corretas de todo o elenco.

Contra o Tempo é um filme cíclico, ou seja, o espectador consegue se encantar com grandes elementos como a tensão e o fator do desconhecido no próximo ato e que ao final de tudo, o gosto do quero mais é latente e delicioso. Uma das gratas surpresas de 2011 e ainda mais para que muitos fiquem de olho em Duncan Jones, esse rapaz tem talento. Para aqueles que já assistiram, sentiram uma homenagem a Johnny Vai a Guerra no final?

Confiram também a resenha no site Cinefilia.net Link!

Ficha Técnica
Contra o Tempo (Source Code)
Diretor: Duncan Jones
Elenco: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Jeffrey Wright, Scott Bakula e Vera Farmiga
Gênero: Ficção Cientifica/Romance/Suspense
Cotação: 85% - ****

22 de julho de 2011

Um Jantar Para Idiotas

Tim (Paul Rudd) aspira um novo cargo na empresa de reutilização de imagens. Sempre tentando criar uma vida melhor para si e para sua namorada Julie (Sthephane Szostak). Sendo que os responsáveis da empresa fazem uma pequena prova para testar determinados empregados. Sempre fazem um jantar mensal no qual chamam uma pessoa “idiota” para zombar deles. Tim estava sem saída até se esbarrar com Barry (Steve Carell) um funcionário da Receita Federal que tem um talento sem igual.

Um Jantar Para Idiotas é mais um remake curioso americano que saiu no ano passado. A obra original é francesa (e também os envolvidos do original também produzem) e que em alguns anos atrás ganhou uma adaptação teatral na Argentina estrelando Guillermo Francella e Adrian Suar. O interessante é que um dos projetos futuros de Carrell é o remake de Um Namorado Para Minha Esposa, protagonizado por Suar.

Um dos fatos que já tens de inicio da trama é o uso da musica The Fool on The Hill do Beatles que é a porta de entrada a trama. Em realidade essa musica funciona como a representação do que será a trama de todo o filme. O estudo da diferença e percepção do que consideramos normal ou idiota. Também a mesma obra reflexiona o problema do mundo atual e a aversão dos mesmos as pessoas que são diferentes. A prova desse momento fica no clímax do jantar em si.

O problema é que filme não consegue criar um ritmo de comédia constante que por sorte Steve Carell dá uma interpretação valiosa como Barry. Um personagem que tem uma veia diferente que depende totalmente da improvisação, Carell dá um show de bola. Outro também que está engraçado é Jemaine Clement como o artista abstrato. O momento em que os dois personagens se encontram, é um momento altíssimo da trama. Já Paul Rudd está no piloto automático quase repetindo seu papeis de Eu Te Amo Cara e Role Models.

Talvez não seja o filme mais engraçado que saiu ou tão pouco inesquecível. Um Jantar Para Idiotas é um filme sensível que foi vendido errado. Uma dramédia sobre amizade que consegue tirar gargalhadas sinceras e lembrar com um pouco de emoção esse belo sentimento. Quando o filme terminar, independente de ter gostado ou não, será difícil não ouvir The Fool on The Hill sem pensar nesse filme e dizer, agora entendi o “bobo na montanha”.

Ficha Técnica
Um Jantar Para Idiotas (Dinner to Schmcks)
Diretor: Jay Roach
Elenco: Steve Carell, Paul Rudd, Jemaine Clement, Sthephane Szotak, Lucy Punch, Bruce Greenwood, Ron Livingston, Kristen Schaal e Zach Galifianakis
Gênero: Comédia/Drama
Cotação: 60% - ***









Para finalizar ...

14 de julho de 2011

Carros 2

Carros 2 não é o desastre. Ver sua nota no Rotten Tomatoes em comparação aos outros filmes da Pixar talvez possa ser considerado um ultraje extremo a reputação da empresa aos seus fãs. Carros 2 não é um desastre. O filme mais uma vez prova a todos nós que a Pixar hoje detém um dos melhores conjuntos técnicos aplicados a uma animação, já que em muitos momentos foi difícil confundir o que era real e o que era ficção. Carros 2 é um desastre para os mesmos que transformaram esse filme em uma difamação: os admiradores da Pixar.

A continuação de uma franquia que não tem o mesmo apelo dramático como os neoclássicos da Pixar como Up e Toy Story para muitos era um fator de risco desde o momento que houve uma cogitação da continuação do mesmo. A história do segundo muda o protagonista, antes era o Lightning McQueen agora é o simpático Mate, o guincho amigo inseparável de McQueen.

