28 de setembro de 2008

Desabafo

Qual foi a pior crise que vocês já passaram? Passo ultimamente por algo que não desejo a ninguém. Muitas vezes acordo pensando que o pesadelo ainda não acabou. Nos últimos meses estou passando por uma crise lastimável e grave. Tão grave no qual não consigo me reconhecer no espelho e alguns que convivem comigo pessoalmente dizem que estou mudado.

No dia 26 de junho desse ano, estava a noite fazendo prova final na faculdade. A respectiva matéria de Direito Constitucional no período das 19 horas até 19:30, após esse horário, fiquei esperando a minha coordenadora para pelo menos revisar a prova de Teoria Geral do Processo, na tentativa de salvar a minha nota. Após isso, fiquei na faculdade vendo a Aula da Saudade e pelas nove horas eu tive que esperar uma condução já que estava ocorrendo uma greve de ônibus na região. Após isso, fui para casa, fiquei no pc e fui dormir em seguida.

Nesse mesmo horário, um individuo (para não dizer, um filho da puta) apareceu em uma locadora onde pego filmes desde 2005 e no horário das 19:45 alugou 4 lançamentos e furtou a locadora. O filho da puta rubricou a minha assinatura baseado numa nota fiscal no qual estava devendo a locadora. Pois bem, dias depois quando estava indo para Petrolina, o dono da locadora loca para mim no momento da viagem cobrando os filmes, e foi isso praticamente o mês todo, assim forçando a minha pessoa mudar de chip para não ter preocupações.

Desde dia da viagem até agora não consigo dormir em paz. Ele ficou ligando para minha casa cobrando os filmes e esperei minha mãe chegar de viagem para ir a locadora. Porém o pesadelo ganhou um capitulo triste e doloroso. Felizmente não gosto de brigar, mas nesse dia, parecia que os minutos pareciam longas horas. O dono da locadora realmente crendo que minha pessoa locou os filmes conversou com mainha e ela chorou copiosamente de tanta dor e desgosto começando a acreditar no fato, e já no dia seguinte ela disse com as palavras mais duras do mundo: “Eu não acredito mais em você, João Paulo”.

Foi praticamente a gota d’água. Até hoje aquelas palavras rasgam o meu ouvido como se fosse um acido corroendo o aço. Ela me puniu gravemente fazendo me privando da única coisa que vale a pena para mim: ir ao cinema. Até o presente momento, não sei mais entrar numa sala de cinema. E ainda não posso pisar em locadoras. Até minha irmã que não tem nada haver se tornou vitima.

Os filmes que foram furtados são: O Orfanato de J.A. Bayona; Elizabeth: A Era de Ouro de Shekear Kapur; Atos Que Desafiam A Morte de Gillian Armistrong; e A Lenda do Tesouro Perdido II, O Livro dos Segredos de Jon Turteltaub. Dois filmes dessa lista já foram vistos e os dois eu não gostei e após esse incidente é que realmente não quero saber desses dois filmes e os não conferidos é que não irei ver mesmo.

E mesmo com os documentos nas mãos provando que estava na faculdade (nisso estão incluídos a xérox da ata e da prova) tanto a minha mãe quanto meu pai ficam ainda desconfiados acreditando que eu fui para a locadora, emprestei os filmes e o rapaz que pegou emprestado deu fim. Além disso, as cobranças do dono ultrapassaram até certo ponto de ele aparecer na frente do apartamento de onde moro para cobrar a xérox dos documentos.

Mas vejam que pontos curiosos. O primeiro ponto a ser discutido é quem estava no momento do crime. Quem estava na locadora não era nem o dono e nem a dona, mas sim um funcionário que eu nem conheço e que nunca viu a minha cara. Segundo ponto, sempre locava diretamente com o dono da locadora e não ficava preocupado em fazer uma assinatura, já que ele sabe que estou na frente dele. E outro ponto. Como a minha pessoa iria tirar meia hora da minha faculdade até a locadora se tinha a maldita greve de ônibus da região? Outro fato também no qual existe uma câmera de vigilância, mas que no dia, não funcionou.

Também aconteceram vários problemas graves durante esse interlúdio mas que nada consegue ser tão nefasto quanto esse. Muitas vezes me sinto culpado por não ir mais ao cinema e ficar refém de meios escusos a contra gosto, mas pelo menos tento unir o útil ao agradável. Mas mesmo assim, a saudade da sala de cinema bate cada vez mais alto. Dias sem dormir direito, tonturas, impotência e outras coisas mais. Não sou mais o mesmo. Até para escrever as coisas não estão bem.

