31 de maio de 2008

Ainda em 2008 ...

E ainda completando os fatos de 2008, irei contar claro, o que eu estou esperando para o resto de 2008. claro que não irei citar os filmes que toda a galera espera. Estou falando daqueles filmes curiosos que vi por ai e que espero ansiosamente para que pelo menos apareça por aqui ou... Em algum canto curioso. Então vamos para alguns filmes...

The Fall

História: Um duble de Hollywood na década de 20 sofre um acidente e fica internado no hospital, durante o tempo de cura, conhece uma menininha que está com o braço quebrado e daí começa uma bela amizade juntada com histórias fantásticas de cinco heróis místicos.

Expectativa: o filme foi vencedor de melhor filme no premio de Sitges na Espanha, onde premiam filmes de ficção/fantasia/horror. O filme é dirigido pelo mesmo diretor de A Cela e o clip ícone Losing My Religion do REM, Tarsem. Apesar de muitos considerarem A Cela um filme fraco(eu gostei), o que chama muita atenção é a direção impecável do diretor, o filme chamou tanta atenção que David Fincher e Spike Jonze apresentam ao publico esse filme, e além disso, tem tudo que O Labirinto de Fauno não foi ...

Trailer: http://br.youtube.com/watch?v=Q6j-vg8uNcE


Henry Poole Is Here

História: Henry Poole é um cara desiludido com a vida e entrando numa profunda crise, porém em sua casa acontece algo inusitado. Uma imagem sacra aparece em sua casa chamando atenção de sua vizinhança assim acontecendo milagres, porém o verdadeiro milagre na vida dele irá aparecer ao seu redor.

Expectativa: Estrelado por Luke Wilson, o filme tem tudo para agradar aquele tipo de espectador que gosta de filmes de superação e lições de vida. Com uma história ao mesmo tempo engraçada e emocionante. Não precisa ir com expectativas altas, só apenas ficar de olho se vai chegar ou não e ter um bom sorriso no rosto e ainda acreditar em milagres. (se bem que esse ano foi o que mais teve no cinema).

Trailer:http://br.youtube.com/watch?v=HwGE56A_t64


The Machine Girl

História: uma adolescente japonesa se torna vitima da Yakusa, além de testemunhar a morte de seu irmão, ela teve o braço decepado. Depois disso, ela jura vingança e vai atrás da máfia com um apetrecho especial, uma mega metralhadora acoplada em seu braço e não perdoará ninguém.

Expectativa: Olhando essa história, o trailer e o pôster, o que cobrar? Muitas vezes temos que esquecer um pouco o lado critica e incorporar o lado cinéfilo que muitas vezes apenas só quer se divertir durante um curto período de tempo. Muitas vezes é melhor ser trashão descompromissado do que um filme extremamente realista e muitas vezes sem graça... Vide a franquia Bourne.

Trailer: http://br.youtube.com/watch?v=eSpCWJnnWVI


The Haunted World of El Superbeasto

História: Baseado nos quadrinhos criados por Rob Zombie, o longa conta a luta do super-herói El Superbeasto, um lutador mexicano, que junto com sua irmã gostosona, a Suzy-X, irá lutar contra o terrível vilão Dr Satan para livrar o mundo de Monsterland da tirania do mal.

Expectativa: Imaginem, juntem os mesmos criadores de A Vida Moderna de Rocko e Bob Esponja e junta com a anarquia de Rob Zombie, essa combinação faz com que essa seja uma das animações mais esperadas desse ano. Além de contar com as figurinhas tarimbadas dos filmes dele, também aparece Paul Giammati como o vilão, Dr. Satan, que aparece no filme A Casa dos Mil Corpos. Se for bom ou não, tanto faz, quanto mais insano e escroto for... Melhor.

Trailer: Ainda Não Lançaram


Podem aparecer mais... Mas bate uma preguiça escolher... abraços.

28 de maio de 2008

Especial John Carpenter - Rapidinhas

Antes de tudo, agradecer os elogios dos visitantes sobre o especial John Carpenter e volto com uma edição rapidinha sobre três filmes dele, para não perder o costume, de então agradeço a todos e um beijo em especial para Kamilla da Cinéfila por Natureza que faz aniversário hoje que tudo de bom para você Milla.

Christine – O Carro Assassino: Carpenter e King, uma parceira que poderia dar certo...

Era para ser a junção perfeita entre Carpenter e King, porém os problemas não estão na direção de Carpenter... E sim no próprio livro. A história do livro é basicamente uma copia quase descarada de Carrie a Estranha, no qual o principal é um rapaz e o foco não é a tele cinese, mas sim o amor doentio do carro. Enquanto o livro faz no inicio uma demonstração gradual e por muitas vezes, chata de se acompanhar. Mas no filme transforma os óbvios mais chatos da trama em algo surpresa, apesar de ter sido mais soft nas seqüências de ataque do carro, porém deu agilidade a um livro que começa quente... Mas que termina com um gosto que poderia ter sido melhor.

Cotação –53% - Assistível



Halloween – A obra máxima do terror teen

Existem os filmes que se qualificam como, inovadores, padrão e obras primas. O terror teen teve Noite do Terror como inovação, Sexta Feira 13 como padrão, mas a obra prima ficou com Carpenter. Mesmo hoje, com filmes mais violentos, ainda o filme consegue transmitir toda a tensão da perseguição de Micheal Myers para Laurie Stroode, a eterna Scream Queen Jamie Lee Curtis. Além disso, a trilha impecável de John Carpenter causa arrepio a cada um. Com certeza, um filme que até as pessoas que não gostam de horror adoram ver, podem ter certeza, a capacidade de prender espectador como esse filme faz... Está muito escasso nos dias de hoje. E o remake do filme... É bom, mas não chega aos pés do original, alias, nenhum filme do gênero conseguiu chegar.