A trama do segundo envolve o que talvez seja o único ponto que vai ser comentado em diante, envolve uma trama de corridas e espionagem. Um magnata do petróleo em homenagem a uma descoberta de um novo tipo de combustível alternativo monta um grande campeonato global que envolve grandes corredores do mundo, incluindo a turma de Radiador Springs. Porém quem viverá algo especial é o Mate que se envolve por acidente em uma aventura de espionagem sem igual.

Apesar de muitos torcerem o braço para o filme original, ele consegue ser um filme extremamente adequado e por que não “perfeito” para as crianças de hoje. Os personagens dessa franquia conseguem ter muito mais apelo para esse grupo do que algumas figuras (?) clássicas da produtora como Remy ou Dory ou até mesmo com Woody e Buzz.

Existe também dentro de Carros 2 uma homenagem muito mais do que perfeita ao ator Paul Newman que personificou o personagem Doc Hudson e que mesmo não fazendo parte da trama nova, ele está vivo nas lembranças dos personagens e principalmente transformando a Copa Pistão em Copa Pistão Hudson Hornet. A Pixar mais uma vez consegue emocionar com algo bem simples que só os mais atentos perceberão.

O maior problema está mesmo em seu roteiro. O tema Pixar da vez está na importância de sempre ter alguém especial ao lado, o que é no caso uma amizade no melhor e no pior momento. O que esbarra é a trama de espionagem que tem dentro da trama. Para os fãs de James Bond não tem do que reclamar já que existem inúmeras referencias a saga do agente, desde o belíssimo Aston Martin DB5 até no desenvolvimento do vilão da trama a lá Ernest Stravo Blofeld.

Entretanto, essa trama de espionagem se torna complicada para as crianças que muitas vezes olham aquilo e não compreendem bem. Existem, além disso, o questionamento sobre a busca de fontes alternativas de combustíveis e as inúmeras polêmicas que surgem a partir dessa mudança. Mais uma vez a Pixar pode ter acertado em cheio em tocar ao tema, sendo que se torna algo que seu publico alvo não vai entender de imediato.

Interessante ver em outras criticas sobre esse mesmo filme e perceber dentro deles um gosto de decepção já que eles não queriam ver uma continuação de um filme “infantiloide” para uma empresa que conseguiu dentro de seus projetos, uma qualidade que, todavia não encontramos palavras perfeitas para definirem sua potencialidade. Muitos cresceram vivenciando épocas de novas idéias ou novas abordagens no território da animação sentiram-se frustrados com o que viram, porém a cada geração, sempre existirá uma renovação e por que não agradar os novos pequenos com algo que eles vão se sentir bem?

Carros 2 para muitos será registrado como um ponto ofuscado da produtora mas em realidade se torna um resgate da mesma a fazer e criar personagens que vão ficar marcados na cabeça de cada criança de hoje que vibra e torce para os carrinhos simpáticos de John Lasseter. Carros 2 pode ser representado como o primeiro erro crasso da produtora (para mim Nemo e Ratatouille conseguem ser piores) mas ao mesmo tempo será o desenho que irá questionar aos admiradores um fato: chegamos longe demais e esquecemos que a Pixar também pode errar e fazer um filme diretamente ao publico infantil?

Acordar para a realidade é doloroso e chegou à vez dos fãs da Pixar sentirem isso.

Ficha Técnica
Carros 2 (Cars 2)
Diretores: John Lasseter e Brad Lewis
Com as vozes de: Larry The Cable Guy, Owen Wilson, Micheal Caine, Emily Mortner, Eddie Izzard, John Turturro, Bonnie Hunt, Joe Mantegna, Thomas Kretschmann, Checch Marin, Bruce Campbell, Franco Nero e Vanessa Redgrave
Gênero: Ação/Comédia/Infantil
Cotação: 70% - ***

11 de julho de 2011

O fim de Harry Potter

Harry Potter sem duvida é importante para o cinema mundial. Daqui a alguns dias testemunhamos após uma década de magias, encantos e emoções. Particularmente o cinema de Harry Potter nunca me chamou a atenção, porém assim como determinadas sagas que o cinema nos entregou, existe um charme que nos faz questionar o poder maravilhoso de uma franquia.

Poderiam dizer que os fãs de Harry Potter e da saga Crepúsculo são farinhas do mesmo saco, porém na melhor analise, o que conforta a muitos é que todos os filmes de Harry Potter detêm pelo menos uma qualidade cinematográfica que consegue desdobrar o pior dos detratores com sua produção de alto nível e de um elenco de apoio sem palavras. Além claro de ter uma história mais envolvente sobre a transformação de um inocente garoto para um jovem com uma grande responsabilidade do seu destino.