Essas semanas que virão serão decisivas na minha vida, no qual irei abrir um processo criminal e judicial contra a locadora por constrangimento e outros crimes previstos em lei. Faltam apenas pequenos detalhes, mas o principal está pronto, uma alma amargurada lutando não só apenas pela justiça, mas para recuperar dois meses perdidos pela descrença fraternal; a vontade de olhar no espelho e não ver um estranho; e esquecer esse triste fato desse ano que descarrilou momentos piores.

Desculpem, precisava desabafar... Abraços a todos.

27 de setembro de 2008

Postagem Dupla: O Reino Proibido e Righteous Kill - As Duas Faces da Lei

O cinema sempre criou de acordo com os anos que passam um pensamento maravilhoso com um basamento: Imaginar juntar dois grandes astros do cinema reunidos em um único filme. Em 2008 consegui realizar em nossas imaginações em realidades. A duvida fica no que se diz a respeito se os nossos sonhos se tornarão realidade ou iremos amargar horríveis pesadelos.


O primeiro encontro citado é entre os dois gigantes do cinema de ação: Jackie Chan e Jet Li. O Reino Proibido tinha um ótimo potencial. É uma mescla de fantasia e filosofia chinesa no qual conta a história de um adolescente fã de artes marciais que é tele transportado para um reino místico onde terá ajuda de um experiente lutador e um monge do silencio contra um terrível tirano.


Poxa, se passa na China, que legal não? Mas vamos lembrar que é uma produção americana, que o principal é americano (sim, Micheal Angarano) e tinha que colocar uma história bem soft, mas por surpresa, o roteiro de John Fusco consegue retratar as filosofias orientais, mas o problema é que um pouquinho de densidade seria bom, mas não foi visto, fora as facilidades que a trama tem que deixa o espectador meio assim. Também adianta cobrar isso se quem está por trás do batente é o diretor infantil Rob Minkoff, fica muito complicado.


Mas você acha que os fãs querem saber disso? Realmente o povo pensou nisso? Claro que não, queriam ver os dois maiores astros de ação na base do cacete! E em uma luta espetacular, o fã consegue ser saciado por uma luta onde envolve o encanto oriental, movimentos precisos e suaves. Fora isso, as atuações dos dois grandes astros são quase idênticas aos seus filmes anteriores... E posteriores.


O Reino Proibido tinha tudo para se tornar um filme inesquecível para os fãs, mas na realidade o filme apenas é uma fita comum de ação que tem todo o potencial para ser um clássico da Sessão da Tarde. Em muitos momentos a fita se torna esquecível e lento. Se todo o conjunto da obra fosse uma bomba lastimável, ainda bem que isso ele não é, a luta entre seus protagonistas ainda consegue fazer vibrar os seus fãs, e foi somente isso que eles buscaram nesse longa.


E após uma década e pouca, o segundo encontro dos dois monstros do cinema foi concretizado. Robert De Niro e Al Pacino voltam a contracenar no policial Righteous Kill – As Duas Faces da lei. A história fala de dois policiais veteranos de Nova York que estão à caça de um serial killer. Mas com esses dois monstros juntos novamente, poderia ser mais um novo clássico do cinema, porém lembrando aquela velha aula de gramática no qual, poder é uma condicional...


É o segundo encontro dos dois monstros do cinema, o primeiro foi Fogo Contra Fogo de 1995 e ainda poderia citar O Poderoso Chefão Part II, em compensação, os dois não se interagem em tela assim descartando o filme em questão. Vamos ver naquela época, o diretor era Micheal Mann e o elenco só tinha estrelas de peso. Em As Duas Faces da Lei, quem comanda o espetáculo é Jon Avnet, responsável por um dos piores filmes de Al Pacino, 88 Minutos; A produtora do filme é a “incrível” Millenium Films que a cada ano que se passa entrega perolas como os filmes decadentes de Van Damme, Steven Segal, Wesley Snipes, Cuba Gooding,Jr e ainda faz o pior atentado do cinema, O Sacrifício com Nicolas Cage. Ainda dá para esperar algo?


O roteiro do filme é daqueles que você já viu em trocentos Supercines da vida porém ainda você assiste até o final só para constatar uma triste realidade: “PORRA ESSE FILME ERA MUITO OBVIO!” e pensar que é do mesmo roteirista do suspense O Plano Perfeito de Spike Lee. A direção de Jon Avnet é inexplicavelmente fraca, uma direção confusa e juntando com o péssimo trabalho do elenco de apoio e a trilha sonora pseudo-tensa, o conjunto foi um desastre.


