29 de agosto de 2010

The Killer Inside Me

O maior medo que a violência pode proporcionar a todos nós nunca será o grau da violência gráfica, mas sim de como essa violência em geral molda o homem e cada ato que fizer seja de uma maneira tão extrema que temos medo não dos seus atos, mas sim os seus significados. É esse o ponto de partida para The Killer Inside Me, novo filme do diretor Micheal Winterbottom.

Anos 50. Em uma cidade pequena do Texas, um assistente de xerife Lou Ford (Casey Affleck) é um praticamente um cidadão acima de qualquer suspeita. Pacato, tranqüilo, ajuda a todos os amigos e namora uma moça belíssima e recatada chamada Amy (Kate Hudson). Por trás disso tudo ele demonstra ser uma pessoa diferente do que se imagina e o trabalho de expulsar a prostituta Joyce (Jessica Alba) é o ponto de partida de um desenvolvimento de um instinto que está longe de terminar.

Adaptação do livro de Jim Thompson é escrito por John Curran, o mesmo diretor de O Despertar de Uma Paixão e do novo filme de Edward Norton, Stone. O livro já teve uma adaptação nos anos 70, mas pouco lembrado. Muitas pessoas saíram com raiva na sessão em Sundance no começo do ano por causa do teor elevado de sua violência e com a ótica sem limites de Winterbottom, culminou uma sessão rica de sentimentos opostos, desde repudio a admiração.

O roteiro de Curran não poupa em nenhum momento o espectador respirar em paz quando está diante do personagem Lou Ford. Ele o desenvolve de uma maneira tão vil,mas ao mesmo tempo tão sedutor que em cada ato especifico do filme, desde um sorriso maquiado até no olhar após algo ato bárbaro, que facilmente se torna um dos personagens mais cruéis que já tive testemunha na história do cinema. E também, claro, a temática da violência no qual se desenvolve para o personagem em si como um senso comum, como algo rotineiro e é esse ponto que está a genialidade do seu roteiro por que transforma a violência psicológica que o Lou transmite na tela, consegue ser mais assustador do que a própria violência gráfica.

Nada seria concreto sem a atuação impecável de Casey Affleck para o personagem Lou. O ator cria um personagem tão assustador que impressiona o espectador em manter por muitas vezes o rosto sereno nos momentos mais tensos. Sem duvida a melhor atuação desse ator, mas não sei que devo manter esperanças de sua indicação a premiações importantes como Globo de Ouro ou o Oscar. Kate Hudson e Jessica Alba representam a sensualidade em carne em osso. E também tirar o chapéu para as duas por suportarem dois papeis extremamente difíceis e que conseguem tirar de letra, principalmente Jessica Alba em uma das seqüências mais impacto desse ano. Também no elenco tem Simon Baker em uma atuação correta e uma participação interessante, porém fundamental de Bill Pullman.

Winterbottom cria mais um filme tão inquietante dentro de sua filmografia, mas no que mais impressiona é que assim como o personagem principal, não existem limites na crueldade e de como pode ser demonstrado em tela. Sem duvida, nesse filme conseguiu criar vários momentos de puro horror no qual o maior propagador dos piores temores é um homem de semblante quase imaculado.

The Killer Inside Me sem duvida é um dos melhores filmes do ano em minha opinião, mas dificilmente é aquele tipo de filme que pode recomendar a todos. Mas não por que é ruim e sim do seu grau de violencia ser tão alta que consegue chocar até mesmo as pessoas que tem a mente preparadas a ver tudo isso. O que Winterbottom transmite nesse filme, e de uma maneira quase épica, que a pior violência não é aquela que se vê, é aquela que o homem carrega por dentro e o transforma em um estilo de vida.

Ficha Técnica
The Killer Inside Me
Diretor: Micheal Winterbottom
Elenco: Casey Affleck, Kate Hudson, Jessica Alba, Simon Baker, Ned Beatty, Elias Koteas, Tom Bowker e Bill Pullman
Gênero: Drama/Suspense
Cotação: 95% - *****

21 de agosto de 2010

Remakes ... Amar ... Odiar ... ou Tolerar?

