29 de dezembro de 2009

O Ultimo Texto do Ano: O Estranho Mundo de Jack em 3D



O ultimo texto do ano pode ser aquela famosa lista de fim de ano e tal. Mas planejei isso para meados de janeiro. O ultimo texto do ano poderia ser sobre alguns filmes conferidos como Superman II – A versão de Richard Donner e fazer um link com a versão estendida e completa de Watchmen sendo que isso só também em janeiro agora. Então o que será esse ultimo texto do ano? É bem simples é de falar um filme antigo, porém não qualquer filme e com certeza a experiência que tive nesse filme com certeza será um dos momentos mágicos que só o cinema pode propor.

Com a popularização, o clássico do cinema de animação e principalmente que marcou a infância de muitos cinéfilos conhecidos do meio ganhou uma nova versão com tecnologia 3D. O Estranho Mundo de Jack, dirigido por Henry Sellick e com a história de Tim Burton. O conceito desse desenho é simples. Em um mundo mágico onde habitam as principais figuras dos feriados populares, o líder do mundo do Halloween, Jack, está entediado por falta de novidades em seu dia e descobre sem querer o mundo encantado do natal e enfeitiçado tenta fazer o natal ao modo dele.

O interessante é que muitos ainda lembram com o carinho o poder desse filme. Acredito que muitos ainda sabem decorado de cor e salteado as canções do filme dubladas, as falas, a magia do VHS e outros mais. E a cada ano que se passa o desenho não perde força e ganha muito mais adeptos do que se imagina. E nos últimos anos, com a popularização do maquinário 3D no cinema, não seria muito difícil ter um relançamento do filme utilizando essa tecnologia.

Considero um dos melhores desenhos já feitos da história do cinema. Uma obra marcante que mesmo com sinais do tempo escancarados em meu rosto consegue emocionar como foi da primeira vez. Porém a versão 3D é algo assim, sem palavras. Cuidado com maior carinho pela Pixar, o efeito tridimensional apenas não só apenas deixou o desenho mais lindo, mas como também mais vivo, mais colorido. Por muitas vezes, o espectador volta a ser criança e volta se encantar com a magia. O espetáculo se torna grandioso, como se a cada dia, aparece coisas pequenas, porém singelas que mostram para nós, que ainda o cinema tem a capacidade de nos encantar mesmo com todos os problemas que apareceram nos dias de hoje como a falta de humanidade em alguns filmes e principalmente a tentativa de criar sentimentos e emoções transformando o espectador em um refém de sentimentos capengas e forçados.

Não vou mentir para vocês, já que essa foi uma das melhores sessões de cinema que já tive em minha vida. Por muitas vezes temos sorte de conferir novos clássicos ou cults do cinema atual no cinema. Porém nada consegue ser tão especial, tão revigorante, tão emocionante em rever um filme que representa a pureza da infância. Um filme que fez que os seus 80 minutos sejam o resgate de anos maravilhosos nos quais éramos testemunhas de desenhos mágicos e a alegria de conferir um cinema pipoca que fazia valer a pena. Só faltou ter aquela dublagem da fita porém isso não vai tirar que foi um prazer tão incrível em ver nos cinemas.

E que esse ano que entre seja assim, que nos relembre o quanto é maravilhoso ir ao cinema. Encontrar filmes que conseguem ter a capacidade de levar nós, espectadores insaciáveis pela sétima arte, ao mais profundo prazer em sentar em uma cadeira de cinema e ver o espetáculo em ação. Acredito que não vou escrever mais até o dia 31 (se acontecer é pra escrever Avatar que sairá provavelmente no dia 1 de Janeiro). O que deixo aqui é uma mensagem de esperança que por muitas vezes criamos bases para os nossos corações, nossas mentes e principalmente nossas almas para viver um mundo muito maior do que imaginamos. Acreditamos que por muitas vezes somos o Jack, que encantamos com as coisas novas porém o que importa é acreditar que somos capazes do impossível e fazer ele se tornar verdade. Feliz 2010 para todos os blogueiros e tentarei ser mais... Pontual... Abraços a todos!

