30 de junho de 2011

Transformers - O Lado Oculto da Lua

Para aqueles já tinham reclamado sobre os fatos inexplicáveis do sucesso de Velozes e Furiosos e de como Hollywood se transformou em uma cadeia de fast food no qual estamos sendo testemunhas de combos de filmes pipocas, bem, para vocês chegará mais um filme que sem duvida irão aflorar seus instintos de raiva ao cinema pipoca e a destruição do sagrado que é a sétima arte: O novo projeto de Micheal Bay, Transformers : O Lado Oculto da Lua.

Quando se vem na cabeça a idéia de vermos mais um novo filme de Bay nas telonas, sempre gera um debate bem interessante que fala sobre a questão do poder do cinema autoral no qual é extremamente notável que Bay consegue impor em seus filmes todos seus maniqueísmos e marcas registradas de seu cinema. O problema é que todas as suas marcas registradas para muitos que compreendem a fundo o cinema vêem como o lado obscuro dos blockbusters, no qual está cumprindo com uma função de uma cadeia de fast food, que pagas um combo espetacular (?) de Explosões, Roteiro Pifio e Atuações Medíocres.

O novo capítulo de Transformers segue isso a risca esse combo blockbuster e curiosamente um dos seus maiores pontos é que em nenhum momento não nega que é isso seu estilo de cinema. Ou seja, nesse filme as seqüências de ação enchem os olhos do espectador com uma voracidade inacreditável e mesmo com alguns momentos quando o filme começa a ficar morno, os robôs aparecem e tudo volta no seu eixo frenético. O roteiro de Ehren Krueger está longe de ser maravilhoso, é extremamente recheado de frases feitas e piadas de sorriso amarelo, mas pelo menos não consegue ser tão catastrófico quanto foi o segundo filme em tudo.

Claro que cobrar atuações em um filme de Bay é cobrar fatos de cunho impossível ou de um maneirismo surreal. A única citação fica na questão da substituição de Megan Fox por Rosie Huntington-Whiteley que muitos pensavam que ela iria ser a nova Mikaela, mas pelo menos a inseriram em um novo contexto e durante o filme, ela não demonstra nenhuma atuação que tenha um cunho de glamour, mas que pelo menos se torna bem melhor do que Megan Fox e ao final da trama, se chega a uma interessante contestação, não sentimos falta de você, Megan.

Transformers – O Lado Oculto da Lua é daqueles filmes pipocas que aparecem que cria raiva a quem adora cinema profundo, mas ao mesmo tempo é feito para aqueles que querem sentir satisfeito com uma diversão ligeira, indolor e que se conseguir criar uma reflexão após uma hora do que se viu é algo milagroso. As melhores coisas são: em saber que se fecha a franquia, o 3D é bem utilizado (claro se o sistema de cinema 3D do complexo que vás colaborar) e uma trilha sonora que escurece a cada momento da fita. Mas ao fim de tudo, o verdadeiro lado oculto da lua continua sendo proferida com perfeição com Pink Floyd.


Ficha Técnica
Transformers: O Lado Oculto da Lua
Diretor: Micheal Bay
Elenco: Shia LeBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, John Turturro, Patrick Dempsey, Kevin Dunn, Julie White, Ken Jeong, Alan Tudyk, John Malkovich e Francis McDormand. E com as vozes de: Peter Cullen, Hugo Weaving, Charlie Adler, Jess Harnell, Frank Welker, Tom Kenny, James Remar e Leonard Nimoy como Sentinel Prime.
Gênero: Ação/Ficção Cientifica
Cotação: 55% - **

28 de junho de 2011

John Carpenter's The Ward

Independentemente se é um fã dele ou não, ver um filme de John Carpenter no cinema remete isso: Em ver um grande cineasta em ação. Um diretor que não se rendeu tão facilmente as grandes empresas e faz um cinema puro, autoral e acima de tudo, um grande arquiteto do medo em ação. Após um grande hiato do seu ultimo projeto Fantasmas de Marte, Carpenter volta aos cinemas com The Ward.

Talvez esse texto possa parecer uma releitura do que se foi escrito sobre A Ilha do Medo, talvez os principais elementos de se admirar do filme são do mesmo do filme de Scorsese, nos quais envolvem a criação da ambientação, da precisão cirurgia de Carpenter desenvolve e a transformação do hospício em um personagem vital para a trama se desenrola. Outro fato também a elogiar é o seu elenco feminino da trama. Talvez a única fraca do elenco seja mesmo a Amber Heard que só demonstra o fundamental, que tem um rostinho bonito e só.