Com o recém saído trailer americano de Deixa Ela Entrar, remake do terror europeu que saiu a pouco tempo e os passos avançados que David Fincher dá para sua adaptação do sucesso europeu e talvez mundial de Os Homens que Não Amavam as Mulheres voltou a explodir entre a comunidade cinematografica a questão dos remakes. Existem várias correntes que aprovam e que são contra porém por muitas vezes, os argumentos se tornam restritos ou até as vezes falhos. A grande pergunta soa na cabeça de muitos que ... é mais facil saber analisar com cuidado essa mesma questão dos remakes ou tem que ser reavailado a questão cultural do proprio individuo do cinema em si?

Infelizmente não há como negar em nenhum momento que os remakes atuais são a mazela do cinema americano. Muitos a culpam a fuga do grande público por falta de ideias nas terras americanas. Alguns remakes que saíram nesse ano como A Hora do Pesadelo ou Fúria de Titãs em prol da questão financeira já que existe e não se pode ir contra a corrente sobre isso.

O pensamento sustentado pelos que não gostam de remakes refletem muito bem as ideias do sociologo Pierre Bourdieu no qual infelizmente o capitalismo está destruindo a questão artistica do cinema e que quem resitem como os cinefilos de cinema cult, os professores de arte e principalmente os diretores autorais são os salvadores desse tragico caminho que o cinema está seguindo.

Em contraponto, o cinema de hoje infelizmente cresceu de uma maneira inegavel. Hoje qualquer filme que consegue criar um lucro razoavel ou acima do esperado se torna um alvo em potencial ou um agraciado em ter continuações. Exemplos atuais não faltam como Se Beber Não Case, Atividade Paranormal e claro, as inumeras continuações de filmes de terror. Agora se são bons ... não se sabe já que é dificil medir qualidade em determinadas continuações.

Vincent Tournier, professor de ciencias politicas e critico ferrenho de Bourdieu, fala de um ponto fundamental que não se pode negar ou fingir que isso é uma verdade. O professor fala que o cinema americano consegue abranger um bom público já que consegue ter uma linguagem comum que consegue ser eficiente em conseguir transmitir muito bem a sua mensagem (claro, dependendo do filme). Ou seja, consegue ser muito mais eficiente na sua proposta do que criar uma coisa isolada onde poucos conseguem compreender.

Existe uma co-relação entre as ideias desses formadores de opiniões com a tematica polêmica dos remakes. Para muitos, o remake reflete a ideia de Bourdieu, da destruição do cinema, já que muitos creem que é uma visão deturpada e inconsequente da obra original, assim destruindo a sua essencia criando uma anomalia cultural que foi concebida para uma mentalidade que não abusa muito além do senso comum.

A outra parcela vê os remakes como uma oportunidade de novas gerações testemunharem ideias interessantes dentro de um contexto abrangente e “atual” dependendo do projeto. Muitos vêem O Chamado de Gore Verbinski como um precursor fundamental para a onda de releituras no cinema americano que vão desde fitas de horror oriental, dramas sul-americanos e obras peculiares europeias.

Infelizmente a maioria das releituras que vieram depois não dotam de uma qualidade cinematográfica toleravel, no exemplo das releituras de fitas de horror orientais, o cinema hollywoodiano abriu mão de particularidades culturais que estavam dentro das fitas originais e com isso prejudicou não só apenas a leitura do remake, mas também a oportunidade do proprio espectador buscar os filmes originais. Um exemplo perfeito disso está no remake de O Chamado que tirou elementos fundamentais do filme original para simplificar ao novo publico, principalmente na mudança brusca de foco.

Existem casos curiosos de remakes que mesmo não querendo ser melhor do que o original, conseguem o fundamental, ser um bom filme. Exemplos curiosos vem de Sem Reservas e 171. Sem Reservas é o remake do alemão Simplesmente Martha que em sua versão americana conseguiu bons pontos em criar um filme suave e ao mesmo tempo adoravel tão quanto o filme original. 171 é o exemplar americano produzido por George Clooney para o filme argentino Nove Rainhas que é estrelado por Ricardo Darin. Outro filme que em nenhum momento quis ser melhor do que o original, mas que a sua linguagem acessivel hollywoodiana fez um filme eficiente, além claro de ver uma atuação corretissima de John C. Reilly.