Eu fui ver esse filme sem expectativa nenhuma, já que as peças que esse filme carregava já eram dignas de desconfiança extrema, mas para os fãs de cinema o reconforto era ver os dois monstros de volta. Claro que eles foram o extremo motivo de ver esse filme. É tão bom ver eles a vontade e perceber que a química deles juntos é algo raríssimo no dia de hoje. Eles conseguem suprir momentos de fraqueza do filme. Principalmente no começo do filme no qual somos agraciados por um momento forte dos dois na trama.


Um filme extremamente frustrante, no qual questionamos várias coisas como: Por que De Niro e Pacino estão numa trama tão capenga que é esse filme?; Por que alguém mais competente como Scorsese ou pelo menos Mann não dirigiu o filme?; Como a merda da Millenium Films consegue convencer grandes atores a trabalhar em filmes lixo? Mas se ainda vale a pena ver o filme? Só sendo muito fã dos dois para ver esse mártir de filme por uma recompensa que está muito bem cultivada no inesquecível dialogo no café em Fogo Contra Fogo e que em Righteous Kill foi mal podado e feito “nas coxas”. Lastima, muita lastima.


Ficha Tecnica


O Reino Proibido (The Forbidden Kingdom)

Diretor: Rob Minkoff

Elenco: Jackie Chan, Jet Li, Collin Chou e Micheal Anganaro

Gênero: Ação/Fantasia

Cotação: 55% - Filme Assistivel


Righteous Kill - As Duas Faces da Lei (Righteous Kill)

Diretor: Jon Avnet

Elenco: Robert De Niro, Al Pacino, Carla Gugino, 50 Cent, Donnie Wahlberg, Brian Dennehy e John Leguizamo

Gênero: Policial/Suspense

Cotação: 35% - Filme Mais Ou Menos

19 de setembro de 2008

Os pequenos que fazem a diferença




O Cine JP mais uma vez faz mais um top diferente. Irei citar atores mirins que fizeram a diferença esse ano no cinema e também fica o espaço para vocês escolherem quais foram os seus favoritos ...
A lista começa assim ...

Abigail Bresilin

Filme: A Ilha da Imaginação


Pois bem, ainda não vi Pequena Miss Sunshine (e acreditem, nem tenho vontade de ver), mas não precisa ver a tragicomédia para perceber o quanto essa guria é talentosa e chama a responsabilidade para si. Apesar de o filme ser meio baqueado, a força de atuação dela do filme que tem como base, a solidão e exílio, faz com que ela cative todos pela a aventura e ainda não ficou devendo ao lado de Jodie Foster (que mais brinca do que nunca) e Gerald Butler, o mais novo queridinho hollywoodiano.


Adrian Alonso

Filme: Sob A Mesma Lua


Uma história cativante quanto é esse filme precisa de um elemento primordial: a esperança em pessoa. Adrian Alonso entra de corpo e alma em um papel que ao mesmo tempo é cheio de esperança e magia, também carrega um extremo perigo para conseguir o seu principal objeito, no qual é encontrar a sua mãe, interpretada pela atriz Kate Del Castillio (suspiros). Não precisa dizer que ele consegue emocionar em momentos singelos e puros. Corações sensíveis... Fiquem longe do filme para não cair no choro.


Catinca Untaru

Filme: The Fall


Esse filme conquistou, juro a vocês. Nesse filme todos os elementos possíveis e impossíveis dão a voz e a vez nesse filme. Porém a alma do filme está nas atuações de Lee Pace e Catinca Untaru. A personagem da atriz, Alexandria, consegue despertar todos os sentimentos, principalmente em seu modo de agir, falar e principalmente na ultima parte da trama onde faz uma atuação emocionante. Não sei se Hollywood poderá lembrar dela, mas o que se viu no filme, não é para esquecer.






Elle Fanning

Filme: The Nines


Filme subestimado até o osso. The Nines tem praticamente a sua parcela de fãs e admiradores por uma obra extremamente surrealista que quando se pensa que tem uma teoria, aparece outra totalmente diferente fazendo que o filme seja pessoal para o espectador. Mas um fato não dá para negar que é o trabalho fabuloso de todo o elenco e principalmente para Elle Fanning, irmã de Dakota Fanning, que é uma peça fundamental e entrega momentos surpreendentes na ultima parte do filme. Espera-se que ela seja tão maravilhosa quanto a sua irmã.