21 de dezembro de 2009

Atividade Paranormal e Meme

Atividade Paranormal é o melhor filme de terror do ano. Porém o que se viu muito pelos blogs que passeio é uma destruição sobre o hype do filme, mas mesmo assim pode ser relevado, mas o fato que não pode negar é que o filme assusta, e muito. Agora vem a pergunta, como conseguiu ter essa capacidade de dizer que esse filme, de um orçamento extremamente pequeno e que com o boca a boca e o sábio uso da ferramenta da internet transformaram ele em um dos melhores filmes de terror do ano?

O filme mostra o relato de preocupação de um casal “feliz” sobre algumas coisas estranhas na casa e homem teve uma brilhante idéia de começar a registrar tudo em uma câmera. De acordo com os dias as coisas começam a piorar e as atividades se tornarem cada vez mais assustadores.

É muito fácil chegar aqui e comentar sobre os antecessores desse estilo e claro, o martírio de diferenciar cada um. Mas desta vez, a vertente para comentar sobre esse filme é a construção do medo e de como ela é passada ao publico, por que a verdadeira força não está em sua história que é praticamente comum em todos os filmes de terror imagináveis e nem no seu estilo de filmagem que apesar de eficiente em sua proposta, passa longe de ser original ou memorável, resumindo, é difícil dizer que é cinema, mas sim uma experiência diferente. Uma experiência diferente de como transmitir o medo.

Muitos dizem que é fácil transmitir isso, e outros não. Atividade Paranormal aproveita muito bem o seu estilo para construir uma atmosfera densa e pesada que no inicio não é levado pelo seu protagonista, porém assim com o tempo que passa o filme começa a nos sufocar e um inofensivo ruído até os seus 30 minutos finais que realmente assustam o espectador.

E lembrando que alguns dos melhores filmes do gênero já feitos na história não foram gratuitos, mas sim construindo pouco a pouco ao ponto final no qual o sadismo da criatura chega aos limites da loucura e deixar a todos roendo unhas, agarrando os travesseiros mais fortes e principalmente, os olhos cheios de lagrimas com o medo extremo do que pode vir depois.

Atividade Paranormal conseguiu até com folgas em ser o melhor filme de terror do ano. O verdadeiro sucesso está em não ter muito dinheiro em suas mãos ou criar momentos gratuitos, mas sim em acreditar na capacidade do seu projeto e transformar ele em realidade. Atividade Paranormal não pode ser cinema para muitos, mas tem o que muitos filmes que se dizem cinema de terror não tem: o poder destrutivo da suposição e a capacidade de assustar qualquer um com o desconhecido.

Ficha Tecnica
Atividade Paranormal (Paranormal Activity)
Diretor: Oren Peli
Gênero: Horror
Cotação - 90%














Sim... O que é escolher 13 vozes? A pedido do nosso coligado Robson Saldanha irei fazer esse Meme difícil por que eu nem sei o que colocar. Vamos tentar








James Hetfield (Metallica) – Fade to Black “Ele era eu mas ele se foi”
















Chud Gray (Mudvayne) - World So Cold “Não quero nenhum pouco de depressão, escuridão eu tenho bastante. Doente e cansado, traga o sol ou eu já vou”



















Andres Calamaro – 5 Minutos a mas “Tenho cada insensatez e posso me equivocar, mas não me equivoquei com você"














Gustavo Cerati – Te llevo para que me lleves “Como um punhal que rasga as trevas, eu te levo para que me leves ...”











Joshua Homme (Queens of The Stone Age) – In My Head “Eu continuo a tocar a nossa canção favorita e eu aumento o volume quando você sai. É tudo que eu tenho quando você está na minha cabeça”












Dave Ghrol (Foo Fighters) – Times Like These “Em tempos assim, você aprende a viver de novo”



















Omar Rodriguez Lopez – Desarraigo “Teus lábios sem a minha boca, não existem”















Renato Russo (Legião Urbana) – Andrea Doria “Nada mais vai me ferir, eu já me acostumei com a estrada errada que segui com a minha própria lei”



















Tim Rice-Oxley (Keane) Atlantic “Eu não quero envelhecer e dormir sozinho. Uma casa vazia não é um lar. Eu não quero envelhecer e sentir medo”














Andres Ciro (Los Piojos) – Bicho de Ciudad “ E não se assustes se eu rio feito louco. É necessário que a amanhã seja assim. Será que a vida sempre brinca com um pouco. Nos encanta com o que está por vir”









Simon Le Bom (Duran Duran) – The Chauffeur “O sol se recolhe deixando toda a escuridão para trás. A frente de seu vestido, está toda listrada de sombras. E o zumbido do motor vai no mesmo ritmo das batidas do seu coração.









