31 de março de 2008

[REC]

Hoje, no Enquanto Você Dormia irá passar uma reportagem espetacular sobre a vida noturna dos bombeiros de Madri, e inclusive com direito a um exclusivo chamado em um prédio nos arredores da cidade. O que irão ver é com exclusividade, e a intrépida repórter Ângela e o cinematografo Pedro captando passo a passo dessa emocionante jornada adentro do prédio. Tudo isso, só o programa Enquanto Você Dormia, hoje a noite e reprises aos finais de semana.

Uma nova sensação ou mais do mesmo? É o que se viu em [Rec] do diretor Jaume Balagueró e Paco Plaza e utiliza um recurso que muitos adoram e outros detraem: a câmera em primeira pessoa com similaridades de documentário porém com foco em outro gênero e no caso desse filme, no horror. Também irá ter reprise nos filmes Cloverfield e Diary of The Dead de George A Romero. A grande questão é, ajuda ou não?

O tema chave da trama já não convence mais, se tivesse ainda um subtema interessante, poderia ter sido melhor, entretanto é mais mal explorado do que a base da trama. As atuações no começo convencem por ser naturais, mas até certo ponto, depois virou uma alegoria de histeria forçada que não transmite em nenhum momento pânico o medo da situação. Assim o grande destaque fica ao jogo de direção e de câmeras que utiliza todos os recursos que pode ter como ausência de som em alguns momentos, takes inusitados e a câmera noturna, assim ficando como o único elemento convincente da trama.

REC ... Realmente Estaria Convencido se não fosse tão jogado, se tivesse elementos mais convincentes, se fosse mais longo, se fosse bem mais atuável e principalmente, se fosse bom. Resumindo, Estritamente Cansativo em alguns pontos. É, isso ai, enquanto pensamos que o terror está se levantando, vêm obras como esse filme e destrói o que o gênero pode produzir. E final do ano já vai ter o prematuro remake. É melhor ver um documentário sobre guerra ou algo do gênero, assusta mais.



Ficha Tecnica
[REC]
Diretores: Paco Plaza e Jaume Balagueró
Gênero: Horror
Cotação do Filme - 20% - Filme Fuleragem

Se Quer Ver Algo Bom de Verdade, Vejam:

- Right At Your Door
- O Caminho Para Guantánamo
- A Bruxa de Blair
- A Noite dos Mortos Vivos (Original)

21 de março de 2008

Southland Tales

Muitas vezes o cinema é uma coisa bem simples: uma faca de dois gumes. Existem filmes que despertam curiosidades e outro, aversão suprema. E ainda mais somado com a esperança de novo sangue em um lugar onde aparentemente não existe luz no fim do túnel. Será que é nessas horas que tomar rumos extremamente diferentes é a única saída do marasmo? Será que sempre estaremos prontos para novas visões e concepções de um mundo onde está escasso o broto da originalidade?

Depois de dois anos de espera, chega o mais novo filme de Richard Kelly, Southland Tales. Segundo longa do diretor, após do cultuado Donnie Darko. No período de Donnie para Southland Tales, Richard Kelly fez o roteiro para o mais ou menos Domino de Tony Scott. Os detalhes desse novo filme são tão intrigantes quanto a sua própria história que apesar de ser ficção, não foge muito e por pouco não se tornou a nossa realidade atual.

Em 4 de julho de 2005, acontece um ataque similar a Hiroshima nos EUA fazendo assim que as frágeis relações internacionais acabem de vez e estoure a 3° Guerra Mundial que envolve além dos Estados Unidos, Síria, Irã, Afeganistão e Coréia do Norte. Depois disso, o petróleo se tornaram escasso no próprio país fazendo assim recorrer a fontes alternativas como etanol e etc., porém um cientista excêntrico criou uma fonte moderna de energia chamada Fluid Karma fazendo com que qualquer veículo nunca pare de funcionar. E em 2008, os republicanos escolhem o estado da Califórnia para suas previas e consequentemente, as eleições. E a partir de poucos dias que antecedem o aniversário do desastre de 3 anos atrás. Um veterano na guerra do Iraque irá narrar... O apocalipse moderno.

