28 de março de 2011

Fúria Sobre Rodas (Drive Angry 3D)

O sistema 3D nos ultimos meses está sofrendo o mal que já era esperado que se constitui em uma elaboração equivocada no qual ao invés de transfigurar o espectador ao efeito da profundidade, leva a uma sessão dolorosa a base de dor de cabeça e objetos voando em sua cara de uma maneira gratuita para tentar ao menos valer seu ingresso. Pois bem, essa é a tática que o filme Fúria Sobre Rodas (Drive Angry) ao menos tentar colocar em pratica. Mas pelo bem do bom senso, isso é tão falho quanto o filme.

Estrelado pelo astro que as vezes faz algo de tirar o chapéu ou tirar a credibilidade do mesmo, Nicolas Cage e dirigido por Patrick Lauisser, o mesmo de Dia dos Namorados Macabro, conta a história de Milton (Cage) , um homem disposto a tudo para salvar sua neta recém nascida de um reverendo satanico (Billy Burke) que irá sacrificar em poucos dias. Mas ao mesmo tempo um misterioso homem que se chama O Contador (Willian Fichtner) está buscando sem precedentes a Milton.


Vale salientar que é o primeiro filme da produtora Millennium Films em 3D já que o segundo virá daqui a alguns meses que é a nova adaptação de Conan O Bárbaro. A experiência nas bilheterias foi um desastre já que no primeiro final de semana só arrecadou apenas 5 milhões de dólares e ainda comparte junto com Mars Needs Moms em desastres de bilheteria utilizando o maior recurso para ganhar dinheiro: 3D.

Fica difícil o espectador ter alguma confiança extrema dos envolvidos desse filme. A iniciar pela produtora Millennium Films que consegue a cada filme imprimir amadorismo e mal gosto e o pior é que muitos artistas de renomes fazem filmes com essa produtora e de quebra, fazem filmes extremamente duvidosos. Mas existe uma exceção e é um ótimo filme: o policial 16 Quadras de Richard Donner com Bruce Willis.

Outro fato onde a própria credibilidade do filme é extremamente descartada fica por parte do roteiro e da direção do filme. Repetindo a dobradinha da mediocridade, Todd Farmer e Patrick Lussier, responsáveis pelo o que podemos dizer um dos piores exemplos de filmes de terror 3D, Dia dos Namorados Macabros, repetem a formula do filme passado para esse. Além do mal uso do 3D, cenas de tensão que em nenhum momento empolga, e ainda mais em sua maioria soa tão falso quanto o efeito que explode na tela. Fora os diálogos medíocres que nem vale a pena comentar para não continuar a passar vergonha.

E por ultimo, Nicolas Cage. O mais engraçado é que nesse filme ele não está tão ruim e tem até menos cacoetes dele como os gritos exagerados como já foi visto no web hit do ano passado Nicolas Cage Losing His Shit. Mas a falta de credibilidade em seu filme anterior, o eternamente atrasado Caça as Bruxas, junto com a falta de qualidade extrema dessa fita, volta a questionar o poder do talento oculto desse ator que é cheio de altos e baixos.

Talvez a única coisa interessante da fita é a versatilidade do ator Willian Fichtner, no qual rouba a fita fazendo o implacável O Contador. A grande pena é que o resto do elenco é tão fraco quanto o filme em si. Talvez Billy Burke conseguiu fazer uma das piores atuações desse ano. Fora que a morte dele no final da trama seja um dos momentos que o espectador vendo isso tudo em 3D vai pensar “Que p#$%% eu vi?” E, a única moça do filme Amber Heard só veio para pagar de gostosona e só.

Fúria Sobre Rodas sem duvida é um dos piores exemplares que já apareceu em 2011. Tudo que um cinéfilo odeia está presente nessa tela. Atuações extremamente vergonhosas, sequencias de ação terrivelmente mal feitas, um uso quase criminoso da tecnologia 3D, um roteiro porco e acima de tudo uma direção que ao final de tudo desejamos que tudo fosse uma longa piada. Se te prometem uma viagem infernal, terás uma viagem infernal do mau gosto. Detratores do 3D, ai está um ótimo exemplo do por que vocês odeiam essa tecnologia.

Trailer do filme



Ficha Técnica
Fúria Sobre Rodas (Drive Angry 3D)
Diretor: Patrick Lussier
Elenco: Nicolas Cage, Willian Fichtner, Amber Heard, Billy Burke e David Morse
Gênero: Ação/Terror
Cotação: 5% - BOMBA

21 de março de 2011

Resident Evil 4 - Recomeço

Resident Evil 4 – Recomeço representa uma possível ruptura e coloca de vez as adaptações de videogames adicionadas a uma nova tecnologia. O 3D digital que teve seu inicio com Avatar. Também no quarto capitulo da saga nos cinemas os principais personagens do jogo estão no filme e também é o que tem mais elementos dos jogos na tela. O único detalhe é que o filme é uma desgraça.