Cotação – 90% - Obrigatório


O Príncipe das Sombras – Um filme esquecido pelo tempo, mas inesquecível para quem assiste.

Depois do divertido Os Aventureiros do Bairro Proibido, Carpenter volta com um filme de horror extremamente sério, contando a história clássica do bem contra o mal porém usando sabiamente o conflito entre a ciência e a fé. Fora a claustrofobia que o local trás e ainda com momentos arrepiantes com mendigos liderados pelo roqueiro Alice Cooper. Fora uma grande direção de Carpenter com sequencias antológicos que crescem durante a trama até o clímax final no qual faz com que qualquer espectador fique apreensivo até o ultimo momento de trama. Pode se dizer um filme padrão para qualquer fã do gênero e como disse nosso amigo Ronald, um filme obrigatório para fãs de Carpenter

Cotação – 85% - Indispensável

27 de maio de 2008

Fatos de 2008 ...

2008, parece que foi ontem que começou o ano... Porém estamos no meio dele e muita coisa curiosa a meu ver aconteceu. Já se tem muitas coisas curiosas e outras coisas... Bem... é melhor comentar aqui.

Colocando sombra na concorrência – A Paramount se torna uma maquina de fazer ótimos filmes.

Até agora, a Paramount conseguiu fazer um feito curioso, alguns dos melhores filmes do ano são da produtora. Percebam: Cloverfield, Onde Os Fracos Não Tem Vez (a Paramount Vantage), As Crônicas de Spiderwick, Homem de Ferro e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, apesar desse ultimo ter dividido uma certa parcela do publico e critica. E ainda mais, Homem de Ferro é por enquanto a maior bilheteria do ano e ainda o filme que teve mais aprovação de críticos no site Rotten Tomatoes; Onde Os Fracos Não Tem Vez conseguiu os prêmios máximos do Oscar incluindo roteiro, direção e filme. Se manter um bom ritmo podemos subir a montanha e ver de cima bons projetos.

Percebendo o óbvio – mais remakes de horror... Mais dores de cabeça...

A cada ano que se passa, está cada vez mais freqüente remakes de filme de horror, principalmente vindo da Ásia, calderão fervente do horror. E só nesse começo do ano, essa corrente deu três películas totalmente descartáveis, a primeira foi One Missed Call, que curiosamente é um remake do filme mais fraco de Takashi Miike, e resultado, datado de longe um dos piores filmes do ano. O Olho do Mal, estrelando a nova Miss Bomba, Jessica Alba é outro remake mal sucedido de The Eye – A Herança dos Irmãos “Pinico” Pang e ainda contando com uma dupla de diretores franceses que fizeram Ils e resultando no filme extremamente fraco. E Imagens do Além, remake do tailandês Shutter até que tentou porém fez os mesmos erros crassos de O Grito e não funcionou ... Mas calma... Esse ano reserva ainda mais (decepções) surpresas.



Nostalgia, só com prescrição médica – o problema do retorno de alguns personagens clássicos.

Só nesse ano, dois personagens clássicos do cinema voltam às telas e uma adaptação de um desenho cult ganha sua versão live action. Rambo e Indiana Jones voltam nos seus novos capítulos de suas sagas e Speed Racer ganha a tão sonhada adaptação. Mas nem tudo são flores nessas adaptações. O novo filme de Rambo deu espaço a violência extrema porém se esqueceu da história, apesar de ter muitos fãs, alguns não digeriram tão bem a (falta) criatividade de Stallone que voltou tão incrível em Rocky Balboa. Em Indiana Jones conseguiu o feito, caiu bem nas graças da critica, porém o publico não conseguiu engolir algumas situações, alguns criticam o roteiro fraco, outros o excesso de efeitos especiais, entretanto, todos concordam que é um filme pipoca como não se via em muito tempo. Já Speed Racer pode se dizer que se junta ao hall dos subestimados, já que a critica americana não gostou muito e o publico não respondeu bem, e mesmo aqueles que viram o filme, sabe que dividem opiniões, alguns acham bizarro demais, já os fãs viram uma adaptação tão fiel que não se via desde Sin City. É bom curtir os novos filmes dos heróis, mas como fãs, como cinéfilos, bem, fica a seu critério vibrar ou detestar.

É DO BRASIILLLL – O cinema nacional no centro do mundo.

Apesar de ter começado com o pé esquerdo colocando um filme errôneo para o Oscar, o cinema brasileiro tem muito que comemorar. No começo do ano, um dos melhores filmes nacionais, Tropa de Elite de José Padilha ganhou o Urso de Ouro de Berlin derrubando apenas Sangue Negro de PT Anderson, com isso começou a caminhada para esse filme no Oscar, apesar disso, começou mais uma vez um largo debate sobre se o filme vale a pena ou não de ser indicado, exemplo disso, são os vários tópicos criados no IMDB sobre o filme onde alguns denegrirem e outros protegem o filme e o comentário mais curioso que li foi no qual, que os americanos preferem um filme policial que é um remake de um filme oriental, que no caso foi Os Infiltrados, do que um filme que genuinamente trata com clareza o sistema policial brasileiro. E no ultimo final de semana, Linha de Passe de Walter Salles ganhou um premio importante que será fundamental para a corrida para o Oscar 2009, que foi a vitória de Melhor Atriz para Sandra Corveloni e derrubando Angelina Jolie e Juliane Moore, se o filme tiver uma ótima carreira no exterior, quem sabe ela pode ser indicada? É só torcer para que apareça mais prêmios e mais alegrias para um cinema que tem seus defeitos, porém sabe ser soberano.

