31 de maio de 2009

Parada Indeterminada


Amigos, como esse mês foi de extrema dificuldade tanto em ver filmes quanto na criação de textos de qualidade para vocês leitores, deixo aqui uma mensagem de que o blog ficará parado por um tempo indeterminado mas assim como essa foto de Onde os Fracos Não Tem Vez, tentarei correr o mais rapido possivel e principalmente me estabilizar em todos os aspectos para o blog voltar a normalidade de costume ...

Não vou dizer adeus, por que isso não é um adeus ... pode se dizer que é apenas uma viagem que vai demorar a regressar ...

Abraços calorosos a todos e principalmente a Milla pelo seu aniversário!

E um video para lembrar de um bom momento ...



Hasta Luego amigos!

7 de maio de 2009

X-Men Origens Wolverine


Depois de um tempinho parado, vamos falar de um filme novo que está nos cinemas e pode se dizer ... Ganhou muito dindin. X-Men Origens-Wolverine é a ultima aventura da Marvel lançada nos cinemas e pode se considerar a ultima adaptação da década da produtora. O filme saiu no ultimo final de semana e apenas arrecadou mais de 80 milhões de doletas em um único final de semana e até afastou um pouco a onda de má sorte da produtora nos últimos tempos. Agora, será que essa ultima adaptação será a altura do que saiu nessa década?

O longa metragem tem um foco interessante. Funciona como um prelúdio para o primeiro filme onde relata como foi a vida de Logan (Hugh Jackman) antes de ganhar as suas garras de adamantium e após isso. Também mostra a verdadeira relação entre Logan e seu pior inimigo Victor Creed, o Dente de Sabre. E o mais importante, os distúrbios entre Wolverine e o Coronel Stryker.

Antes de começar a critica, não dá para negar da polemica do vazamento do filme um mês antes. Muita gente novamente caiu no conto do vigário sobre o workprint, como se fosse um diamante bruto sem ser lapidado. E essa polemica não é de hoje que profana o meio cinematográfico. Não podemos esquecer-nos dos vazamentos de O Albergue Part II, Halloween de Rob Zombie e do nacional Tropa de Elite (sendo que esse ultimo ainda muito mais discutido por que o vazamento pode não ter sido acidental.). Muitos perguntaram se a versão incompleta atrapalharia a bilheteria, coisa que foi inversa. O que muitos não sabem é que a versão workprint pode ter uma imagem excelente, mas os efeitos visuais do filme não estão completos, além de ver cordinhas nos atores e a ausência de trilha sonora dele. Muita gente percebendo isso preferiu ver o filme no cinema e a sua bilheteria é a prova que muitas vezes, lançar o workprint ao povo não dá certo.

Vamos voltar ao outro ponto importante para ser debatido nesse texto que é a importância de X-Men para a década e principalmente para a Marvel. No final da década de 90, tinha saído Blade – O Caçador de Vampiros, personagem de 3° divisão da Marvel que tinha aparecido em um episódio do desenho do Homem Aranha. Com o sucesso tímido de Blade, resolveram fazer o filme de X-Men. O primeiro filme não prima pelos efeitos especiais, já que o seu orçamento era visivelmente limitadíssimo, mas sim pela sua importância futura.

A começar, a repetição de uma formula de sucesso provada em Superman – O Filme(fato curioso, o próprio diretor de Superman original, Richard Donner, produziu o primeiro filme e X-men Origens), no qual chamar um diretor de suspense para dirigir uma adaptação de quadrinhos, Bryan Singer, que tinha dirigido Os Suspeitos e O Aprendiz. Outro fato que também marcou foi chamar um ator extremamente desconhecido para ser um dos personagens mais populares dos quadrinhos, então o mundo conheceu Hugh Jackman. Muitos estavam com medo do que poderia ser o filme, mas o resultado foi extremamente positivo e com certeza abriu muitas portas para muitos heróis da Marvel. Claro que também apareceu contra tempos e crises dentro dessa década. Mas não dá para ficar indiferente em saber que o personagem que iniciou a década gloriosa, a encerra com um questionamento, ainda a Marvel tem fôlego suficiente?

Vamos voltar falar sobre X-Men Origens - Wolverine. Além de ter Hugh Jackman como principal, o filme tem atores de peso como Liev Schreiber, Danny Houston e Ryan Reynolds. Quem está comandando o projeto foi Gavin Hood, o mesmo de Infância Roubada e Força Policial e o roteiro foi escrito por David Benioff, de O Caçador de Pipas, A Passagem e do pseudo-épico Tróia.

Uma coisa que admito é a falta de tato a respeito a história dos quadrinhos sobre Wolverine. Mas até para qualquer leigo sobre o assunto percebe uma coisa, que o roteiro do filme é mais problemático do que se imagina. A começar com um problema da duração do filme que é mais curto do que se imagina e juntando a isso a muita informação jogada fica até complicado engolir o que acontece o filme todo, principalmente da metade para o final da trama. Uma pena mesmo por que é tão perceptível que um personagem tão rico é meio que estragado. Fora o destino de Deadpool que deu até lastima tremenda.