O melhor destaque do elenco fica com a Mamie Gummer. Uma personagem que nos fazem sentir uma simpatia imediata, talvez herdada de sua mãe, a musa Meryl Streep. Também vale notar uma atuação corretíssima de Jared Harris que aparece nos momentos chaves da trama. A outra coisa que perde o brilho do filme é pelo fato de John Carpenter não ter feito a trilha sonora, já que toda vez que lembramos de que é ele que faz a trilha sonora. É o segundo filme que ele não faz a trilha sonora, o primeiro foi a aventura-ficção-romantica Starman.

The Ward não é nenhuma obra prima do diretor como Halloween ou O Enigma do Outro Mundo, mas também não é um desastre completo quanto Christine ou Fantasmas de Marte (baseado nos comentários dos fãs do diretor). Em realidade, The Ward nos lembra a importância de ver um estilo de cinema clássico como Carpenter de volta na telona. Um cinema que sabe envolver do inicio ao fim. Uma grande lastima em ver um projeto do porte a ir ao home-video, afinal, mestres como Carpenter, o cinema de hoje está a dever e muito.


Ficha Técnica
John Carpenter's The Ward
Diretor: John Carpenter.
Elenco: Amber Heard, Mamie Gummer, Lyndsy Fonseca, Danielle Panabaker, Laura-Leigh, Mika Boorem e Jared Harris.
Gênero: Suspense
Cotação: 80% - ****

24 de junho de 2011

Terror A Flor da Pele

Os filmes de terror ainda e continuará por muito tempo servindo como um método de diversão e medo. Já foi confirmado durante muitos anos. Porém muitos, os filmes são uma reflexão pesada e até mesmo perturbadora de uma realidade que sempre fechamos os olhos e não queremos saber se é real ou não. Curiosamente nos últimos anos vivendo por aqui na Argentina a sensibilidade cinematográfica, ou olhar o cinema com os outros olhos ganhou mais um capítulo importante nessa semana.

Nos últimos dias, minha pessoa teve um prazer ou uma oportunidade de poucas de conhecer um Centro Clandestino de Detenção, Tortura e Execução da ditadura militar argentina do período entre 1976 até 1983 culminando com os fracassos desse sistema e a necessidade de democracia de todos os argentinos no momento. Apesar de ter ido por uma questão de trabalho de faculdade, uma das coisas mais interessantes é a lembrança do aspecto cinematográfico de tudo aquilo.

Para muitos que não sabem, o ultimo golpe militar argentino é considerado por muitos o mais brutal da história latino-americana. Um dos principais fatos desse golpe foi o modo quase sistemático do aparato que chamamos Terrorismo de Estado, no qual fica visível a imposição do aparato governamental para programar medo e temor aos que deveriam se sentir amparado por eles mesmos.

Sequestros, torturas e outras coisas mais que culminavam ao final de tudo o “desaparecimento” da pessoa. Esse esquema levou a desaparecer mais de 30000 pessoas incluindo políticos, pessoas comuns, sindicalistas ou qualquer pessoa que tinham um pensamento contrário aos militares. Um dos grandes motivos para eles terem feito essa barbárie, é a questão do que podemos denominar o inimigo interno.

Em conseqüência da guerra fria, muitos militares daqui (em sua maioria, influenciados diretamente pelo governo americano) queriam conter o estilo socialista-comunista proveniente da União Sovietica na América Latina. Também não podemos esquecer que aconteceu isso no nosso país sendo que estranhamos (ou pelo menos por minha parte) a incrível capacidade da nossa sociedade em ter esquecido isso.

A primeira lembrança cinematográfica vem com Os Invasores de Corpos de 1978, de Phillip Kaufuman e primeiro remake da obra de 1958. A segunda adaptação não toca só apenas em uma questão de invasão, em um olhar sociológico, mostra de como a sociedade estava ficando sem emoção e pior ainda está na questão do extermínio das pessoas com sentimentos. Ou seja, viver em uma sociedade castrada de voz ativa.

A sociedade argentina (e também não, a brasileira) viveu momentos de tensão no qual cada pensamento que seja só diferente do que os militares implantavam era praticamente digno de morte. Sindicatos, grêmio de trabalhadores, professores, estudantes, classe artística ou qualquer elemento da sociedade que estivesse contra aos pensamentos que os militares programavam.

O filme praticamente cria um medo no espectador com essa implementação do medo na sociedade. Até hoje, esse estigma do silencio e o conformismo da sociedade após o castrado da ditadura segue em algumas ramas da sociedade no qual um ideal justificou tudo. Por ser uma obra que fala sobre repressão, consegue ser algo extremamente importante, atemporal e acima de tudo perturbador.