Norah Jones – The Story “Eu não sei por onde começar, Por que a estória foi contada.”



(EPIC PHOTO)















Vera Lynn – We’ll Meet Again “Nós vamos nos reencontrar, não importa como, não importa aonde, nos vamos nos reencontrar em um belíssimo dia de domingo”















Abraços e até mais povo, por que ja nem sei para quem enviar esse meme ...

19 de dezembro de 2009

Resenhas Rápidas


Los Abrazos Rotos de Pedro Almodóvar – Nunca escondi de ninguém que não sou fã desse diretor. Nem é por que tenho um preconceito com ele ou algo assim, simplesmente o cinema dele não me atrai, sendo que Volver para mim marcou muito por ser um filme interessantíssimo. E o seu novo, Los Abrazos Rotos, repete a dobradinha com a MUSA Penelópe Cruz (Força G, Vicky Cristina Barcelona) para contar uma história de amor, cinema e traição. O filme é um deleite para qualquer cinéfilo por que tem elementos que prende não só por sua história, mas também por enquadramentos mágicos, ótimas atuações, uma direção imperdível e principalmente a satisfação de ver um bom cinema espanhol. Um filme imperdível. Só não acho que ganha de A Fita Branca.

A Proposta de Anne Flecther - A formula das comédias românticas atuais são estritamente seguidas nesse filme. Se quiseres fazer uma comédia romântica bem sucedida, vejam esse filme. Sério mesmo. Porém o que torna digno da minha citação é o poder dos dois protagonistas. Sandra Bullock “ressurgiu” das cinzas e teve um dos seus melhores anos no cinema. Também é louvável a ótima fase de Ryan Reynolds que depois de The Nines, o mano só emplacou, até mesmo fazendo as únicas partes decentes de X-Men Origens: Wolverine. Parabens para a indicação de Sandra por esse filme.

Maluca Paixão de Phil Traill – Essa mesma formula de comédia contada no filme anterior repete aqui, a diferença é que é tudo extremamente exagerado. Bullock faz uma personagem que só por que conheceu o cara perfeito e ele ficou com tanto medo dela que deu o pitú, e depois ela começa a perseguir ele. O curioso é que a mina parece uma mistura Poppy de Simplesmente Feliz com aquela louca do chip do Pedro. O que faz o filme ser tolerável é as atuações de Bradley Cooper e Thomas Haden Church, principalmente o ultimo que faz a seqüência mais engraçada do filme. De resto... É um passatempo bem vagabundinho.

A Verdade Nua e Crua – Para finalizar, esse é o ápice da ruindade desse gênero. Alguém me consegue responder como as mesmas criadoras de Legalmente Loira conseguem criar um dos roteiros mais sem sentido do ano. Uma comédia sem graça atrelada a péssima atriz Katherine Heigl (alguém me diga o que ela tem de talento que não vejo em canto nenhum, nem de baixo da saia tem isso) e um conjunto que não se ajuda em nenhum momento mesmo com um carismática, porém questionável atuação de Gerard Butler. Um dos piores filmes do ano, fato.


Cotações

Los Abrazos Rotos - 85%
A Proposta - 55%
Maluca Paixão - 35%
A Verdade Nua e Crua - 15%

16 de dezembro de 2009

Comentando os indicados ao Globo de Ouro 2010 (mesmo sabendo que sou uma negação)



Sei que a maior surpresa para quem me acompanha é eu comentar essa importante premiação a fio já que eu e acertar vencedores de algum premio é a mesma coisa da importante fusão entre a água e o óleo. Pois bem, vamos começar.

