29 de agosto de 2008

The Fall (A Queda)


Nem todas às vezes conseguimos entregar ótimos textos. Às vezes não sabe o que escrever, ou pior, não está sabendo como colocar ou expressar o que foi visto em palavras. Muitas vezes não é nem culpa do filme, e sim nossa. Não estamos livres da falta de criatividade no momento que mais precisamos expandir o filme conferido em palavras. Mas graças ao destino, sempre aparece um para reascender o gosto da escrita e o prazer de falar do nosso maior prazer: o cinema.


Sabe qual é o lugar mais prospero para fertilizar sentimentos, despertar sensações verdadeiras e principalmente expandir a nossa imaginação? Em um hospital. Quantas vezes conseguimos nos emocionar por ver crianças que mesmo com a dor de estar em um corredor onde anda junto, em uma linha tênue e invisível, o dom do inicio da vida e a porta de entrada para a morte premeditada. As crianças com todas as desavenças que ocorrem, nunca deixam de sonhar ou de ter um sorriso.


Era uma vez em Los Angeles, em ser mais preciso em um hospital. Uma menina chamada Alexandria está com o braço quebrado começa a criar uma amizade com um jovem dublê que está de cama. A partir dessa relação o jovem duble começa a contar uma história fantástica de cinco heróis que juntam forças para derrubar um governador tirano. Viajando em lugares exóticos e únicos, juntos irão enfrentar exércitos e perigos.


O que apenas posso falar desse filme em razões de conhecimento como: o filme foi rodado em vários paises do mundo e inclusive o Brasil; É estrelado por Lee Pace e Catinca Untaru; o diretor do longa é o mesmo de A Cela e do clipe Losing My Religion de R.E.M, Tarsem Singh; Que o filme ganhou o premio de Sitges como melhor filme que teve ainda como ganhadores Sam Rockwell pela atuação em Joshua, Chan Wook Park pelo roteiro de I’m A Cyborg But That’s Ok!.

O longa de Tarsem em muitos momentos consegue transfigurar e confundir o espectador se está vendo um filme ou uma obra de arte. Em muitos momentos, o longa parece aqueles quadros antigos onde cada apreciação consegue fazer a mente salivar pela beleza e pelo primor da obra. Aplausos para toda a equipe técnica. E principalmente por Tarsem por conseguir sem precisar de lugares mágicos para construir uma fabula onde a beleza natural do nosso planeta pode oferecer.


Lee Pace e Catinca Untaru fazem a dupla de protagonistas. Existe uma relação mágica entre os dois que ultrapasse os sentidos de emoção durante a tela. A química entre os dois protagonistas é tão forte que sentimos a alegria, a dor, a gloria e a decepção. E ainda para fortalecer essa relação, foi passada uma informação de que o ator Lee Pace era um paraplégico, já que no personagem vive numa cama, para os pais da menina e o diretor aproveitou dessa informação para deixar mais verdadeiro a atuação da menina, mas depois foi tudo esclarecido.


Agora o que mais dói no peito desse cinéfilo é o descaso terrível das distribuidoras nacionais que muitas vezes deixam de lado grandes filmes e dão valor a películas que tem o intuito de grandes bilheterias (alguns sendo justos e outros que nem merecem). Infelizmente não se sabe quando esse filme poderá chegar aqui e assim contabilizando a lista infinita de grandes filmes que não se sabe e provavelmente não darão as caras por aqui, tomando como exemplo Half Nelson, Sherrybaby e entre outros.

Não poupo em dizer que The Fall é um dos melhores filmes do ano. Um filme que não consegue cumprir sua promessa, mas sim, superar. Um filme que exala beleza desde primeira cena até a ultima. Um filme que coloca a fantasia no nível que deve ser tratada, como uma porta para imaginação do espectador para momentos extraordinários. E se um dia chegar a algum multiplex da vida, não deixem de perder momentos únicos que só o cinema pode propor, assim como os sonhos e sentimentos de uma criança cheia de vida. Uma prova concreta de que o cinema consegue ser o caminho mais próximo das nossas fantasias de criança, mesmo sendo uma fabula adulta.


Ficha Tecnica

The Fall - A Queda

Diretor: Tarsem

Elenco: Catinca Untaru, Lee Pace e Justine Waddell

Gênero: Fantasia/Drama

Cotação: 93% - Filme Obrigatório

26 de agosto de 2008

Remake, My Sassy Girl e outras coisas ...