Porém quando é tocado nesse ponto, a maioria dos que são contra os remakes nunca questionam ou não sabem o que contra-argumentar. O que dizer sobre A Mosca de David Cronemberg ou O Enigma do Outro Mundo de John Carpenter, dois dos maiores clássicos do horror oitentistas nos quais são remakes? Ou que falar de Cabo do Medo e Os Infiltrados de Martin Scorsese, um dos maiores gênios da atualidade?

Esse é o ponto mais delicado do assunto já que são o que podemos dizer, refutações nas quais, os projetos em si entregam aos que são contra o tema, fatos a questionar. Nem todos os projetos que ganharam remakes são considerados máquinarios de gerações de lucros, mas também uma homenagem correta, emocionante e extremamente eficiente as obras originais. Alguns conseguem criar uma olhada mais sensivel as obras passadas como o exemplo de Spielberg com Guerra dos Mundos ou Tim Burton para A Fantastica Fábrica de Chocolate. E infelizmente exitem alguns casos que sairam pela culatra como Psicose de Gus Van Saint e do próprio Tim Burton para Planeta dos Macacos.

Em sintese, a questão do remake em si se torna opcional para o espectador, afinal, é ele que valida o produto consumido ou não, ou seja, aceita ou não para si determinados projetos. Mas ao mesmo tempo, o próprio espectador pode saborear em si filmes comerciais com fins de divertimento puro e a sensibilidade de um filme artistico. Hoje o cinema não é mais para uns e outros como alguns tentam vender, entretanto, existem projetos que requer uma olhada mais profunda do espectador.

Hoje vivemos em uma sociedade que já foi proferida em Onde os Fracos Não Tem Vez no qual se vê em uma sociedade destorcida daquela imaginada nos tempos passados, ou seja, para muitos o conceito de cinema desapareceu mas também vem a ideia de que o cinema atual é culpada de tudo isso. Porém a visão que eu sou testemunha de toda a minha vida de cinefilo se adequa perfeito a frase final do monologo impecavel inicial de Tommy Lee Jones que diz em uma maneira quase melancolica, porém carregando o futuro incerto dentro de mim ... “Ok, eu farei parte desse mundo”.

17 de agosto de 2010

Francia

No texto sobre A Linguagem Universal Cinematográfica, tinha falado de um mal que assola praticamente os cinemas nacionais, que são a divisão entre filmes populares e filmes feitos para festivais. Após conferir o filme argentino Francia de Adrian Caetano, do mesmo diretor de Crônicas de Uma Fuga e estrelado pela atriz uruguaia extremamente popular na argentina chamada Natalia Oreiro, fica palpável que em muitas vezes, filmes de festival não são o primor como o vendem.

A história do filme (ou pelo menos o que se parece) conta a rotina de Mariana (Milagros Caetano) que não gosta do seu nome e tem problemas na escola. Os seus pais, Carlos (Lautaro Delgado) e Cristina (Natalia Oreiro) são separados. Ele trabalha em uma fábrica, teve problemas com a justiça e está freqüentando um psicólogo para tentar superar essa fase. Ela trabalha como empregada de uma socialite com tendências suicidas e tem uma misteriosa relação com o porteiro do prédio de onde trabalha. A vida dos três toma uma mudança quando Carlos aluga um ambiente externo que fica encima da casa da ex-mulher.

Parece uma piada ou uma extrema brincadeira de mal gosto de minha pessoa em escrever uma sinopse tão ou quase estranha quanto essa. Mas o pior, é que é isso que se vê em tela. A história escrita pelo próprio Adrian Caetano pode até existir algo linear porém em nenhum momento existe momentos de envolvimento com a história com o publico. As atuações do trio de protagonistas são muito boas, principalmente para Natalia Oreiro que consegue algo a mais do que sua carreira de novelas e filmes bobos. Também a Milagros Caetano consegue ser bem natural e sensível a sua maneira.

