24 de outubro de 2009

Rapidinhas de Ficção Cientifica ...

Resumos breves de filmes de ficção - cientifica de 2009.

Os Substitutos de Jonathan Mostow – Mostow volta a batuta de diretor e mais uma vez utilizando a mistificação das máquinas. Porém desta vez diferente de exterminadores, mas sim relatar um futuro onde o homem se torna totalmente dependente de “substitutos” robôs que demonstram a personificação perfeita do seu usuário. Depois de vários anos sem crime nas cidades, um homicídio é deflagrado e um agente do FBI tenta caçar esse assassino, sendo que o único modo de caçar ele é voltando a ser humano. O filme tem uma boa base, já que é baseado em uma HQ lançado a alguns anos atrás e no filme, tudo é tão extremamente condensado que no final soa até estranho como um filme conseguiu abordar de uma maneira rápida e até curiosa temas de filosofia robótica e da relação de medo e evolução das maquinas em menos de 85 minutos. Rápido e eficiente a sua maneira, mas que soa que deveria ser extremamente melhor, mas pelo conjunto, o espectador sai no lucro.


Um substituto novo em folha ...







Transformers 2, A Vingança dos Derrotados de Micheal Bay. – No primeiro filme, acreditamos piamente que vimos um filme decente do Micheal Bay, já no segundo filme, esquecemos isso. Aqueles vícios horrorosos de Bay está de volta em uma trama confusa que não consegue empolgar nos seus primeiros minutos e ainda o espectador é testemunha de cenas altamente constrangedoras e dolorosas que é impossível crer que estamos vendo isso... Robô cachorro traçando as pernas da Megan Fox, Decepticon traveco, robô soltando peido aliado a seqüências de ação chaterrimas. Candidato fácil a um dos piores do ano sem duvida.



Lição valiosa que aprendi em Transformers 2 - Se você ver uma mina linda desse porte dando encima de você ... cuidado ... pode ser um decepticon querendo te matar ...








Comandos em Ação – A Origem do Cobra de Sthephen Sommers – Esse filme é o meu guilty pleasure do ano. Eu gostei dele mas tem alguns vícios terríveis do diretor assim como Micheal Bay como história mais rasa e absurda do que pires, atuações canastras ao extremo, cenas de ação que ultrapassam as barreiras do absurdo. Porém o que ele tem que faz com ele seja apenas bom? A resposta é bem simples, ele se auto aceita como um filme exagerado. É aquele tipo de filme que já sabemos que a seriedade irá passar longe e cobrar algo intelectual a esse filme é fazer nevar no sertão pernambucano. Esse sim é um domingo maior inofensivo se não levar a sério.



Uau, que luta incrivel ... Isso você diria quando tinha 12 anos ...







O Exterminador do Futuro 4, A Salvação de McG – Existe ainda uma parcela vigente e cruel que dizem a mesma coisa, não tem Arnoldão, não tem Terminator. E pior ainda que o filme evidencie vários sinais que seria uma bomba como um diretor medíocre, problemas de produção e muitas outras coisas. Porém quem já acompanhava a saga e tinha noção que nada é eterno e que mudanças são bem vindas conseguiram digerir bem o filme, como eu. Ele é acima de tudo um capitulo alternativo para a história, funciona como se fosse um episódio especial do seriado, sendo que com atores de peso e uma direção surpreendentemente boa. Destaque mesmo é para o carisma magnético de Sam Worthington que desde seu primeiro momento em cena até o ultimo, rouba fácil a estrela de Christian Bale. Apenas um filme divertido, mesmo sabendo que é o pior da saga.


Ele voltou ... agora não sei se vingou ...








Star Trek de J.J. Abrams – O Midas do cinema atual voltou. Depois de emplacar com o seriado Fringe, e filme ARG Cloverfield, Abrams volta a batuta de diretor em mais uma readaptação de um seriado clássico ao cinema. Depois de Missão Impossível 3, ele volta a adaptar o seriado Star Trek. Com o elenco onde mistura experiência com jovialidade, o filme acerta em cheio em trazer elementos de blockbusters que dá certo como um humor inteligente, uma pitada certeira de drama, um roteiro acessível e ao mesmo tempo valorizando o significado real da ficção cientifica que é a importância de conhecer mundos desconhecidos fazendo a uma alusão de conhecer a si mesmo, uma trilha magnífica e ótimas seqüências de ação. Resumindo, um dos melhores filmes do ano sem duvida. Daqueles que valeu a pena cada sensação sentida na sala de cinema.



Spock dando aula de como faz um blockbuster divertido ...