Melhor Filme de Drama – Essa categoria só tem gladiadores já que todos são exemplos tranqüilos de qualidade e entrega dos seus realizadores ao projeto. Também pode se dizer que é um dos mais difíceis em dizer quem vai ganhar também. A minha torcida para Bastardos Inglóriosos, mesmo sabendo que muitos estão olhando Avatar e Guerra ao Terror e sem deixar de prestar atenção na “zebra” Up in The Air.

Melhor Filme de Comédia – Aqui não. Já temos dois favoritos implacáveis que são 500 Dias Com Ela e The Hangover. Os dois filmes foram queridos pela critica e pelo publico, fator suficiente para que eles venham fortes para a premiação. Já Nine, acredito que vai levar o que a Luiza levou na capoeira, RODO. Julie e Julia também é um filme muito agradável, mas só. E It’s Complicated, bem, fica difícil dizer alguma coisa já que também não espero nada do filme.

Melhor Atriz e Ator de Drama – Deixo isso com os especialistas apesar do meu “achismo” ser uma boa. Porém vou na levada do nosso companheiro Vinicius do Central de Premios no qual fala da força de Sandra Bullock. E Ator, é melhor deixar pra lá.

Melhor Ator e Atriz de Comédia – Muitos já disseram isso, mas Streep por Julie e Julia levando o Globo de Ouro é a prova que a categoria está mal das pernas, apesar da Sandra, de novo, ser outro nome forte mesmo sabendo que A Proposta é extremamente mais do mesmo, a atuação dela é muito boa. E na parte dos atores, acredito que Joseph Gordon Lewitt pode surpreender já que o filme mostra mais uma vez que conjunto e sensibilidade é a chave do sucesso.

Melhor Animação – Assim como de Melhor Filme de Drama, outra categoria de briga de gladiadores. Mas vou logo avisando, Up já papou. Porém é de comemorar a indicação justíssima de Tá Chovendo Hamburger que cresceu graças ao publico e as ótimas criticas que veio levando assim contestando a força da Sony. Também é louvável a indicação de Mr Fox como animação. Já Coraline e A Princesa e O Sapo estão ai por causa das forças dos criadores e não pelo projeto em si, já que considero Coraline uma decepção lastimável, mesmo sendo um projeto acima da média. Já A Princesa e o Sapo, só por causa da “volta” da Disney no 2D. Se fosse assim por que Ponyo ou Mary e Max não foram indicados? Mas calma ... o Oscar está chegando.

Melhor Filme Estrangeiro – Só vi Los Abrazos Rotos, e ao contrario dos fãs doentes do Pedro, eu gostei pra caramba do filme. Mas acho que A Fita Branca leva. Mas graças ao bom senso, Salve Geral ou Time of Fear (uia) não foi indicado.

Melhor Ator e Atriz Coadjuvante – Outra categoria no qual tenho poucas palavras para falar. O máximo de tudo é, Christoph Waltz leva e só. E de Atriz, torcendo para Julianne Moore apesar das outras candidatas serem fortes.

Melhor Diretor – Outra categoria difícil. Tarantino faz mais uma obra prima, Cameron revoluciona o mundo da ficção cientifica com Avatar, Jason Reitman faz mais um filme que é mira para prêmios, Clint Eastwood mostrando mais uma vez que como diretor é bom no taco e a Bigelow mostrando competência para falar dos problemas sobre a Guerra do Iraque. Se brincar qualquer um ai ganha e não tem o que contestar. Mas pelo menos a Bigelow tem quase 60 anos e tá mais nova que a Nicole Kidman ...

Melhor Roteiro – Muitos falam da vitória de Guerra ao Terror para roteiro. Porém os meus olhos vão para dois projetos: Bastardos e Distrito 9. No primeiro projeto, bem, é Tarantino e que nunca imaginávamos aquela construção apoteótica para o final. E no segundo caso. Um filme de ficção cientifica que volta a valorizar do por que o gênero é um importante veiculo de critica social e ao mesmo tempo filosofando o papel do homem e do desconhecimento, é digno de premio.