Hoje o fato mais delicado a se tratar entre o meio cinéfilo é só apenas uma palavra: Remake. Uns tem motivos para terem ojeriza, outros ainda relevam muitas questões. Mas todos concordam que praticamente a fonte de originalidade em Hollywood está ficando assombrosa. De chegar a tal ponto em que se questiona qualquer tipo de filme e a ouvir colocações errôneas e equivocadas.

Justiça seja feita. Existem muitos filmes que não precisavam de remakes. Parece que Hollywood está presa a um circulo vicioso e deteriorante no qual se fica apreensivo no que investir: Ou numa continuação que deu muito dinheiro? Ou numa adaptação de um gibi ou um livro infantil? Ou nos remakes de qualidade inferior? Bem, nas duas primeiras opções tudo vai indo bem, muito obrigado. Mas em relação ao ultimo questionamento, as coisas vão de mal... a pior.

Por exemplo, essa semana eu assisti o remake americano de My Sassy Girl, filme coreano romântico que conta a história de um jovem que ajuda uma linda garota, porém a menina tem alguns comportamentos estranhos, porém o jovem de invés de se afastar para não ter problema se apaixona perdidamente por ela. O filme original consegue balancear em sua deliciosa história romântica misturando elementos hilários, fantasiosos e dramáticos.

Pois bem, o remake americano conta no elenco Jesse Bradford e Elisha Cuthbert como o casal protagonista da história; a direção ficou Yann Samuell, segundo filme do diretor francês. Pelo menos os produtores do filme original também produziram o filme e a empresa original também, repetindo a mesma jogada que o filme Os Infiltrados fizeram. A Media Ásia Films também produziu o remake de Infernal Affairs.

Pois bem, por falta de oportunidade não consegui ver o original, porém o remake analisando friamente consegue ser ágil em muitos momentos graças a um roteiro até um pouco fora do convencional para quem acompanha filmes românticos. A direção de Yann Samuell pode ter sido o diferencial para que o espectador fique preso e acompanhe a saga do casal. Porém o problema fica na química fraca entre os protagonistas e mesmo com a melhor atuação da atriz-nula de Elisha Cuthbert, não conseguem empolgar como casal, mas a magia da história consegue fazer esquecer que eles dois estão em telas ajudando assim os espectadores a serem protagonistas.

Um filme água com açúcar diferente que consegue ter um objetivo, cativar um espectador comum que está mais preocupado em ver uma história de amor um pouco diferente do convencional. Não sei se os fãs do original podem ter gostado, porém se eles queriam fazer a mesma estratégia de Os Infiltrados, mas existe uma diferença:Os Infiltrados é ótimo, já My Sassy Girl americano nem tanto. Mas dá para assistir numa boa.

Porém ainda teremos esse ano o filme de horror Espelhos do Medo, remake do coreano Into The Mirror (filme já comentado aqui no blog). Estrelado pelo Jack Bauer e dirigido por Alexandre Aja. Pois bem, já pelo trailer do filme percebe-se a o intuito de chocar e ao mesmo tempo tentar contar uma história de horror que envolve a magia do mundo dos reflexos.


Assim, junto com Imagens do Além, The Eye e Uma Chamada Perdida, o filme de Aja caiu no fracasso merecido nos Estados Unidos e ainda tiveram várias criticas negativas, praticamente se tornou um novo fracasso da Fox que esse ano está amargando fracasso após fracasso, e os exemplos são O Grande Dave e Arquivo X 2. Além disso, por causa do nome de Alexandre Aja ainda poderá ter alguma possibilidade de chegar aos cinemas nacionais por causa do fraco movimento cinematográfico que fica em meados de agosto e se estende até final de outubro.

Não se sabe se Hollywood vai se curar desse mal. Não se sabe que podemos ter surpresas em meio disso. Porém o que deve ser feito é tentar criar um nome no mercado no quais todos se lembrem do trabalho realizado, do que pode tirar de proveito e tentar em seus próximos trabalhos marcar todos com seu estilo. Pena que muitos diretores não estão conseguindo fazer isso e trilham o caminho inverso. Agora é só esperar que daqui em diante apareçam boas idéias. E se vier no lado que suja a imagem de Hollywood, que pelo menos o filme seja bom...


Cotação para My Sassy Girl - 51% - Filme Assistivel

23 de agosto de 2008

D-Wars - Dragon Wars

Depois da sessão do filme D-Wars – Dragons Wars, pensei comigo mesmo: Ser critico é dom ou dádiva? Será que temos o talento de se sujeitar a destruição de nossas mentes com materiais que nunca imaginaríamos que iria ser uma verdadeira catástrofe? E pior ainda como existe gente que conseguem assistir esse uma bomba toda e não consegue passar mal com tanta mediocridade e mau gosto? Amigos, esse filme consegue ter essa capacidade de criar esses questionamentos tão complexos.

