25 de julho de 2008

A Comédia e Seus Contrastes: Adam Sandler

Um gênero de contrastes, um gênero que está ganhando novos parâmetros e aqueles que tinham a formula garantida estão com dias contados. Poderia ser qualquer gênero como ação ou ficção. Porém é o gênero que tem como principal fator de liberar em seu espectador uma sensação gostosa de se sentir. Trata-se da comédia e ultimamente ela está se modificando ao passar dos anos.


Vamos começar pela barrocada do ex-queridinho da América Adam Sandler. A cada ano que se passa ele continua com a idéia de repetir a mesma piada e todo mundo rir dela. Apesar de entrega de uma performance surpreendente no drama Reine Sobre Mim, sempre ficou evidenciado que ele era um ator de uma nota só e que é quase impossível mudar aqueles cacoetes que o ator tem. Porém como produtor, a história pode ser outra. A Happy Madison está indo com seus próprios pés e o mais bizarro, consegue ser mais engraçado do que os filmes do criador. Irei citar os dois exemplos mais novos.





Zohan – O Agente Bom de Cama é o mais novo projeto de Sandler. De priora a história é bizarra: Um agente secreto que desiste do seu trabalho e vai para Nova York para ser algo meio inusitado, trabalhar num salão de beleza. De priora a premissa é engraçada, porém existe por trás da situação um tratamento com humor e ao mesmo seriedade em tratar de um tema que talvez não possa viver em nosso meio mas que a cada dia que se passa está se tornando cansativo que é o conflito entre palestinos e israelenses.


O roteiro dele que além de ser escrito por Sandler e com parceria de Judd Apatow, trata desse assunto sem cair no pejorativo e lança alguns preconceitos sobre as duas raças e fora o romance (claro, se não tiver não é comédia de Sandler) entre uma palestina (interpretada por Emmanuelle Chriqui) e ele que faz um ex-agente do Mossad. O que propriamente segura o filme todo é esse âmbito de roteiro por que de resto, tudo que vocês já viram nas comédias dele é repetida com euxaustão.


Pelo menos Zohan consegue ser melhor do que Click onde particularmente conseguiu ser um dos piores filmes do ator sem duvida. Entretanto é sentido em seu longa o desgaste tanto com o ator quanto com os filmes dele. Mas pelo menos tem cenas que você ri sem nenhum problema e graças a Deus tem menos cacoetes ridículos que marcaram esse ator que quando começa a ficar nervoso COMEÇA A GRITAR E ACHAR QUE TODO MUNDO ACHA GRAÇA!


Já a produtora lançou no começo do ano uma pequena pérola do ridículo. Strange Wilderness – Um Programa Animal é estrelado pela trupe que aparece na maioria dos filmes de Sandler e a história é praticamente sem noção. Uma equipe irresponsável de tv que fala sobre a vida animal está indo ao fundo do poço. E arriscados a perderem o programa, eles decidem ir a América do Sul procurar um monstro lendário: O pé grande!


O elenco do filme é encabeçado por todos as figuras conhecidas dos filmes de Sandler como Allan Covert, Peter Dante, Jonah Hill e entre outros. Porém a liderança do filme fica com Steve Zahn que alterna em filmes fracos e bons. Pois bem, o

elenco de apoio consegue tirar mais risadas do que o criador e nesse filme a coletividade para entreter o espectador é um dos pontos mais fortes da trama e todos tem seus momentos engraçados.


Entretanto colocando os pés no chão, o roteiro anárquico e bobo não consegue cair nas graças dependendo do espectador. Além de uma direção extremamente convencional para o gênero, não trazendo nada de novo ou genial, porém as situações absurdas e o tom satírico em tratar sobre um assunto chatíssimo que é programa de vida animal conseguem ser o diferencial de toda a obra.


Strange Wilderness – Um Programa Animal não é um filme genial, porém é daquele tipo de filme quando você chama a galera para ver um filme bobo e mesmo sendo mais ou menos, você consegue rir pacas com momentos extremamente divertidos. Infelizmente foi lixado pela critica americana e se chegar aos cinemas daqui será por milagre, e, além disso, você irá levar isso a sério?












Cotação dos Filmes
Zohan, O Agente Bom de Corte - 40% - Filme Mais ou Menos
Strange Wilderness, Um Programa Animal - 45% - Filme Mais Ou Menos

20 de julho de 2008

Doomsday - Juízo Final

Sabe qual é o maior problema de um diretor de um filme estrondoso? É o filme seguinte. Muitos diretores já sofreram esse tipo de problema, outros não. A cobrança, tanta da critica quanta do publico, muitas vezes é pesada e cruel. A mais nova vitima da vez é o diretor Neil Marshall que depois do estrondoso (?) Abismo do Medo vem com seu novo filme, Doomsday – O Juízo Final.


Em meados de 2008, um vírus mortal começa a se alastrar de uma maneira devastadora na Grã-Bretanha, assim começando um êxodo populacional e fechamentos de cidades. Os anos se passam e o governo britânico pensava que o vírus estava erradicado, porém começou a voltar na capital do império, Londres. O governo tentando impedir mais uma crise epidêmica manda uma equipe de soldados para a terra devastada a procura da cura sobre a liderança de Major Éden Sinclair.