Onde os fortes não têm vez – mais uma vez o Oscar traz sorrisos... E revoltas.

Se brincar é de propósito, toda vez a Academia trás o sorriso no rosto e premia os que merecem, mas ao mesmo tempo, alguns possuidores das estatuetas não merecem nem possuir, o que muitos acham o premio máximo do cinema. vamos logo lembrar de um dos filmes mais injustiçados da noite que foi a animação Persépolis de Marjane Satrapi e que perdeu injustamente para Ratatouille. Hoje depois de muito tempo reconhecem o erro de ter dado o premio para o filme errado e pior, alguns não conseguem dizer aonde está a tão falada genialidade do filme, que considero, um dos piores da Pixar, um dos filmes mais hipermegaextremamente superestimado do ano junto com O Sonolento, ops, Ultimato Bourne e Ligeiramente Grávidos. Mas os vencedores não há o que questionar, principalmente Onde Os Fracos Não Tem Vez e seus consecutivos prêmios. Alguns ficaram chateados pela derrota de Sangue Negro, mas uma coisa ele conseguiu, ser marcante para quem viu. Mas todos os filmes que foram no Oscar, desde enfadonho Desejo e Reparação, o alegre Juno e o denso Conduta de Risco tem uma nova premiação a seguir. Conquistar os seus corações, amantes do cinema.

Final do ano talvez tenha mais ...
Abraços...


E sim... Os melhores filmes por enquanto e sua respectiva porcentagem

Onde os Fracos Não Têm Vez – 93%
Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal – 92%
Persépolis – 85%
Juno – 84%
Um Beijo Roubado – 82%
Os Indomáveis – 80%*
Os Noves – 80%
Homem de Ferro – 78%
Cloverfield – 78%
As Crônicas de Spiderwick – 77% *

*os filmes não tiveram resenhas no blog



E os mais fracos são...

O Orfanato – 47%
Awake – 40%
[REC] – 20%
Catacumbas/Sepultadas – 5%


Até POVO!

25 de maio de 2008

3° Ano ... Three ... Extremes

3 anos ... muito tempo em ... agradeço a todos que vêem aqui no meu blog e vê um aspirante a critico, porém um apaixonado, desde pequeno. E para comemorar esse 3° ano, tem que ser um filme especial. No ano do 3 ... Three Extremes. Como já postei a critica faz tempo, uma das primeiras, hoje irei repostar como homenagem. espero que gostem, não irei modificar nenhuma fila ... porém o mais importante é uma coisa ... é olhar para o passado, para compreender o presente e visar no futuro em coisas boas ... no caso ... um bom filme ... abraços.

Quando se pensa de primeira sobre horror oriental vem logo no imaginário de um espectador comum: “Há, é aqueles filmes de japonês que sempre é a mesma coisa que tem uma menina fantasminha de cabelo de chapinha que assusta todo mundo”. Bem esse estigma é facilmente quebrado em Three Extremes é pode se dizer, é o melhor filme de horror oriental de todos os tempos.

O primeiro conto é A Caixa (The Box) que conta a jornada de uma escritora de sucesso que é atormentada pelo passado; o segundo conto é Escravas da Vaidade (Dumplings) que conta a história de Tia Mei, uma cozinheira de mão cheia que tem a receita da juventude em seus bolinhos mas o ingrediente secreto é algo que vai além da compreensão; e em Cut (sem titulo em Português) conta a história de um diretor de cinema coreano de sucesso que é seqüestrado por um figurante cheio de ódio e se o diretor não fizer nenhuma exigência dele, a sua mulher, uma pianista de sucesso pagará caro pelas conseqüências.

Assim como o saudoso Creepshow e Além da Imaginação, Three Extremes são histórias de horror e fantasia dirigidas pelos maiores mestres da nova corrente cinematográfica oriental. Takeshi Miike (Japão); Fruit Chan (Hong Kong/China) e Chan Wook Park (Coréia do Sul). A fotografia dos 3 contos são incrivelmente espetacular demonstrando a incrível força técnica dos orientais e principalmente em The Box que há momentos que não estamos vendo um filme e sim uma pintura clássica em movimento. O roteiro de The Box é bem contado, conta com famosos recursos que prendem o espectador até ao último momento e a sua espetacular conclusão. Já em Dumplings, dos três é que tem a estrutura mais simples, mas com o tema que é tratado no curta é realmente pavoroso, e com um final que podemos dizer, revoltante e quem já viu o longa e se chocou com o final, no curta podem passar mal. E em Cut poderia ser mais um conto sobre seqüestros, mas ele tem vários pontos que fazem que seja o curta mais surpreendente colocando humor negro; cenas chocantes e um envolvente jogo de personagens demonstrando que nem tudo é o que parece fora o final mais surrealista.

Three Extemes não é só apenas um simples filme de horror, e sim uma obra de arte misturada com histórias arrepiantes, jogos de câmeras impecáveis, cenários inesquecíveis e todos os elementos que o cinema norte-americano anda devendo e muito ao grande publico. Um grande filme, que dificilmente sairá da sua mente. E uma prova definitiva que o cinema de horror oriental não precisa de fantasmas para fazer você sentir frio na espinha.