Jacob Kogan

Filme: Joshua

“O muleque é um capeta!” quem nunca ouviu essa celebre frase da animação de Avaiana de Pau do Mundo Canibal. Pronto, foi a atuação desse garoto de 9 anos nesse suspense familiar surpreendente onde ainda conseguiu fazer par de igualdade a atuações marcantes de Vera Farmiga (provando que é uma atriz arretada!) e Sam Rockwell. O filme é puro horror psicológico e que tem como ponta de base sentimentos humanos comuns como à inveja de ser deixado de lado. E ainda o guri vai ser o Spock mais novo na nova adaptação de Jornada nas Estrelas, que será dirigida por J.J. Abrams. Se deu bem o guri!







Paulie Litt

Filme: Speed Racer


O filme vai virar cult com certeza. Quem viu no cinema viu o espetáculo visual... Ou um modo de sentir epilepsia dentro da sala de cinema com a adaptação fiel até o osso do desenho Speed Racer. Um dos personagens que mais fazia o espectador ri é o Gorducho e seu companheiro Zequinha e na versão de carne e osso, os dois personagens voltam a roubar a cena e o gorinho Paulie Litt rouba a cena injetando muitas vezes a magia da criança traquina, principalmente na seqüência inesquecível da loucura na fabrica ao solo de Free Bird.


E o de vocês?


UPDATE: Me esqueci de ditar a dupla de protagonistas de Son of Rambow, menção honrosa a eles dois que não devem nada aos que estão na lista.




E sim ... Vou criar mais um MEME para vocês ... mas prestem atenção ... vão achar interessante ...
Façam a trilha da sua vida!

Aqui estão as instruções ...

- Abra sua biblioteca de música (iTunes, Winamp, Media Player, iPod etc.)
- Coloque em modo aleatório (shuffle)
- Aperte o play
- Para o primeiro item, digite a música que está tocando
- Quando você for para o próximo item, avance para a próxima música
- Não minta, não distorça e não tente bancar o descolado(a) : ponha a música que está tocando MESMO.

E os itens são

Créditos iniciais
Acordando
Primeiro dia de aula
Se apaixonando
Música da briga
Terminando tudo
Aproveitando a vida
Formatura
Caindo aos pedaços
Dirigindo
Flashback
Reatando o namoro
Casamento
A véspera da Guerra
Batalha Final
Momento de Triunfo
Cena da morte
Créditos Finais

O meu ficou assim

Créditos iniciais - Tool - The Grudge
Acordando - Europe - Rock The Night
Primeiro dia de aula - Pink Floyd - Confortable Numb
Se apaixonando - Rockabye Baby - The Sky is Falling
Música da briga - Pantera - Cowboys From Hell
Terminando tudo - Metallica - The Day That Never Comes
Aproveitando a vida - Viva la Fete - La Verite
Formatura - Keane - Atlantic
Caindo aos pedaços - Metallica - The Unforgiven II
Dirigindo - John Carpenter - Snake's Uniform (Escape From Los Angeles)
Flashback - Cat Power - Living Proof
Reatando o namoro - Scorpions - Still Loving You
Casamento - Metallica - Tuesday's Gone
A véspera da Guerra - Lynyrd Skynyrd - Free Bird
Batalha Final - Tool - Bottom
Momento de Triunfo - Gown - Head Honcho
Cena da morte - Ennio Morricone - Humanity Part II (The Thing)
Créditos Finais - Queens of The Stone Age - In My Head

Desafio quatro amigos a postarem isso

Milla - Cinefila Por Natureza
Louis - Louis In The Real Life
Otávio - Hollywoodiano
Fabiana - A Culpa é da Critica

Abraços a todos ...

17 de setembro de 2008

Death Race - Original e Remake

Diversão. Quantas vezes gostamos sentir essa boa vibração em nossas vidas? Gostamos por muitas vezes por filmes pipocas para pelo menos esquecer um pouco o gênero apurado e refinado que possuímos e entrar na crista da onda. Mas até que ponto a diversão não se transforma em manipulação? Ou quando uma diversão que tem no intuito real de omitir o que está realmente ao seu redor? Existe um exemplar curioso que conseguiu colocar em sua trama os elementos de diversão e ao mesmo tempo, uma critica a isso. O filme é Death Race.


