30 de dezembro de 2008

2009

Povo ... um post rápido dizendo que a partir do dia 9 de janeiro, o blog voltará a suas atividades incluindo nos primeiros posts os piores de 2008, a estreia de um espaço para videoclipes no qual consegue tocar de um jeito como o cinema e resenhas de Simplesmente Feliz e de Pagando Bem, Que Mal Tem?, filme qual já largou na frente em 2009 podendo ser uma grata surpresa ...

Feliz 2009 a todos e Felicidades!

23 de dezembro de 2008

Thank you ... Thank you very much!







































































Good Bye 2008 e Feliz Natal e Ano Novo Para Todos ...
E o cinema é isso ai ... um misto de alegrias e sensações onde não tem uma palavra concreta para esse termo ...

19 de dezembro de 2008

The End of 2008 - Os 60 a 45%

Quando começarem a ler esse texto, imaginem de cara uma enorme montanha, no qual, reza-se a lenda que existe algo incrível nesse topo mas para sentir essa coisa, terá que subir sem nenhum aparato, mas sim com as mãos nuas. Quando chega o dia esperado, a sua pessoa sobe a árdua montanha, no caminho mais tempestuoso possível e depois de tudo isso, consegues chegar ao topo, porém quando você tem a grande oportunidade de ver o que é isso que fascina a todos é tão falho que se torna até indescritível o que você passou para chegar até lá.


Imagine isso no campo do cinema. Pois bem, esse ano também teve suas decepções, algumas até questionada por muitos fazendo a grande pergunta: Por quê? Também nesse meio aparecem aqueles filmes que se pensava que seria uma bomba colossal, porém já sabendo que não iria ser esses balaios de gato todo, consegue pelo menos, ser assistível.


Muitas vezes a culpa é nossa. Sim, nós, como toda a humanidade, somos levados à magia que poderemos sentir ao ver tal filme, mas quando somos emaranhados a sua trama, muitas vezes sentimos um vazio, a falta ou abundancia de momentos que não condiz com o que é visto em tela. Que esse ano sirva de lição não só para mim, mas também para você leitor, no qual que devemos ter mais cuidado em tais filmes e saber esperar, por que o sentimento de espera é como uma ponte de madeira, que muito peso pode se desfarelar e sua queda ser mais assustadora do que nunca.


Cotação dos Filmes nessa faixa:


WALL•E – 60%

Desejo e Reparação – 60%

Sweeney Todd – 57%

O Nevoeiro – 55%

CJ7 – 55%

O Orfanato – 47%

Agente 86 – 45%










Também nesse balaio de nota estão àqueles filmes no quais a desconfiança batia no teto, e o alerta de bomba foi ligado a todo instante. Para nesses casos é só pensar que o pior já passou e muitas vezes, consegue ser aturável e tranqüilo, alias, bem mais tranqüilo do que imagina ser.


Cotação de Filmes nessa faixa:


Carga Explosiva 3 – 59%

Fim dos Tempos – 58%

Corrida Mortal – 55%

O Reino Proibido – 55%

A Casa das Coelhinhas – 53%

Ponto de Vista – 51%

Jogos Mortais V – 50%

Jogos de Amor em Las Vegas – 48%

Strange Wilderness, Programa Animal – 45%


Sobre os piores do ano... É melhor deixar para o ano que vem por que lembrar de coisa ruim atrapalha a mentalidade, e não se preocupem que no próximo post, que provavelmente será o ultimo do ano (isso se não aparecer um outro filme que mereça ser comentado). Daqui até lá... Um grande abraço a todos


14 de dezembro de 2008

The End of 2008 - Os 80 a 60

Na segunda parte do fim de 2008, inicia-se falando que muitos filmes ficaram nessa faixa de 80 a 60%, assim provando que 2008 conseguiu ser mais bem aproveitado do que se imagina. Prova que mesmo após a tempestade que foi a greve dos roteiristas no ano passado, eles olharam a questão da qualidade e quem se saiu vitorioso nesse quesito fomos nós, o publico em geral. Também nessa parte podemos citar nesse seleto grupo fatos legais.

Iniciando essa parte, o espectador pode dizer, milagres existem! Em 2008 surgiram filmes que entregam ótimas atuações de atores que digamos assim, acreditávamos que não eram atores. Já começamos com o belíssimo exemplar de Jennifer Garner em Juno, a personagem Vanessa é praticamente a virada de mesa para a atriz que entrega uma atuação sensível e proporciona momentos sinceros, cena destaque é com certeza quando ela coloca a cabeça na barriga de Juno para sentir o bebê. Outro que também entrega uma atuação impressionante é Seann William Scott. Em Southland Tales, um dos projetos mais audaciosos desse ano, o limitado ator de American Pie entrega a melhor atuação da carreira em um papel duplo e difícil, após disso, ele consegue entregar uma atuação mais madura em A Promoção.