A direção de Adrian Caetano é o que faz a diferença nesse filme. Utilizando posicionamentos de câmera interessantíssimos, é o que podemos dizer um dos raros pontos positivos do filme. Entretanto sua condução entrega momentos extremamente sem graças ao ponto de querer que o filme termine mais rápido possível... Detalhe, o filme tem 78 minutos.

Francia pode existir momentos interessantes porém falha em seu contato fundamental com o seu publico. Pode até ser uma ferramenta para Natalia Oreiro mostrar alguns dotes fundamentais como atriz, mas se o filme em si fosse mais atraente seria um ótimo exemplar experimental. O experimental sempre será uma ferramenta preciosa para qualquer tipo de cinema, mas infelizmente, Francia não teve essa preciosidade ao seu favor.

Ficha Técnica
Francia
Diretor: Adrian Caetano
Elenco: Natalia Oreiro, Lautaro Delgado e Milagros Caetano
Gênero: Drama/Comédia
Cotação: 40% - **

PS: É dificil encontrar fotos do filme, então é melhor ver o trailer ...










Trailer

13 de agosto de 2010

Meu Malvado Favorito

É bom ser surpreendido por animações. Hoje não é mais surpresa que a maioria das animações que estréiam no ano consegue consolidar em muitas listas de cinéfilos que no qual, pelo menos uma animação figura entre o Top de fim de ano. Esse ano, já temos a plena certeza que Toy Story 3 já estará nos tops no final do ano. Agora chega uma animação que para alguns, existirá a possibilidade de entrar na lista de alguns, ou mesmo assim, consegue provar a ótima fase das animações digitais.

Meu Malvado Favorito conta uma história fantástica e ao mesmo tempo consegue atingir seu publico chave, as crianças. Gru (voz de Steve Carrell) um vilão de alta crueldade sente que tem um novo rival na parada, o extravagante Vector (voz de Jason Segel). Sabendo que perde terreno para esse novo vilão, Gru tenta colocar em pratica um plano magnífico, de roubar a lua. Junto com Dr. Nefario (voz de Russell Brand) e seus assistentes Minions colocam o plano em pratica, porém o que Gru não contava era com três adoráveis órfãs para transformar sua vida.

O longa de animação aposta em elementos seguros de um bom retorno de bilheteria e apoio da critica. A começar pelo roteiro de Ken Daurio e Cinco Paul baseado no argumento de Sergio Pablos conta uma história já contada várias vezes porém que mesmo assim e o modo como foi contado, consegue atrair as crianças e os adultos pelo simples argumento do surgimento do sentimento paterno consegue transformar vidas. E além claro de ter sacadas inteligentes de humor.

O elenco do desenho mais uma vez remete a idéia que o elenco perfeito para uma comédia estão nas animações. Steve Carrell, Jason Segel, Russell Brand, Will Arnet, Kristen Wiig e Danny McBride. Porém o destaque com certeza fica nas vozes de Carrell dando uma personalidade muito especial a Gru e Elsie Fischer que faz a voz da caçula do trio de órfãs. Assim dando um deleite para que goste de ouvir as vozes originais.

O grande destaque mesmo do filme vai para a questão técnica. (in)Felizmente não consegue ser tão espetacular visualmente quando é Toy Story 3, porém a sua técnica 3D consegue surpreender em ultrapassar o 3D do filme da Pixar. Mas também tem um fator a levar em conta. Enquanto os filmes da Pixar em 3D faz a questão de realçar a beleza deixando o colorido mais rico, o 3D de Meu Malvado Favorito faz questão de criar diversão ao espectador em criar seqüências geniais do efeito indo a sua cara e ainda junto com os minions, é que a diversão salta os olhos, literalmente.

O Meu Malvado Favorito é uma animação extremamente divertida por utilizar elementos feijão com arroz para atrair o seu publico e consegue sem nenhum problema. É aquele tipo de filme que dá gosto de ir a sala de cinema e dar boas risadas por seus personagens divertidos e ao mesmo tempo sensíveis assim provando que o verdadeiro vilão de toda essa viagem é a chatisse e que Gru e sua trupe consegue salvar o dia com risadas e fantasias.