E por causa desse problema de roteiro, é visível o desperdício de Ryan Reynolds em tela, já que um ator que merece todo o respeito e admiração pelo que foi feito no ano passado, nesse filme você conta a dedo quanto tempo ele tem em tela. Mas a sorte que ele faz a diferença em tela. Tanta que já é um dos próximos projetos da Marvel para ganhar um filme só para ele. E espera-se sucesso para essa adaptação. Lembrando que não é a primeira vez que ele faz um personagem da Marvel, já que ele participou em Blade Trinity, e também manuseava espadas.

Liev Schreiber faz a diferença também nesse filme. A composição do ator para Dente de Sabre consegue ser por muitas vezes ofuscar a estrela principal de Jackman no filme. Desde sua aparição nos créditos iniciais até sua ultima aparição, a insanidade em seus olhos e sua interação com outros personagens é que seja um dos poucos motivos para assistir essa nova aventura da Marvel. Outro também que merece destaque é Danny Houston que faz a versão jovem de Coronel Stryker de X-Men 2, apesar da boa interpretação, não foge do convencional.

Outro ponto negativo e grave é os seus efeitos visuais. Em muitos momentos consegue ser muito falso, que até atrapalha a obra. Apesar de ser um filme de ação constante, por muitas vezes os efeitos visuais parecem mais fracos se for comparado ao primeiro filme e se ainda existir bondade em que ver aquilo, só a seqüência em Marte em Watchmen consegue transformar todo filme do Wolverine em um episódio de Power Rangers. Porém e para salvar a pátria, a luta final (apesar de desigual) consegue ser o melhor momento de ação e direção no filme.

X-Men Origens -Wolverine não chega ser um péssimo filme, porém se for comparado a franquia inteira de X-Men, consegue ser bem mais satisfatório do que O Confronto Final porém muito aquém aos outros dois filmes, principalmente no primeiro. Entretanto, não dá para negar uma coisa, que ele é um filme divertido e que ajuda a passar o tempo ou simplesmente é a síntese do cinema fast food no qual o espectador vai ao cinema e quer ver algo que ajude ele a esquecer um pouco o que acontece ao seu redor e depois de algum tempo, a pessoa esquece o que viu e a vida segue por ai ...

Ficha Tecnica
X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origns Wolverine)
Diretor: Gavin Hood
Elenco: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Houston, Lynn Collins, Will A.Im., Dominic Monagahan, Kevin Durand, Taylor Kitsch, Daniel Henney e Ryan Reynolds como Deadpool
Gênero: Ação
Cotação: 67% - Assistivel

1 de maio de 2009

Diario de Viagem em Buenos Aires Parte II - A chegada / Iniciando as festividades do Ano 4

Uma metrópole no horizonte. Cheguei a Buenos Aires, mas incrivelmente, não pisei em Buenos Aires primeiro. Aqui, a maioria dos vôos sai em Ezeiza, uma província meio distante da capital federa. Quem me recepcionou foi o meu assessor do intercambio, Robson. Também veio com ele sua assistente Priscilla e o meu amigo que me convenceu a estar aqui, Luiz Humberto. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi agradecer a todos por eu estar aqui e após esse momento ir para o locutório, lugar onde você pode ligar para onde quiser, já que é melhor usar isso do que orelhão. Liguei para mainha e não sei como, não consegui expelir tudo que eu queria falar, tive que falar breve para não ficar tão caro a ligação, já que aqui,se ligar fixo para fixo gasta muito pouco. O máximo que conseguir falar foi: mainha, seu filho está na Argentina.

Depois de uma maratona dentro de uma maquina voadora, comecei a tentar dialogar com o povo daqui. É realmente estranho já que eu pensava que falava péssimo, e chego aqui vejo o povo além de falar extremamente rápido, muito baixo e em muitos momentos, incompreensível até para eles mesmos. Pegamos um taxi pelo serviço de aeroporto com um motorista gordo e muito simpático. Durante a viagem, ele me amostrou vários lugares como onde fica o CT da seleção argentina de futebol, povoado de Ezeiza e uma outra província.

Durante essa viagem não conseguir desvincular esse momento da chegada com muitos momentos onde eu estava na BR 232 chegando de Petrolina para Recife e vendo as matas e os concretos que existem por esse caminho. O motorista por incrível que pareça lembrava e muito o meu pai em um sentido curioso, não por aspecto físico, já que painho é bem mais magro do que ele, mas na questão de saber pisar fundo mesmo. Ele ia a 120 km/h como se estivesse a 60 e nada no muito atrapalhava o caminho dele.
Tanto Luiz quanto Robson ficavam perguntando a mim sobre a minha sensação, na hora eu não conseguia falar nada ou falava besteira, por que o que ocorreu para mim foi como se eu colocasse aqueles óculos de Eles Vivem e visse um novo mundo e a percepção estava ainda salivando por novos momentos. A estrada era bem reta e os carros praticamente não paravam, só quando apareceu o primeiro pedágio é que realmente entramos em Buenos Aires.