Os dois filmes falam de um futuro próximo no qual se torna uma febre para a sociedade vigente um novo tipo de briga de gladiadores onde o destaque não são escravos conquistados por falta de impostos ou prisioneiros de guerra. Mas sim maquinas mortíferas e atrás motoristas com sede insaciável de matar e de propor momentos de esquecimento para todos os seus espectadores.


Pois bem, o original foi feito em 1974 e é estrelado por David Carradine e Stallone pré-Rocky. Já o remake tem mais estrelas como Jason Stathan e Joan Allen. Pois bem, o remake chega ao péssimo momento para Hollywood com a incrível falta de capacidade criativa americana. Curiosamente a releitura conseguiu o consenso de que não adianta fazer cinema quadro a quadro, mas que pelo menos tenha fatores para existir. Semelhanças ao original são poucas, porém algumas vezes conseguiu ser um pouco superior a obra anterior, mas mesmo assim...


Pois bem, já na diferença primordial ao original é as regras do torneio. No original ficou marcado pelos atropelamentos impiedosos no quais os pontos variam entre idade e gênero. Essa idéia do filme foi um dos fatores de sucesso e polemica para o jogo Carmaggedon, um jogo que é uma clara homenagem ao filme e aumenta a dose desenfreada de violência do filme. E claro, por ser um jogo tão violento e subversivo para a juventude frágil, queriam a veiculação do game aqui no país junto com o Grande Ladrão de Carros... O popular GTA.


Já no remake, pega a idéia da Roma Antiga, no qual, o local do espetáculo não é um coliseu, mas sim numa prisão de segurança máxima que fica em uma ilha isolada; os gladiadores são prisioneiros que vêm num meio mais fácil de ganhar a liberdade brigando entre si; e o espectador desse esse espetáculo de maquinas envenenadas são pessoas que acompanham via internet como válvula de escape de uma grave crise que assolou o país.


Outro fato curioso é o contexto dos dois filmes. Tanto o original, quanto o remake, falam sobre da modernidade do sistema Pão e Circo. Esse sistema era popular na Roma Antiga e tinha como proposta, entregar comida e diversão para a população para esquecer dos problemas que o Estado tinha e omitia para a população o que eles tanto veneram. No filme original consegue ser mais explicito já que o governo é praticamente totalitário e entregava para sua população momentos de esquecimento. Curiosamente essa idéia do filme já foi copiada em outros exemplares, sendo que o mais famoso foi O Sobrevivente com o nosso amigo Arnoldão em meados da década de 80. já no remake tratou de algo mais moderno, entrando na onda dos reality shows que impregnam na mente dos mais fracos assim fazendo com muitos se importem com a vida de quem está sendo observado do que a própria. No que se diz a respeito de critica, o original consegue ser mais sentida, porém deslocada com toda a situação do filme. Já no remake apesar de citar Roma e seu sistema de diversão, o filme explora superficialmente e frustra até um pouco de quem gostou da critica de anarquia do original.


A construção de personagens dos dois filmes é totalmente diferente. O original criou figuras tão caricatas que por muitas vezes deixam uma sensação de desconforto em alguns momentos do longa, principalmente no desrespeito ao figurino, saído de um desenho animado. Já no remake foca mais em grupos de gangues de sangue ruim assim transformando o personagem principal, no mocinho da trama, típica solução do cinema atual.


No elenco original conta com dois nomes de peso, David Carradine e Sylvester Stallone em uma fase pré-Rocky. Curiosamente nesse filme é um dos poucos papeis de vilão do ator e ainda com direito de frases feitas a torto, espancando mulher e levando porrada do franzino David Carradine. Já no remake está o ator de ação que não nega trabalho Jason Stathan, Ian McShane e a maior surpresa que é a presença de Joan Allen com a grande vilã da história, fazendo a dona do presídio. Stathan faz o que o seus fãs gostam, dá porrada, dirige um carro supimpa e fica com a gostosa do filme, interpretada pela bela Natalie Martinez.


São dois filmes que tem seus momentos legais e momentos esquecíveis, praticamente colocando em uma balança, se vê uma ligeira vantagem do original, mas também o remake não fica atrás. Pode-se dizer que o original conseguiu, mesmo incomoda, fazer um filme divertido, porém de conotações políticas pesadas. Enquanto o remake tinha tudo para criticar o sistema pão e circo, porém se transformou no puro pão e circo, mas que dá para assistir tranquilamente.


E termino o monologo que finaliza o filme original que nos faz pensar o que é realmente a violência.