Inicialmente pode se dizer que o filme tinha tudo para dar errado por vários motivos. Primeiro motivo é pelo fato do seu elenco que vai do brucutu The Rock, os atores de papeis únicos Seann Willian Scott e Sarah Michelle Gellar, alguns comediantes fazendo papeis sérios, um ator decadente Christopher Lambert e um cantor tentando ser ator que é o caso de Justin Timberlake. Assim irá se pensar que iremos ver aqueles tipos de filme de ação sem cérebro que tem como papel, um espetáculo de pão e circo moderno. Mas graças a Deus, isso não existe nesse filme.

O roteiro do próprio diretor de inicio fala sobre a sociedade que já estava fragilizada com a guerra do Iraque e que piora com novos eventos na vida de todos. E é nesse ponto que temos a maior surpresa do filme. Ele aborda muitos temas que ora comum ora desafiador. Ainda fica mais inquieto pelas atuações inexplicavelmente ótimas de seus protagonistas, dando destaques a Seann Willian Scott e The Rock que fazem papeis totalmente diferentes do que estão acostumados e principalmente Scott que imaginava-se que ele iria ser ator de um papel só, mais um milagre cinematográfico que presencio no ano de 2008 assim juntando com a de Jennifer Garner em Juno.

Richard Kelly mesmo sendo um jovem cineasta, com certeza ele tem uma marca registrada em sua carreira: misturar sem pudor, gêneros totalmente diferentes em um filme. Ele mistura comedia, suspense, ficção cientifica e até musical. Claro que essa mistura de idéias tem um preço, e ele pagou caro. Na versão completa do filme que tem quase 3 horas de duração, foi passada no Festival de Cannes, teve varias repercussões negativas assim fazendo com o seu projeto completo não seja exibido e ainda teve a sua duração reduzia e não tendo o que realmente queria. Complicado.

Southland Tales é mais uma obra única desse diretor visionário que pelo menos tenta trazer algo de novo para Hollywood que está devendo que é a capacidade de contar histórias insólitas carregadas de bizarrices. Não é uma obra que de primeira não pode agradar, porém como em muitos filmes cults, o reconhecimento pela obra só será no futuro onde todos compreenderem o que o diretor quis mostrar. Se continuar assim, Kelly está mais próximo de ser o homem das obras únicas.


Ficha Tecnica
Southland Tales
Diretor: Richard Kelly
Elenco: The Rock, Seann Willian Scott, Sarah Michelle Gellar, Bai Ling, Mandy Moore, Curtis Armstrong, Christopher Lambert, Cheri Oteri, Miranda Richardson, Kevin Smith, Wallace Shawn, Amy Poehler e Justin Timberlake.
Gênero: Comédia/Suspense/Drama/Ficção Cientifica
Cotação do filme: 80% - Filme Indispensavel.

Se Gostaram ... Recomendo:

Blade Runner
Bem Vindo A Selva
O Homem Duplo
Donnie Darko

17 de março de 2008

El Orfanato

Quer chamar atenção de qualquer espectador desavisado comum? Coloca assim em letras garrafais: tal diretor famoso apresenta... e pronto, tem uma chamativa de ouro para um projeto. Porém esquecem de avisar que tal diretor famoso não dirige, é só aquele carinha que financia o filme e dá diretriz do projeto e só. E mais uma vez, espectadores mal avisados foram ver O Orfanato de Juan Antonio Bayona crendo ver o novo filme de Guillermo Del Toro, ledo engano. E sobre o filme, bem... O filme é... (...)

O bom filho a casa retorna, porém no caso de Laura, a boa filha a casa retorna. Depois de vários anos afastados de onde cresceu, ela compra o orfanato onde viveu sua infância, O Orfanato Bom Pastor. Junto com seu marido e seu filho adotado que sofre de uma grave doença. Mas a sensibilidade de seu filho consegue ressurgir almas que não descansam e um terrível segredo está prestes a se revelar dentro desse orfanato.

