Os Vampiros Que Se Mordam

Se perguntar para um espectador leigo sobre quem é Jason Freidberg e Aaron Seltzer, de imediato muitos irão dizer: quem? Porém quando citamos os seus projetos de “cinema” como Uma Comédia Nada Romântica, Super-Heróis – A Liga da Injustiça, Os Espartalhões sem duvida esse mesmo publico leigo irá dize: “oia ai... comédia das boa!”. Mas quem conhece bem ou sabe um pouco de cinema tem o conhecimento de que eles conseguem fazer em cada dois-dois anos paródias desastrosas de filmes que estão no auge ou estão dando o que falar.

Nos últimos tempos, o auge da moda atual está no vampirismo. Mas acreditando do que poderia ser a humanização de personagens em Deixa Ela Entrar ou o caráter animal predatório em 30 Dias de Noite infelizmente não é isso. O que estamos vivenciando nos dias de hoje é a febre juvenil de Crepúsculo que o tema do vampirismo é só apenas um artifício sobrenatural (pode se dizer) para um romance impossível de dois jovens com algo que os impede a felicidade.

O tema do amor é ótimo por si só. Gostamos de histórias que provam que o amor consegue superar grandes obstáculos e tudo que o sentimento representa em nossas vidas. A franquia original ao menos tenta passar isso mais é de uma maneira tão artificial que a linguagem que aborda nos livros consegue ter um efeito a quem realmente ama a saga literária mas a muitos que cresceram com as obras de Anne Rice que abordam a questão da moralidade em ser um vampiro, praticamente o que está lendo é uma ofensa literária.

E os filmes? Fica-se impressionado com a linguagem tão covarde no cinema. Atores inexpressivos (ou se tiver alguém com talento, coisa que sabemos que sei, está sendo praticamente ocultado pelas direções mecânicas), um roteiro que consegue ter par de igualdade com Malhação e diretores sem vidas que poderiam fazer a diferença e provar seus talentos mas se acovardaram e entregaram obras vampirescas, ou seja, sem vida. A única coisa boa dessa franquia é a surpresa do baixo orçamento de seus filmes e seu retorno financeiro no qual prova que quando se tem algo em potencial para ser moda ou objeto de culto (colocando para dar ênfase a teoria, já que a franquia Crepúsculo tá longe disso), há de se investir.

Agora se juntar as debilidades cinematográficas a debilidade crônica de talento dessa dupla, o resultado se chama Os Vampiros Que Se Mordam e pior em muitos momentos existia a dualidade de saber quem consegue ser melhor ou pior dos dois. Em vários momentos da fita somos violados mentalmente por piadas infames e sem graças criados por esses dois elementos.

O que surpreende é sem duvida em saber que é nesse ponto que conseguem ser melhor do que o original. Ou seja, muitas das piadas que não funcionam em vários momentos (uma ou duas se sua pessoa estiver de boa vontade) não soam como divertimento, mas sim uma critica a mediocridade cinematográfica da fita original. Desde comportamentos dos personagens até as incoerências da fita original.

Como filme, Os Vampiros Que Se Mordam é um dos piores exemplares que já vi esse ano e talvez de toda minha vida, porém consegue provar para uma parte do publico que piada maior não é fazer graça com piadas velhas e batidas, mas sim transformar uma temática que representa moralidade ou a perversão dessa mesma moralidade em pano de fundo para romance adolescente abaixo da média. Ao final de tudo, se colocar os dois projetos no mesmo lado e olhar bem de longe... Acreditem, são a mesma coisa.

PS: O ator que faz a parodia de Edward atua bem melhor...

Ficha Técnica
Os Vampiros Que Se Mordam (Vampires Suck)
Direção: Aaron Seltzer e Jason Friedberg
Elenco: Jenn Proske, Matt Lanter, Diedrich Bader, Chris Riggi, Ken Jeong, Anneliese van der Pol, Mike Mayhall, Rett Terrell, Stephanie Fischer, Nick Eversman, Zane Holtz, Crista Flanagan e Arielle Kebbel
Gênero: Comédia/Trash
Cotação: -1% - FFUUU

Comentários

  1. olha parabéns por conseguir tirar um texto tão bom de um filme tão pobre,insuportável pra ser mais sincero.
    Abraços xD

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  2. A fórmula de parodiar sucessos com piadas sucessivas teve seu auge nos anos oitenta quando os irmãos Jerry e David Zucker e Jim Abrahams (o trio ZAZ) criaram obras engraçadas como "Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu" e "Por Favor Matem Minha Mulher" e "Top Gang" já no início dos noventa.

    Mel Brooks fez algo parecido nos anos setenta, porém com um estilo diferente em "O Jovem Frankenstein" e "Alta Ansiedade" por exemplo.

    Esta dupla Seltzer/Friedberg, assim como os Irmãos Wayans, apelam para o exagero e o humor escatológico e como faz sucesso nos EUA, ainda geram novos filmes.

    Até mais

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  3. Nossa parabéns o texto ficou muito bom e com sentido surpriendente.

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  4. nao concordo com suas opinioes atrasadas se um filme me fez rir ele e automaticamente bom se ele bastante em relacao a sua producao ele e exelente..........ha! e os encomodados ??????Que se danemmmmmmmmmmmmmm!!!!!!!!!!!!!!!!

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