31 de outubro de 2010

As Melhores Atuações Femininas da Década

O Cine JP acompanhando as tendencias dos blogueiros, aproveita esse momento postar uma lista das melhores atuações femininas da década e semana que vem irá postar as atuações masculinas.


10 - Naomi Watts - 21 Gramas


9 - Julie Delpy - Antes do Por do Sol


8 - Sally Hawkins - Simplesmente Feliz


7 - Cate Blanchett - Não Estou Lá


6- Penelope Cruz - Volver


5- Julianne Moore - Ensaio Sobre A Cegueira (PS: Não consegui encontrar alguma cena dela no filme, mas encontrei uma entrevista dela falando sobre a personagem.)


4- Kate Winslet - Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças


3- Audrey Tatou - O Fabuloso Destino de Amelie Poulain


2-Hermila Guedes - O Céu de Suely


1- Meryl Streep - Duvida


O que opinam da lista? Comentem! Abraços

22 de outubro de 2010

The Social Network - A Rede Social

Muitos já conhecem, outros ainda estão começando a ter a experiência. Mas sem duvida, todos já ouviram falar do Facebook. Hoje, considerado um das maiores redes sociais do mundo com mais de 500 milhões de usuários no mundo (incluído esse autor) é fruto da mente de um jovem programador chamado Mark Zuckerberg que hoje é o mais jovem bilionário do mundo com uma fortuna calculada mais de 20 bilhões de dólares.

David Fincher escolheu para ser o seu próximo projeto a adaptação o livro de Ben Menzirch, Bilionários por Acidente: A criação do Facebook e mostra passos fundamentais que Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg, Adventureland) trilhou para ser o que é hoje, desde sua relação de “amizade” com o brasileiro Eduardo Sarevin (Andrew Garfield, Leões e Cordeiros) até o sucesso alcançado ao lado de Sean Parker (Justin Timberlake, Southland Tales). O caminho do Facebook é destinado à glória, porém quais foram os verdadeiros preços para chegar aumentar essa rede social?

Fincher, dono de uma filmografia quase impecável que começou a errar quando podia errar em Alien³ que mesmo sendo o mais fraco da saga original, não deixa de ter suas qualidades e após isso, filmes que sem duvida qualquer cinéfilo viu. Seven, Vidas em Jogo, Clube da Luta, Zodíaco e O Curioso Caso de Benjamin Button são exemplos de filmes que entende de cinema, sabe que é obrigatório em ter na estante. E A Rede Social, filme com a premissa biográfica tão atual quanto polemica, é mais um exemplo para ser nosso próximo filme de cabeceira?

Adaptado por Aaron Sorkin, o roteiro tenta trazer a idéia de que tudo que aconteceu foram jogadas sujas do seu criador, mas em realidade o filme consegue ser imparcial quando pode ser. Também existem muitos diálogos extremamente inteligentes e ao mesmo tempo dramáticos no qual, com a ótima química entre o elenco se torna o ingrediente perfeito que cada fala entre seus protagonistas sejam momentos inesquecíveis.

A Rede Social também conta com um dos melhores elencos desse ano. Um elenco parcialmente feito por jovens que guiados por Fincher que conseguem inalar talento sem igual. Jesse Eisenberg e Andrew Garfield brilham como protagonistas criando personagens enigmáticos e ao mesmo tempo, sedutores. Mas a grande surpresa fica mesmo para o cantor pop Justin Timberlake. Criando um personagem boêmio e talvez manipulador, com o diretor como Fincher, o talento desse cantor é revelado de uma maneira que até seus detratores torcem o nariz e reconhece que se brincar há de cogitar para ser indicados a grandes prêmios do cinema.

David Fincher faz aqui o seu filme mais “simples” em parte técnica, mas é nessa simplicidade para investir no puro talento dos atores em cena, em usar de uma maneira interessante e coerente efeitos visuais sutis e acima de tudo criar uma narrativa que sabe prender esse espectador, faz com que esse filme seja uma experiência extremamente interessante e inesquecível.

A Rede Social poderia ser um pastiche em falar sobre um site de relacionamentos, mas se tornou um belíssimo estudo humanístico sobre a perda de humanidade que as redes sociais podem causar e ainda as conseqüências da ambição e do poder enquanto estamos ainda tentando diferenciar o que é certo e o que é errado. Mais um clássico vindo desse diretor que a passos firmes já é considerado um dos mestres dos últimos 20 anos. Extremamente recomendado e sem duvida um filme que desejamos que não acabe tão cedo.



Ficha Técnica
A Rede Social (The Social Network)
Diretor: David Fincher
Elenco: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer, Joseph Mazzello, Rashida Jones, Max Minghella e Rooney Mara
Gênero: Drama
Cotação: 100% - *****

12 de outubro de 2010

O Brasil Nunca Vai Ganhar O Oscar ... Se ...