Ficha Técnica
Meu Malvado Favorito(Despicable Me)
Diretores: Pierre Coffin e Chris Renaud.
Com as vozes de: Steve Carell, Jason Segel, Russell Brand, Will Arnett, Kristen Wiig, Miranda Cosgrove, Dana Gaier, Elsie Fischer e Julie Andrews
Gênero: Animação/Infantil/Comédia/Ficção
Cotação: 85% - ****

8 de agosto de 2010

Pagafantas

Pagafantas. Nome bizarro não? Pois bem, esse filme espanhol com um nome esdruxulamente estranho pode ser considerado uma boa surpresa na área da comédia romântica com uma proposta meio que estranha. Em ser uma comédia romântica sem ter romance. A história já pode ter passado com qualquer um. Inclusive com você leitor.

Chema (Gorka Otxoa) recém se separou da namorada e voltou ao ataque. E por muitas vezes em baladas para levar fora. Após uma noite, ele encontra a extrovertida Claudia (Sabrina Garciarena, Felicitas), uma argentina recém chegada a Espanha. Após algumas saídas e bebidas, mesmo sabendo que não agüenta beber, Chema começa a acreditar que eles dois estão juntos, porém ela o vê com outros olhos.

O filme teve uma ótima recepção na Espanha e foi indicado a vários prêmios importantes ao cinema espanhol como o Goya no qual foram indicados o ator Gorka Otxoa e o diretor Borja Cobeaga no qual foi indicado a Melhor Curta com Éramos Poucos. E também como o Cinema Writes Circle Awards indicados a Premio Revelação e Roteiro Original e ganhou de Melhor Atriz Coadjuvante para Kiti Manver. E saiu vencedor nos festivais de Málaga e de Comédia de Monte Carlo. Porém será que o filme teria a mesma capacidade de chegar ao espectador longe das terras espanholas?

O roteiro do filme escrito pelo próprio diretor em parceria com Diego San José aborda de uma maneira extremamente humorada e divertida a questão de algo comum no universo masculino que é a transformação de uma tentativa de namoro em amizade. Pode até ser um tema até que triste para alguns, mas o interessante é que essa abordagem junto com algumas expressões divertidas e engraçadas de Zaragoza (aonde se passa a trama do filme).

Gorka Otxoa brilha fazendo um jovem pagafantas da trama. Ele sabe ser hilário e dramático quando a trama pede esse recurso. É visível na criação do personagem, a tentativa do mesmo se aproximar com o fundamental, o próprio espectador e consegue sem nenhum problema esse objetivo. Quem rouba a cena mesmo é a atriz Sabrina Garciarena. Sua personagem é daquelas que nos apaixonamos logo de cara, assim como a Summer, criada por Zooey Deschanel em 500 Dias com Ela. Porém a diferença é Claudia conserva uma alegria encantadora que chegamos ao ponto de está tão confundido quanto o personagem de Chema.

A direção de Borja Cobaega cumpre o fundamental da comédia em saber mesclar o físico com a inteligência assim criando um filme super dinâmico que aliado a sua curta duração (80 minutos, incluído os créditos finais) deixando assim, no final de tudo na cena mais hilária do filme, a sensação de dever cumprido. E também tendo em seus créditos finais algumas surpresas.

Pagafantas soa como uma grande surpresa na área da comédia. Ágil, divertido e acima de tudo, satisfatório. Muitos podem ver como um primo modesto de 500 Dias com Ela, mas como o filme saiu bem antes do romance cult, não se pode dizer uma cópia. E sim uma versão bem humorada e ingênua de um momento constrangedor. Recomendo para rir e refletir.





Ficha Técnica
Pagafantas
Diretor: Borja Cobaega
Elenco: Gorka Oxtoa, Sabrina Garciarena, Julian Lopez, Kiti Manver e Óscar Ladiore
Gênero: Comédia
Cotação: 80% - ****