Assim é o tema da violência. A técnica da violência se desenvolveu há 2 milhões de anos a.C. pelo australopithecus, foram-se desenvolvendo com os primatas que não possuíam a capacidade de falar, mas que, em todo caso, inventaram o tomahawk e se bombardearam uns aos outros. Esta prática contribuiu para o crescimento do cérebro, outra arma de grande utilidade, sim, o assassinato que foi inventado inclusive antes que o homem começasse a pensar, agora, se conhece o homem como "animal racional".



Original:

Direção: Paul Bartel

Elenco: David Carradine e Sylvester Stallone

Gênero: Ficção

Cotação: 63% - Filme Assistivel









Remake:

Direção: Paul W.S. Anderson

Elenco: Jason Stathan, Tyresse Gibson, Ian McShane, Natalie Martinez e Joan Allen

Gênero: Ação

Cotação: 55% - Filme Assistivel

14 de setembro de 2008

MeMe - TOP 10

Meme ... mais um que rola por aqui ... e desta vez ... o desafio foi lançado ... Irei colocar aqui minhas musas e deixando a minha musa suprema no final do post ... Espero que gostem. Obrigado Milla, a blogueira mais linda!



Angelina Jolie
Filme de Beleza Extrema: Sr. e Sra. Smith















Julianne Moore
Filme de Beleza Suprema: Psicose















Vera Farmiga
Filme de Beleza Suprema: No Rastro da Bala (a cena da lavanderia ... jisuz!)














Penelópe Cruz
Filme de Beleza Suprema: Volver















Asia Argento
Filme de Beleza Suprema: Triplo X




















Summer Glau
Momento de Beleza Suprema: Terminator: TSCC
(Clique nessa foto e vejam por que os meus olhos babam por ela...)















Kate Del Castillo
Filme de Beleza Suprema: Sob a Mesma Lua
















Monica Bellucci
Filme de Beleza Suprema: Malena














Lee Young Ae
Filme de Beleza Suprema: Lady Vingança

















Cate Blanchett
Minha musa suprema!
Linda é ainda é pouco para essa atriz ...













Menções Honrosas para Emma Stone, Vanessa Ferlito, Jessica Alba, Anne Hataway e muito mais ...

Abraços a todos!

12 de setembro de 2008

Fim dos Tempos

Bem, existem filmes que quando é conferido tem um impacto decisivo para o espectador. Outros depois de algumas horas. Alguns conseguem esconder seu segredo até o final para deixar o espectador com a sensação de: “puxa, não acreditei isso!” e já na segunda conferida ao filme, são perceptíveis os detalhes e cria mais uma outra sensação no qual é dito: “Nossa, como não reparei nisso”. Pois bem, existe um diretor que consegue criar essa sensação e ainda de quebra criar momentos de controvérsia entre publico e critica é M. Night Shyamalan.

Não é muito difícil ver entre o meio blogueiro essa racha de opiniões de acordo com os filmes que o diretor lança. Muitos culpam O Sexto Sentido, o segundo filme dele, por ter conseguido estabelecer (ou tentar) colocar finais marcantes ou intrigantes. Corpo Fechado e A Vila são exemplos disso. Digam-me com a plena certeza que vocês esperavam os finais desses dois respectivos filmes? Mas com isso, a critica começou a realmente pegar no pé, alguns serem claramente declarados detratores de Shyamalan, exemplo, Pablo Villaça no qual fez uma escala decrescente de qualidade do diretor.

Fim dos Tempos, seu ultimo trabalho, mais uma vez conseguiu rachar de vez todos, inclusive os seus próprios fãs, alguns escrevendo dolorosamente sobre o filme, estampando em seus rostos o profundo desapontamento. Mas pelo menos o filme arrecadou bem, se pagou e ainda arrecadou 150 milhões mundialmente, mas ficou muito atrás de seus clássicos, porém arrecadou mais do que A Dama na Água, um filme infantil vendido como suspense.

Pois bem, vamos falar do cordial, a história do filme fala sobre um acontecimento que assola Filadélfia e região. As pessoas começam a ter um comportamento suicida. Um professor de ciências e sua esposa tentam fugir desse mal que se espalha mais rápido possível. O filme é estrelado por Mark Walkberg e Zooey Deschanel. É o único filme do diretor que conseguiu uma censura alta R. Mais uma vez o diretor teve a colaboração de James Newton Howard, no qual entrega junto com TDK, uma trilha que cria sensações ao publico.