Sejamos realistas. O Brasil nunca vai ganhar o Oscar. Antes de tudo, guardem essa mesma frase para o ultimo momento, por que é o que vai fazer a diferença quando chegar ao final. Os responsáveis da indicação do nosso representante ao Oscar 2011 escolheram com uma “unanimidade” Lula, O Filho do Brasil. O primeiro filme biográfico do presidente mais popular do país e uma figura estrondosamente respeitada no mundo inteiro é a chance brasileira de tentar mais uma vaga ao Oscar. Mas essa “unanimidade” não foi sentida em muitos comentários em vários blogs e páginas de cinema na internet.

O filme estrelado por Glória Pires e dirigido por Fabio Barreto conseguiu desbancar vários filmes interessantes e tiveram mais apelo da critica especializada como As Melhores Coisas do Mundo, Proibido Fumar, Os Famosos e os Duendes da Morte e também de filmes de bilheterias expressivas como Chico Xavier e Nosso Lar. A maioria que não sentiu empatia a biografia começa a sentir sentimentos de cólera em saber que Tropa de Elite 2, um dos filmes com maior bilheteria expressiva brasileira em um final de semana, tem mais riqueza cinematográfica e não deu nenhum sinal de que poderia está na lista.

Existe uma busca de resposta sobre esse comportamento dos representantes brasileiros sobre suas indicações. Acredita-se que desde daquela minissérie de quinta categoria que se diz filme Olga, a Academia brasileira está não só apenas conseguindo dar tiro no pé, mas sim metralhando de uma forma masoquista com seus erros. Então, começa a pensar qualquer sensato que gosta de cinema, qual é o verdadeiro problema dessa academia brasileira?

Antes de tudo, uma mini-critica ao filme escolhido. De antemão, há a concordância da maioria que infelizmente foi um erro sua escolha, porém o filme em si não é um desastre completo. A direção mecânica, edição de algumas cenas que demonstram erros primários e um roteiro didático como se fosse uma cartilha de livro de história para o ensino fundamental (uma tentativa negativa da linguagem cinematográfica universal) desentoam e se o projeto tivesse em mãos coerentes, seria um trabalho magnífico.

Nem tudo é o desastre. As atuações de Glória Pires, Milhem Cortaz e Rui Ricardo Diaz conseguem dar um pouco de vida ao projeto. A trilha sonora de Antonio Pinto é algo de tirar o chapéu, destaque aos créditos iniciais que sem duvida a melancolia dos acordes associada às inúmeras pessoas que saíram de seu lugar de origem a tentar uma sorte longe de casa é memorável.

Muitos reclamam dizendo que o filme foi eleito para ser o nosso representante por causa da questão eleitoral e principalmente para aumentar a propaganda para a candidata de Lula, Dilma. Poderia até se questionar essa questão SE o filme tivesse recursos federais, porém se todo o filme foi feito sem nenhum recurso do governo e sim de instituições privadas. Ou seja, incoerente.

O verdadeiro motivo no qual a película ser selecionada é algo que alguns não acreditam ou pela cólera ou desprezo ao governante, ficaram mais indignados. A força que o líder tem aqui no exterior é de uma coisa a se admirar. Muitos ficam admirados como uma pessoa como ele conseguiu colocar o Brasil como posto de país soberano assim aumentando o respeito a essa nação e acima de tudo esquecer aquela imagem que o país só vende sexo, carnaval e violência.

Vendo isso, os representantes da academia brasileira seguem a lógica da imagem do líder brasileiro fora do país é tão imenso que poderá sensibilizar o publico dos outros paises e o primeiro teste foi aqui na Argentina. As criticas daqui foram quase sistemáticas as brasileiras no qual reclamam da frieza da fita brasileira, mas ao mesmo tempo ressaltam as atuações do filme. Para se terem uma idéia, a diferença entre o trailer brasileiro e o trailer argentino do filme é extremamente gritante. É um outro filme.



A aposta em uma linguagem cinematográfica universal ou em uma das suas principais características no qual a sensibilidade que a fita pode proporcionar ao espectador de qualquer parte do mundo é louvável, mas se o filme também ajudasse na situação. Em uma das melhores cenas do filme, em sua maioria nos minutos finais do filme, o filme consegue ser extremamente frio. No caso que do tipo, o momento é emocionante, mas a construção mecânica da cena inibe esse contato emocional entre o filme e o espectador.

Mas confiar nisso e deixar de lado qualidades cinematográficas se torna um equivoco grave, porém para uma academia que deixou de lado vários filmes importantes para representar o nosso país como Cidade de Deus (que depois de um ano errôneo, o filme foi indicado ao Oscar, mas existia um Senhor dos Anéis no caminho...), O Cheiro do Ralo, O Céu de Suely (se não for um dos melhores, o melhor filme nacional), o primeiro Tropa de Elite (que depois só ganhou o Urso de Berlin encima de Sangue Negro...) e Á Deriva. Lista extensa não?

A academia brasileira por muitas vezes pensa que sabe como funciona o maquinário do Oscar e pensava que fazia escolhas coerentes e o resultado foi apenas o esquecimento. Outro ponto interessante é que a maiorias dos filmes que essa mesma academia brasileira tentava para o Oscar é de uma mesma produtora, Globo Filmes. E esse monopólio limita que muitos filmes pequenos ou de grande potencial de festival de chegarem muito longe. Assim e infelizmente, se querem ter alguma visibilidade para premio, há de recorrer ao monopólio.