Outro ator que também entregou ótimas atuações foi Ryan Reynolds, que em um ano inspirado conseguiu fazer um filme desafiador de uma incrível atuação (The Nines) e duas comedias com bom suporte assim entregando o que ele tem de melhor, o carisma, mas só em The Nines é que ele conseguiu muito bem explorar a sua carga dramática em um filme que consegue ainda dividir opiniões por não conseguir ter uma definição exata da dimensão da obra, pelo menos ficamos felizes por ser melhor do que Numero 23.

Mas o milagre mor com certeza está resido em Colin Farrell. Depois do pavoroso e duvidoso Alexandre, o ator está selecionando seus papeis e o primeiro passo dessa mudança fica com O Sonho de Cassandra. Além do filme ter arrepiado a minha espinha com uma história envolvente que não deixa devendo nada as tragédias gregas do passado, a atuação de Farrell é um espetáculo inigualável, impressionante que ele tenha sido esnobado, uma pena mesmo. Após esse filme ele está em In Brugess (me recuso em dizer o nome nacional) e no inédito Força Policial. Bons ares para quem provou algo oculto.

Cotação dos Filmes Relacionados:

O Sonho de Cassandra – 84%
Juno – 84%
Southland Tales – 80%
The Nines – 80%
Teoria do Caos – 65%
A Promoção – 65%





O segundo fato a ser tratado é com certeza a boa fase das HQ. Tivermos ao longo do ano adaptações de quadrinhos de tirar o fôlego, principalmente por fatores fundamentais como a ultima articulação da Marvel para reconquistar a credibilidade do publico e a volta do Batman trazendo consigo a ultima e derradeira atuação de uma promessa do cinema Heath Ledger.

Esse ano, a Marvel após a queda abissal de Homem Aranha III, as ultimas fichas foram voltadas para um herói querido da casa e o retorno do monstrengo verde sobre nova direção. E as apostas deram certo. Iron Man é um sucesso de critica e bilheteria e isso é meramente justificável. Um filme ágil, divertido e principalmente em ter Robert Downey Jr. encarnando com primor que poucos conseguem colocar em um personagem. Um filme que vai se tornar queridinho daqui em diante. Em O Incrível Hulk, praticamente se vê um outro filme comparado ao longa passado. Com Edward Norton sendo o gigante esmeralda, o novo longa tem mais ação, mais diversão e mesmo com algumas besteiras, conseguiu mesclar a necessidade de puxar o seriado e a essência da HQ. Ponto pra a Marvel.

O novo Batman com certeza consegue estar vivo na mente de quem viu no cinema. Ter visto na tela grande uma grande interpretação de Heath Ledger foi algo praticamente arrepiante. Mas o filme não fica para trás, emocionante, quase beirando ao épico, o novo longa do homem morcego será lembrado por muitos e por todos não só pelo fato de qualidade técnica em elenco, mas de estabelecer uma visão realista de um homem assim como nós, cheio de falhas e acertos.

Não pode se esquecer da adaptação de O Procurado aos cinemas. Apesar de fugir muito do tema original dos quadrinhos, o filme consegue atingir em cheio no seu principal objetivo, que se baseia em criar uma formula de fazer um filme de ação que alinhado as peças certas, o resultado é positivo ou não. E no filme, a equação tem o seu resultado muito além do positivo e agradável.

Cotação dos Filmes Relacionados:

Batman, O Cavaleiro das Trevas – 89%
Homem de Ferro – 78%
O Incrível Hulk – 70%
O Procurado – 68%



Um gênero que teve um destaque incrível esse ano com certeza foi a comedia. Em 2008, o gênero ganhou voz e vez com grandes nomes do humor atual, e para quem pensa que é Adam Sandler ou Eddie Murphy estão redondamente enganados. Novos ares estão renovando dentro do gênero que estava pedindo praticamente socorro.

Seth Rogen, Bill Hader, Jason Segel, Jonah Hill, Paul Rudd, Judd Apatow e entre outros são agora a bola da vez no humor atual. Os méritos vem de acordo com o tempo e não são poucos. O longa Ressaca de Amor, produzido por Judd Apatow, o midas do humor, foi indicado para o globo de ouro na categoria de Melhor Atriz de Comédia para Kristen Bell; Ainda o filme Segurando as Pontas, com Seth Rogen e James Franco, também foi indicado a Melhor Ator de Comedia para James Franco, mesmo tendo um páreo duro ao seu lado.

