26 de abril de 2009

Diario de Viagem em Buenos Aires - 1° Parte

Nunca imaginaria que At The Drive In fosse importante nesse momento. Entrando no avião e esperando o vôo partir e veio o momento tenebroso, a velocidade do avião me empurrando pro mais profundo da cadeira e aquele solavanco de montanha russa assustadora e mais assustador ainda foi ver a minha antiga cidade se tornar algo que só via no jogo Sim City: pequenos blocos de concreto. O avião subia cada vez mais rasgando o mar de nuvens e depois de um frenetico One Armed Scissor, pude ficar em paz. Enquanto ouvia a suave melodia de Until it Sleeps, via um povo estranho em meu vôo. Um jovem que ficava jogando PSP e vendo Smallville em um notebook, um casal de senhores lendo um livro nada empolgados com a situação.

Posso dizer em algo e bom som, viajar de avião é uma merda. Nunca pensei em toda a minha vida de viajante de onibus que viajar de aivão fosse tão cabuloso. Não é confortavel e nada empolgante. Fora as manobras bizarras que os aviões dão que se olhar para a janela parece que o coração fosse pela boca e voltasse. Também conferi o aeroporto de Guarulhos e fiquei admirado o quanto é grande ... e caro. Tomei uma cerveja Quilmes e umas batatas fritas que praticamente custaram os olhos da cara. Também ficar esperando no aereoporto fazendo nada ... fica dificil não querer arrancar os olhos. Ainda bem que antes da viagem começei a ler o livro Gomorra, que ganhou posteriormente o filme, que ainda não assisti.

O segundo vôo foi quase mais bem sucedido quanto o outro. Durante a espera conheci uma moça chamada Fabiola e seu filho. Eles esperavam ansiosamente para ir a Buenos Aires de encontro com o marido dela. Ficamos conversando sobre várias coisas, de como esperar do avião, medos e alegrias em ler um bom livro. Quando chegamos dentro do avião descobri que ela iria se sentar bem longe de mim e ficaria muito dificil manter um bom papo. Fiquei o resto do vôo fazendo uma coisa ... dormindo. O sono chegou no momento exato e só poucos metros daqui descobri que a Fabi estava sozinha e com o filho a tira colo. Cena tão bonita quanto é a visão de cima de Buenos Aires. Isso é apenas o começo da minha aventura. De um cara qur nunca saiu para lugar nenhum para um lugar que ele sabe que seras alguem, e não um ninguem quanto muitos acreditavam.

E sim, filme conferido atualmente foi The Midnight Meat Train, novo filme de horror que sofreu terriveis atrasos pela Lionsgate e que só chegou em dvd infelizmente no Brasil. O filme conta a história de um fotográfo que busca o reconhecimento tentando retratar o coração da cidade e que se esbarra com uma lenda urbana onde pessoas desaparecem no trem da madrugada. O elenco é encabeçado por Bradley Cooper (Sim Senhor), Leslie Bibb (Ricky Bobby e Iron Man) e Vinne Jones (Snatch, X-Men III) e a direção do filme ficou encargo do japonês Ryuhei Kitamura (Versus). Pois bem, o conto de Clive Barker é mediano para fraco, apesar de muitos considerarem o conto mais assutador desde Hellraiser mas o que foi o direfencial para esse filme foi o seu conjunto. Ryuhei Kitamura soube bem usar a violencia e a computação gráfica em seu favor e consegue criar sequencias interessantes e curiosas, dando destaque ao embate final no trem onde a câmera faz um giro de 360 graus para captar de uma maneira curiosa a luta. Também a incorporação que Vinne Jones faz para o indestrutivel assassino é de encher os olhos para quem gosta de filme de horror, um verdadeiro ponto positivo.

The Midnight Meat Train consegue ser uma pequena joia rara do horror atual que naufraga em uma crise onde está longe de ter um fim. Violento na medida certa, um filme que não subestima a mentalidade de quem assiste e principalmente o reforço do sistema feijão com arroz no qual, é melhor contar bem uma história comum do que inventar situações mirabolantes para chegar no final ser mais do mesmo. Tá ai ... gostei dele! Espero que gostem dessa nova sessão e que não se preocupem, em maio terá a primeira parcial dos melhores e piores do ano, e claro aquela revisada nada convencional do que foi esse ano.

Cotação do filme - 75% - Indispensável

Um grande abraço!

14 de abril de 2009

Sim Senhor

Para muitos filmes, a chave para conquistar o seu publico não está somente em criar momentos especiais ou hilários, ou momentos tristes. A chave para essa conquista está atrelada a mensagem passada por ele, ou em palavras grosseiras e simples, a (in) (a) moralidade. Posso citar um exemplo recente de um filme que se apóia nessa base e pode se dizer que se deu bem, mas com muitos pontos que poderiam ter feito a película ser melhor.

Sim Senhor, novo filme de Jim Carrey se encaixa nesse paradigma de moralidade. O filme conta a história de Carl Allen, um banqueiro frustrado com a vida que ganhou uma nova oportunidade aceitando uma filosofia de auto-ajuda que apenas se baseia em dizer sim para tudo e todos. E nessa nova empreitada, rumos inesperados surgem, principalmente quando ele encontra Allison, uma moça ideal.