Melhor Trilha Sonora – Antes de tudo, DESPLAT EPIC FAIL AHAHAHAHAHAH. Fico extremamente feliz em saber que por muitas vezes a ambição não leva a lugar nenhum e que o premio para isso é o esquecimento em uma premiação importante. A briga realmente fica entre Giacchino por Up e por Horner em Avatar. Apesar de ter achado a trilha de Star Trek ligeiramente melhor do que alguns que estão ai na lista.

Pois bem, esse foi o que penso e aqui está resumido quem ganha e o alternativo

Melhor Filme de Drama – Inglorious Basterds (alt: Avatar)
Melhor Filme de Comédia – 500 Dias com Ela (alt: The Hangover)
Melhor Atriz Drama – Sandra Bullock, O Lado Cego (alt: Carey Mulligan, A n Education)
Melhor Ator Drama – George Clooney, Amor Sem Escalas (alt: Morgan Freeman, Invictus)
Melhor Ator Comédia – Joseph Gordon Lewitt, 500 Dias Com Ela (alt: Matt Damon, O Desinformante)
Melhor Ator Coadjuvante – Christoph Waltz, Inglorious Basterds (alt: Woody Harrleson, O Mensageiro)
Melhor Atriz Coadjuvante – Juliane Moore, A Simple Man (alt: Vera Farmiga, Amor sem Escalas)
Melhor Animação: Up – Altas Aventuras (alt: O Fanstatico Senhor Raposo/Tá Chovendo Hamburger)
Melhor Filme Estrangeiro: A Fita Branca (alt: Los Abrazos Rotos)
Melhor Roteiro: Inglorious Basterds (alt: Distrito 9)
Melhor Trilha Sonora: Micheal Giacchino, UP – Altas Aventuras (alt; James Horner, Avatar)

Espero que gostem. Abraços.

11 de dezembro de 2009

Postagem Dupla - Força G e 2012


Vamos ver. Força G é mais um de vários projetos da Disney junto com o produtor Jerry Bruckheimer, o mesmo de Piratas do Caribe e a franquia A Lenda do Tesouro Perdido. A história tem elementos que agradam muito mais as crianças do que os adultos, mas tudo bem, afinal... É DISNEY. Mas vamos lá. Um grupo de porquinhos-da-índia alterados geneticamente que tem uma importante missão que é impedir um magnata destruir o mundo com suas engenhocas.

É notável que não se vê extrema dedicação de ser profundo no requisito de uma boa aventura. É só apenas seguir o Disney Way of Life. Vejamos... O roteiro é recheado de maniqueísmos conhecidos de um filme qualquer da Disney, principalmente no que se desrespeita a valores familiares. A direção do filme é bem mais do mesmo porém eficiente nas seqüencias de ação fazendo ser mais eficiente do que outros filmes do ano como Transformers 2 e Wolverine.

Acredito que um dos raros pontos positivos do filme é o seu elenco que está recheado de comediantes como Zack Galifianakis, Will Arnet, Bill Nighy e fazendo as vozes dos bichinhos Sam Rockwell, Penelope Cruz, Jon Favreau, Steve Buscemi, Tracey Morgan e o amigo de todo o cinéfilo que se preze, Nicolas Cage. Força G é aquele filme extremamente bobinho, bem feitinho, que cultiva todos os elementos conhecidos da Disney atrelados a tecnologia incrível do 3D. Não ofende, mas não é maravilhoso.

Por falar em ofensa ao intelecto cinematográfico. Tive o desprazer de ver o novo filme do Roland Emmerich, o catastrófico 2012. O filme já é quase auto-explicativo. Em 2009 descobriram anomalias dos astros e eles dataram que o fim está bem próximo, e assim coincidindo com a data da destruição no calendário maia, que é no final de 2012. E nesses momentos iremos acompanhar a jornada de um escritor fracassado e divorciado que tenta desperadamente salvar sua família, mesmo que pareça impossível.

Parece que essa palavra não existe no dicionário de Emmerich... Impossível. Parece que ele converte essa palavra em realidade. Vejamos direitinho. Pegar vários atores talentosos e de renome para fazer as piores atuações da sua vida e você na tela e achar maravilhoso... Mas para Emmerich, nada é impossível; Colocar situações absurdamente ridículas e fazer com que o espectador acredite no que tá vendo... Mas para Emmerich, nada é impossível; Colocar diálogos ridículos, resoluções rápidas como um fast food podre e infelizmente engolir e não reclamar... pois é, até nisso Emmerich quebrou essa impossibilidade.