Cotações

Star Trek - 96%
O Exterminador do Futuro, A Salvação - 70%
Os Substitutos - 65%
Comandos em Ação, A Origem do Cobra - 60%
Transformers 2, A Vingança dos Derrotados - 30%

19 de outubro de 2009

Coraline e O Mundo Secreto

ATENÇÃO: Texto Com Spoilers do Filme, CUIDADO


Quando se ouve a trilogia The Unforgiven, do Metallica, conseguimos visualizar uma idéia do sofrimento de uma pessoa que com o passar de cada capitulo se tornou fria e por tantas vezes, reflete em cada capitulo musical sua conduta. Assim podemos ter uma concepção do que sente a personagem Coraline, no desenho Coraline e o Mundo Secreto, que marca a volta de Herny Sellick a animação stop motion e ao mesmo tempo colocando recursos de computação gráfica para dar mais suavidade e profundidade a trama.

Coraline se muda para uma casa quase sem vida. Os seus pais atolados de trabalhos não conseguem ter tempo para ela. Não consegue ter uma grande afinidade com um menino que é seu vizinho. Vendo que não tem nada o que fazer e tão pouco desprovida de amor, sem querer encontra uma portinha secreta que consegue traspassar a um mundo onde tudo que ela sentia no plano real era ao contrario, onde tudo que ela sonhava se tornava concreto, sendo que mal sabe ela do perigo que se esconde por trás dessa porta.

Em palavras rápidas e certeiras. O filme é bom. Um retorno gratificante de Sellick ao meio dos desenhos stop-motion e ao mesmo tempo, sabendo aventurar na tecnologia 3D que a cada dia que se passa, é perceptível que vai ser muito difícil ficarmos longe dessa tecnologia que encanta a muitos, mesmo sendo projetos de desenhos ou não. Também o destaque são os desenhos dos personagens que por muitas vezes, consegue confundir o espectador se é animação gráfica ou de massinha.

Agora, vem uma analise curiosa e irei soltar alguns spoilers sobre o filme, assim, quem viu o filme, perdoe-me por contar alguns fatos importantes da trama. Mas o que irá se ver aqui é uma analise que mescla a personagem Coraline com o universo da trilogia musical criada pelo grupo Metallica no qual está nos discos “Black Album”, “Reload” e encerrado em um dos melhores discos do ano passado e eleito um dos melhores da década, “Death Magnetic”.

Na primeira parte do filme, começamos a ser introduzida a personagem da Coraline, uma pré-adolescente que está sendo jogada ao novo mundo, que é em uma casa antiga chata e sofre com a ausência de seus pais. Assim como o sangue novo que chega ao mundo cruel é que somos introduzidos aos primeiros versos de The Unforgiven que são “Sangue novo se junta a essa terra, e rapidamente é conquistado pela constante dor e desgraça e esse jovem aprende a regras deles". A partir do momento que ela descobre uma porta para o mundo desconhecido, as coisas começam a mudar para ela. Outro ponto que nos lembramos de The Unforgiven, mas não a musica, mas sim do clipe onde aparece um jovem com uma chave entrando em um caminho para um mundo desconhecido.

Quando ela entra no outro mundo e percebe que é todo o inverso do que ela vivia na casa como o “amor” da outra “mãe” e o mundo colorido, mas o fato que lembra novamente a franquia musical do Metallica é em alguns versos de The Unforgiven II que fala da necessidade de um amor para acalmar uma alma perturbada. “Deite ao meu lado, (...) Diga as palavras que quero ouvir para que os meus demônios fugirem (...)Se consegues me entender, então eu entenderei você". Mas com a revelação que a outra mãe era um perigo eminente, o refrão questiona em um modo sombrio a relação das duas. (...) Por que sou aquela que espera por você ou também você é uma imperdoável também.(...).

E em seu final, em uma das melhores cenas do filme no qual ela sente falta dos pais e saber das conseqüências de ter chegado mais além, demonstra o quanto é difícil agüentar em seu peito a dificuldade de perdoar por seus pais serem ausentes com ela e dela mesma por ter chegado muito além do que se imagina e perder os seus pais para um mal desconhecido, lembra do refrão de The Unforgiven III que é extremamente direto e o que se reflete a personagem dela. (...) Como posso estar perdido se eu não tenho para onde ir? Procurei por mares de ouro e como isso se tornou tão frio?Como posso estar perdido nas lembranças que revivo? Como posso culpar-la se sou eu que não perdôo (...)

Porém como estamos lidando com uma obra destinada ao publico juvenil, percebemos que existira o óbvio final feliz. Mas acredito que o roteiro do filme tem o propósito de expor em um conto reflexivo sobre a juventude atual que se sente como Coraline, sente-se perdida em meio do abandono e que necessita de um lugar secreto para ser amado ou pelo menos ser lembrado por algo, e que por muitas vezes o que eles não pensam que por muitas vezes o sentido paternal é o que pode salvar uma pessoa. Pena que essa segunda parte é difícil viver.