Não se consegue extrair o que contar do quarto filme por que continua para muitos aficionados do jogo uma afronta. Apesar de exercer a toda potencia a questão de que é uma adaptação e que no cinema é possível tomar algumas liberdades, mas no quarto filme extrapola o fundamental. O bom senso do espectador do cinema. Já que para alguns que são admiradores do jogo... A barca já tava abandonada faz tempo.

Outra coisa que dói é de como conseguem estragar grandes elementos do jogo em um só filme. Talvez um dos poucos acertos (que possivelmente é um dos mais duvidosos) é de ter pegado elementos dos ultimo jogo e colocar em tela. Realmente o Wesker do filme é quase idêntico ao do jogo. Porém colocar uma história quase repetida dentre 90% dos filmes de zumbis passado ou pior, quase semelhante ao terceiro filme, soa como um embuste total.

Paul W.S. Anderson pode ter sido o salvador dos filmes de videogames no cinema, mas nesse filme, ele extrapola o ridículo nas seqüências de ação no qual a lógica do absurdo se torna melhor. Também ele exagera a dose no slow motion fazendo que as técnicas de Snyder nos seus últimos filmes sejam mais ágeis. Fora que até mesmo nas seqüências de ação, não convencem nem o espectador mediano. É mais um exemplo que tecnologia avançada em mãos inexperientes saia tão comum ou pior.

Resident Evil 4 – Recomeço é um filme ruim e esquecível. Não adianta dizer que nego não pareceu com personagem por que a essa altura do campeonato é praticamente dizer que A+B é igual a C repetidamente. Infelizmente com aquele final ridículo, veremos mais uma continuação. Enquanto der grana e gente inocente e fácil de ser iludido com a esperança de uma adaptação fiel... this is never ending.

Ficha Técnica
Resident Evil 4 - Recomeço (Resident Evil Afterlife)
Diretor: Paul W.S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Shawn Roberts, Kim Coates, Spencer Locke, Norman Yeung, Boris Kodjoe e Wentworth Miller como Chris Redfield
Gênero: Ação/Terror
Cotação: 20% - *

15 de março de 2011

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles

Quando somos testemunhas de uma invasão alienígena na tela do cinema existem perguntas fundamentais como, qual é o propósito deles e os questionamentos destes mesmos seres em nosso planeta. Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles é um filme praticamente explosivo com seqüências de ação extremamente barulhentas que cada som de uma metralhadora continua a ecoar em sua cabeça. Agora quando a se perguntar se o filme consegue pelo menos exercer os questionamentos fundamentais, talvez o som do silêncio do espectador seja a resposta. Por que disso?

A história (?) conta a jornada de dois dias de um grupo de fuzileiros que mesmo com as diferenças de personalidade e caráter se cruzam em um bem comum, em salvar vidas diante de um ataque violentíssimo de alienígenas de escala global e que Los Angeles se torna para esse grupo a batalha que pode definir o futuro da humanidade. Talvez essa sinopse tenha ficado um pouco que ufanista, porém é o que está sendo visto na tela.

Se perguntarem se existe alguma história concreta nesse filme, a resposta é um sonoro não. O roteiro escrito por Chris Bertolini, o mesmo de A Filha do General, se foca em um ponto bizarro em comum: usar a desculpa de uma invasão de alienígenas para recriar o espetáculo bélico ou talvez de coragem dos fuzileiros como se fosse uma versão “sci-fi” de Falcão Negro em Perigo. A copia é tanta que até o final, é repetido nesse filme de ficção.

E ainda vendo em um âmbito cientifico-filosofico, a maior decepção para os fãs do gênero é que não existe algo a refletir. Em realidade, tudo se torna um puro reflexo da importância dessa força militar. Tirando isso, também somos bombardeados com momentos superficiais que muitas vezes subestima a inteligência do espectador e dá uma pena enorme e a vontade de pedir o dinheiro de volta após a sessão.

Mas nem tudo é desastre nesse filme. Talvez de tanto desejar ser Falcão Negro em Perigo, conseguiu pontos interessantes desse filme de guerra, que foi em... Ser extremamente barulhento. Seqüências de ação empolgantes para quem gosta do gênero. E um efeito visual interessante da devastação extrema da cidade. Talvez uma notória evolução do diretor Jonathan Liebesman que começou com filmes de horror modestos e hoje está seguindo passos filmes para ser um discípulo de Micheal Bay.