Ficha Tecnica:
Três Extremos (Three Extremes)
Diretores: Fruit Chan(Escravas da Vaidade), Chanwook Park(Cut) e Takashi Miike(A Caixa)
Elenco:Bai Ling, Mirian Yeung e Tony Leung Ka Fai (Escravas da Vaidade);Byung-hun Lee, Won-hie Lim e Hye-jeong Kang (Cut);Kyoko Hasegawa, Atsuro Watabe, Mai Suzuki, Yuu Suzuki e Mitsuru Akaboshi (A Caixa)
Gênero: Horror/Drama/Fantasia
Cotação do Filme: 93% - Filme Obrigatório

22 de maio de 2008

Homem Aranha 2

Antes de Homem de Ferro ter levantado a credibilidade da Marvel estava de mal a pior, e a questão que rodeou a cabeça de vários fãs, críticos, e publico foi ... Qual foi o ponto chave da crise? Uns acham que foi a terrível adaptação de Elektra, outros acham que foi a transposição caricata de Quarteto Fantástico, outros já acham que foi a maldição da trilogia que não só afeta os quadrinhos, mas em geral, quase todos os gêneros possíveis. Para mim não. A resposta para mim está por muitos um filme perfeito, porém para mim, uma das mais nojentas adaptações já feitas no cinema. Homem Aranha 2.

Depois dos eventos do primeiro filme, Peter Parker tenta se virar como pode na selva de pedra que é NY, a sua amada Mary Jane é sucesso nas peças da Brodway, o seu amigo Harry Osborne cresce uma raiva incontrolável pelo homem que matou o seu pai. Enquanto isso, o herói da vizinhança, o Homem Aranha ganha um novo vilão, desta vez é o Dr. Octopuss, que tem o intuito de manipular uma energia poderosa.

O diretor de horror Sam Raimi teve a “sorte” de ter feito uma da mais bem sucedidas adaptações de quadrinhos no cinema e ainda na sua seqüência, a adição do ator veterano e experiente Alfred Molina. Mas alegria de cinéfilo dura pouco. Na realidade, muito pouco mesmo, porém o que mais dói para mim é saber que a franquia de Homem Aranha nos cinemas está seguindo uma carreira idêntica ao Homem de Aço da DC.

Querem explicação para isso, lhe darei. Todo mundo sabe que Homem Aranha copiou na cara dura muitas referências de Superman está na cara. Porém mal sabem que tanto no segundo filme e o terceiro também copiaram pontos visíveis da franquia do Homem de Aço. Por exemplo, a desistência dos poderes de herói para ficar com a mocinha... Epa, isso acontece em Superman II e o plagio é tão doloroso que até a roupa no qual Clark Kent sai da câmara do poder, Peter Parker imita. Fora isso, outro ponto visível e horrível foi o resumo do primeiro filme nos créditos iniciais da trama... Epa, isso acontece em Superman II; pelo clamor do socorro do perigo eminente do vilão, o herói retorna para salvar o dia... Epa, isso acontece em Superman II. E ainda dizem que a trama do Aranha é incrível...

Fora isso, antes da franquia, todo mundo colocava fé no talento de Tobey Maguire porém depois do primeiro filme ele só fez de aquele drama insosso Alma de Herói e depois voltou para fazer o segundo filme. Por pouco, por um acidente nas filmagens, ele poderia ter sido substituído por Jake Gyllenhaal mas ainda bem que o Tobey voltou a fazer o papel. (mas que na realidade agradeço por Jake não ter sido escolhido) porém de tanta mediocridade que foi mostrado nesse segundo filme, é até bom que Jake não tenha entrado nessa barca furada.

O resto do elenco só presta quatro nomes e não é surpresa. Bruce Campbell faz uma participação muito curiosa como o recepcionista do teatro que foi mais contido do que a primeira aparição porém com humor mais refinado e curioso. J.K. Simmons que faz JJ Jamesson arranca nos três filmes momentos genuínos de humor. E claro, o vilão, assim como nos três filmes, os vilões são os motivos sinceros e desta vez, quem tentou salvar o filme foi Alfred Molina como Doc Ock que fez uma interpretação sem muitas estripulias sabendo ser correto em todas as suas cenas e a aparição relâmpago de Willen Dafoe que foi um tipo de colírio quando o filme jogou areia em meus olhos.

Sam Raimi aprendeu com Richard Donner os acertos de fazer um belo filme porém na seqüência aprendeu com a mesma franquia a errar. Os efeitos visuais são tão forçados que chega a um ponto duvidar se o Tobey estava atuando ou era um computador fazendo o serviço completo. Seqüências de ação altamente sem graças dando destaque luta no metro que tomou rumos de ruindade que nem se imagina. outro ponto horrível é a repetida lição de moral do primeiro filme, é como um disco arranhando, sempre volta para o erro, no caso do filme, para a morte do Tio Bem. Pode até aturar, porém cansa. O único ponto bom da direção de Raimi é uma seqüência chave que ele faz uma homenagem ao seu melhor filme da carreira, Evil Dead, ele repete uma seqüência famosa do filme de horror e quem só percebe são fãs da trilogia de Ash.

Pode se dizer que foi uma das piores sessões de cinema de toda minha vida, juntando com o desconforto, desordem na sessão, e principalmente, um filme que não empolga, que trás dor de cabeça para quem gosta de um bom filme. Se a Marvel procura respostas para a crise de suas adaptações, está ai a resposta. Pode se dizer que depois disso, como um veneno que alastra em nossos corpos, o filme marcou uma geração de quadrinhos, porém foi o primeiro passo da queda do imperio da Marvel no começo da década. E curiosamente se formos basear no que aconteceu na franquia do Superman e ligar para essa saga, pode ter certeza, o caminho para o ridículo ainda vai chegar ao seu ápice, já que Spiderman III foi só um aperitivo do que irá acontecer. Alguns acham isso uma obra prima... Realmente, é uma obra prima... Da mediocridade.

