A Garota da Capa Vermelha

Não é tão difícil ver um critico reclamando de filmes românticos. Hoje vemos dois tipos de filmes do porte. Um é o que podemos dizer, o romance real, daqueles que sem duvida o espectador se vê dentro do filme e percebe que o universo que se passa no filme é o mesmo da vida real. 500 Dias com Ela, Antes do Amanhecer e Por do Sol, Amor a Distancia e o caso mais recente, Blue Valentine são os que muitos gostam de lembrar e todos percebem um fator importante: ser concreto.

O outro tipo, e o que se concentra o debate desse texto, é daqueles que usa o que podemos dizer... O desvirtuamento de ideias principais para se tornar base para um romance de cunho utópico ou excessivamente melado. O filme definitivo para isso é sem duvida, Crepúsculo. Toda ideia de lobisomens e vampiros se torna um plano de fundo (coloca bem fundo mesmo) para um romance de valores impossíveis que consegue ser objetivo em um só ponto. Em viver um amor impossível.

Essa segunda linguagem de filmes românticos é a menina dos olhos nos dias de hoje em Hollywood. Mas essa segunda parte também arreta um problema. As maiorias das fitas passam longe de ter uma qualidade incrível. Talvez nem funcione como um cinema em si, mas consegue (acredito) um efeito extremamente positivo no qual se baseia na resposta das fãs que vibram ainda mais do que se imagina.

O conceito quase se repete ao texto anterior, mas aqui já está para criticar o filme que talvez possa colocar essa segunda moda hollywoodiana em cheque e até mesmo as fãs dessa modalidade ficaram a questionar, o que fica registrado que existe algo que está errado e tanto a nota no Rotten e no IMDB. A adaptação equivocada de Chapeuzinho Vermelho, A Garota da Capa Vermelha.

Talvez a proposta inicial é que faça que o espectador esqueça tudo que se viu falar do conto e cria uma nova visão do conto em uma maneira mais dark (e advinham, não dá certo) no qual conta situações tão ilógicas que é difícil até mesmo descrever um plot do filme para uma critica. O que talvez pode se adiantar são coisas simples no qual um romance proibido dentro de uma situação de terror, que no filme, é a questão do lobo.

Como já foi focada em alguns parágrafos passados, essa linguagem de deixar o horror de lado já está cansado, mas no filme da diretora de Crepúsculo, se preocupou muito mais em criar uma tensão romântica extremamente inexistente aliado a atores plásticos que ficaram mais preocupados em ter um cabelo rebelde na época medieval do que em atuar. Outro detalhe bizarro é que a diretora se preocupou em repetir tomadas crespulares (aquelas aéreas que tem o intuito de colocar profundidade, mas que falha em uma escala de mediocridade horrível).

Essa produção de Leonardo DiCaprio falha miseravelmente em uma escala incrível. É uma atualização argumentativa cheia de pobreza e falácias que pensando que em transportar o espectador em uma visão romântica utópica que ao final de tudo se torna um profundo ultraje ao bom senso. Nem adianta comentar algumas cenas vergonhosas por que não dá para estragar o genial que foi ver os contos antigos. Se brincar até aquelas redublagens toscas de clássicos consegue ter mais coerência do que esse filme.

Ficha Técnica
A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood)
Diretora: Catherine Hardwicke
Elenco: Amanda Seyfried, Gary Oldman, Billy Burke, Shiloh Fernandez, Max Irons, Virginia Madsen, Lukas Haas e Julie Christie.
Gênero: Romance/Terror
Cotação - 0% - FUUUU

Comentários

  1. Ruuuuuuuuuuim demais! Em todos os aspectos inimagináveis esse filme consegue ser ruim!

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  2. Hahahahha... "FUUUUUU"??????? Pior do ano??

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  3. É a realidade dos fatos ...
    Felizmente meus amigos ... felizmente ... e olha que vi The Roommate ...

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  4. O pior desse filme é a vontade de querer copiar a "magia" de "Crepúsculo"? Mas, com a falta de química do trio central e essa trama xoxa, tá difícil! rsrsrs

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  5. Se você Milla, que é fã da franquia de Crepúsculo diz isso ... então cada palavra que saiu dessa resenha é a reflexão pura de tudo.

    Beijos

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  6. Também não gostei. Não ficou nem no romance, nem no suspense.

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  7. Terrível! O que é uma pena já que Amanda é uma excelente atriz e o conto poderia render um grande filme!

    http://filme-do-dia.blogspot.com/

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  8. Haha, nem lembrava que DiCaprio estava envolvido neste excremento. "... atores plásticos que ficaram mais preocupados em ter um cabelo rebelde na época medieval do que em atuar." Excelente! E é isso mesmo. Ao comentar sobre os planos que a diretora cria, lembrei-me de ter rido no cinema de algumas dessas cenas, como em algumas reviravoltas de câmera só para focar o rosto de um personagem. Ai, que triste! E pensar que eu até tinha achado a ideia interessante pelo trailer... [2/10]

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