A Pele Que Habito


Pedro Almodóvar. Aos meus olhos, se comporta como um diretor apaixonado ao que se corresponde cinema e imprime paixão e intensidade as suas peças chaves, nos quais se reside nas entregas totais de seus atores favoritos aos seus respectivos personagens. E tudo isso com cores fortes e a presença do vermelho penetrante aos olhos. Não se pode esquecer esse detalhe fundamental, a cada novo filme que lança... Não é só apenas um novo filme nos cinemas, mas sim um evento cinematográfico e uma grande oportunidade de muitos verem sua obra nos cinemas e tentar compreender o endeusamento e o respeito por ele.

A Pele Que Habito estréia nos cinemas nacionais marca a transposição do diretor a um gênero desconhecido de sua filmografia que é o suspense, a volta de Antonio Bandeiras como principal da trama após uma longa pausa e a confirmação de uma nova musa em sua filmografia e talvez a consagração da atriz espanhola Elena Anaya.

A construção de Almodóvar a trama e tudo que vai acontecer mostra um ponto fundamental em sua característica que anda em uma ausência incrível de intensidade. Tudo que os personagens fazem durante a trama não é tão jogado ou tão mal construído, melhor, a cada minuto que se passa o que se torna ojeriza se torna admiração e transforma uma idéia em uma obsessão apaixonante que só o diretor pode entregar ao espectador.

Assim como aconteceu em Penelope Cruz em Volver e Abraços Partidos, Bandeiras merece inúmeros elogios na composição do seu personagem. É como um despertar sem igual de Antonio nas mãos de Almodóvar. Seu personagem dúbio é um dos mais magnéticos do ano e que a postura de Banderas ao doutor Roberto só deixa o fascínio e admiração.

Elena Anaya sem duvida é uma diva almodoviana. Uma personagem que inicialmente não se compreende suas atitudes mas que de pouco conquista o espectador de uma maneira quase magnética sem duvida reserva os sentimentos mais sufocantes da trama. Atrelada a beleza e o sofrimento abismal, ao final da trama, é impossível não aplaudir para a força dramática que ela coloca em cena.

A Pele que Habito de Pedro Almodóvar é daqueles filmes que transcrever em palavras se torna difícil já que é extremamente difícil tanto escrever com em um texto. Talvez seja daqueles filmes que se tornam mitológico ou único nos qual tudo que se viu na tela não é para descrever e sim para sentir e guardar para si o porquê Almodóvar é um cinema a flor da pele.

Ficha Técnica
A Pele Que Habito (La Piel Que Habito)
Diretor: Pedro Almodóvar
Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Jan Cornet e Marisa Paredes
Gênero: Drama/Suspense
Cotação: 100% *****

Comentários

  1. As críticas são as melhores possíveis.

    Pretendo conferir.

    Abraço

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  2. Olá, amigo! Excelente semana pra vc! Curti a dica e vou assistir!

    Bjs!!

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  3. "A Pele que Habito" é um grande filme do Almodóvar. Gostei da forma como ele apresentou elementos recorrentes de sua filmografia de uma forma completamente nova. A sequência final entra como um dos meus momentos favoritos no cinema em 2011.

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  4. Outro que ainda não tive oportunidade de conferir... Mas, pelas críticas, não posso perder muito tempo... Abs.

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  5. Olha, eu gosto do filme, só me parece que não tem a mesma força, o mesmo vigor, o memso calor de outros filmes do diretor. Não sei se por conta da revelação da "surpresa" que se dá no final, mas me parece que só nessa terça parte final que o filme engrena de verdade. O filme tem altos e baixos, algumas coisas pouco interessantes, mas ainda assim tem aquele domínio de encenação e estilo próprio que o diretor já provou ser mestre. Sobre o suspense, não sei se chega a ser algo necessariamene novo na filmografia dele. Em vários outros filmes já se percebe um namoro, uma trama que parte para o policial e o suspense, mas nunca como aqui, mais intensificado. ao mesmo tempo, não sei se podemos chamar de suspense, terror não é, policial também não. Difícil definir, mas é algo mais psicológico. Enfim, qualquer que seja, gosto do resultado, mas ainda prefiro muitos outros de seus filmes anteriores.

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  6. Almodóvar recupera a perversidade que marcou seus filmes mais sombrios e eróticos da década de 80 e cerca esse "A Pele que Habito". Gostei muito, o melhor dele em anos.

    Gostei da sua crítica, champs!


    abs!

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