Coraline e o Mundo Secreto é aquela animação que tem um primor técnico inquestionável, pena que a sua linguagem por muitas vezes soa inacessível e densa demais. Interessante, mesmo sabendo que aumentou o buzz para ele ser indicado ao Oscar de Melhor Animação, com certeza perde feio para seus outros candidatos, porém se nos últimos anos estão premiando mais o nome do que pelo projeto. É melhor nem comentar...

Ficha Tecnica
Coraline e o Mundo Secreto (Coraline)
Diretor: Henry Sellick
Gênero: Aventura/Fantasia
Cotação: 75% - Indispensavel

15 de outubro de 2009

Premonição 4

A faca de dois gumes. É o que acho sobre a tecnologia 3D Digital que a cada dia, os principais projetos cinematógraficos estão usando essa “tecnologia” que alguns já dizem que é a revolução cinematográfica. Enquanto não chega o tão comentado Avatar, continuo me aventurando em outro projeto tridimensional. No caso, Premonição 4, o mais novo capitulo da saga do terror teen que esse ano completou 10 anos.

Pois bem, se conhece o estilo da franquia, não será muito dificil descobrir o que acontece no novo capitulo. Nick (Bobby Campo) junto com a sua namorada Lori (Shantel VanSanten) e um casal de amigos vão assistir uma corrida de stock car, porém ele tem uma premonição de um terrivel acidente no qual ocorre muitos mortos. E de inicio ele consegue enganar a morte salvando ao seu redor. Porém as dividas com o destino serão cobradas e só resta a Nick tentar descobrir quem será o próximo a morrer.

Quem conhece a franquia sabe de pontos fundamentais e claro que acontece em todos os filmes, e nesse ultimo não foge a regra. O primeiro fato é de ter um acidente incrivelmente fatal, depois uma reunião casual dos “sobreviventes” e por ultimo, as tentativas emussiunatis de salvar os amigos. E o pior é que essa incrivel estrutura não muda e está como se fosse uma cartilha de como fazer um filme da franquia Premonição.

O primeiro filme da franquia é sim importante para o cinema de terror teen por muitos fatores. Quando estreou em 1999, estavamos naufragando em titulos de suspense teen onde tinha adoescentes de 28, 29 anos e derivados e sempre tinha um assassino cruel que muitas vezes era o amigo, namorado ou algo relacionado com a protagonista. Pois bem, Premonição teve já de inicio uma chamativa importante e essencial. Quem era o assassino desses pobres “pibes” era a propria morte. Com esse plot diferente, entrou como o ultimo exemplo de originalidade na onda do terror teen da decada de 90.

E assim como muitas franquias de terror, começou a pegar o que chamou atenção de todos e só ficar nessa coisa e pronto. A coisa começou a piorar e o terror teen se autoestragou no começo da decada de 2000, e outros fatores a mais que afetaram a credibilidade da franquia do horror. Atualmente o sistema 3D está sendo usado para dar aquele efeito a mais, e não só funciona para desenhos infantis para aumentar o colorido do filme e por muitas vezes esquecer os seus defeitos como foi no caso da animação da Dreamworks Monstros VS Alienígenas no qual o 3D gratuito e excessivo colaboraram maquiar um desenho com um roteiro fraco demais baseado em seu potencial.

Aqui no quarto filme da franquia, o 3D é importante. Todas as mortes e sequencias possiveis que causam apreensão ao espectador ganham um detalhe a mais, fazendo que seja mais detalhado desde um pequeno prego ou algo maior como um carro ou outra coisa mais. O efeito é tão tremendo que no caso pode fazer uma pessoa sensivel passar mal pelo gore, que no caso da sessão que estive a guria ao meu lado começou a chorar, quase vomitar em uma das melhores cenas do filme. Assim provando qual foi a "coisa boa" do filme.

Tirando essas incriveis “vantagens” vem o mais óbvio do filme: os seus defeitos. Atores péssimos, um roteiro trapo que por muitas vezes soando como desculpa para existir o quarto filme, dialogos sofriveis, estrutura de franquia respeitada a fio e religiosamente assim fechando brechas para algo diferente. Mas ao mesmo tempo devemos se situar que estamos diante de uma franquia de terror que deixou de priorizar uma ideia diferente para entrar no esculacho do gore. Passa longe de ser maravilhoso e só presta para curtir a vibe do 3D. Curto, grosso e sem história, em seu resumo da ópera, um terror comum teen que facilmente cairá no esquecimento.