Bem, não dá para explicar a história do filme sem a indiferença e imparcialidade. O que se sabe (e deu para engolir) no qual existe uma profecia antiga que a cada 500 anos aparece uma jovem que tem que se sacrificada e tal. O resto pode ter certeza que é enchimento de linguiça que vai culminar para os dias atuais, uma grande metrópole, destruição e blablablablabla.

Uma produção coreana sendo que filmado em Los Angeles e contando com alguns corajosos, vulgo atores, e tal. E pelo jeito tem aquele estilo impagável de filme destruição no qual existe um fiapo de roteiro, alias o que existe no filme não é roteiro, e sim um festival de incoerências ruins de engolir transformando diálogos de Malhação em obras profundas da teledramaturgia. Além disso, os efeitos visuais são desastrosos até para quem é inexperiente no gênero do cinema que acha que viu algum filme pseudo-inteligente e se acha o cara. Os dragões que aparecem em cenas lembra muitas vezes uma verminose dentro de um recipiente e os que ficam no céu, bem, não é tão bom de lembrar. Porém o ápice da mediocridade fica com a batalha final onde o espectador fique rezando para que o filme acabe. Detalhe importante: O filme tem menos de 90 minutos.

Vendo esse tipo de filme faz reforçar a importância do critico. Parece que muitas vezes somos jogados aos leões e suportar momentos de dor e tristeza. Mas gostamos de viver esse risco, gostamos de aventurar em terrenos desconhecidos e provar o gosto da perfeição e da amargura. E eu posso dizer que não foi facil encarar esse filme com seriedade, porém sinto no dever de uma pessoa sensata falar o que é realmente esse filme.

Um dos piores filmes que já vi em toda minha vida. Se vocês reclamam que acharam 10.000 A.C. e Espartalhões como péssimos filmes, acreditem, D-Wars transforma eles em obras primas da atualidade. Os 90 minutos desse filme pareciam um inferno eterno. Uma poluição generalizada de dialogos e momentos que queremos esquecer. Agora o que mais doi é duas coisas: 1- O trailer desse filme em alta definição engana muita gente e pior, a pessoa mais desavizada consegue cair na armadilha de pensar que o filme é bom; 2- Ver o carinha da banca de dvd pirata tentar vender esse filme e ainda ter a cara de pau de responder ao cliente que o filme é bom. É um filme de sangrar os olhos de tão ruim.

Cotação - 1% - BOMBA

21 de agosto de 2008

Grandes Idéias, Péssimas Execuções

Como foi citado no Blog do Vinicius no qual Hollywood sofre uma grave falta de criatividade e no qual a ultima saída é adaptações de seriados do passado, quadrinhos e afins. Mas quando vimos uma idéia original em pratica no cinema pipoca vibra-se acreditando que a falta de criatividade não estará no filme, entra-se um risco de ver algo tão incrível, ou uma bomba lastimável. Esse ano teve dois incríveis exemplos e logo aqueles que poderiam dar certo. Hancock e Jumper.


No primeiro caso pode ter sido mais constrangedor. Ele pegou uma linha simples que poderia render uma ótima comedia de ação... PODERIA... O plot era bem simples, no qual contava a história de um super-herói que estava em plena decadência e que num agente publicitário queria melhorar a imagem dele. Claro que no começo do longa pode ter gerado alguns sorrisos amarelos, porém o roteiro tentando colocar como prioridade o drama, começou a desandar. Mas não é aquele drama que vem ao natural, mas sim forçado assim criando algo no espectador chamado revolta. Porém o maniqueísmo não vem de agora, o exemplo mais clássico disso é o pavoroso Click de Adam Sandler que tinha uma idéia legal, mas foi tão porcamente retratado que deu pena para minha mente e para o espectador. Porém a catástrofe de Hancock não foi pior por que ainda Will Smith tem algo de vendedor formidável. Ele é daquele tipo que vende a você qualquer coisa e pelo seu carisma, faz a sua pessoa comprar o produto sem muitas vezes perceber que é tão duvidoso quanto imagina. Olho vivo pessoal.