Durante a película não consegue se ver nada de novo. Alias, muito pelo contrario, se vê algo pior. Já começando pelo formato do filme que lembra (e muito) um clássico da ficção Fuga de Nova York de John Carpenter, e mesmo se fosse uma referência pequena (exemplo, um dos personagens se chama Carpenter). Entretanto quase todas as qualidades do filme de Carpenter são reutilizadas como a leitura de computador, o modo da narração, alguns acordes da trilha de Tyler Bates e até da construção da personagem Éden Sinclair que praticamente é Snake Plisken de saias.


Também se vê muito a influencia de Mad Max de George Miller (sim, também tem um personagem chamado Miller), porém é tão porcamente homenageado que de invés de se tornar algo legal, se torna doloso de se ver. E fora os vilões da trama que podem se dizer vergonhosos e patéticos fazendo assim parecerem vilões de filmes de Didi e Xuxa. Fora o roteiro em si que é um lixo, cheio de frases feitas e uma trama que tenta engatar a quinta marcha, mas não sai da primeira nem com reza braba.


Com esses pontos incrivelmente terríveis sobra para o diretor fazer uma coisa, investir na ação e na violência, onde nesse filme cumpre o seu dever com tiros exagerados onde gente perde mão, jorra sangue que só, uma seqüência que embrulha o estômago e seqüências de ação de um filme qualquer dos anos 90. Mas se isso fosse garantia de um ótimo projeto, ou algo do tipo, iria coroar esse diretor por que nessa parte, ele faz muito bem, obrigado.


Doomsday pode ser sucesso em locadoras onde tem todos os elementos que o povão gosta: história rasa feito pires, violência demasiada, protagonista gostosa que bota quente e sangue... Muito sangue. Porém o filme é extremamente fraco, que mal empolga e faz questionar o porquê do furor para esse diretor onde fez um filme onde assusta não por causa de sua história ou violência, mas pelas condições sismológicas. É Neil Marshall, se junte ao clube por que diretor fogo de palha... Tem um monte!




Ficha Tecnica
Doomsday - Juízo Final (Doomsday)
Diretor: Niel Marshall
Elenco: Rhona Mitra, Bob Hoskins, Alexander Siddig, Craig Conway, MyAnna Buring e Malcolm McDowell
Gênero: Ação/Suspense/Ficção
Cotação: 18% - Filme Fuleragem

16 de julho de 2008

Resenhas Rápidas

Apesar de não ter voltado como queria, irei adiar a segunda resenha sobre Exterminador do Futuro por problemas pessoais, peço desculpas a todos que queriam ver mais sobre dessa incrivel saga, porém ire comentar bem rápido os filmes que vi ultimamente, peço desculpas a todos


Hancock – Existe filme ruim, existe filme super ruim e existe Hancock.


Quantas vezes não nos cansamos de ver boas idéias sendo desperdiçadas por mãos incompetentes? Bem, exemplos não vão faltar claro, porém vamos falar do mais recente. Hancock é estrelado pelo homem bilheteria Will Smith que fala de um anti-heroi que quer se redimir na sociedade. Sim, o filme é bem feito mas se isso fosse sinônimo de qualidade seria outros 500. Roteiro horrível, forçado até dizer chega. Atuações precárias principalmente de Charlize Theron fazendo o seu pior papel de sua carreira. Seqüências de ação chatas e um final que subestima o espectador e faz pensar assim: que merda é essa? É Jumper... Chegou mais um filme querendo lhe derrubar no quesito de idéia boa jogada fora...


Kung Fu Panda – O Pandinha ruleia...


Os desenhos da Dreamworks seguem um caminho diferente da Pixar. Enquanto a Pixar cada dia quer se tornar a melhor produtora de todos os tempos, a Dreamworks segue o caminho alternativo, um caminho que muitas vezes compensa, de criar personagens carismáticos. Desta vez eles conseguiram o seu melhor, além de criar um personagem cativante e extremamente engraçado, conseguiram fazer em si o melhor roteiro desde Formiguinhaz, no qual explora muito bem as filosofias chinesas e a grande lição do filme consegue ser mais mágico do que o filme em si. Considero melhor do que o filme da Pixar, mas não por causas técnicas, por que um se preocupa em entregar espetáculo visual, o outro se preza no que é mais importante para um filme: Entreter o espectador.


Cotação dos Filmes
Hancock - 28% - Filme Fuleragem
Kung Fu Panda - 80% - Filme Indispensavel

2 de julho de 2008

Uma Pausa ...

Amigos, leitores do Cine JP. Eu irei fazer uma viagem de descanso para minha cidade do coração, Petrolina, e ficará um pouco dificil postar aqui ... Mas calma, irei dar uma pausa mas voltarei ... Pode ser que apareça fazendo aquelas resenhas rapidinhas só dizendo o que o filme é ...

E para não dizer que não estou desatento ...

Posso estar adormecido ... Mas sempre de olho em tudo ... Abraços!