No filme, vimos por que Jim Carrey é um ator extremamente versátil, já que tanto no drama e na comédia, ele consegue criar personagens interessantes e nesse filme não é diferente. Carl Allen pode ser contido porém consegue ser genial em momentos chaves da trama, essencialmente na parte dramática. Também se vê uma atuação correta de Zooey Deschanel, atriz na qual é perceptível que ela é bem melhor fazendo filme de comedia do que nos dramas, afinal, dando o papel certo a ela, tudo beleza.

O maior problema não está na moralidade, mas sim de como ela é transmitida. O roteiro de Nicolas Stoller é bem construído no inicio e durante a conversão de Allen ao positivismo porém o ritmo perde o rumo e nos momentos finais, se torna uma construção de alicerces para o moralismo explicito da trama, não que seja ruim, mas do modo que foi construído, parece uma tentativa frustrada de emocionar o publico.

Apesar de ser muito menos mirabolante do que O Mentiroso e Todo Poderoso, Sim Senhor soa mais como uma oportunidade de ver um mestre da comédia em ação do que o projeto em si. Um roteiro batido, uma direção preguiçosa e atuações mais do mesmo. Sim, é um filme que pode frustrar um pouco. Mas em nenhum momento pode se dizer que é um filme fraco, apenas mais um filme que aparece nas nossas vidas em um domingo vazio quando não se tem nada para fazer, mas se aparecer alguém para convidar para fazer uma outra coisa ... é só dizer sim.

Ficha Tecnica
Sim Senhor (Yes Man)
Diretor: Peyton Reed
Elenco: Jim Carrey, Zooey Deschanel, Bradley Cooper, John Micheal Higgins, Fionnula Flanagan, Molly Sims e Terrence Stamp
Gênero: Comédia/Romance
Cotação: 65% - Filme Assistivel

6 de abril de 2009

Postagem Dupla - Presságio - Monstros vs Aliens

Desculpem a demora, não estou em casa para escrever as minhas resenhas, mas sim na Argentina fazendo faculdade. Por isso que não estava atualizando com tanta freqüência mas não pensem que esqueci daqui, só apenas irei atualizar semanalmente. E sim, chegando aqui na terra dos hermanos, já fui para os cinemas daqui e vi duas estréias da semana que podem se dizer, um bom começo.

O primeiro filme conferido aqui foi Presságio, novo filme de Nicolas Cage e do diretor Alex Proyas. O filme tem um enredo que inicialmente pode se dizer que é a história de um professor da MIT que achou uma carta escrita por uma criança há 50 anos atrás que contem vários números que combinados resultam em desastres. Pois bem, temos a oportunidade de ver no cinema mais um tema da numerologia no cinema (o ultimo foi The Nines), porém diferente comparado ao anterior.


O roteiro do filme peca em criar momentos alternativos assim criando uma trama sobrenatural que dá uma anunciação para o final, que é uma pena, porém no final, esquecemos parcialmente esse momento interessantíssimo. E depois de muito tempo, Nicolas Cage entrega um filme bom, apesar de continuar a técnica de atuação das mil faces, ele não consegue comprometer o filme, e graças a uma boa trilha de Marco Beltrami e a direção de Alex Proyas, o espectador é convidado a ver um filme divertido sobre momentos ruins que geram reflexões profundas.

Outro filme foi a animação da Dreamworks Monstros vs Aliens. O filme é uma descarada declaração de amor aos filmes de ficção cientificas dos anos 40/50/60. a história começa quando uma nave desconhecida chega a terra e o governo é convencido por um general meio louco para ao invés de usar armamento nuclear, usar monstros com poderes curiosos.

O ruim desse filme é que em muitos momentos aposta e muito na questão 3D e consegue ser bem sucedido em partes, já que as seqüencias de ação são de encher os olhos. Com essa tecnologia esconde um roteiro taxativo cheio de lições de moral. Destaque também fica com o elenco de dubladores, repletos de comediantes de grosso calibre porém o cool do filme está na dublagem impagável de Seth Rogen, além de ser um personagem que já nasceu carismático como Po, ele faz mometos engraçadíssimos que é impossível não rachar o bico. Um filme divertido, porém para quem fez Kung Fu Panda, chega ser um pouco decepcionante, mas se é pra rir e se divertir ... ele cumpre o seu dever.

Até mais povo!

Ficha Tecnicas

Presságio (knowing)
Diretor: Alex Proyas
Elenco: Nicolas Cage, Rose Bryne e Chander Canterberry
Gênero: Suspense/Drama/Ficção
Cotação: 65% - Assistivel














Monstros vs Aliens (Monsters vs Aliens)
Diretores: Rob Letterman e Conrad Vernon
Com as Vozes de: Reene Witherspoon, Seth Rogen, Will Arnett, Doug Laurie, Kiefer Sutherland, Rainn Wilson, Stephen Colbert, Paul Rudd, Amy Poelher e Reéne Zellweger
Gênero: Infantil/Ação/Ficção
Cotação: 70% - Assistivel