Claro que não ficamos livres de comedias podres e ridículas que aparecem por ai, mas ficamos aliviados por existir comedias que sabiam fazer a gente rir com histórias aparentemente banais, mas com um olhar sensível e curioso, mesmo contando uma história sobre um fora triste ou de dois quase irmãos que não se suportam ou sobre qualquer tema de amizade misturados com sensibilidade e escracho.

Cotação dos Filmes Relacionados:

Quase Irmãos – 86%
Ressaca de Amor, Esquecendo Sarah Marshall – 85%
A Vida é Dura – 75%
Pineapple Express, Segurando as Pontas – 71%
Drillbit Taylor – 62%





E alguns filmes que estão dentro da lista

Persépolis – 85% (Mas em meu coração é 100%)
Sob a Mesma Lua – 85%
Um Beijo Roubado – 82%
Kung Fu Panda – 80%
Be Kind Rewind – 80%
Henry Poole is Here – 80%
Os Estranhos – 79%
Cloverfield – 78%
As Crônicas de Spiderwick – 77%
Efeito Dominó – 77%
Queime Depois de Ler - 83% (Nota Definitiva)
Entrevista – 75%
Senhores do Crime – 72%
Hot Rod, Loucos Sobre Rodas – 71%
Reflexos da Inocência – 68%
O Traidor – 68%
Ladrão Que Rouba a Ladrão – 65%
Terminando o Jogo – A Busca Pelo Novo Bruce Lee – 65%
Os Fragmentos da Tracey – 64%
Busca Implacável – 60%


Na próxima tem os 60 a 45% - a linha tênue do ano.
Abraços a todos!

7 de dezembro de 2008

The End Of 2008 - Primeira Parte: Os 90%

O ano acaba em poucos dias. Praticamente 2008 vão deixar sensações diferentes para o espectador. Sensações de alegrias como em ver grandes heróis retornando a tela, atores provando o seus talentos quando todos pensavam que iriam naufragar no ridículo, e principalmente filmes maravilhosos que enriqueceram nossas mentes trazendo momentos inócuos.


Mas também não foi tão alegre com fatos taxados como todo ano como a perca de entes queridos tanto em nossas vidas e no cinema, mas nesse ano guardou percas lastimáveis como de Paul Newman, Heath Ledger e entre outros. Veio também na bagagem filmes extremamente horríveis e junto com ele questionamentos característicos como “por que ele fez esse filme?” ou “Qual foi o ponto onde ele deveria parar de pagar mico?”.

Considerem esse texto como o começo do fim de um ano dúbio. Inicialmente vou postar logo praticamente os filmes que conseguiram ultrapassar a barreira dos 90% durante o ano inteiro e fazer um comentário seguinte sobre os filmes escolhidos. E se pensarem que está cedo, muitos filmes que estão fazendo o buzz, praticamente chegarão no ano que vem. Pena não. Vamos a lista.




Filmes:

The Fall - 93%

Onde os Fracos Não Tem Vez – 93%

Sangue Negro - 92%

Ensaio Sobre a Ce

gueira - 92%

Son of Rambow – 91%

Quantum of Solace – 90%




Considerações


Pode se dizer um ano lucrativo, por que muitos conseguiram ficar na faixa de 80% mas esses fizeram a diferença e conseguiram está no grupo seleto dos 90%. Sei que muitos irão questionar a presença de Quantum of Solace ou a ausência de Batman – O Cavaleiro das Trevas, mas calma, que um outro texto comemorativo de final de ano, ele terá presença confirmada.




Além disso, um fato que merece ser comentado aqui nessa primeira parte do final do ano é com certeza o desprezo das distribuidoras nacionais. Praticamente será mais um debate sem fim. A começar com alguns atrasos relativos para alguns filmes desde dia do seu lançamento; outros que dizem que tem distribuidora, mas chegar que é bom nada e o ultimo grupo onde não tem possibilidade remota de chegar.



Chega ser uma lamentável perca para nós cinéfilos deixar de saborear em tela grande belíssimas obras e ser forçado a ver em todos os cinemas filmes de baixo calão fast food, e ainda somos errados por dizer que tais filmes são ruins. (é doloroso ouvir gente que prefere filmes tipo As Branquelas do que os longas de Judd Apatow). Claro que fica a esperança de ver The Fall no cinema ou pelo menos ver Sherrybaby (grande filme) e Half Nelson.