Outro fato também a se comentar é na estrutura do centro de detenção. A cada passo dentro do local era sentido com toda dor do mundo o sofrimento de cada preso que estava. Algumas celas tinham uma posição estratégica, próximos as ruas adjacentes, com uma simples proposta, colocarem o extremo terror a todos os vizinhos para ninguém fazer algo fora da linha.

Também eles não pegavam uma pessoa do bairro. Era como se uma pessoa do bairro fosse capturada e levada a outro centro de detenção clandestino para evitar complicações. Ainda incluso nesse “passeio” estava às piores torturas possíveis que o ser humano talvez não consiga suportar, assim lembrando outra obra de terror dessa década atual, O Albergue.

Um grande fato desse filme para fazer um link coerente a temática principal, a ambientação da tortura. Caminhando por cada passo desse centro, não era difícil se sentir igual a obra de Eli Roth. As salas escuras, sem o sol, isolado de tudo e de todos, no qual sente dentro da alma todos os possíveis gritos de cada seqüestrado e muitos torturavam por algo, mas acredito dentro de mim que chegou ao ponto que brincar com a vida humana deixavam eles mais próximos de serem os criadores, sendo que da destruição.

Ver O Albergue hoje junto com as temáticas que já apareceram e se tornaram verdades ao decorrer dos anos e se transformou em uma obra de horror social nos quais toca em temas que estão ai em nossa frente, mas o medo do debate sobre a sociedade é incrível. Não podemos esquecer que a temática de desaparecidos no filme deve ser lembrada sempre, por que assim como aconteceu por aqui com essa temática, todavia desaparecem pessoas ao redor do mundo e poucos se atrevem a perguntar o que realmente aconteceu.

Lembrar desses dois filmes e ver a realidade ao alcance se torna uma das experiências mais macabras que já tive em toda a minha vida. Gostamos de ver filmes de terror para sentir adrenalina no sangue e levar sustos. Porém esses filmes conseguiram criar um medo extremo por que já passamos por fatos similares em nossas sociedades que por incrível que pareça são vendo esses filmes e suas reflexões mais profundas que devemos colocar em nossas cabeças que não devemos esquecer em nenhum momento o nosso passado e fazer que o futuro não seja tão nefasto.


18 de junho de 2011

Cruzadas e o lado negro de um cinema perfeito

Todos crêem que o cinema fora de Hollywood e da Terra Brasilis com selo Globo de qualidade é um cinema de qualidade, que faz todos os requisitos a um exigente publico, ou seja, perfeito. Enganam-se profundamente. Algumas distribuidoras fazem o que é o extremamente óbvio. Sempre fazem a distribuição de determinados filmes já que os mesmo foram em seus países de origem sucessos de critica ou de bilheteria. Afinal se viu algum filme estrangeiro no circuito brasileiro, anotem, se adéquam a esses dois paradigmas.

Após ver um determinado filme argentino, realmente coloca muitos espectadores a realidade e descobrir o que deveria ser comum entre todos, porém o orgulho contra o cinema nacional cairá por terra. Fui testemunha de um dos piores filmes desse cinema que tantos admiram, e talvez falar sobre ele consiga ser tão heróico quanto o seu nome ... A “comédia” Cruzadas.

O ponto de partida do filme começa com a morte de um magnata dono de um canal de TV que deixa a herança a duas filhas: a legítima é uma dondoca ambiciosa que quer fazer de tudo para ficar com a grana do velho. A filha bastada é uma empresária dona de um clube de cumbia eletrônica que tem uma filha ambiciosa para a fama. Enquanto filha legitima quer tudo do velho, a outra filha só quer saber de uma coisa: a morte do seu pai.

Torna-se complicado dizer algo sobre o filme, imagine a sensação de ter visto ela inteira? Um roteiro extremamente porco com diálogos que beiram ao que podemos dizer... Ao excremento. Fora as tentativas de ser engraçado utilizando jargões locais que ao final, beiram ao constrangimento. É uma defecação pura aos seus ouvidos. Outro problema grave está na própria história. É daquelas que começam, chega ao seu “apice” e acaba de uma maneira que é sentido o mais óbvio, o sentimento de perda de tempo.

Após esse choque epileticamente cultural, não podemos esquecer o primordial, a força do cinema argentino. Mas ao mesmo tempo isso serve como se fosse um tipo de pedrada na cabeça e perceber assim como o nosso cinema que temos os mesmos problemas, desde captação de recursos, utilização coerente de atores e acima de tudo, a diferença entre um filme de direcionado para a TV e um filme com uma linguagem puramente cinematográfica.