2012 é uma experiência que tem tudo haver com a sua proposta, é uma catástrofe literal. Um filme onde tudo que tinha que propor se concretiza, uma acéfala corrida de uma humanidade para se salvar sendo que as ultimas coisas que foram usadas foram: humanidade, coerência e principalmente respeito ao bom senso e ao cérebro do espectador. Um dos piores filmes do ano sem duvida nenhuma.



Fichas Tecnicas

Força G (G-Force)
Diretor: Hoyt Yeatman
Elenco: Zack Galafianakis, Will Arnett, Kelly Garner e Bill Nighy
Com as vozes de: Sam Rockwell, Penelope Cruz, Tracy Morgan, Jon Favreau, Steve Buscemi e Nicolas Cage
Gênero: Ação/Ficção/Comédia/Infantil
Cotação: 45%













2012
Diretor: Roland Emmerich
Elenco: John Cusack, Ammanda Pett, Chiwitel Ejifor, Thandie Newton, Thomas McCarthy (sim, o mesmo roterista de Up), Oliver Platt, Morgan Lily, Lian James, Beatrice Rosen, Danny Glover e Woody Harrelson
Gênero: Aventura
Cotação: 15%

8 de dezembro de 2009

Dragonball Evolution

2009. Tivemos uma grande sorte de não encontrar muitos projetos terriveis. Porém, ser um critico soa como um dom por que temos que ser testemunhas de filmes que enchem os nossos olhos de lágrimas por ter visto um próximo clássico e ao mesmo tempo, paciência e gosto testado em ver algo tão horrível a tal ponto que é tão ofensivo a inteligência que só vendo do inicio ao fim desligando o cérebro e saber que as coisas vão piorar a cada instante. Vendo Dragonball Evolution foi mais uma prova suficiente que nós, críticos sofremos, porém tempo algo maior, proteger vocês, espectadores e amantes da sétima arte.

(TENSO!)

Dragonball Evolution é a adaptação da famosa saga criada por Akira Toriyama e produzida por Stephen Chow, o mesmo criador dos divertidos Kung Fu Hustle e Kung Fu Futebol Clube. A história é sobre Goku, um jovem de 18 anos que não tem uma boa vida social que na data do seu aniversário ganha uma Esfera do Dragão do seu avô. Porém um ser maligno chamado Piccolo quer as Esferas para destruir o mundo e depois do assassinato do seu avô, Goku vai atrás das Esferas com seus amigos que ele encontra em seu caminho.

Particularmente, gostava da saga de Dragonball e acompanhar a turma de Goku. Sendo que depois da saga de Cell em Dragonball Z, ficou extremamente difícil acompanhar por que entrou em uma saga pastiche e péssima e depois só piorou. Acredito que qualquer um sensato que soube que iria sair o filme sabia que estava fadado ao fracasso e dito e feito.

O roteiro do filme é infinitamente pífio, mas tem uma vantagem, resolve qualquer coisa que acontece no filme em 3 frases. Fora a resoluções que fazem subestimar a inteligência de um guri de 5 anos. Acredito que o filho de Robert Rodriguez consegue fazer algo mais profundo do que foi Dragonball Evolution. Também tentam trazer o humor peculiar do desenho que claro... Não funcionou. E claro, para alegria de quem agüentou ver esse filme inteiro deu ponto para continuação.

Pois bem, é melhor nem comentar dos atores que participaram por que nenhum, REPITO, NENHUM se salva desse projeto macabro. Pelo menos para os guris, vão AMAR as atrizes que fazem os papeis femininos da trama, além de linderrimas, atuam mais fortes do que uma porta giratória. Fora a direção péssima de James Wong que desistiu de fazer Premonição 4 para fazer Dragonball, pagou caro por que foi uma péssima direção juntado aos péssimos efeitos especiais que deixou o filme tão trash que chega um ponto que desistimos de criar seriedade e tentar engolir o que tá passando.