Daqui a alguns dias tem mais... Tchau povo!

3 de dezembro de 2008

2010 - O Ano Em Que Faremos Contato

Explicar o inexplicável. Essa frase pode resumir o sentimento que está rondando não só apenas o espectador comum, mas também o maior dos cinéfilos. Muitos vêem a ansiedade em saber por que tal roteiro segue tal rumo ou por que tal filme termina de um jeito tão abrupto? Pode-se usar qualquer filme explicar tais fatos, mas nesse objeto de estudo, será debatido uma das continuações mais emblemáticas ou talvez a mais desnecessária da história do cinema: 2010 – O Ano Em Que Faremos Contato.


Nove anos se passaram desde incidente da nave Discovery no qual resultou o descontrole do sistema funcional da nave, o HAL 9000 e o desaparecimento do seu comandante David Bowman. Agora, o Dr. Heywood Floyd tem uma oportunidade de saber o que houve, por intermédio dos russos os quais, descobriram um sinal desconhecido perto da localidade do Discovery, mas precisam dos americanos para descobrir o que realmente aconteceu, incluindo a re-ligação de HAL 9000 e a grande pergunta de todas, o que é realmente o monólito.


Apenas ressaltando como dado de curiosidade. Stanley Kubrick que não gostou da possibilidade de uma continuação de um filme onde muitos consideram perfeito, 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Nisso, Kubrick mandou apenas destruir muito dos sets originais de 2001 principalmente um dos cenários mais incríveis do cinema que é a nave Discovery.


Antes de iniciar, tem que aplaudir a infinita coragem do cineasta mediano Peter Hyams por não ter apenas dirigido, mas também por ter adaptado ao cinema o livro 2010 de Arhtur C. Clarke e de ter sido o diretor de fotografia. A questão técnica do filme é padrão para o gênero no inicio dos anos 80, no qual é bem feita em muitos aspectos visuais. E também aproveitou a levada dos anos 80 que tem de bagagem, as cine – series Star Wars, Aliens e os cults Blade Runner e O Enigma do Outro Mundo.


O roteiro reside problemas mesmo tendo profundidade da coletividade humana através da coexistência entre povos, raças e credos. Entre seus problemas está em criar uma “resposta oficial” do por que do mau funcionamento de HAL 9000 e essa resposta praticamente quebra toda a magia do filme anterior. Outro fator é a falta de tato filosófico nessa continuação, no qual, o filme funciona como um filme de ficção comum que quer achar uma resposta do fato e não quer algum debate para propor entre o seu publico sobre o que foi visto em tela.


Acredita-se que a intenção de 2010 seja de não apenas ser uma boa sessão sci-fi dos anos 80, mas sim responder aos inúmeros questionamentos. Entretanto o que se viu foram respostas extremamente abaixo do esperado que resulta o total desprezo dos fãs de 2001 que preferiram alimentar na mente deles cada sensação que o filme de Kubrick deixou na mente de muitos cinéfilos.


2010 pode ser uma peça fundamental para a compreensão do fator que ultimamente sofre a escassez e cai no esquecimento: a falta de subjetividade. 2001 carrega impregnado em cada minuto a força da criação da idéia do observador, nesse caso o espectador, seja aflorado. Se perguntar para cada fã de 2001 irá ouvir duas respostas: 1- Um dos melhores filmes já feitos da história do cinema; 2- Uma visão pessoal de cada fato do filme. O cinema atual vive nessa fase de pseudosubjetividade, no qual, quando pensamos que teríamos a possibilidade de querer criar uma idéia para o fato sobre o filme, vem muitas vezes o próprio filme roubar a capacidade subjetiva como um ladrão que rouba um doce de uma criança. Por isso que o espectador funciona como a ciência, que busca a qualquer custo a resposta exata dos fatos, mesmo não atendendo a lógica da compreensão.


Hoje, se deparamos com algo extraordinário, além da nossa capacidade sensorial mental, é por que chegamos ao ponto de não querer uma resposta, mas sim de compreender o fato. O espectador corresponde a frase de 2010: Temos tantas perguntas no qual sinto que as respostas são maiores do que as perguntas. Agora resta a nós mesmo se aceitaremos a resposta ou não.


Ficha Tecnica

2010 - O Ano Em Que Faremos Contato (2010)

Diretor: Peter Hyams

Elenco: Roy Schnider, John Litigow, Helen Mirren, Keir Dullea e Dougulas Rain como HAL 9000.

Gênero: Ficção Cientifica

Cotação - 63% - Filme Assistivel