Para quem gosta de filme barulhento, daqueles que desfrutam de um cinema potente em som e de cenas de ação que foram recém saídos de um jogo de videogame de guerra, tipo Call of Duty, sem duvida poderão sair satisfeitos. Mas aqueles que prezam uma boa história e questionamentos filosóficos, sem duvida sairão extremamente frustrados com o que se pode ver. É mais um tipo de filme que pode ter uma força visual mas são nesses projetos que mais queremos ver uma coisa: conteúdo.

Ficha Técnica
Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles
Diretor: Jonathan Liebesman
Elenco: Aaron Eckhart, Michelle Rodriguez, Bridget Moynahan, Ramon Rodriguez, Ne-Yo, Cory Hardrict, Noel Fisher e Micheal Peña
Gênero: Guerra/Ação/Ficção Cientifica
Cotação: 30% - **

12 de março de 2011

Doce Vingança

Em comparação aos filmes de antigamente, muitos vêem o terror hoje como um veiculo intenso de brutalidade e de sensações rápidas. Mas ao mesmo tempo, alguns conseguem olhar muito mais além e procuram sentir medo de verdade. Mas não sentir o medo na agonia dos quem sofrem na tela. É a partir do momento em que o espectador sinta medo do universo que a fita pode causar. Principalmente quando o tema consegue tremer as estruturas psicológicas do espectador.

O remake de A Vingança de Jennifer que ganhou um novo nome no Brasil e talvez mais convidativo para vender ao mercado brasileiro, Doce Vingança, parte de uma premissa simplória. Jennifer está a procura de descanso para terminar seu livro. Ela se instala em uma cabana em uma cidade pequena. Sendo que alguns se incomodam com a presença dela e a violentam de uma maneira brutal. Quando pensavam que ela estava morta, ela começa a colocar em prática, uma vingança sem precedentes.

Muitos reclamam de alguns filmes atuais de horror por causa da falta de teor de medo que pode causar entre elas. E não é para menos, ultimamente se tornou mais funcional a questão do impacto visual ser mais apreciado do que a temática em si. E é o mesmo publico que vibra em saber que terá mais tripas e sangue rolando na tela do que criar dentro do coração, algo a temer no dia seguinte após o filme.

Doce Vingança talvez tenha para oferecer o que a nova demanda de publico pede, ou seja, uma violência gráfica sem igual. E o mais interessante que isso tem. Após uma longa sessão de brutalidade encima da personagem, a metade da fita a seguir mostra com um festival de cenas assustadoras que claramente, demonstra o reflexo instintivo da personagem criando uma versão mais sanguinolenta dos antigos códigos de lei, olho por olho, dente por dente.

Tirando isso, é um filme comum violento que tem um inicio, meio e fim. E quando se chega ao final da fita, a sensação de vazio predomina. Talvez para os mais aficionados por fitas extremas verá um filme correto para o gênero. Para quem gosta de um bom filme de terror, infelizmente não será esse o exemplo que mudará concepções sobre o gênero e nem tão pouco algo para se lembrar no dia seguinte.

Ficha Técnica
Doce Vingança (I Spit On Your Grave)
Diretor: Steven R. Monroe
Elenco: Sarah Butler, Jeff Branson, Andrew Howard, Daniel Franzese, Rodney Eastman e Chad Linderberg
Gênero: Suspense/Terror
Cotação: 50% - **



Confiram a critica também no Cinefilia.net: Link

10 de março de 2011

Cisne Negro

Cisne Negro ficará na cabeça de muitos cinéfilos por mais uma vez Darren Aronofsky elevar o nível cinematográfico diante de sua filmografia que já é poderosa, ganhar um status de perfeito. Não se pode em nenhum momento negar que o filme traz em cada minuto a busca da expressão mais linda do cinema, a arte pela arte. Porém, existe uma sensação estranha ao termino do filme, que talvez poucos tiveram essa percepção, mas os que sentiram, irão compreender o que se tem a dizer.

Na trama, Darren transfigura o espectador em uma testemunha na vida de Nina Sayers (Natalie Portman) que sempre tinha um desejo em sua vida: Protagonizar O Lago dos Cisnes. A oportunidade se torna concreta quando a bailarina Beth (Winona Ryder) sai da peça. Apesar de ter ganhado de bandeja pelo diretor Thomas (Vincent Cassel), ainda existe uma necessidade de que Nina se entregue ainda mais ao papel, e cada entrega ao personagem, acarreta uma transformação física e mental que não tem volta.