Premonição 4 (The Final Destination)
Diretor: David R Ellis
Elenco: Bobby Campo, Shantel VanSanten, Halley Weeb, Nick Zano e entre outros
Gênero: Terror
Cotação: 50% - Mais ou menos

12 de outubro de 2009

Tá Chovendo Hamburger

Quando perguntamos a qualquer criança hoje ou alguém que gosta de animação digital, sempre está com duas grandes produtoras na ponta da língua como um decoreba de tabuada na primeira série: Pixar e Dreamworks. Eles conquistaram o seu espaço e mereceram aonde está, mesmo entregando alguns capítulos duvidosos (Procurando Nemo, Ratatouille e o apenas bom WALL-E pelo lado da Pixar e a franquia de Sherk toda pela Dreamworks) porém ninguém se lembra que surge uma terceira força de animação e mesmo tendo feito poucos, está chegando a sua gloria, e seu ultimo exemplar é a prova disso.

Tá Chovendo Hamburger é a mais nova animação da Sony Animated Studio, um longa infantil que ultimamente está colhendo bons frutos nos Estados Unidos com uma boa bilheteria numa época que é considerada fraca de bilheteria (fazendo 15 milhões pra cima é lucro) e que também é coroado com boas criticas especializadas e principalmente o carinho do publico, já que tem uma ótima média no IMDB. Realmente, o filme é como um doce que caiu do céu?

A história é realmente bem infantil e ao mesmo tempo, a mais absurda de todos os desenhos lançados do ano. Em uma pequena cidade, a escassez de comida chega a níveis alarmantes e um jovem inventor, Flint Lockwood, acredita que tem a salvação da sua cidade que é uma máquina que transforma água em comida. Sendo que a maquina deu um pequeno erro e foi parar nas nuvens, e a partir daí, começou a chover comida do céu. Porém com o passar dos dias, as guloseimas que caem do seu saem do controle e pode afogar o mundo de tanta comida e só Flint pode salvar o mundo.

Bem, já em sua sinopse percebemos algo fundamental: ser essencialmente infantil. Tem todas aquelas situações boas para a criançada como o valor de si mesmo e ao mesmo tempo sobre a figura do orgulho familiar. Também tem algumas piadas que conseguem agradar adultos principalmente uma fazendo uma referencia impagável ao sucesso da internet Keyboard Cat no qual é um dos melhores momentos do longa, no qual as gargalhadas são inevitaveis.

Tá Chovendo Hamburger tem outra característica impagável dos seus dubladores. Para quem conhece o elenco, sabe que com eles podem fazer a comédia dos sonhos. Bill Hader, Anna Faris, Andy Samberg, Neil Patrick Harris, Bruce Campbell, Mr. T, e outros atores como Benjamin Bratt e James Caan. Porém com certeza o destaque mesmo é para Bil Hader, esse comediante de sucesso, no qual tem o timming certo para a comédia e que a cada dia ganha prestigio, dá um show dando a voz para Flint Lockwood por que consegue carregar todos os trejeitos impagáveis do ator, principalmente durante o desenvolvimento do filme. Outra que tem um talento mágico para a dublagem foi a Anna Faris, que conseguiu fazer um papel no qual desenvolve o seu talento e não como uma loirinha burrinha como foi em seus outros filmes.

Porém o forte do filme novamente está na parte técnica. Apesar dos personagens serem traçados em um modo infantil, o belíssimo está como é usado a tecnologia 3D. Dos desenhos conferidos, com certeza é o que soube utilizar de uma maneira tão incrível que fazemos questão de ver de novo. Ele não só apenas coloca aqueles efeitos que vão cair na sua cara, mas também aumentam o colorido da trama. A partir da cena belíssima da primeira chuva até os seus momentos finais onde se mescla de uma maneira curiosa, destruição calórica com o colorido que enche os olhos de esperanças.

Tá Chovendo Hambúrguer é mais uma prova concreta que a Sony Animated está se tornando uma das melhores produtoras. Um desenho rico, emocionante e extremamente divertido. Um filme infantil que consegue não só apenas encher os olhos da criançada com tanto doce, mas também os adultos com impagáveis referencias de cinema catástrofe, humor afiado e principalmente uma aventura que dá gosto compartir com todos. Não é o melhor filme de animação do ano, já que temos UP, Ponyo e Fear(s) of The Dark, porém chegou bem perto.