Cruzadas foi uma das piores experiências cinematográficas que já tive nesse país. Mas ao mesmo tempo, o filme no futuro possa seguir os passos de um clássico da tranqueira nacional, o Cinderela Bahiana, no qual, de tão ruim, de tão ridículo consegue transformar sua mediocridade em uma experiência surreal sem igual como todos os filmes medíocres do mundo. Mas ainda está muito cedo em transformar isso tudo em uma experiência surreal.

Trailer


Ficha Técnica
Cruzadas (Cruzadas)
Diretor: Diego Rafecas
Elenco: Moria Casan, Nacha Guevara, Enrique Pinti e entre outros.
Gênero: Comédia/Drama/Trash
Cotação: 0% - FFUUUUU!

15 de junho de 2011

Piratas do Caribe - Navegando Por Águas Misteriosas

Tudo vai parecer uma longa redundância, mas tudo aquilo que irão ler já foram vistos em pequenos fragmentos de criticas de blogs amigos e até de grandes sites de cinema respeitados: Johnny Depp com seu Jack Sparrow faz algo único. Dizer que vemos os outros filmes de Piratas de Caribe por causa de Orlando Bloom e Keira Knightley se torna quase uma mentira involuntária para não dá a voz da razão em dizer, eu vi por causa de Jack Sparrow e sua canalhice.

Se vocês viram o novo filme da franquia, Navegando em Águas Misteriosas por causa de Johnny Depp, não se sintam vergonha por isso, por que sabem que isso é uma verdade quase concreta. O novo capitulo da franquia se baseia na premissa que ficou no ar do final do terceiro filme no qual tudo se envolve na busca da fonte da juventude por Jack Sparrow e por outros personagens que tem diferentes visões sobre a fonte.

A estrela é Depp. A Disney percebeu de uma maneira importante que estava diante de uma mina de ouro, e o filme se torna a prova disso. Todos os momentos que Depp aparece em cena, o filme cresce. Cada movimento, cada dialogo, se torna uma aula de como se entregar ao personagem de corpo e alma como ele se dedica nesse filme. Outro que merece o total elogio é Geoffery Rush para o personagem Barbossa que quando se encontra com Depp na metade do filme, o filme novamente cresce.

Agora quando começamos a lembrar do filme, entramos a duvidar de muitas coisas. Rob Marshall faz um trabalho interessante e bem melhor do que seus filmes anteriores que beiram a insossidade, já que ele comanda de uma maneira brilhante as principais cenas de ação, sendo que o clímax final é de uma confusão que não conseguimos ter uma definição positiva... medíocre?

O resto do elenco, poderia ter mais cenas com Ian McShane e Penelope Cruz, já que o próprio filme se portou para esses dois personagens de uma maneira muito rápida e talvez muito mal arquitetada. Talvez a culpa seja dos próprios produtores em focar de uma maneira extrema ao talento de Johnny Depp. Por um lado se torna vantagem aos seus fãs, mas aos fãs da franquia, algo duvidoso.

Mas nada é extremamente perfeito. Vale salientar que a trama das sereias e tudo que envolve a questão entre o catequista e a sereia beiram a pura chatisse. Fica parecendo a nova tentativa de emplacar um romance igual a primeira parte da franquia. Todo em vão. Fora que a seqüência das sereias começa promissor mais depois fica ridículo. Mas pelo menos há de admitir, que sereias lindas.

O quarto filme dessa franquia funciona como uma pipoca padrão e só. Não existe nada de novo, só apenas a questão de usar elementos clássicos ou aqueles elementos que fizeram a franquia ser o que é a diversão e ver a estrela de Johnny Depp brilhar a exaustão. Não é aquela fita recomendada, porém a todos os fãs da saga irão dizer a mesma coisa: Depp salvou o meu ingresso.

Ficha Técnica
Piratas do Caribe - Navegando em Águas Mistériosas (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides)
Diretor: Rob Marshall
Elenco: Johnny Depp, Penélope Cruz, Geoffrey Rush, Ian McShane, Kelly McNally, Sam Clafim, Stephen Graham, Astrid Berges-Fresby, Gemma Ward, Judi Dench e Keith Richards
Gênero: Aventura/Ação/Comédia
Cotação: 60% - ***

10 de junho de 2011

É o amor - Especial Cine JP de Dia dos Namorados

O amor está no ar. Domingo será o dia especial para todos os apaixonados. O dia que celebramos esse dia tão importante. E quando nos lembramos de alguns filmes, lembramos daqueles filmes clássicos nos quais todos sabem que iremos ter aquele suspiro e acreditar no sentimento mágico que é o amor. Dedico esse post falando de alguns filmes românticos ou com uma veia romântica diferenciada. E quem conhece o blog, sem duvida será testemunha de filmes diferentes do gênero. Vamos começar a falar.