Ficha Tecnica
Homem Aranha 2 (Spiderman 2)
Diretor: Sam Raimi
Elenco: Tobey Maguire, Alfred Molina e outros
Cotação do Filme - 10% - BOMBA

Link Para a Animação: http://www.angryalien.com/aa/spiderbun.asp

Querem ver filme de Verdade, vejam:

Superman
X-Men
Corpo Fechado
Iron Man

21 de maio de 2008

Pequeno resumo, serio mesmo, se passar de dois parágrafos estou sendo bom. Quando se pensa quando se escreve pouco... Pouco é o que o filme oferece. Mas Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal está muito longe... Extremamente longe disso. Spielberg se junta novamente com Lucas e Ford, e ainda conta no elenco Shia LeBeouf (o novo protegido de Spielberg) Ray Winstone (o cara de Beowulf), Karen Allen do primeiro filme e uma das minhas musas supremas do cinema, Cate Blanchett.


Vicente passou um cheque para Paulo, que depois de um tempo descobriu que estava sem fundo. Depois de alguns meses, Paulo viu Vicente na fila do banco e pensou:- é agora que vou pegar Vicente e ter o meu dinheiro. E todo pomposo, Paulo chega cutucando Vicente e começa a falar bem alto:- Vicente, e esse cheque aqui (o cheque um pouco envelhecido) como é que fica? E Vicente com a maior cara de pau no mundo disse:- Plastifique pra não rasgar.

Quem for para ver Indiana Jones no cinema guardem o ingresso com todo o carinho do mundo e quem sabe fazer o que Vicente disse, plastificar o ingresso na sua vida e o filme em nossos corações . Mais uma bela experiência vivida em minha vida e que registro nesse blog que daqui a poucos dias, completará o seu terceiro ano de vida. Filme Obrigatorio e candidato fortissimo a um dos melhores filmes do ano.

Ficha Tecnica
Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and The Kingdom Of Crystal Skull)
Diretor: Steven Spielberg
Elenco:Harrison Ford, Cate Blanchett, Shia LeBeouf, John Hurt, Ray Winstone e Karen Allen
Gênero: Aventura/Fantasia
Cotação do Filme: 92% - Filme Obrigatorio

19 de maio de 2008

Especial John Carpenter: Eles Vivem (THEY LIVE)

Terminando o especial do mês do ano 3 do blog, um dos filmes mais polemicos de Carpenter e ao mesmo tempo curioso.

Muitos dizem que os olhos são a janelas da alma e do mundo e que os óculos restringem a visão que temos em nossas vidas. Porém para Nada foi o contrario e o que viu é aterrorizante. Nada, um andarilho que tem um emprego braçal na construção civil, vê a policia fazendo uma desapropriação de uma comunidade pobre. Após o ataque ele acha uns óculos escuros bizarro que vê em tudo preto e branco, mas esse mesmo óculos revela o verdadeiro mundo que ele vive e ainda pior, descobre que tudo que controlado por uma força maior.

John Carpenter pode se dizer que fez um dos seus melhores filmes da carreira. Eles Vivem é mais uma fita do diretor que foi extremamente barato, no equivalente a 4 milhões de dólares. O filme marca o final da década gloriosa de Carpenter no qual pode se dizer que emplacou clássico atrás de clássico como O Enigma do Outro Mundo, Starman, Fuga em Nova York e Eles Vivem.

Curiosamente, Carpenter queria fazer uma homenagem aos filmes dos anos 50 e 60 de invasões extraterrestres, porém vendo hoje estes mesmos filmes hoje são a clara proposta anticomunista que os US and A tinham contra a União Soviética e já pelas mensagens implícitas já pode se dizer com toda a certeza que os homenzinhos vermelhos são do outro lado do mundo.

Mas em Eles Vivem, o foco continua sendo alienígenas, porém a essência critica de invés ao falho sistema socialista soviético, desta vez é de uma maquina que o governo americano sabe usar muito bem, que é o capitalismo e seus maniqueísmos. E mesmo depois de duas décadas de seu lançamento, o filme consegue algo, ser atemporal e hoje, percebemos que pouca coisa mudou, não para melhor, mas também não para pior.

Eles Vivem não pode ser o mais bem feito em questão de efeitos especiais. Nem tão pouco de maquiagem, porém ele tem algo que hoje só poucos valorizam que é uma ótima história para contar e criar situações incríveis com o que tem. Por isso que é um filme obrigatório, mas não para chamar uma obra de arte, mas sim para refletir sobre o que nos rodeia. Um horror sociológico que vale a pena ser visto, debatido entre todos. Pena que termina com um gostinho de quero mais.


Ficha Tecnica
Eles Vivem (THEY LIVE)
Diretor: John Carpenter
Elenco: Roddy Pepper, Keith David e outros
Gênero: Ficção Cientifica/Suspense/Ação
Cotação do filme: 90% - Filme Obrigatorio

Se Gostou do filme, Recomendo:

El Mariachi
Pi
Clube da Luta
Cabana do Inferno

17 de maio de 2008

Especial John Carpenter: Fuga de Nova York

Atualmente, o nosso país vive com problemas significativos no sistema penitenciário. Superlotações, condições precárias, estruturas falhas e descaso do governo. Algumas correntes do sistema penal tentam achar respostas para este problema que assola o país. E o nosso homenageado, John Carpenter, deu uma idéia absurda, porém por que não tentar colocar em pratica?