Ver o seu fim é ver acima de tudo ver grandes franquias que nos viram crescer juntos chegarem ao seu fim. Não é de se acreditar que ao final da sessão, muitos fãs irão chorar não por saber que o fim chegou, mas em realidade, em saber que uma franquia do porte não vai ter mais no próximo verão e ainda mais saber que hoje estamos vivendo uma carência de grandes filmes ou daqueles filmes que queremos ver nas próximas férias.

Assim como foi Senhor dos Anéis e outras franquias famosas, os seus fãs vão ficar a lembrar cada momento de seu final e guardar para sempre algo que só o cinema pode nos proporcionar. O fim para muitos irá doer mais do que se imagina. Mas ao mesmo tempo vão dizer com muito amor e carinho: Em seu fim estava lá e foi simplesmente maravilhoso. Você fã de Harry Potter, não chore pelo seu fim, mas fique feliz por que hoje não iremos rever mais uma franquia tão poderosa quanto foi a sua.

PS: Nunca assisti um filme do bruxinho.

8 de julho de 2011

Ahora In Spanish

Uma nova aventura pessoal surge. Agora o Cine JP ganha uma expansão em espanhol. Outras analises totalmente em espanhol em homenagem para todos que leem meu blog em todos os países latinos. Bem vindos ao novo espaço

Link: http://strangeloveinspa.blogspot.com/

E inicia com os comentários da comédia Take Me Home Tonight. Confiram!
Abraços.

4 de julho de 2011

Passe Livre

Não será nem a primeira e nem será a ultima vez que estaremos diante de filmes que conseguem ter temáticas interessantes para ser debatido não só apenas pelo meio cinéfilo, mas também em uma ótica social ou até mesmo psicológica. E quando se debate com questões psicológicas, é que estamos diante de um debate que poderia render horas e horas. Porém ficamos com uma ponta de que poderia ter sido melhor se tivesse melhores caminhos para desenvolver certos temas. Isso acontece e de uma maneira sublime em Passe Livre.

A nova comédia dos Irmãos Farrelly tem como porta de entrada em demonstrar a rotina dos amigos Rick e Fred (Owen Wilson e Jason Sudekis) que apesarem de serem bem casados com Maggie e Grace (Jenna Fischer e Christina Applegate), se sentem como por muitas vezes presos a essa situação de casados. Após a uma situação, Maggie e Grace dão um passe livre para seus maridos e eles têm uma semana para fazerem de tudo que lhe derem na cabeça.

O melhor elogio a se dar para essa comédia está de como eles abrem esse tema do passe livre dentro da trama. Ao principio se vê como uma porta para o que podemos considerar uma traição consentida no qual os dois sabem que tudo envolve mais uma questão carnal. Mas em realidade tudo é uma prova de fogo em uma questão do matrimonio ou um estudo de que sabendo de debilidades de cada um e que a “liberdade” não passa de apenas o estalar necessário para que ambos sintam a necessidade de estarem juntos.

Ao ter essa visão, poderíamos dizer que poderia ter uma das melhores comédias românticas dos últimos anos por entrar nesse terreno espinhoso. Porém o roteiro dos irmãos desbanca para um humor extremamente físico e constrangedor que por muito pouco esse debate que para muitos casais seriam necessário desaparece com piadas de cunho flatulento e personagens que queríamos muito que não fossem desenvolvidos de uma maneira tão medíocre.

Curiosamente, os protagonistas dessa trama conseguem fazer de melhor quando não envolve as cenas de comédia, e sim nos momentos que envolvem o mínimo de sentimento dos mesmos. Cada personagem demonstra em cena o que é realmente a proposta do passe livre e suas conseqüências. Quem se dá extremamente bem com isso é Owen Wilson na reta final da fita. Mas infelizmente para ver o brilho de cada um, temos que esperar e ver a ruína dos dois machões e o riso vem com fluidez, mas não por que é engraçado, por que tudo que constrange, bem, sempre aparece alguém para rir.

Passe Livre seria um grande filme se não entrasse no terreno mais perigoso que uma comédia pode ir, o humor rápido e rasteiro. Muitos vão dizer que o filme não consegue ir mais além do que se imagina mesmo tendo um grande tema nas mãos. Realidade seja dita, se esse tema caísse com pessoas que entendem de uma comédia sentimental como Judd Apatow ou até mesmo Nancy Myers seria prato cheio, mas como vimos com esse dois irmãos, foi um prato indigesto com um passe para ir para casa com a cabeça baixa.


Ficha Técnica
Passe Livre (Hall Pass)
Diretores: Bobby e Peter Farrelly
Elenco: Owen Wilson, Jason Sudekis, Jenna Fischer, Christina Applegate, Stephen Merchant e Richard Jennkins
Gênero: Comédia/Romance
Cotação: 35% - **