Ficha Tecnica
Tá Chovendo Hamburger (Cloudy with a Chance of Meatballs)
Diretores: Phil Lord e Chris Miller
Com as Vozes de: Bill Hader, Anna Faris, Andy Samberg, Mr. T, Bruce Campbell, Neil Patrick Harris, Benjamin Bratt, Bobb`e J Thompson, Lauren Graham e James Caan.
Gênero: Infantil/Comédia/Ficção/Fantasia
Cotação: 90% - Indispensável

9 de outubro de 2009

Arrasta-me Para o Inferno

Nunca a frase bons tempos não voltam mais se encaixou com tanta perfeição e clareza no ultimo filme do diretor(?) Sam Raimi, Arrasta-me Para o Inferno (Drag me to Hell). Muitos fãs de terror, melhor dizendo, fãs oitentistas do gênero trash que marcou essa década e reféns da má qualidade de alguns exemplos atuais de terror como franquias novas que perderam o rumo desde o segundo filme e releituras de filmes antigos ou obras que eles mesmos desconhecem, comemoraram com exaustão a volta desse cineasta que a muito tempo esqueceu o que é entregar uma obra digna de respaldo internacional.

A necessidade de crescer no banco para esquecer problemas passados e ter respaldo profissional é o que motiva Christine Brown ser uma funcionaria melhor no banco que trabalha. Por muitas vezes por ser muito maleável aos clientes não dá visibilidade ao seu chefe. A oportunidade de provar que por muitas vezes necessita ser dura com os clientes aparece quando uma senhora tenta ter mais crédito no banco sendo que a ambição de crescer sobre a cabeça da moça e rejeita o credito a senhora e de um jeito embaraçoso no qual a senhora se sentiu humilhada. Essa humilhação que Christine fez com a senhora irá custar caro por que a senhora lança uma maldição assustadora no qual durante 3 dias, Christine irá ser arrastada ao inferno.

Nesse “retorno” ao horror, ele conta no elenco Alisson Lohman, Justin Long e Adriana Barraza. Também conta com alguns parceiros como o seu irmão Ivan Raimi que faz dobradinha com Sam no roteiro, Christopher Young em sua trilha sonora e o velho carro Oldsmobile Delta 1973, vulgo, o carro de Ash em Evil Dead. Também é mais uma “superprodução” de sua produtora de horror, a Ghost House Pictures, a mesma que criou “filmaços” como a franquia de O Grito americano, O Pesadelo e 30 Dias de Noite.


Pois bem, em seu roteiro relembra a problemática humana de crescimento no mercado de trabalho. Curiosamente, parece que não sentimos algum tipo de simpatia com a personagem principal e quando começa o calvário infernal da personagem, o roteiro cria momentos constrangedores e por muitas vezes acredita que é para tirar risos do espectador, mas o problema é que o filme faz aquela coisa, o filme fingiu que aquela cena é engraçada e eu fingi que ri.

Outro fato extremamente incomoda é como pode ter tantos atores competentes serem solenemente estragados em tão pouco tempo em cena? Como pode ver uma grande atriz que é Adriana Barraza ser mediocremente utilizada em uma das poucas cenas decentes do filme e mesmo assim fala algumas frases e pronto. Lamentável. E o que falar da Alison Lohman? Ainda quero achar adjetivos corretos para descrever a atuação do filme. Uma atuação sem palavras mesmo por que ela só grita e engole coisas. Uma personagem que parece que torcemos para que ela se ferre literalmente. Não cativa e nem tão pouco o espectador sente algo por ela e quando chega o final, parece que o sorriso de satisfação pelo seu final bate na gente igual quando vimos algum vídeo do keyboard cat e rimos daquilo. Ainda bem que Ellen Page pulou fora o quanto antes.

E Raimi, pois bem, ainda tenho um pouco de dignidade e respeito por ele, por que ainda ele fez uma das franquias mais importantes da década de 80 que foi Evil Dead, filme que ainda continua inspirando muitos cineastas que amam o terror de verdade mostrando que uma boa idéia e vontade dessa concepção se tornar concreto é a chave do talento. Porém o resto de sua filmografia, pois bem, ele conseguiu fazer um filme realmente incrível em todos os seus sentidos que foi Um Plano Simples e o primeiro Homem Aranha. Depois desandou geral fazendo duas bombas seguidas, criar uma produtora de terror fraca assim como a Dark Castle. Nesse filme, Raimi tem só de elogios concretos a edição de som, no qual cada ruído é tratado com carinho e cuidado por ele, e algumas angulações clássicas que marcam uma das suas características mais marcantes. Porém o elogio já parou ai, já que ele recheia o filme de seqüências extremamente constrangedoras e suas tentativas de “assustar” o publico caem por terra no momento de sua concepção. Também o que incomoda ao extremo é o uso demasiado e desnecessário de computação gráfica que em muitos momentos demonstra a extrema fragilidade da obra.

Acredito que o filme funcionou para uma parcela que necessitava da esperança de algo interessante nas terras do tio Sam, já que eles esqueceram o que é um filme de terror bom por eles mesmos. Mas para muitos que acompanham a situação atual do horror, sabe-se que o verdadeiro horror está fora do território americano e sim na Europa e Ásia com exemplares concretos de fazer um bom filme trash e ainda, com características do próprio Raimi. Arrasta-me Para o Inferno é incrivelmente ruim, e pior ainda por saber que o próprio mestre do trash barato e sincero se transformou em um mestre do trash caro, chique e sem alma. E que por muitas vezes deixar de perder a sua essência para dar lugar aos maniqueísmos óbvios do gênero atual é o pior erro que um cineasta de nome pode fazer. Surpreendente péssimo.