Guillermo Del Toro depois de ter conseguido fazer sua “obra-prima” El Laberinto del Fauno, ele criou uma produtora especial para novos talentos chamado Está Vivo! Laboratório de Nuevos Talentos e o primeiro projeto do diretor como olheiro de novos talentos é O Orfanato e o escolhido foi J.A. Bayona, formado na Escola de Cinema e Audiovisual de Catalunya, na Espanha. A questão é, será que a produtora irá colher os louros como o seu dono?

O roteiro de Sergio G. Sánchez mesmo sendo bem escrito, obedece ao script sobre filmes que envolvem assuntos mediúnicos trazendo uma nula evolução, a não ser pelo comportamento da personagem principal, mas e ante mão, nas primeiras cenas já é de prever o final e ainda pior, se tiverem visto Fauno, irão perceber que o sentido filosófico de Fauno é repetido nesse filme. Chato não?

Belén Rudea faz uma interpretação fortíssima e digna de aplausos para a personagem Laura faz com que arranque elogios sinceros. Já o filho da personagem interpretado por Roger Príncep é uma palavrinha: irritante. E mesmo aparecendo pouco, Edgar Vivar e Geraldine Chaplin fazem uma das seqüências de maior arrepio da trama e que vale a pena sentir o medo, porém depois da aparição deles, o filme cai de um jeito tão singelo.

Bayona não traz nada de novo, porém a competência dele é visível. Mas ele conseguiu criar uma seqüência assustadora no encontro dos médiuns, mas depois disso, tudo que o espectador já calejado no assunto já viu: sustos secos, trilha indicando um susto, cortes rápidos, seqüências dosadas de medo e um final que tenta surpreender, mas que falha feio.

(...) Decepcionante, uma palavra certa para esse filme que no qual tinha tudo para ser um novo fôlego do cinema de horror se tornou apenas mais um filme de casa mal assombrada de fim previsível. Uma pena, já que ainda tinha esperanças de que não sentiria uma frustração tão drástica quanto foi para El Laberinto, mas senti e foi nesse filme. Sorte no próximo projeto Del Toro.

Ficha Tecnica
O Orfanato (El Orfanato)
Dietor: Juan Antonio Bayona
Elenco: Belén Rudea, Fernando Cayo, Roger Príncep, Mabel Rivera, Edgar Vivir e Geraldine Chaplin.
Gênero: Drama/Suspense
Cotação: 47% - Filme Mais ou menos

Se gostou, recomendo:

A Espinha do Diabo
A Dama Na Água
Mar Adentro
Os Outros

12 de março de 2008


A teoria da relatividade nos prova que existem momentos que são longos, porém parece que foram poucos momentos e outros que são poucas coisas se transformam em uma longa e tortura sensação de que não vai acabar. Eu não sei se vocês perceberam, mas alguns filmes de suspense/horror que tem quase em media de duas horas, parecem passar tão rápido dependendo de como a história nos envolve, mas tem outros filmes que... Nossa, é fácil e chato lembrar que tem uma enxurrada de péssimos filmes de horror que tem a media de 85 minutos, porém o ápice da vergonha do gênero que já não é tão bem visto para os cinéfilos foi sepultado pelo filme... Sepultadas (Catacombs).

Se contar a primeira parte do enredo do filme, poderia se ter um dos mais curiosos filmes de horror... PODERIA... Na França, chegou um período que os cemitérios estavam lotados, e o governo começou a colocar os corpos embaixo da cidade, assim se estima que tenha mais de seis milhões de mortos no subsolo da cidade mais bela do mundo, Paris.