Contraste de luzes, cores e concreto. Isso é que eu posso dizer inicialmente de Buenos Aires. Após ele entrar várias ruas que eu não conseguir compreender, cheguei na minha primeira estadia, em um albergue na Avenida Belgrano. O estilo arquitetônico lembrou uma seqüência curiosa em 007- Os Diamantes são Eternos quando James Bond vai ao encontro de Tiffany Case, belo que só, apesar de ser um pouco do que eu sou (ou era) acostumado. e depois disso, a ficha caiu. João Paulo, estas tão longe que nem imaginas, você irá viver algo diferente, algo único, iras ver que você se despediu de si quando pisasse na sala de embarque em Recife e que sua essência está em sua casa, protegendo a sua mãe, sua irmã, sua família e seus verdadeiros amigos. Parece que quando olhas no espelho, consegues distinguir quem você foi e o que você é hoje. Como em Fade To Black do Metallica “Ele era eu, mas ele se foi” O que se foi está em um lugar especial, no coração de todos que querem o seu bem.

O momento cinema do texto nem chega ser uma resenha de um filme, mas sim o primeiro passo do especial do mês de aniversário do blog, em rumo ao ano 4 e percebendo que estamos acabando uma década, poderemos discutir ou expor opiniões curiosas de uma década que para o cinema pode ser um dos mais importantes e polêmicos desde anos 80. Mas iniciando esse momento especial, é bom lembrar de fatos desse ano que começou para o cinéfilo, cheio de perguntas e respostas.

É perceptível que a chave esse ano se baseia em uma palavra: simplicidade. Imaginava que iríamos ver isso em filmes simples e ingênuos mas pela grata surpresa, a maioria dessa palavra chave está nos melhores filmes que vi no começo de 2009. A começar pelo topo do ano (e dificilmente de ser batido) O Lutador. O filme tem todos os elementos mais básicos de se fazer um filme, um roteiro adequado, uma direção com pouca movimentação de câmera, linguagem acessível, ou seja, fatores elementares para uma boa película. Entretanto, o que faz dele ser o melhor filme do ano?

Outro filme que também alcança esse top é a dramédia Simplesmente Feliz, que ainda consegue ter características mais pertinentes para contar a rotina de uma professora primaria que exalta riso e felicidade que tenta fazer uma carteira de motorista. a partir desse pressuposto sai outra pergunta, que esses dois filmes, além da simplicidade, serem películas maravilhosas?

Essa resposta está tão evidente que soa comum dizer isso, mas se alguém me contar outra palavra para isso, eu iria agradecer e muito: dedicação de todos para o projeto. O Lutador foi feito com tanto amor e dedicação de seus realizadores que ficamos até atordoados ao final do filme tentando saber ou achar palavras do que viu. A linguagem de Darren (o nome do cara) aplica no filme para o publico é algo que poucos conseguem transgredir como ele conseguiu. A direção dele faz com que o espectador seja uma pessoa que está ao lado do personagem, que interage com ele, que sinta todos os momentos. E ainda com atuações soberbas de Mickey Rourke e Marisa Tomei (JIZUZZZ) não fica muito difícil dizer que esse filme é apenas ótimo para baixo, mas sim uma obra prima contemporânea que vai ser dificilmente esquecida para quem viu e está com lugar garantido no Top da década.

Em Simplesmente Feliz, o negocio é mais interessante. O roteiro de Mike Leigh tem uma falsa proposta de fazer o espectador seguir uma rotina dessa professora de primário, mas sim fazer um debate e uma reflexão sobre a dificuldade de felicidade que acontece nos últimos anos. Parece que a sociedade está perdendo essa noção de uma sensação boa e que quando nos deparamos com uma pessoa como essa, a irritabilidade visível e transparente, mas será que somos nós que estamos vivendo assim? Com essa infelicidade em nossos peitos ao ponto de brigar com o outro por causa dessa felicidade inquestionável. Apoiado com uma trilha deliciosa, uma atuação digna de Oscar mas infelizmente esquecida de Sally Hawkins e uma direção segura e precisa, faz com que esse filme seja também um dos melhores que já vi esse ano.

É possível acreditar que muitas vezes pode ser deixado de lado a questão da megalomania cinematográfica e fazer projetos que não tem apenas o pé no chão, mas sim a entrega dos envolvidos a obra, tomando como exemplo, a renuncia de beleza de Michelle Williams para fazer Wendy & Lucy e com isso incorporar sua melhor interpretação e o seu devido respeito como atriz. Outro exemplo também a se tomar é da animação francesa Fear(s) of The Dark que tem como sua principal característica a dedicação dos diretores as suas histórias que envolvem como ponto de partida, o sentimento do medo.

Depois tem mais relatos de viagem e mais relatos cinematográficos e com um assunto extremamente polemico. Abraços a Todos!