Ficha Tecnica
Arrasta-me Para o Inferno (Drag me To Hell)
Diretor: Sam Raimi
Elenco: Alison Lohman, Justin Long, Lorna Raver, Dileep Rao, David Paymer e Adriana Barraza.
Gênero: Horror
Cotação: 10% - Bomba!

8 de outubro de 2009

Especial - Las Viudas de los Jueves - Crítica

Para finalizar com chave de ouro esse mini-especial de volta do blog: a critica exclusiva de Las Viudas de los Jueves. Antes de começar a critica, mando um grande abraço a todos que sempre prestigiam esse blog a mais de 4 anos. Passou a data de comemoração e nem deu para estourar um balão. Aqueles dias de maio foram difíceis, assim como os blockbusters que apareceu desse mês em diante, mesmo tendo o melhor blockbuster em anos que foi Star Trek, vimos mais uma vez que por muitas vezes, trazer de volta algumas franquias não deram certo como foi com Velozes e Furiosos 4 e (mesmo gostado) Exterminador do Futuro 4. Mas agora é olhar para frente, escrever novas resenhas e expressar com palavras precisas e marcantes desse blog que sempre foi feito de um homem comum para pessoas comum que tem algo em comum, o cinema em nossas almas e nossos corações.

O filme foi a segunda aventura nos cinemas argentinos. Apesar de não ter visto em um multiplex incrível quando fui ver El Secreto de Sus Ojos e sim em um espaço cultural onde passa muitos filmes nacionais e enfrentando uma fila extensa e detalhe, sala lotada. Bem, vamos começar a falar sobre o filme, logo em seu inicio já se vê os corpos na piscina em uma e a câmera rodeando os mortos com uma riqueza mórbida e principalmente é a porta de entrada para o filme.

O roteiro de Marcelo Figueiras e Piñeyro demonstra uma delicadeza com todos os principais personagens no inicio, principalmente com o casal principal. Porém durante o filme é acentuado um desenvolvimento denso em quase todos os personagens, que sufoca o espectador até no seu final. Outro detalhe fundamental é de como o roteiro critica ferrenhamente a fragilidade e o vazio que é sentido em um lugar de alta sociedade. Principalmente aqui, que nos anos 90, explodiu a cultura do consumismo com Carlos Menen com sua política extremamente liberal, no qual houve privatizações em todos os órgãos públicos e que no começo da década começou o seu estrago. Essa informação é importante por causa dessa relação cultural e econômica com os personagens e que a medida que a crise aumenta, o estrangulamento moral deles é extremamente elevada.

Em seu elenco numeroso, quase todos mostram o por que da força que o filme exerce. Atores extremamente talentosos que demonstram uma união singular e impecável. Mas quando vemos em termos de individualidade os grandes destaques ficam com certeza com Pablo Echarri e Ana Celentano. Pablo Echarri constrói um personagem que mesmo sendo irônico, consegue conquistar fácil a simpática do publico e principalmente da metade pro final que conseguimos sentir suas dores e decepções. Ana Celentano faz uma personagem incrível apesar de ser questionada extremamente pelos seus atos, mas que a atuação da atriz é um espetáculo de divina, já que criar uma personagem que desperta desprezo e ao mesmo tempo fazer uma atuação forte é complicado. O resto do elenco também tem seus momentos, ora interessantes como a relações dos casais formados por Gabriela Toscano - Leonardo Sbaraglia e Juan Diego Botto e Juana Viale (linda demais) ora não muito interessante como de Ernesto Alterio – Glória Carrá, mas nesse ultimo caso é justificado pela fraca atuação da atriz, fazendo assim que o espectador sinta mais interessante acompanhar a jornada de sua filha e do seu marido.

A direção de Piñeyro é sublime. Planos de câmera bem posicionados, sequencias dramáticas bem executadas (junto com o seu elenco competente, fica ainda mais atrativo) e principalmente de como ele conseguiu aumentar a densidade dramática da metade para o final. Acho que o único problema foi só no inicio para o desenvolvimento dos personagens, mas depois quando engrena, só para no final deixando o espectador respirar aliviado ou pelo menos respirar após em sua sessão.

Las Viudas de Los Jueves é com certeza mais uma grata surpresa do cinema argentino e dificilmente pode ver um filme que consegue abrir uma cicatriz tão profunda da sociedade atual e ainda colocar mais sal para deixar o seu espectador perturbado, com uma sensação que não deve esquecer das conseqüências de uma década que é considerada para eles, a década perdida. Um filme ótimo e mais uma vez provando por A+B que o cinema argentino é o melhor da America latina e que o filme como todo no final ganha sua verdadeira recompensa, os aplausos do seu publico.

Ficha Tecnica
As Viúvas da Quinta Feira (Las Viudas de Los Jueves)
Direção: Marcelo Piñeyro
Elenco: Pablo Echarri, Ana Celentano, Leonardo Sbaraglia, Gabriela Toscano, Ernesto Alterio, Glória Carrá, Juan Diego Botto, Juana Viale, Vera Spinetta, Camilo Cuello Vitale e Adrian Navarro
Gênero: Drama
Cotação: 85% - Indispensável

6 de outubro de 2009

Especial - Las Viudas de Los Jueves - O filme e eu.

Bem vindos ao especial de Las Viudas de Los Jueves. Nessa segunda parte relatarei de como esse filme se tornou algo especial em minha estadia aqui em Buenos Aires. Assim como as coisas interessantes que acontecem aqui relacionados com a minha pessoa aqui em Buenos Aires, o envolvimento do filme também faz parte dessa história da minha vida nas terras portenhas.

Em uma curiosa quinta feira depois da sessão do filme Julie e Julia (filme já comentado aqui no blog) peguei um ônibus para voltar para o albergue e de surpresa, ele não tinha tomado o rumo habitual dessa linha e desceu algumas quadras, nisso ele passou na frente de uma livraria famosa, El Ateneo, e tinha um cartaz dizendo que nesse dia decorrido haverá um tipo de relançamento e outras coisas a mais. Como não tinha tutoria nesse dia, já que a professora disse que só na terça do outro dia seguinte... Aproveitei esse momento livre e horas depois estava lá.

Chegando no horário exato, durante o passeio na loja, e claro tirando fotos do local que é lindíssimo, perguntei na inocência de quanto era o livro que no momento custava 60 pesos (tava meio quebrado no momento). Depois peguei o elevador para o salão de eventos da loja e estava abotoado de gente. Muitas câmeras de TV, algumas repórteres de canais de TV quem são envolvidos em parte de espetáculos. E eu fiquei bem no cantinho só observando tudo. Tinha umas três moças ao meu lado e ficou pensando, quem é esse rapaz que apareceu do nada?

Depois começou o evento com os principais realizadores do filme que foram a escritora Claudia Piñeiro, o diretor do filme Marcelo Piñeyro, o roteirista Marcelo Figueiras. Enquanto isso, em uma outra parte do salão, as atrizes Ana Celentano e se não me engano, Gabriela Toscano estavam dando entrevista para alguns canais de televisão falando do sucesso do filme nos cinemas. Depois disso, alguns reporteres foram embora e teve uma que olhou pra mim e me deu tchau e fiquei pensando no momento. Deve está confundida ou algo assim.

Após as entrevistas, as atrizes ficaram ao meu lado e no momento nem me toquei, ficava mais preocupado em acompanhar a palestra e naquele momento a dificuldade de tirar fotos foi incrível, como não tinha uma câmera, peguei emprestado de um colega do albergue onde vivo e deu para quebrar um galho massa, já que o mais importante foi registrar o evento e a presença de todos, mesmo saindo um pouco (ou muito) embasada. E depois fiquei com uma cara de extremo tacho por saber que a Ana estava ao meu lado e não tinha aproveitado para tirar uma foto. FAIL!

Depois da mesa redonda entre o anfitrião da entrevista, foi entregue ao publico que estava no evento a oportunidade de perguntar aos convidados sobre o evento. Detalhe, praticamente a verdadeira nata intelectual boanerense e eu usando um casaco de camelô que comprei na Once (O São José de Buenos Aires ou qualquer lugar que remete roupa barata e questionável.). No finalzinho do evento, levantou um senhor com uma voz grossa que representava um tipo de poder em sua fala. Ele começou a falar que tinha lido o livro, elogiando claro, e depois disse que tinha começado a fazer um estudo antropológico social da sociedade argentina no final do governo de Menen e usa o livro como base. Até ai tudo bem, mas depois o condutor já olhou meio assim e disse: “Por favor senhor, faça a pergunta” e o senhor “Calma, nem terminei ainda de falar” e ai surgiu um clima estranho entre todos e principalmente o olhar de Ana Celentano que lembra aquele site de humor, o blog TENSO. Mas depois tudo se acalmou e retornou a paz e o evento terminou.