Pode parecer estranho, mas se acharam o roteiro de O Lutador de uma simplicidade impressionante, irá se surpreender com o que Cisne Negro pode oferecer. O filme existe uma densidade sufocante, mas não é inegável que existe uma “auto-sabotagem” do mesmo. Surpreende por ele tomar um caminho auto-explicativo que o deixa com um gosto estranho de que não havia uma necessidade de dizer tudo que acontece e deixar que o espectador ficasse com gosto da duvida na boca.

Mas mesmo assim, somos testemunhas do talento excepcional desse magnífico diretor. Assim como o trabalho anterior, é vivenciando o pesadelo da perfeição que encontramos a razão do por que estamos diante de um diretor único. Talvez o único defeito dele nesta odisséia extra-sensorial está na repetição de alguns estilos que ele criou. Talvez esteja errado, mas o que mais seduz é o fato de nunca conseguirmos descrever seu estilo e a cada filme dele, existe uma busca de novas sensações. Talvez seja a minha única dádiva de duvida sobre esse filme.

Cisne Negro é uma experiência sem igual. Talvez para muitos, o arrepio da pele ser extremamente levado a um novo nível. Ainda acredito que para muitos ainda será um filme a ser debatido ainda mais, mas não pela sua lineariedade, mas por seu impacto em deixar espectadores sem fôlego ao seu termino. Perfeito para muitos será... Estranho, também será... Eterno, está andando em passos firmes para ser...

Ficha Técnica
Cisne Negro (Black Swan)
Diretor: Darren Aronofsky
Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Vicent Cassel, Barbara Hershey e Winona Ryder
Gênero: Drama/Suspense
Cotação: 85% - ****

9 de março de 2011

As Melhores Aberturas do Cinema

Ao ver tantos tops de vários blogs famosos ou não sobre quais são as melhores entradas do cinema. Em homenagem a todos que fizeram seus tops aqui também irei postar um dos temas mais interessantes do cinema: os créditos iniciais. Podemos ter a certeza que está longe de ser um pouco óbvio. Terá algumas figuras conhecidas e outras, boas surpresas.

PS: Algumas entradas podem conferir clicando no link.

10 - Snatch



9 - A Prova de Morte



8 - O Iluminado



7 - Spartacus



6 - Watchmen

5 - Superman - O Filme

4 - 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade



3 - Zumbilândia (Metallica + Zumbis = ÉPICO)




2 - Psicose (original)

1 - The Fall -



Uma palavra para o último ... Perfeição ...


Comentem sobre o que acharam. Abraços a todos

2 de março de 2011

Sin Retorno (Sem Retorno)

Um dos maiores charmes do triller argentino Sem Retorno, estrelado por Leonardo Sbaraglia e um grande elenco, é sem duvida de como é desenvolvido sua trama. Uma noite qualquer, três vidas se cruzam em um grave acidente. E a conseqüência desse acidente transforma o universo desses personagens em um caminho que não tem um retorno como o esperado.

O filme foi um dos pré-selecionados para representar a Argentina no Oscar passado e foi um dos poucos da longa lista de filmes indicados a terem votos, não foram muitos, porém baseado na concorrência que foi no ano passado, cada voto representou uma vitória para o filme em si por saber do seu potencial que pode ser divulgado fora dos limites do cinema argentino.

O roteiro do filme segue a risca a escola de degradação moral por atos irremediáveis, e com isso consegue focalizar as atuações de cada peça fundamental do filme e por sorte, Leonardo Sbaraglia e Martin Slipak são donos de interpretações fortes e tensas que conseguem transmitir para o espectador o sufocamento moralístico da trama. Outro ponto importante é o teor neutro da trama, ou seja, a linguagem do roteiro tem como diretriz todo tipo de espectador e não focar o bairrismo por sua nacionalidade.

Sem Retorno é um exemplo correto de como fazer um filme de suspense aonde a verdadeira tensão não está em seqüências de suspense, mas sim de como as conseqüências dos fatos conseguem perturbar tanto o personagem quanto o espectador e deixar sufocado para o que vai acontecer no final. Mais um ótimo exemplo dos nossos vizinhos que cada dia nos revela que tudo que acreditamos em coisas que não crescem no cinema brasileiro é uma falácia. Se quiserem cinema de qualidade, então cobrem qualidade dos mesmos.

Ficha Técnica
Sem Retorno (Sin Retorno)
Diretor: Miguel Cohan
Elenco: Leonardo Sbaraglia, Martin Splipak, Bárbara Goenaga, Ana Celentano, Luis Machín, Agustín Vázquez e Federico Luppi.
Gênero: Drama/Suspense
Cotação: 80% - ****