Poderia citar inúmeros erros. Mas é só apenas em uma palavra que ajuda a iluminar a grande afirmação que está no começo do texto: Seriedade. Vejamos um exemplo de como funciona essa seriedade. A academia argentina escolheu o filme Abutres (Carancho) de Pablo Trapero para representar a Argentina no próximo ano na Academia. O filme ainda de quebra tem o maior ator argentino dessa geração, Ricardo Darin, que compartilha talento e veracidade com Martina Gusman, que fez Leonera e é atual mulher do diretor Trapero.

O filme em si é um dos melhores do ano, sem duvida. Mas a escolha do filme é algo a se admirar. Presidido por Juan José Campanella, Carancho foi agraciado com o filme que mais recebeu votos da academia argentina ganhando de filmes como El Hombre de al Lado, Dois Irmãos (que estreou recentemente no Brasil), Três Desejos e Sem Retorno (novo filme do ator Leonardo Sbaraglia). O mais chama atenção disso tudo é que apenas 78 representantes da academia argentina votaram, porém o numero total de votantes são mais de 240 e a Argentina tinha na lista de agraciados para serem representantes mais de 70 filmes o que não é pouco.

O cinema argentino, ou as pessoas que lidam com o cinema, tem consciência em si de que se estas entregando um filme para ser aclamado por fora, antes de tudo, sabem da necessidade em ser uma obra de arte maravilhosa e que exista o link entre o publico. Infelizmente o nosso representante desse ano é extremamente falho nisso e ainda aliado à oposição de muitos críticos ao filme por causa da figura publica do presidente, esse teto de vidro fino e sensível começa a rachar.

O Brasil nunca vai ganhar o Oscar se não começar de uma maneira urgente uma reforma estrutural em seu sistema de votação e acima de tudo lembrar que não adianta satisfazer os outros sem fazer o mais coerente, os que estão dia a dia aumentando a força do cinema nacional, aqueles que a cada dia quebram recordes de bilheteria e aumentam mais o teor de qualidades das fitas. Se continuarmos assim, fazendo escolhas erradas, infelizmente nunca seremos soberanos em nesse requisito.

9 de outubro de 2010

Juntos Pelo Acaso

Juntos Pelo Acaso é aquele tipo de filme que já no primeiro frame, no primeiro acorde da musica inicial e acima de tudo, no primeiro olhar da personagem de Holly, vivida por Katherine Heigl, sabemos como vai terminar. Ou seja, tudo bem, afinal isso é comédia romântica hollywoodiana que tem um publico altamente especifico e acima de tudo sabe que terá sucesso entre os mesmos. Mas o filme vale a pena uma conferida no cinema ou esperar chegar ao dvd para ver a dois após um jantar romântico?

Holly (Heigl, que também produz o filme) e Eric Messer (Josh Duhamel, Quando em Roma) não tiveram uma grande química no primeiro encontro arranjado pelos seus amigos Peter e Alison. O tempo passa e Peter e Allison se casam, tem uma filha pequena chamada Sophie e que Holly e Eric são os padrinhos. Mas a morte prematura dos pais de Sophie faz com que a responsabilidade da criança caia nos dois padrinhos que mesmos com as diferenças extremas se juntam por um bem comum, a pequena Sophie.

Roteiro previsível até o osso, porém mesmo assim sedutor no que corresponde ao ponto da responsabilidade de ser pai/mãe repentinamente consegue trazer risos e emoção, até que por ai é um grande ponto. Pode até se tornar um problema quando esse mesmo roteiro dá um suporte para desenvolver um vicio horrível que carrega as ultimas atuações de Heigl que são as piadinhas constrangedoras e fora do contexto que nem sorriso amarelo sai.

Por falar em atuação... Bem, não sei se alguns fãs da atriz perceberam, mas nos últimos dois filmes parece que ao invés dela ser a estrela principal, quem rouba a cena é o seu parceiro de cena. Em A Verdade Nua e Crua e Par Perfeito, os dois co-protagonistas conseguem ser melhor do que a atriz e pior ainda para o segundo filme, no qual a Lionsgate culpa o projeto pelo prejuízo causado para a produtora pela fraca bilheteria. Após esse antecedente, necessita falar quem é o melhor em cena nesse filme?

Ao final de tudo, pode ser um chick flick decente para um final de semana romântico, porém se ver por esse lado. Apesar do roteiro quase desastroso e sem inovação, pelo menos o filme consegue prender e ter (poucos, porém sinceros) momentos emocionantes e só. E Katherine Heigl, pare de fazer cara de solteirona carente, não convence mais... Volte para a Grey’s Anatomy que é melhor.











Ficha Técnica
Juntos Pelo Acaso (Life as We Know It)
Diretor: Greg Berlanti
Elenco: Katherine Heigl, Josh Duhamel, Josh Lucas, Hayes McArthur, Christina Hendricks e Alexis, Brynn e Brooke Clagett como Sophie
Gênero: Romance/Comédia/Drama
Cotação: 60% - ***