A meu ver, Shyamalan conseguiu entregar para o seu publico momentos assustadores e ainda reflexivos. Juntando com o meu extremo pavor a suicídio, construiu sensações que dependendo do espectador, teve êxito em seu objetivo. Curiosamente, Mark Walkberg deixa de lado os personagens de macho criado em seus últimos filmes e faz um personagem um pouco fora do habitual e se sai muito bem. Mas a interpretação de Zooey Deschanel é sofrível, parece que ela ficou o tempo todo dopada ou algo do tipo fazendo com que ela seja um ponto extremamente negativo para a trama.

Agora o que mais intriga em seu filme é a critica implícita do filme. Em A Dama Na Água é praticamente uma critica contra os críticos de cinema no qual pressionam que ele faça algo estrondoso feito O Sexto Sentido porém ele vai contra a maré e faz tudo o que eles menos querem, assim demonstrando que ele tem personalidade suficiente em fazer o que quer e ainda tem um personagem dentro do filme que todos sabem qual é o final dele.

Já em seu novo filme, Shyamalan novamente volta a fazer uma nova critica porém desta vez quem foi o novo alvo dele consegue ultrapassar todas as barreiras da coragem: o espectador atual. Hoje, nós conseguimos superar os anseios dos críticos e conseguimos muitas vezes criar momentos demasiados de expectativas, assim sendo aquele velho ditado: ou é 8 ou 80. Como em todos os filmes ele joga pistas para o final e desta vez está no inicio, e dentro de um contexto curioso que é determinante ao final.

Até concordo nesse ponto com ele. (Claro que não são todos) Parece que hoje temos um publico no qual quer filmes auto-didatas, no quais explica passo a passo o que ocorre na história e muitas vezes o filme explica e re-explica e mesmo assim, o público fica voando. Hoje vemos filmes pseudos-inteligentes que tentam dar uma de filme de densidade profunda, porém o que mais consegue é criar uma filosofia de rodoviária e que muitas vezes se torna eficiente para alguns.

Fim dos Tempos alterna em momentos fracos e frágeis, sempre liderados pela fraca atuação de Zooey Deschanel mas que consegue ser suprimido pelos momento de auto-destruição humana, trilha sonora nervosa e bela, uma atuação segura de Mark Walkberg, um roteiro que mesmo com o ocorrido final tem um outro foco e principalmente Shyamalan mantendo a sua personalidade e fazer criticas sutis e pesadas. Agora para perceber, basta apenas pensar e compreender.

Ficha Tecnica
Fim dos Tempos (The Happening)
Diretor: M Night Shyamalan
Elenco: Mark Walkberg e Zooey Deschanel
Gênero: Drama/Suspense
Cotação: 58% - Filme Assistivel

5 de setembro de 2008

Aqui haverá sangue

Aqui haverá ganância

Aqui haverá desprezo

Aqui haverá humilhação

Aqui haverá a perca total

Aqui haverá morte

Aqui haverá abandono

Aqui haverá o ser humano

Aqui haverá petróleo.


Os falsos profetas pregam um deus lendário...

Sim, deus existe para eles, então não são profetas.

Mas já disseram quem é o deus dele...

E acreditem, não é o que eu ou você cremos


Quando vou para sorveteria perto de casa

Sempre escolho os sabores do meu milkshake

Às vezes coloco morango ou chocolate

Mas o que eles tomam não tem um gosto doce


Tem o gosto amargo

Lembrando o plástico e terra

Com cobertura de hipocrisia

E maldade... Muita maldade


Ficha Tecnica

Sangue Negro (There Will Be Blood)

Diretor: Paul Thomas Anderson

Elenco: Daniel Day-Lewis, Paul Dano, Kevin J. O'Connor, Ciarán Hinds e Dillon Fraiser

Gênero: Drama

Cotação: 91% - Filme Obrigatório

2 de setembro de 2008

Especial O Exterminador do Futuro: O Julgamento Final

Redundância. Existem filmes que todo mundo sabe que é supremo para cima. Filmes que todos admiram, amam e é extremamente difícil de ver alguém dizer que é muito ruim, principalmente o filme citado. Provavelmente o cinema mudou após esse filme, ou pode dizer praticamente tudo. E ainda pode dizer que é uma das melhores continuações já feita, (tirando O Poderoso Chefão Part II) para uma franquia. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final.


12 anos depois da primeira aparição do Exterminador, John Connor está adolescente, mas não está com sua mãe. Enquanto ele vive com um casal, ela está presa em um manicômio. Mas no futuro, as maquinas ainda planejam a morte do salvador, e se não conseguiram em 1984, eles irão tentar novamente enquanto ele é um adolescente. Desta vez, as maquinas irão mandar o T-1000, um andróide avançado e que pode ter formas de qualquer arma branca.


Mas a resistência também enviou uma esperança, mas com o medo do fracasso, eles enviaram um modelo de Exterminador semelhante ao de 1984, porém programado para somente obedecer a John Connor. Agora novamente, a sorte está lançada. Quem chegará primeiro ao seu alvo? E será que John e Sarah Connor conseguirão evitar, o julgamento final?


É extremamente difícil ver alguém dizer que esse filme é fraco. Quem já assistiu não consegue ver ele apenas uma vez. James Cameron junto com o Arnoldão, que virou Rei Supremo de Hollywood, voltaram e fizeram a continuação de um cult dos anos 80 e que propagaram suas carreiras, a franquia do Exterminador. Além disso, era considerado até certo dia, um dos filmes mais caros da história.


Pois bem, após o primeiro filme, Cameron conseguiu mais um outro feito, Aliens: O Resgate no qual é considerado o melhor filme da franquia alienígena que teve o seu inicio com o cineasta Ridley Scott e enterrada pelos Irmãos Strausse e Paul W.S. Anderson. Também fez outro filme de ficção cientifica O Segredo do Abismo, que ganhou recentemente uma edição especial e reconhecimento merecido.


Enquanto Arnoldão, esse dai disputava reinado com Stallone e praticamente só fez filme testosterona, ou seja filme de MACHO! Jogo Duro, Inferno Vermelho, O Vingador do Futuro, Red Sonja e até filme baseado em obra de Stephen King ele fez, que foi O Sobrevivente. Porém os destaques desse período ficam para Comando Para Matar e O Predador. Os dois se tornaram clássicos supremos do Domingo Maior (sim, cresci vendo Domingo Maior) por serem exemplos práticos de frases feitas, violência demasiada, um herói que parece um armário e ter marcado nossas infâncias. Porém só apenas O Predador tinha feito um marco na carreira dele, é o único filme, antes de T2, que o nosso Arnoldão leva uma sova do Predador (tenho uma prima quando pequena era mais feia do que o predador) e mesmo assim ganha numa sorte que só Hollywood pode criar.


T2 (carinhosamente chamado) estabeleceu parâmetros para a indústria do cinema que até hoje praticamente vai ser muito difícil um filme repetir ou ter a mesma força que T2 colocou na época. Dentre elas foi os altos investimentos para o cinema blockbuster saltando para acima da casa dos 100 milhões de dólares, já que o filme custou 102 milhões. Após o evento, do filme um filme megalomaníaco custa entre media 70 (exemplo: O Procurado e 300) até 300 milhões (Piratas do Caribe III e Spiderman III). Outro fato importante do filme é o avanço dos efeitos especiais. Até hoje, a magia do grupo de Stan Winston para esse filme impressiona até hoje, principalmente os recursos criados para o personagem T-1000. E uma curiosidade, um dos supervisores, Adam Jones, é guitarrista da banda Tool e que também trabalhou com Stan em Jurassic Park. E também adquiriu experiência e dirige todos os clipes da banda.


E o Arnoldão? O governador quando consolidou nome de rei, decidiu não fazer mais vilão (se bem que em Batman e Robin ele não foi vilão, e sim palhaço) e sim continuar como herói durão. Pelo menos teve um oponente curioso, um franzino porém letal T-1000, imortalizado por Robert Patrick. Os embates do herói com o carrasco criaram momentos eletrizantes que o espectador que ver de novo, de novo e de novo. Destaque para a eterna seqüência de perseguição entre a moto e o caminhão.


O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final é inesquecível do inicio ao fim. Quem assistiu pela primeira vez não consegue tirar na cabeça o primeiro minuto ao ultimo acorde musical. Um filme que agrada a todos, desde aqueles que vêem o cinema como diversão até os cinéfilos de carterinha. De todos da franquia é o mais difícil falar por que como todo mundo sabe, é um filme que ao mesmo tempo consegue ser fácil de admirar, porém complicado de se expressar. Um filme obrigatório e de cabeceira.


Ficha Tecnica

O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final

Diretor: James Cameron

Elenco: Arnold Schwarnegger, Linda Hamilton, Edward Furlong, Joe Morton e Robert Patrick

Gênero: Ação/Ficção

Cotação: 95% - Filme Obrigatório