E em Jumper (Pausas para risos), tinha extremamente tudo para dar certo. Tinha todos os elementos citados na resenha de O Procurado de como fazer um filme pipoca bom, porém como dizem alegria de pobre dura pouco. Um filme que tinha a faca e o queijo na mão e jogou fora em menos de uma hora e meia e ainda pior é que a coisa mais legal do filme que era o teletransporte não foi usada com a devida sabedoria e ficou um lixo gigantesco, e apesar da luta entre o Porta Skywalker e o Billy Elliot ser a melhor coisa do filme, não consegue anular os pontos negativos. Se fosse um seriado animado ao estilo de Ben 10, o prejuízo seria menor para nós, espectadores de um bom filme.


Deve-se arriscar em idéias originais para chamar atenção em algo que está em falta no cinema blockbuster, já no cinema independente exemplos de originalidade não faltam. Porém não se pode deixar de apoiar pessoas que querem pelo menos fazer algo em prol do divertimento com uma concepção original, mas também não vamos prestigiar algo que ofende nossas mentes e nossos olhos. É como um jogo de sorte, muitas vezes acertamos em nossas apostas, mas também podemos perder tudo, e no nosso caso, a nossa credibilidade.

18 de agosto de 2008

É isso ai ...

É meus amigos, mais um meme comentado aqui no blog. Desta vez quem me agraciou com isso foi o Robson do Portal Cine, e com prazer irei responder as perguntas.

1- Quatro Empregos Que Já Tive

Para dizer a verdade só tive dois, o primeiro foi como vendedor de tênis em 2006 e fui estágiario a pouco tempo, porém fui dispensado. pena.

2- Quatro Filmes Que Assisto Sempre Que Passam

* Full Metal Jacket de Kubrick
* Duro de Matar
* Qualquer filme de 007
* O Estranho Mundo de Jack

3- Quatro Lugares Que Já Morei

* Petrolina-PE (quando era apenas um bebê)
* Recife-PE (durante minha vida inteira)
* Paulista-PE (De 1994 até hoje)

4- Quatro Programas de TV Que Gosto

* Leitura Dinamica
* Canal Livre
* Lost
* Top - Top da MTV

5- Quatro Pessoas Que Me Mandam E-mails

* Magali (minha mãe)
* Rosilene (minha tia)
* E só, mal recebo e-mails ... só da Sony e do Angry Alien

6- Quatro Coisas Que Você Faz Todo o Dia, Sem Falta

* Olhar a vista da minha varanda
* Assistir Noticiario
* Rezar toda noite
* Assistir Filme

7- Quatro Comidas Favoritas

* Macaxeira (Mandioca) com Carne de Sol
* Sushi
* Cuscuz com queijo que eu faço
* Macarrão chinês com carne desfiada

8- Quatro Lugares Que Eu Gostaria de Estar

Inexplicavelmente, nenhum.

9 - Quatro Pessoas Que Eu Desafio a Postar

Otávio - Hollywoodiano
Hélio - Cinefilia
Marco - Anfitrião
Cecilia - Cenas de Cinema


Tá ai ... abraços povo!

14 de agosto de 2008

Os Melhores do Ano ... Part II

Chegando o meio do ano, e irei mais uma vez postar o meu top diferente ...

Os Melhores Filmes (Periodo Maio/Junho/Julho/Agosto)

1- Son of Rambow - 91% *
2- Batman, O Cavaleiro das Trevas - 89%
3- Sob a Mesma Lua - 85%
4- Ressaca de Amor, Esquecendo Sarah Marshall - 85%*
5- Kung Fu Panda - 80%
6- Be Kind Rewind - 80%
7- The Bank Job, Efeito Dominó - 77%*
8- Hot Rod, Loucos Sobre Rodas - 71%
9- O Procurado - 68%
10- WALL-E - 60%

* - Filmes sem resenha no blog





Os Piores

1- 10000 A.C.
2- Amor em Tempos do Coléra
3- Doomsday - Juizo Final
4- Jumper
5- Hancock
6- Um Crime Americano
7- Um Amor de Tesouro
8- Zohan - O Agente Bom de Corte


Melhores Sequencias de Ação

1- Perseguição do Túnel (Batman, O Cavaleiro das Trevas)
2- A Invasão no Castelo (O Procurado)
3- Perseguição na Floresta (Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal)
4- Tiroteiro entre Moss e Churgh (Onde os Fracos Não Tem Vêz)
5- O Ataque no Deserto (Iron Man)

Atores/Atrizes Revelações (ou surpresa se preferirem)

1- James McAvoy (O Procurado)
2- Ryan Reynolds (The Nines, Teoria do Caos)
3- Norah Jones (Um Beijo Roubado)
4- Saorise Ronan (Desejo e Reparação)
5- Andy Samberg (Hot Rod, Loucos Sobre Rodas)





Decepções

1- Will Smith (Hancock)
2- Ellen Page (Um Crime Americano)
3- John Turturro (Zohan, O Agente Bom de Corte)
4- Giovanna Mezzogiorno (Amor em Tempos do Coléra)
5- Neil Marshall (Doomsday)

Melhor Elenco em Cena

1- Batman, O Cavaleiro das Trevas
2- Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal
3 - Speed Racer
4- Hot Rod, Loucos Sobre Rodas
5- Strange Wilderness


E vocês, quais foram os seus?
Abraços povo!