Dá até pena em comentar sobre isso, por que só por esse dado, era disponível criar um enredo convincente sobre tema até um pouco assustador para o publico comum. Mas vejamos outros pontos do filme, é dos mesmos produtores da saga de Jogos Mortais é imaginável que teríamos algo chamado de acefalia de roteiro e de alto nível que destrói um cinéfilo que tem amor ao cinema. O filme transmite essa acefalia como se fosse uma doença mortal.

Victoria é uma jovem americana que é dependente de remédios e Carolyn, sua irmã, incentiva Victoria a ir para Paris para tentar superar essa fase difícil e mal chegou na cidade já é arrastada para uma festa rave que fica nos subsolos da cidade, exatamente nas tumbas (OH!!!) e durante a festa, ela ouve uma história de um predador que vive no subsolo, porém Victoria vê a sua irmã morta pelo monstro e começa a fugir, porém o pior acontece. A policia dá um baculejo na festa e o lugar é lacrado e ela fica presa sozinha no escuro, porém ela descobrirá que não estará sozinha.

O filme é protagonizado pela cantora Alecia Moore, de primeira, vocês não conhecem, mas é a famosa cantora pop Pink que faz uma interpretação tão nula quanto a carreira de cantora que ela tem. Também tem a atriz Shannyn Sossamon que está ficando especialista em filmes de baixa categoria. A trilha sonora eletrônica basicamente é uma poluição sonora junto com as seqüências de rave que não tem nem pé e nem cabeça envolvendo góticos, punks e dançarinas de escola de samba (?!). o roteiro é capenga até dizer chega e o que não tinha (história) ainda piora com o final (pseudo)surpreendente que ainda dá mais raiva para o espectador que espera a tortura acabar.

Uma das piores sensações senti nesse filme, a sensação de que é impossível um filme de horror ser tão ruim quanto esse. Um dos piores filmes que já vi na minha vida. Um atentado ao cinema de horror que andou mal das pernas nos últimos anos. E ainda colocando em cheque a credibilidade baixa dos produtores da saga Super Aventura do Wii. Assim lembrando da antológica cena de Bob Esponja - O Filme onde o Rei Netuno mostra a careca no Siri Cascudo e todos se impressionaram com o brilho da careca do rei e um peixinho diz que os olhos estavam começando a arder de tanta dor... bem quer sentir essa mesma sensação, veja Sepultadas. FUJA QUE É BOMBA!


Ficha Tecnica
Sepultadas (Catacombs)
Diretores: David Elliot and Tomm Coker
Elenco: Shannyn Sossamon e Alecia Moore aka Pink
Gênero: Horror
Cotação: 5% - FUJA QUE É BOMBA

6 de março de 2008

Desejo e Reparação

Preste atenção nessa situação: menina de 13 anos que mora em uma mansão é apaixonada pelo filho da empregada da casa, porém esse rapaz é na realidade, apaixonado pela irmã da adolescente. Mas percebendo que a singela garota não podendo ficar com ele, faz de tudo para destruir e afastar o casal. Mas depois de muito tempo, percebeu que fez besteira e faz de tudo para reparar o erro. Lendo assim de cara, parece que estamos vendo aqueles casos de baixaria que passa na Márcia, Casos de Família, Ratinho e etc. Porém é base da trama de Joe Wright em seu mais novo filme, Desejo e Reparação.

Baseado no livro Reparação de Ian McEwevan, o filme conta no elenco James McAvoy, Keira Knightley, Vanessa Redgrave, Romola Garai (na moral... que nome feio da p*&¨%) e a sensação (?) Saoirse Ronan. O filme, claramente, foi indicado ao Oscar, teve oito indicações, porém só levou o premio de melhor trilha sonora e naqueles que o filme estava com força total, foi ofuscado pelos outros indicados. Porém muitos o consideram a obra prima romântica que saiu nesse século, verdade ou exagero?

Mesmo com um roteiro bem construído, mas ainda tem seus problemas como à própria história, que pareceu ter saído de um caso forjado desses programas de televisão que denegrida a imagem da família em si. Porém o plano de fundo por ser em uma Inglaterra pré-segunda guerra mundial e suas situações conseqüentes faz esquecer o que está acontecendo.