No final da década de 80, explode uma onda de violência em todos os Estados Unidos, fazendo com que isolem uma cidade inteira para transformar - lá em uma prisão de segurança máxima. A cidade eleita foi Nova York, para ser exato, toda a ilha de Manhattam. Em 1997, o presidente tem a sua Força Aérea Um tomado por terroristas e sua cápsula de fuga cai no epicentro de NY, e com ele está um documento especial para a “paz” no mundo. Com isso, o admistrador da penitenciaria, tem uma grande idéia. Chamar um veterano de guerra, porém renegado Snake Plissken para o resgate, porém com uma bomba biológica no corpo assim fazendo que ele tenha um prazo para resgatar o presidente. Sendo que sobreviver na prisão já é difícil, escapar se torna impossível.

Só a premissa do filme é algo incrível e questionável. O filme permite ao espectador a refletir se vale a pena fechar uma cidade e colocar a escoria criminosa. Apesar do próprio roteiro não conseguir explorar quanto deveria, mas só a colocação de idéias é louvável. Mas ele não perde a principal característica que é contar uma ótima história de fuga impossível.

Kurt Russell e John Carpenter pode se dizer que é uma dupla explosiva. Russell entrega mais um personagem durão que cativa qualquer um. Snake Plissken é um personagem durão, que não pensa duas vezes e que está pouco se lixando para o que está havendo. Mas sim o seu principal foco é a missão. Fora isso, ele influenciou o personagem principal de Metal Gear Solid, Solid Snake.

Carpenter neste filme faz de melhor, roteiro, direção, participação especial e trilha sonora (que por sinal incrível) e ainda de quebra faz um dos grandes clássicos dos anos 80 que foi marcado por ficções cientificas geniais e que hoje, mesmo que saia ótimas produções, sentimos falta daquela magia que foi preponderante nessa época e que as seqüências de ação desse filme convencem mais do que uma produção top de linha da ultima década.

Fuga de NY é um filme obrigatório para os fãs e indispensável para os cinéfilos que querem sentir do por que os anos 80 foi considerada uma das épocas mais prosperas que o cinema teve, claro que teve tecnologias e filmes melhores nos anos conseqüentes mas quem viveu essa época guarda com carinho e emoção de ter visto o herói em cena dizendo aquela frase celebre “Call Me SNAKE!”. Por falar nisso, tão dizendo que vai sair o filme de Metal Gear Solid... imagine se Kurt Russell fosse Snake novamente ... o sonho ...


Ficha Tecnica
Fuga de Nova York (Escape From New York)
Diretor: John Carpenter
Elenco:Kurt Russell, Lee Van Cleef, Ernest Borgnine, Donald Pleansence, Isaac Hayes, Harry Dean Stanton, Adrienne Barbeau, Tom Atkins, Charles Cypress e Jamie Lee Curtis
Gênero: Aventura/Ficção Cientifica/Suspense
Cotação: 88% - Filme Imperdivel

Se Gostou, Recomendo:

Mad Max
Blade Runner
Os Aventureiros do Bairro Proibido.

13 de maio de 2008

Especial John Carpenter: The Thing - O Enigma do Outro Mundo

Começando as festividades de aniversário do Cine JP, inicia-se com um especial de 3 filmes especiais de um grande diretor, um dos mestres do horror, John Carpenter.


Hoje, a palavra que mais assusta em um espectador de horror se chama uma: remake. Atualmente nunca se vê tanta ojeriza em falar sobre esse tema. Hoje, isso se deve muito a falta de criatividade que os americanos ver. Se analisar neste ponto de vista. Já que tanto na Europa, quanto a Ásia continuam fazer seus filmes e ainda mais, influenciando diretamente o modo de cinema americano. Mas esse mesmo tema há 20 anos atrás, servia mesmo como uma releitura ou homenagem. John Carpenter, conseguiu fazer algo que vai ser muito difícil superar.

Antártida, Inicio de inverno de 1982, um grupo de pesquisadores americanos se deparam com uma situação inusitada: um cachorro sendo perseguido por um helicóptero norueguês e depois de alguns erros, os noruegueses morrem e a equipe fica com o cachorro. Com esse mistério, alguns vão para a base vizinha e descobrem algo assustador, mal sabem que eles entraram um pesadelo sem fim onde o horror é silencioso e mortal.

O Enigma do Outro Mundo (The Thing) é uma releitura de um clássico dos anos 50 chamado The Thing From Another Space de 1951 que foi referenciado no clássico e no remake de Halloween e ainda conta no elenco o ator favorito de Carpenter que é Kurt Russell que já fez com Carpenter grandes clássicos como Fuga de NY, Aventureiros do Bairro Proibido. E além disso, em 2002 ganhou até um jogo para PC, Playstation 2 e XBOX mostrando fatos depois do filme.

O roteiro entrega a situação em doses precisas e não entrega tão fácil o segredo do filme. Porém quando começa o horror, faz questionar o espectador para um ponto desconhecido, o que chega ser mais assustador: um inimigo desconhecido ou a perca da confiança? A trilha de Ennio Morricone pode se dizer que é uma das mais tensas do cinema e ainda fez com o ar de clássicos dos anos 50, porém assim como em O Iluminado, inexplicavelmente a trilha foi indicada à Framboesa de Ouro como pior trilha sonora. Assim entrando naquele tipo de fato incompreendido que só depois de algum tempo perceberam o quanto assustador é a trilha deste grande compositor.

Mas os pontos fortes do filme é a direção precisa de Carpenter e os efeitos visuais do filme criados por Rob Bottin. Hoje, vendo esse filme, o espectador ainda fica impressionado com o efeito especiais das “coisas”, desde de seu movimento até a o desenho deles que por muitas vezes é perturbador e tira o sono de qualquer um. Dando destaque a cena da mesa cirúrgica que dá inicio a uma das seqüências mais apavorantes do cinema.