10 de agosto de 2008

The Dark Knight

O que é melhor, ser um gênio morto, ou um medíocre vivo? Viver eternamente com a vergonha ou morrer dignamente? Pode ter a certeza, essas perguntas passaram certamente depois do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas. Após o filme não é tão difícil o espectador começar a indagar essas perguntas. O reforço vem claro com a noticia da morte prematura e acidental do ator Heath Ledger, porém como na fala do filme, valerá a pena morrer como herói ou viver o bastante para se tornar vilão?

Pode-se dizer que a linguagem de fazer um filme sobre HQ mudou. É quase uma redundância essa afirmação, pior é dizer que não foi. Após Batman Begins, a postura séria, densa e sombria de abordagem se tornou vital para o sucesso entre publico e critica. Claro somando a idéia que a própria mentalidade do espectador mudou nesses últimos 10 anos para cá. Principalmente Batman no qual acabou a década passada como um palhaço de grife.

Ainda bem que Christopher Nolan assumiu o batente e colocou seriedade, atores responsáveis e talentosos (tirando a Katie Holmes) e fez o que pode se dizer o antes e depois de Batman Begins. O seu rival, a Marvel, começou a sofrer um declínio significativo de qualidade principalmente em HAIII e a DC conseguiu forças e fez Superman – O Retorno. E após o sucesso merecido de Batman O Cavaleiro das Trevas, forças para Watchmen e outras futuras adaptações não está tão longe do sucesso.

Nolan com mais liberdade conseguiu fazer algo que qualquer cinéfilo, fã de quadrinhos, leigos e derivados gostam. Dosar todas suas seqüências de ação. Não há como ficar indiferente e nem calmo. Todas carregadas de tensão e enquadramentos clássicos. E quando pensa que se recuperou da seqüência anterior, aparece outra mais eletrizante ainda. O roteiro também escrito por Nolan e seu irmão, Jonathan, é seguramente imprevisível. Apesar de todo mundo dizer que todo mundo achar que os roteiros são daqueles que você sabe o começo, meio e fim. No novo filme do Batman, previsibilidade é algo que passa longe e isso junto a frases de impacto edificantes, é o que pode se dizer. Um roteiro épico.

O elenco do filme pode ser considerado um dos mais fortes e mais competentes da história do cinema, no qual ele consegue colocar em um filme atores de filmes independentes, atores esquecidos e grandes talentos da atualidade em uma harmonia inquestionável. Claro que fica visível a frustração da má utilização de Cillian Murphy na trama do morcego, quem é fã do ator ficou com certeza com a sensação de que ele merecia mais momentos. A surpresa fica com a ótima atuação do Eric Roberts (meu Deus, nunca me imaginaria falando isso). Porém se for para colocar o melhor ator em cena fica com Aaron Eckhart.

Considero o Duas Caras um dos vilões da história do Batman que mais me cativa. Apesar de ter gostado de Tommy Lee Jones em Batman Eternamente (Claro que a mentalidade de como fazer quadrinhos era outra naquela época), o Duas Caras de Nolan sintetizou a alma do personagem e junto ao talento do ator que está cada dia ganhando respeito pelo publico, o personagem se tornou marcante e principalmente do meio para o final que rouba a atenção de todos e ofuscando o que todos acham que é o verdadeiro astro, Heath Ledger.

Não dá para desmerecer Heath Ledger e seu Coringa no filme. Não dá para ficar inquieto com cada cena que ele aparecia causando sensações de angustia, medo e anarquia. Um personagem tão forte que quase todas suas falas irão virar dependendo do espectador, clássicos da história do cinema. Mas as expectativas do filme se tornaram irresistíveis após a morte desse ator, infelizmente uma fatalidade. A espera de muitos provavelmente se correspondeu já que o ator entrega basicamente a sua própria vida ao personagem e isso é tão raro no cinema e tão incrível. Sempre achei o ator extremamente mediano e nos momentos que estava provando que é um ator de verdade, infelizmente acontece aquilo e para mim no filme do Batman estava tão incrível quanto está o resto do elenco, porém ele só se torna justificável de elogios exacerbados na ultima cena junto com Batman que entrega um dialogo memorável digno de aplausos.