Dragonball Evolution desde seu primeiro momento até sua concepção já nasceu péssimo e quando é conferido o projeto, apenas veio a confirmação. Em 80 minutos conferimos um lixo lastimável, irreparável e pior ainda para quem é fã. Praticamente foi uma experiência tão incrível quanto foi Street Fighter com Van Damme que foi uma palhaçada só e pensar que foi dirigido pelo mesmo roterista de Duro de Matar. Um filme lastimável do qual é vendo para não crer que é extremamente ruim.

Ficha Tecnica
Dragonball Evolution
Diretor: James Wong
Elenco: Uma cambada de louco com conta de alugel para pagar.
Gênero: Aventura, Infantil, Ação (trash)
Cotação: 5%

5 de dezembro de 2009

Algumas Animações de 2009

Esse ano devemos brindar por ter sido um ano extremamente fértil e interessante para a animação. Vimos grandes exemplos que encheram os nossos olhos, e principalmente de alguns exemplos que usaram e abusaram (sim, com resultado extremamente positivo) a tecnologia 3D que parece que veio para ficar. Vou falar de algumas animações em uma maneira breve, porém rápida e concisa.

A Era do Gelo 3 – A Idade dos Dinossauros: Mais uma vez fomos convidados a ver mais uma nova aventura da trupe criada pelo brasileiro Carlos Saldanha. Porém o grande destaque dessa terceira aventura fica por conta pelo personagem Buck dublado pelo excepcional comediante Simon Pegg. De resto, uma história limitada sobre paternidade e a percepção da idade. Pelo menos não vi a versão dublada desse filme por que a voz de Tadeu Melo é de chutar os ovos. Uma boa animação se contar que tanto os dois primeiros exemplos não são animações primorosas que sempre ficou calcado em seus personagens carismáticos.

Ponyo – Uma pequena sereia tem contato com um garotinho que faz que crie um desejo enorme de ser humana, porém durante esse processo ocorre um desequilíbrio da natureza fazendo com que ela e o garotinho busquem ajuda a entidade mais poderosa da terra, a mãe natureza. Desenho mágico de Hayao Miyazaki que enche o brilho do espectador com uma história lindíssima sobre amizade e o contato do ser humano com a natureza. Porém o grande destaque não pude conferir que foi a dublagem americana no desenho que tem no elenco Tina Fey, Lian Nesson, Matt Damon e Cate Blanchett, entretanto, os dois principais foram dublados por Noah Linsdey Cyrus (a irmã da Hannah Montana) e Frankie Jonas (o irmão dos Jonas Brothers) além de cantarem a musica tema do filme que literalmente defecaram na canção original.

Mary & Max – Existem incríveis motivos para qualquer um que ama animação deve conferir. A primeira é estilo Stop Motion com bonequinhos de massinha e que seu processo demorou 5 anos para ser feito. E a segunda que é baseado em uma história real entre uma amizade especial entre uma menina australiana e um homem americano que nasceu de um questionamento inocente e que se tornou especial de acordo com os anos. Dublado por Phillip Seymour Hoffman, Toni Collete e Eric Bana, o desenho tem um tom especial, nostálgico e principalmente, emocionante em todos os sentidos. Acredito que é o único desenho do ano que conseguiu colocar quase em par de igualdade com Up já que ele mantém aquela formula que todos nós amamos: em ser sensível, verdadeiro e de coração para o publico que tanto o ama.

Astro Boy – Adaptação hollywoodiana para o desenho japonês conta com um elenco estrelar como Bill Nighy, Kristen Bell, Nathan Lane, Donald Sutherland, Nicolas Cage e Freddie Highmore como o Astro Boy. Nem isso, nem a trilha interessantíssima de John Ottman, nem os bons efeitos visuais salvam o roteiro pífio que foi feito para agradar diretamente a um publico alvo que é os meninos de 5 a 12 anos que gostam de efeitos visuais alucinantes provenientes dos jogos de ultima geração. Uma pena já que tinha grandes potenciais de agradar a todos, mas preferiu continuar na mesma e agradar um publico que hoje... Não faz a diferença entre quantidade e qualidade.

Assim só faltando O Fantastico Senhor Raposo, Os Fantasmas de Scrooge e A Princesa e o Sapo, podemos dizer que esse foi um ótimo ano para animação, mesmo sabendo do fundamental, a Pixar volta a dominar o topo, literalmente.