Pode se dizer que é uma obra-prima do horror: com certeza. E ainda mais, é um tipo de filme que mesmo você vendo milhões de vezes, sempre irá sentir o medo gelar a espinha. Além disso, é também considerado por muitos, o melhor remake de horror já feito na história do cinema de horror. Respostas para esse fato têm varias respostas, pode até ser que na época que saiu o filme, uma releitura é prestigio a obra que foi feita, hoje é dor de cabeça e falta de fôlego novo para um gênero que nos dá tantas alegrias, no caso do horror, tantas doses de adrenalina e medo.

Ficha Tecnica
O Enigma do Outro Mundo (The Thing)
Diretor: John Carpenter
Elenco: Kurt Russell, Keith David e outros
Cotação do filme - 91% - Filme Obrigatório

Se Gostou, Recomendo:

Alien - O Oitavo Passageiro
A Mosca
Planeta Terror
Vampiros de Almas

11 de maio de 2008

Resenhas Rapidas de Blockbusters

Fato, o Cine JP está ficando menos blockbuster e mais cinema... Bom não? Mas calma, também vi o mais obvio de todos os blogs, as superproduções Iron Man e Speed Racer. Como não tenho mais saco para escrever para filmes do tipo ou não sei como falar com o medo da transposição de fanzoide e isso muitas vezes influencia o modo de critica. Ficamos admirados quando vimos alguns exemplares na tela e ficamos naquela ilusão de efeitos e diversão. O bom desses momentos é você parar e ficar refletindo no que viu e nestas resenhas rápidas podem dizer o que eu achei.

Iron Man – A Marvel tomou vergonha na cara.

Depois de sucessivos erros, para se terem a idéia, o ultimo filme decente que achei da Marvel foi O Justiceiro e não o Mamão Aranha II, depois de tantos tropeços, maldição do terceiro ter devastado a credibilidade da Marvel e ainda a retomada violenta da DC, pode se dizer que Homem de Ferro fosse a ultima e derradeira cartada da Marvel ... e deu certo! Atores competentes, um diretor pé no chão, um roteiro preciso que foca ao mesmo tempo diversão e ao mesmo tempo reflexão, um orçamento razoável comparado ao exagero sem precedentes do Emo digo Mamão ops, Homem Aranha, cenas de ação dosadas porém eletrizantes e uma trilha poderosa que tem além de Iron Man, clássico supremo do Black Sabbath toca Suicidal Tendencies com Instititionalized e pense como pirei no cinema ... ehehehe. Com certeza, é um filme que levanta moral de qualquer produtora, esperamos que ande neste caminho sólido onde a pretensão saia e entre qualidade.

Cotação do filme – 78% - Filme Indispensavel
Momento Inesquecível: O Ataque do Iron Man no deserto



Speed Racer – Para alguns, alegoria epilética. Para um fã... Um sonho realizado.

Vamos ser sinceros. Voltamos para um ano atrás. Quando estreou Transformers, fui ver em uma sala de arte com um grupo de fãs do desenho. Quando aparecia cada robô, eles enchiam os olhos e se comportavam como crianças e vibraram a cada minuto. Bem, naquele momento não tinha percebido o que era essa sensação mágica. Porém eu senti isso, vendo Speed Racer. Os irmãos Wachoski voltaram ao batente depois do desfecho desastroso que foi Matrix e criaram um filme família com tudo que tem direito, com direito a lições de moral e família, personagens carismáticos, vilão detestável, momentos engraçadissimos e claro, espetaculares seqüências de corrida que sintetizaram todo o universo do desenho. Mas a alegria para por ai, quem não conhece o desenho e se quiser viu um episodio, vai achar o filme exagerado e por causa do nome dos diretores, vão querer filosofia de rodoviária a lá Matrix. Ai vão cair do cavalo. Para mim, fã, um sonho realizado, só não deu para chorar por que minhas lagrimas valem ouro. Como um critico de cinema, foi um filme redondinho que vale a pena ver na telona com a família e amigos. Terminando o filme enchi o peito em dizer: tive uma infância feliz. Por que não sonhar com Thundercats?

Cotação como Fã – 75% - Filme Indispensavel
Cotação de Critico – 65% - Filme Assistivel
Momento Inesquecível: Claro que são as corridas, porém irei citar Zequinha e Gorducho aloprando na fabrica ao som de Free Bird nas alturas.

5 de maio de 2008

Os Fragmentos da Tracey


Fragmento: cada uma das partes em que se divide como todo; pedaço; fração; migalha.

Ellen Page: Atriz jovial em ascensão fazendo papeis de adolescente problemática.

Normal: o que segue de norma; comum.

Múltiplo: diz-se do numero que contem varias vezes, exatamente; complexo.

Os Fragmentos da Tracey, filme independente que foi feito pela Telefilm Canadá tem no elenco a atriz prata da casa Ellen Page que conta uma história batida, porém com vantagens que põem ao espectador questionar sobre o balanceamento final do longa.

Tracey, garota que tenta colocar na cabeça que é normal, porém a ultima coisa que se passa ao seu redor é o que se pode dizer... Normalidade. Ridicularizada em seu colégio, não se sente bem com o seu corpo mal desenvolvido, família altamente disfuncional. A única alegria que ela tem é do seu irmão que entrou em hipnose e se comporta como cachorro. E quando ele desaparece, acontecerão duas situações importantes. A procura desesperada pelo seu irmão pequeno e o despertar do amor para um garoto.

O roteiro tenta ser que nem o titulo do filme, todo fragmentado onde o espectador tenta juntar durante o filme todo, por onde começa e por onde termina. Mas fica o destaque fica para os monólogos que Maureen Medved cria para a personagem Tracey, fora os personagens bizarros que surgem durante a trama. Fora isso, a edição embaralhada de cortes e ângulos são um ponto agradável e desafiador mesmo para quem já conhece o estilo.

O maior problema está em uma pessoa: Ellen Page. Mas calma, no filme ela mais uma vez faz uma interpretação fantástica que ganha mais foco pelos momentos monólogos que ela desenvolve na trama. O problema é que ela criou para si a eterna figura de adolescente problemática, apesar da repetição, garantir a indicação de melhor atriz no filme Juno que ela faz uma... Adolescente problemática. Chega a um ponto que se torna uma atriz limitada e se for contar a lista de profissionais desse tipo, o debate chegará ao infinito. E acreditem, sou fã incondicional da atriz.

Os Fragmentos da Tracey não chega ser um péssimo filme. Não, muito pelo contrario, desafiador em vários pontos, se torna uma experiência como poucas, porém os antecedentes da própria atriz fazem com que está mesma experiência se torne mais do mesmo. Nem sei se chegará ao Brasil, talvez uma pequena produtora que quer aproveitar do sucesso repentino da atriz e até lançar no mercado. Um bom filme porém que tem fragmentos que fazem com que tudo se perca em vão.

Ficha Tecnica
Os Fragmentos da Tracey (The Tracey Fragments)
Diretor: Bruce McDonald
Elenco: Ellen Page, Libby Adams, Shawn Ahmed, Stephen Amell, Jackie Brown, Ari Cohen, Ryan Cooley, Daniel Fathers
Gênero: Drama
Cotação do Filme: 64% - Filme Assistivel

Se Gostou dele, recomendo:

Adrenalina
Carrie, A Estranha
Irreversivel

1 de maio de 2008

CJ7

Alguns astros de ação têm dois tipos de publico. O primeiro é fácil dizer, rapazes que gostam de ver em testosterona pura como porrada, tiros e ser rodeados de lindas modelos que pobres mortais não tem nenhuma capacidade de ter. (ilusão é lasca!) e o segundo publico: as crianças! Sim, os pimpolhos que vêm nesses heróis exemplos (?!) de vida e de seguir a infância. E ainda ficam mais felizes quando vêem seus heróis protagonizando filmes infantis. Mas isso é bom ou apenas marketing para atingir novos públicos.

Ti é um cara batalhador. Trabalha horas e horas na construção civil, vive numa casa caindo aos pedaços, viúvo e cuida de seu filho pequeno Dicky. Apesar de toda a luta, ele junta todo o dinheiro para o investimento do futuro do garoto em um caro colégio particular. Durante o recreio, Dicky vê com os coleginhas um cachorro robótico chamado CJ1 e fica sonhando com o brinquedo, apesar disso, o pai não tem verba para isso. Com pena do seu filho, Ti acha no lixão uma bola verde, porém ele se torna um cachorrinho especial que tem um dom que irá mudar a vida do pai batalhador e seu filho.

CJ7 é o mais novo filme do diretor/ator Stephen Chow e ao contrario das suas ultimas produções, os cultuados e divertidos Shaolin Soccer e Kung Fu Hustle (Me recuso a falar o nome nacional desses filmes) onde tem ação e irreverência, desta vez ele ataca em um outro gênero: Filme infantil. Pelo jeito é algo tão comum quanto se imagina. Quantas vezes não vimos brucutus fazendo filmes direcionados para crianças. Os dois últimos exemplos conhecidos foram Operação Babá com Vin Diesel (ruim que só) e Treinando o Papai com The Rock (ainda não vi). Será que Chow terá a magia de fazer um filme infantil ou não?

O roteiro tem todo o maniqueísmo de qualquer filme infantil que se preze. Lições de moral aos montes, diálogos perto da mediocridade mas que fica melhor quando o cachorrinho especial entra na trama dando assim uma melhorada significativa porém não sai do estigma desgastada do gênero. Se for ver o filme em questão de atuação só presta a do menino que na realidade é uma menina, sim, o menino do filme é protagonizado pela menina Jiao Xu. Ela consegue ter um carisma inegável e ainda carrega uma atuação superior ao que se ver em muito filme infantil. E Stephen Chow... Mero coadjuvante de luxo.

Porém ele na direção é outra história. Stephen Chow sabe seguir muito bem a famosa cartilha do cinema de aventura asiática. Personagens bizarros, cenas curiosas de ação e ainda efeitos visuais que indicam que um desenho se tornou uma live-action pelo modo caricato que o diretor tratou em seu filme. Fora o grande astro da trama o CJ7, podem ter a certeza que ele será um tipo de bichinho que agradará crianças e adultos pelo seu jeito divertido. E o que tudo indica se continuar com esse mesmo processo imaginativo pode pelo menos o que esperar para a nova produção dele, a adaptação para o cinema de Dragon Ball.

CJ7 se for visto baseado no que o diretor fez ultimamente, se torna até uma suposta ducha de água fria se for esperando um longa de ação extremamente exagerada. Porém se for visto como um filme infantil encontrará uma fita curiosa e alternativa de diversão que o gênero propõe para o seu publico alvo. Não pode ser a melhor fita do momento, porém é uma outra opção para quem está cansado de ver ratos superestimados e heróis fora de si.

Ficha Tecnica
CJ7 (Long River 7)
Diretor: Stephen Chow
Elenco: Sthepen Chow e Jiao Xu
Gênero: Infantil/Ficção Cientifica/Comédia/Aventura
Cotação: 55% - Filme Assistivel

Se Gostou ... Recomendo:

- Shaolin Soccer
- Et - O Extraterrestre
- Mulher Nota 1000
- Um Tira No Jardim de Infancia