Adventureland – Filme do Greg Mottola falando sobre as experiências juvenis em um parque ultra-decadente. Mas também é um filme sobre um romance maravilhoso entre um jovem com muitas aspirações a uma moça rebelde porém encantadora. Filme que nos revela o poder de Jesse Einsemberg e Kristen Stewart longe do estigma do ridículo Crepúsculo. Um filme imperdível.


A Fonte da Vida – Darren Aronofsky criou um épico único. Um épico romântico de 3 histórias que se intercalam entre si. Atuações únicas de Hugh Jackman e Rachel Weisz que nos entregam momentos sem igual. Uma reflexão sem igual sobre um sentimento tão puro quanto o amor. “Eu serei a sua Eva” ecoará na cabeça de muitos.


Solaris – A resposta soviética a 2001 tem um belo plot no qual fala de um homem que volta a ter uma oportunidade de reviver seu amor a sua amada morta através do poder desconhecido de um planeta. Enquanto o original mistura com uma eficácia a temática filosófica com a romântica, o remake ficou com a veia mais romântica. Mas pelo menos é uma fita a ser conferida.


O Mesmo Amor, A Mesma Chuva – Muito antes de Campanella nos fazer emocionar com Ricardo Darin e Soledad Villamil em O Segredo dos Seus Olhos, o primeiro filme do diretor conta a história de amor de um casal portenho durante várias épocas importantes da história argentina. Do seu começo até o seu final, o suspiro por não só apenas ter visto uma bela história romântica, mas também o ponta-pé do cinema argentino que conhecemos hoje.

Sangue de Pantera – Apesar de ser um filme de terror antigo falando sobre uma mulher que se torna pantera, em realidade, o filme assim como os filmes de terror de antigamente que tocam em temas distintos e no caso desse filme o medo do amor e ao mesmo tempo a reflexão do poder feminino. É um belo filme para ser ver também no dia dos namorados.

Claro que deixando como uma homenagem a um dos filmes que todos os românticos contemporâneos adoram. Feliz dia dos namorados a todos.

8 de junho de 2011

Across The Universe

Apesar de nunca ter carregado um tipo de empatia ao grupo musical The Beatles, é inegável que tudo que eles fizeram são relevantes até hoje no cenário musical. Cativa a muitos quando escutam. Letras românticas, filosóficas, que falam da juventude são uma das inúmeras qualidades do grupo. Ao ver a idéia inicial de Across The Universe no qual envolve um “musical” com a temática principal de que toda a história seria contada através de suas musicas imortais, tinha-se a esperança de ver algo tão espetacular quanto é a reputação do grupo, mas...

O filme se passa no furor cultural-histórico americano no qual envolve as questões importantes como a viagem psicofarmacológico da sociedade até as conseqüências psico-fisico-social da Guerra do Vietnã entre os jovens combatentes. Mas tudo isso é apenas um artifício que poderia aparecer complexo, mas não é, de um casal Jude e Lucy que vivem um amor único nessa efervescência.

O romance do casal principal em poucos momentos consegue criar uma empatia e no que muitas vezes um casal secundário ou um tema secundário pode salvar, bem nem isso. Talvez o único destaque se torne a homenagem aos dois ícones da música Jimi Hendrix e Janis Joplin que criam momentos interessante apesar que as canções que eles executam na tela não tenham salvação.

Por falar em canções, sentiria extremamente envergonhado como admirador da banda de como conseguiram estragar muitas versões de clássicos. Uma das poucas canções que gosto do grupo, I Want You, ficou de uma maneira tão esdrúxula que a tentativa de encontrar um buraco para esconder meus ouvidos e não encontrava. Sem contar com a cameo de Bono Vox que protagoniza o momento mais vergonhoso da fita.

Apesar do estilo visual surreal da diretora se torna um ingrediente indigesto já que a principal temática, no qual é o romance, é tão sem inovação que fica extremamente deslocada a forte envoltura visual com uma história romântica apática, junto a debilidade química dos envolvidos. The Beatles merecia algo melhor, o espectador merecia algo bem melhor. Uma grande pena.

Ficha Técnica
Across The Universe
Diretora: Julie Taymor
Gênero: Musical/Romance/Drama
Cotação: 20% - *