Cotações:
A Era do Gelo 3 – 75%
Ponyo – 90%
Mary e Max – 95%
Astro Boy – 60%

1 de dezembro de 2009

Os Personagens MITOS do ano de 2009

Esse ano fomos testemunhas de personagens que com certeza nasceram clássicos, desde seu primeiro instante e encantou principalmente o fundamental, o espectador. Irei citar alguns que para mim, viraram MITO 2009!

Poppy (Sally Hawkins) – Professora de secundário onde sempre tem um sorrisão no rosto e dificilmente fica triste, mesmo nos piores pepinos. A britânica Sally Hawkins faz uma belíssima interpretação irreverente de uma personagem que revela o quando é difícil ver a felicidade e conseguir se incomodar muito fácil para isso.
Momento MITO – A primeira aula de Flamenco



Russell (Jordan Nagai) e Dug (Bob Peterson) – Esses dois adoráveis personagens fazem a alegria de Up – Altas Aventuras. Junto com o ranzinza Carl, eles não só garantem as cenas mais engraçadas mas também as mais sensíveis. Com certeza os melhores personagens da Pixar.
Momento MITO de Russell – A cena do GPS
Momento MITO de Dug – A bola



Tenente Aldo “O Apache” Reine (Brad Pitt) e Sgt Donny “O Urso Judeu” Donowitz (Eli Roth) – Mais uma dupla, desta vez da mais nova produção de Quentin Tarantino, Bastardos Inglóriosos. Claro que o personagem que chama a atenção sempre será Hans Landa, interpretado por Christoph Waltz, mas esse dois conseguiram fazer as coisas mais vibrantes do filme, ou os alívios cômicos e violentos.
Momento MITO do Apache – Falando italiano
Momento MITO do Urso Judeu – O olhar nas seqüências finais.

Edward “o Comediante” Blake (Jeffery Dean Morgan) – De todos os personagens da galeria de Watchmen, ele é um dos mais enigmáticos. Violento ao extremo, mete bala e porrada em tudo que é contra ele. Personagem fundamental e chave para um dos melhores filmes do ano e com a versão completa ele fica mais incrível. Fora a incrível atuação do ator que é de tirar o chapéu.
Momento MITO do Comediante – Usando o lança-chamas



Flint Lockwood (Bill Hader) – Esse cientista adorável do desenho Tá Chovendo Hambúrguer consegue ser aquele tipo de personagem que já conquista na primeira aparição pelo seu jeito único especial. E ele é apenas mais uma peça de um desenho que merece ser revelado por que conseguiu consolidar o poder da Sony Animated Studio em uma área que tinha poucos concorrentes.
Momento MITO de Flint – O FLDSMDFR

E dois personagens que marcaram o ano ...

Alan (Zack Galafianakis) e Carlos – Quem for assistir Se Beber Não Case, com certeza vai se lembrar dessas duas figuras que fazem o espectador bolar de tanto rir. O primeiro por ser um marmanjo extremamente imaturo e diferente de tudo, sempre com tiradas sem noção e protagonista de cenas sem noção. E claro, Carlos, um bebê encontrado pelos três marmanjos do filme e esse personagem foi interpretado por 3 bebês que nitidamente se perceberem, são diferentes, porém assim como Blue em Dias Incriveis, são personagens que aparecem pouco, mas em suas cenas viram MITO na hora.
Momento MITO de Alan – Who let the dogs out ...
Momento MITO de Carlos – “Na mesa não Carlos!”

E menção especial para Bobby, personagem criado por Bill Hader para a dramédia Adventureland que no Brasil tem o nome lastimável de Férias Frustradas de Verão, um dono de parque inescrupuloso porém sensato e sempre acompanhado por sua mulher Paulette (Kristen Wiig, sensacional). Consegue fazer grandes momentos em um filme que merece ser conhecido pelo grande publico e também coroando o grande ano que esse talentoso comediante teve.
Momento MITO de Bobby – É PRA JOGAR NO LIXO!


E quais foram os seus personagens MITOS?
Até mais!