Com a cara de pau incrível, fui aos convidados e perguntei se podia tirar uma foto com eles. E consegui. Tirei foto com Ana Celentano (pessoalmente ela é mais linda do que se imagina) e duas vezes por que a primeira foto saiu embasada, depois tirei com o diretor e quase a mulher que tirou a foto iria sair com o flash direto com seus olhos, e Marcelo disse “cuidado”, e tinha me lembrado que tinha conversado com um colega critico Francisco Carbone que escreve para as Crônicas Cariocas sobre a data de estréia do filme no Brasil. Falei com Marcelo sobre isso e ele disse que existe uma remota possibilidade de chegar ao Brasil, mas não no Festival do Rio desse ano, mas sim no circuito nacional ou no festival do ano que vem. Depois tirei foto com a escritora e voltei para casa feliz.


O ex-teatro e agora loja El Ateneo















Eu e a escritora Claudia Piñeiro



















Eu e a atriz Ana Celentano















Eu e o diretor Marcelo Piñeyro








O pior é que só vi o filme duas semanas depois desse encontro e no próximo post, a resenha exclusiva do filme Las Viudas de Los Jueves aqui no blog e dedico esse post aos envolvidos do filme, ao diretor, a escritora e principalmente a Ana Celentano, que com certeza é a mais nova rainha do blog. Abraços e até mais!

3 de outubro de 2009

Especial - Las Viudas de Los Jueves - Introdução e Personagens


Depois de uns dias turbulentos no que se corresponde ao fato de provas e de que finalmente, minha ferramenta de escrever textos está em minhas mãos. Agora é mãos a obra por que o Cine JP voltou com tudo. Iniciaremos esse retorno “glorioso” com um especial de um filme argentino que conquistou o meu coração e minha mente durantes dias, como se minha pessoa tivesse levado uma pedrada na cabeça, mas não de cenas fortes, mas sim por sua densidade incrível, estou falando de As Viúvas da Quinta-Feira (Las Viudas de Los Jueves, ARG,ESP, 2009) do diretor Marcelo Piñeyro, o mesmo de O Que Você Faria e Plata Queimada.

O filme parte do argumento do livro As Viúvas da Quinta-Feira da escritora e jornalista Claudia Piñeiro que ganhou premio Clarin de Novela em 2005 por sua obra que se tornou um cativante livro de sucesso e foi traduzido para muitos países.
Adaptado para a tela grande por Marcelo Figueiras e Claudio Piñeyro trás uma história que assombra não pelos fatos, mas pelo por que do ato, como se por muitas vezes, o que assusta nem chega ser o ato premeditado, mas o caminho traçado.
Inicio da década 2000, em um bairro meio longe da caótica Buenos Aires está o refinado country Altos de La Cascada, no qual existem casas que mais parecem mansões hollywoodianas, piscinas mais limpas do mundo, campos de tênis para ser momentos de reflexões desses residentes. Em uma noite de fim de ano é encontrado 3 corpos dentro de uma piscina. Todos ficam chocados com o acontecimento trágico, mas quando se é reavaliado as condutas desses homens mortos, fazem levantar a questão da vida perfeita.





Durante o filme iremos acompanhar a jornada de quatro casais. Que são:

Tano e Teresa (Pablo Echarri e Ana Celentano) – São praticamente, o casal real do country. Ele, um bom sedutor, ótimo jogador de tênis e acima de tudo um verdadeiro ganhador. Ela, uma rainha sem coroa. Uma mulher impecável, belíssima, e acima de tudo, uma lady de verdade. Parece que a vida para eles dois soam perfeitas, ou não?

A família Ordoñez – Formada por Martin (Ernesto Alterio), Lala (Glória Carrá) e sua filha Trina (Vera Spilletta). Enquanto Lala enche a casa de coisas fúteis, as coisas não nada bem para Martin que guarda um segredo e sua filha a cada dia que se passa se torna mais rebelde e de atitudes suspeitas.

Ronnie, Mavi e Juan (Leonardo Sbaraglia, Gabriela Toscano e Camilo Cuello Vitali) – Ronnie é um bom vivant e bem humorado, porém amarga a chateação de não ter um emprego e fazendo que sua mulher, Mavi seja o que trás o dinheiro para casa com o seu trabalho de corretora imobiliaria. Tem um filho adolescente, Juan que enfrenta diversos problemas de relacionamento, principalmente no colégio.

Carla e Gustavo (Juana Viale e Juan Diego Botto) – São os novos inquilinos dessa comunidade. Jovens, belos e chamam a atenção por onde passam. Ela, dona de uma beleza estonteante e Ele, bem sucedido e um excelente jogador de tênis. Mas por trás da beleza natural desse ardente casal, escondem algo perturbador.

E assim termina a primeira parte do especial onde conhecemos um pouco do que é a obra, quem foi seus realizadores e seus protagonistas. Depois virá como esse filme envolveu em minha vida. Abraços a todos