O elenco mesmo com muitos nomes femininos, James McAvoy é o grande nome do filme, com uma atuação forte em seus momentos mesmo demonstrando serenidade, é um dos grandes pontos do filme. Keira Knightley ainda continua sendo um vácuo de atriz, porém nesse filme ela teve uma noção de atuação se portando como uma dama dos anos 30 fazendo caras e bocas de filmes clássicos do cinema, pena que ela ainda precisa de aulas de como atuar de verdade.

Porém a personagem Briony que foi interpretada por três atrizes e de acordo com o tempo do filme, carrega sensações dúbias para o espectador. Para os mais sensíveis, sentiram pena pelos sentimentos dela que era “puro” como a mentalidade que ela tinha. E como contraponto, aqueles que não se deixaram se levar pelas emoções que o filme injeta para o espectador mais comum (me encaixo) sabe que o que ela fez não existiu nenhum tipo de clemência e sim o sentimento puro de maldade e inveja. Mas uma coisa é bem interessante, mesmo com trama de casos de família, ela é uma das personagens mais bem construídas do filme levando assim para ser um objeto de estudo para muitos, inclusive no âmbito jurídico sobre a conduta de personalidade que ela tem durante o filme. Porém em uma coisa é uma verdade absoluta em que todas as três atrizes encarnaram perfeitamente essa personagem tão complexa.

Na visão técnica do filme é de uma coisa de encher os olhos. Em algumas cenas a fotografia e o posicionamento dos atores para captar as sensações são de uma maestria imbatível e fora as longas tomadas que o diretor criou principalmente para a seqüência antológica da praia, que mesmo não sendo de relevância maior para a trama, é de encher os olhos. Fora isso, a trilha sonora é uma das mais curiosas que já ouvi, fazendo a junção dramática da história com o som estridente da maquina de escrever, assim merecendo o único Oscar desse filme.

Desejo e Reparação não entra na pragmática de um filme ruim, porém a base da história é sofrível e cheio de reviravoltas óbvias para o tipo de drama, mas se não fosse a sua força técnica, boas atuações e uma antológica cena da praia. o filme seria um quadro da Márcia com uma superprodução. Mas calma... é um filme que dá para assistir sem nenhum problema mas em nenhum momento irá ser uma obra-prima.

Ficha Tecnica
Desejo e Reparação (Atornement)
Diretor: Joe Wright
Elenco: James McAvoy, Keira Knightley, Romola Garai, Saoirse Ronan e Vanessa Redgrave
Gênero: Drama/Romance
Cotação: 60% - Filme Assistivel

Se Gostou Dele ... Recomendo:

Razão e Sensibilidade
Orgulho e Preconceito
Piratas do Caribe - A Maldição da Perola Negra

PS: Depolis coloco as fotos ...

2 de março de 2008

Juno

Um dos temas mais embaraçosos para se conversar com os pais, além sobre drogas e destinos que se devem seguir, é com certeza a gravidez na adolescência. O cinema e a sociedade reprimiam o tema sempre culpando muitas vezes o próprio adolescente e sempre colocando a visão pragmática dos velhos dizendo a coisa mais simples e preconceituosa possível: é burrice de ambos. Porém a ex-stripper Diablo Cody coloca o mesmo tema mas não da visão dos velhos com sabedoria obsoleta e arcaica. E sim nos olhos e sentimentos de uma adolescente de 16 anos. Isso é Juno de Jason Reitman.

Juno McGuff é uma adolescente comum, no sentido de ser independente, ter idéias próprias, carregada de carisma e bom humor e cheia de sonhos. Porém depois de uma noite de amor com o estranho porém sensível Paulie Bleeker, descobre que está grávida. Mesmo ter passado uma barra com os pais, ela tem a idéia genial de dar o fruto de uma noite para um casal de hábitos perfeitos. De acordo com o tempo, ela irá descobrir novos sentimentos e não estará sozinha nessa longa jornada.