Batman – O Cavaleiro das Trevas poderia ter sido apenas um filme de quadrinhos de verão que foi feito para ganhar milhões, mas não. O novo Batman colocou novos paradigmas de como fazer uma história de quadrinhos no cinema. É a evolução de como fazer uma história de um herói, alias como o próprio filme diz, não é nem um herói e nem é um vilão, é algo além do que se imagina. Mas o verdadeiro foco do filme é o sentimento que existe em todos: A sensação de impunidade e medo. Um filme que por pouco não se torna obrigatório, mas é extremamente indispensável para todos.

Era para não acreditar em destino, não. Provavelmente ele acreditou que um homem faz o seu próprio destino, e ele tomou os caminhos certos para ser o que ele queria. Ele colocou na cabeça que se ele quer, ele consegue e conseguiu. Porém aquele mesmo destino que ele driblou fez uma jogada desleal. Mas ele fez algo importante que só poucos fazem, viveu pouco para ser um herói para não ser um futuro vilão, ou um medíocre vivo. Descanse em Paz Heath Ledger.

Ficha Tecnica
Batman, O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)
Diretor: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Morgan Freeman, Micheal Caine, Gary Oldman, Maggie Gyllenhaal, Nestor Carbonell, Eric Roberts, Monique Curnen, Chin Han, Micheal Jai White, Willian Fichtner, Edison Chen e Cillian Murphy
Gênero: Ação
Cotação: 89% - Filme Indispensável

9 de agosto de 2008

Postagem Dupla de Clássicos



Assalto à 13° DP de John Carpenter


Segundo longa do mestre, Assalto a 13° DP mostra o relato de uma delegacia que está prestes a fechar quando subitamente é sitiada por uma gangue desconhecida. Claro que não é necessário contar o resto da história para não perder a graça de ver esse filme. É bom lembrar também que foi o primeiro filme de John Carpenter a ganhar remake em 2005, que depois foi precedido pelo pavoroso A Névoa (original, A Bruma Assassina) e ainda o questionável e polemico Halloween de Rob Zombie.


Curiosamente é uma versão de Rio Bravo de 1959, sendo com mais profundidade e mais violência. Além disso, é um filme crescente, com uma trilha marcante, ótimas seqüências de suspense e principalmente uma das cenas mais chocantes de toda a filmografia do diretor no qual é a cena do sorvete. Ainda bem que o remake não cometeu o erro de repetir a cena. Apesar de ser um filme relativamente curto, o filme é indispensável para os fãs desse diretor que a partir desse filme conseguiu criar com passos seguros uma carreira como poucos.


Solyaris de Andrei Tarkovsky


Antes, os russos chegaram primeiro ao espaço, mas depois os americanos se intensificaram e com passos largos, ganharam o espaço na corrida espacial. Os US and A fizeram 2001 – Uma Odisséia no Espaço, um clássico definitivo da ficção cientifica e ainda colocando parâmetros que até hoje, mesmo com a tecnologia atual, são inimitáveis. E claro, existe a resposta russa, e se chama Solyaris.


Não sei se felizmente ou não, Solyaris não caiu na armadilha em criar um universo desconhecido como fez Kubrick, muito pelo contrario, Tarkovsky colocou como prioridade um outro universo, tão desconhecido quanto o próprio espaço: o homem. Com um roteiro filosófico espetacular, ótimas seqüências, atuações marcantes e principalmente uma condução primorosa de Tarkovsky que entrega ao espectador momentos únicos. Se for para dizer qual é o melhor dos dois, a resposta é claro: 2001. Mas tem que se reconhecer que a resposta russa foi a altura e merece o prestigio. Agora vamos ver como ficou o remake...


Cotações:

Assalto à 13°DP de John Carpenter - 73% - Filme Indispensável

Solyaris de Andrei Tarkovsky - 91% - Filme Obrigatório

4 de agosto de 2008

O Procurado

Você leitor, na pensou na seguinte prerrogativa: quais são os elementos básicos de um blockbuster de ação? Todo ano tem sempre aquele filme que tem o simples propósito de agradar as massas com momentos “divertidos” de ação e que dependendo do projeto, ganha rios de dinheiro, todo mundo fica feliz e pronto. Em 2008 podemos nos orgulhar no qual foi a temporada que mais satisfez dois tipos: os críticos e o publico. Mas tem que ter aquele filme padrão para as férias. Esse ano, O Procurado.

Wesley Gibson pode se dizer, é o retrato da derrota. Sempre esculachado pela chefa dele, uma gordona insuportável; Mal tratado pela namorada que ainda de quebra, o trai com o “melhor” amigo do trabalho dele; Vive liso e tem graves problemas de ansiedade. Porém a “sorte” bate na porta dele, quando em um momento comum, ele se torna alvo de um misterioso assassino e que ele é uma pessoa especial e torna o procurado.

Estrelado por James McAvoy, Morgan Freeman e Angelina Jolie , o filme O Procurado é mais um filme baseado em HQ criado em 2003 por Mark Millar e J. G. Jones. A “difícil” tarefa de dar vida aos quadrinhos ficou na batuta do cazaquistanes Timur Bekmambetov, o homem que deu vida a série de ação Guardiões da Noite e do Dia. Bem, além disso, chega com um atraso lastimável para nossa terrinha brazilis, mas será que o publico vai procurar o filme?

Assim, nesse filme praticamente é uma aula de como fazer um filme de ação para atrair um grande publico. Ou mais fácil, um livro de receitas que se qualquer diretor competente seguir vai se dar bem. Podem achar estranho listar isso, porém ao passar dos anos e nossas mentalidades chegarem a um nível acima, podemos até enumerar isso.

1- Um ator de talento fazendo papel diferenciado: Depois do papel sério e dramático em Desejo e Reparação, James McAvoy faz um papel diferente para quem já é acostumado com ator. E acrditem, ele tira de letra um jovem derrotado que se torna o
cara mais bad ass do filme. Palmas.

2- Uma musa que chama atenção: Digam-me uma atriz que hoje consegue tirar suspiros na platéia masculina e inspiração de força feminina como Angelina Jolie. Depois de muito tempo tomou senso na carreira e está conseguindo escolher bons projetos e provando que é atriz.

3- Um ator experiente para balancear: Morgan Freeman, todo mundo sabe que é um grande ator, como diz Otávio, um Cid Moreira de Hollywood. O mais curioso é ver esse ator fazendo um filme desse tipo, além de fazer uma interpretação tranqüila, é o ator em cena que mais se diverte.

4- Um diretor com personalidade: Podem tacar pedras, mas acho Timur, um diretor que sabe fazer bem o que um filme desse porte precisa: cenas de ação baseados na proposta do projeto, e com certeza, Timur consegue entregar ótimos momentos de ação, a questão é engolir...

5- Um roteiro nem tão bom, mas também nem tão ruim: Depois de terem roteirizado o incrível Os Indomáveis, parece que Michael Brandt e Derek Haas relaxaram e fizeram um roteiro extremamente previsível onde um espectador atento, consegue matar o filme tranquilamente, o pior fica para aqueles que esperam surpresas, por que isso é o que menos acontece nesse filme

6- Ação, muita ação: O Procurado consegue fazer doses precisas de ação onde se torna crescente e explosiva e quando chega no clímax final, parece que de invés de se acovardar como muitos filmes de ação que existem por ai, ele consegue entregar altos níveis de adrenalina que satisfaz qualquer espectador.

Bem, isso ai é O Procurado. É aquele tipo de filme que gostamos de ver quando não temos nada que fazer. Um longa-metragem que sabe divertir e esquecer a seriedade em ótimos filmes. e melhor ainda que 2008 está provando que filme de férias estão ficando maiores e melhores, claro que sempre aparece alguns lixos como Hancock, O Grande Dave (naufragou no fracasso, ainda bem) e A Múmia 3, mas O Procurado pode se orgulhar por ser um filme padrão das férias, um filme pão e circo que vale a pena.

Ficha Tecnica
O Procurado (Wanted)
Diretor:Timur Bekmambetov
Elenco: James McAvoy, Morgan Freeman, Common, Thomas Krestschmann, Konstantin Khabensky, Terence Stamp e Angelina Jolie
Gênero: Ação
Cotação: 68%- Filme Assistivel

1 de agosto de 2008

A Comédia e Seus Contrastes : Will Farrell




Depois da analise com o ator Adam Sandler (isso é, se considera ator) voltaremos com o outro ícone da comédia atual, onde cada filme que lança pode ser considerado sucesso de bilheteria lá, porém ainda não caiu nas graças do publico brasileiro (coisa que o Adam conseguiu) porém a cada passo que dá, está mais próximo ainda. Esse ator é o comediante Will Farrell.


Will Farrell pode se dizer que é um louco pelos esportes. Depois de ser um técnico de futebol de um time infantil em Papai Bate Um Bolão; Um corredor da Nascar convencido que dá dó que dá a volta por cima em Ricky Bobby – A Toda Velocidade; e um patinador que não gosta de compartilhar em Escorregando Para A Glória, Will Farrell volta a fazer um filme de comédia mesclada com esporte e desta vez a modalidade é um dos mais populares de lá (e aqui passa vergonha já que a nossa seleção não foi para as Olimpíadas) o Basquete.


Nos meados dos anos 70, a Liga Amadora de Basquete Americana está próxima do fim já que a fusão para a NBA estava mais perto do que imagina. Na tentativa de entrar nessa empreitada está o Flint Tropical, time liderado pelo jogador/técnico/dono do time Jackie Moon, um cantor de Funk onde só emplacou uma musica chamada Love Me Sexy e só. Agora o problema do time é que nunca jogou bem na vida e com o medo do fim da liga, o pensamento de Jackie é colocar o seu time no lugar de destaque, não importa como.


Apesar de ter uma história divertida sobre o basquete (vai ser difícil esquecer o vexame brasileiro) o problema está na falta de ritmo coisa que era difícil nos filmes de Farrell, principalmente em Ricky Bobby e Escorregando Para a Glória, mas quando o assunto é risada, o homem tira de letra e faz uma seqüência com um urso que é impagável. Além disso, o elenco também tem André Benjamin, Woody Harrelson e Jackie Earle Haley.


Semi Pro pode ser considerado o mais fraco dessa nova leva do ator, porém está muito longe de ser datado como filme ruim. E Will Farrell está se tornando em passos firmes um dos grandes comediantes do cinema atual, pena que a nossa terrinha não caiu ainda nas graças do ator. E pior ainda, é ver mais uma vez o nosso basquete ir para o limbo.


Sim amigos, Will Farrell é produtor também e mais uma vez ele sabe escolher muito bem seus pupilos. Em Hot Rod – Loucos Sobre Rodas, ele produz essa comedia que tem no elenco alguns atores do mesmo programa que lançou ele para o cinema, o Saturday Night Live. E mais um ator que está ganhando espaço no cinema atual.


Rod Kimble é um jovem sonhador e se acha que é um dublê, mas que nunca teve sucesso relativo em suas acrobacias. Apesar de ser a piada da cidade, os seus amigos nunca deixaram de confiar nele. Porém nada é tão bizarro do que a tentativa de surrar o seu padrasto Frank, coisa que todos da sua casa já estão acostumados com o que acontece. Mas Rod descobre que o seu padrasto está gravemente doente, precisando de um transplante, porém o seu plano de saúde não consegue cobrar. Desesperado pelo medo de não ganhar de seu padrasto, ele decide fazer um grande salto para não só apenas salvar o seu nêmesis, mas sim provar para todos o que ele realmente é: um dublê!


O roteiro de Pam Brady, mais conhecida pelos roteiros de South Park e Team América, entrega um roteiro sobre perseverança recheada de piadas muito escrotas e algumas não tão legais (isso claro, dependendo do seu humor espectador). Mas o legal dele é que não apela tanto pelo vulgar, coisa que está sendo muito comum nos dias de hoje e para muito isso é considerado um ponto extremamente positivo.


O elenco do filme é outro achado, praticamente um elenco de SNL que entrega um show de humor em personagens peculiares. Principalmente Andy Samberg que faz um papel extremamente hilário e ao mesmo tempo cativante e que curiosamente, o papel era para ser de Will Farrell, mas por causa da idade ficou praticamente impossível, entretanto a sensibilidade que Samberg criou para Rod é inquestionável. Também tem Danny McBride que faz um papel mediano no filme, mas tem seus momentos, junto com Bill Hader, e foi achado de Farrell e que pode ser visto em Drillbit Taylor e no mais recente filme da trupe de Apatow Segurando as Pontas (Pinapple Express).


Uma comédia que sabe não só apenas criar momentos espontâneos de riso no espectador, mas sim sabe cativar com todos os seus elementos que o filme dispõe como uma divertidíssima trilha sonora, um afinado elenco de apoio e uma história que cativa a todos que assistem. Filme recomendado para assistir e ficar no final da sessão com um sorriso no rosto e cantarolando as músicas do filme. O filme é COOOOOLLL BEEEEAAAAANSS












Cotação dos Filmes
Semi Pro - 58% - Filme Assistivel
Hot Rod - Loucos Sobre Rodas - 71% - Filme Indispensável