Juno é um filme sensação da atualidade, também não é pra menos. Com um elenco diferente porém eficiente que vão dos talentosos Micheal Cena, Olivia Thrilby e Ellen Page, dos duvidosos Jason Batemen e Jennifer Garner e dos experientes J.K. Simmons e Allison Janney. O diretor talentoso Jason Reitman que veio no bem sucedido de critica Obrigado Por Fumar e o roteiro de uma pessoa nada convencional, da Diablo Cody que tem uma alma declarada de uma adolescente. Esse conjunto conquistou vôos incríveis como sucesso de critica e bilheteria assim arrecadando mais de 100 milhões de dólares e o filme ter custado apenas 7.5 milhões. A questão que muitos críticos nacionais levantaram nos últimos tempos foi à mesma que faço aqui em alguns filmes de vôos altos... Merece esse furor?

O roteiro de Diablo Cody pega um tema batido porém a visão que ela cria para trama e para vida de Juno é o diferencial para o filme, diálogos rápidos, curiosos, sempre carregados de humor sincero fazem com o filme ganhe parâmetros únicos e antológicos como o dialogo entre Juno e Bleeker sobre a revelação da gravidez ou a Juno contando para o pai e a madastra que está grávida. Mereceu com Oscar sem pelejar.

A trilha sonora é uma das coisas mais viciantes do filme, com uma trilha escolhida a dedo pela própria Ellen Page, a trilha vem de Sonic Youth, The Velvet Underground, Cat Power, Barry Louis Polisar, Buddy Holly e de Kimya Dawson. E Ellen Page é tão fã de Kimya que tem 6 musicas da cantora e ainda Page e Micheal Cena faz um dueto com uma musica da antiga banda da cantora, The Moldy Peaches e é uma das musicas mais emocionantes da trama que sintetiza o romance entre Juno e Bleeker.

Todos do elenco estão ótimos, em atuações simples conseguem atingir o seu ápice em seus momentos chaves. Porém os meus olhos são voltados para Ellen Page e Jennifer Garner. Antes de tudo, nunca pensei que Jennifer iria atuar decentemente depois de varias bombas em sua carreira (o ultimo, O Reino, está lamentável e curiosamente está ela e Bateman estão no elenco) nesse filme ela faz a sua melhor interpretação de sua carreira e pelo fato de ter sido mãe recentemente, deu mais sensibilidade em sua atuação. Ellen Page está se consolidando como uma das melhores atrizes da atualidade mesmo com poucos filmes no currículo, porém só pelo fato de ter feito a melhor (e única parte decente) de X-Men III, Hard Candy e esse filme faz com que os olhos se voltam para essa pequena musa (ela tem 1.55) o grande talento que ela tem e melhor, rejeitou a próxima bomba de Sam Raimi... garota esperta.

Com tantos elementos gostosos, por que não é uma obra prima? Talvez seja pela sua simplicidade que muitas vezes incomoda alguns críticos. Mesmo assistido esse filme 7 vezes (isso mesmo) não consigo dar um 100% mas que ele é um filme indispensável... Isso é, mas ele tem uma coisa mais importante ainda que não precisas ser uma obra prima para morar em nossos corações e perceber que como uma menina pequenina e pimentinha consegue suspirar os corações mais duros e frívolos.

Ficha Tecnica:
Diretor: Jason Reitman
Elenco: Ellen Page, Micheal Cena, Jennifer Garner, Jason Bateman, J.K. Simmons, Allison Janney, Olivia Trirlby e Rainn Wilson
Gênero: Drama/Comedia/Romance
Cotação do filme: 84% - Filme Indispensavel
Momento Inesquecivel- Tem tantos ... mas um que adoro é a declaração de amor de Juno para Bleeker.

Se Gostou ... Recomendo:

Hard Candy
Superbad - É Hoje
Do Jeito Que Ela É
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain