27 de fevereiro de 2008

Um Beijo Roubado - My Blueberry Nights

Em determinados gêneros, torcemos por novidades ou por fôlego novo. Por muitas vezes tem gêneros por serem tão repetitivos e tão óbvios, afastam uma parcela de cinéfilos. Alguns têm aversão a terror, outros a ação. Em meu caso é com os filmes românticos. Mesmo com a formula que agrada multidões, isso cansa e muitas vezes rezando por algo diferente aparecer. Já mal começou o ano de 2008 e já achei um achado do gênero e candidato forte para ser um dos melhores do ano: Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights) de Wong Kar Wai.

Elizabeth, uma jovem iludida com o namorado tenta procurar ele em uma pequena cafeteira e descobre que o seu amor lhe trocou com outra. Desconsolada, consegue encontrar companhia com o dono da cafeteira, Jeremy e mesmo sentindo uma sensação de tranqüilidade ao lado dele, ela decide viajar sem rumo pelo país a procurar de um rumo em sua própria vida.

O roteiro do filme não pode ser o melhor de todos no que se desrespeita o gênero, porém ele não é mastigado e repetitivo. Ele não só ficar preso na temática romântica, mas também na temática filosófica do ser humano abordando do que se diz a respeito sobre relacionamentos independente que seja. As atuações desse filme são uma coisa espetacular. Jude Law provando mais uma vez a competência que é uma característica dele muito forte. Rachel Weisz fez o seu melhor papel desde A Fonte da Vida, mesmo aparecendo pouco, porém marcante. Natalie Portman também dá as caras na trama com uma personagem diferente com o que se viu da atriz, lembrando muito aquele personagem de Lost, Sawyer, porém de saias. Mas é a personagem mais curiosa da trama. Agora o melhor de tudo no filme é a atuação de Norah Jones, sim, a cantora norte-americana sabe atuar (e muito bem) e fez uma personagem que lembra uma transgressão de uma musica dela para as telas. Mesmo não sendo uma impecável atuação, porém não deixa a perder por causa do seu diretor.

Wong Kar Wai depois de fazer obras primas asiáticas como Amor a Flor da Pele e 2046 – O Segredo do Amor, em seu novo filme faz uma mudança muito interessante, porém algumas vezes a mudança para alguns é de bom agrado, para outros não. Para quem está acostumado com o diretor e seu estilo se sentiu agraciado e tranqüilo por ver mais um exercício de bom cinema que vem com jogos de câmera, fotografia impecável digna de papel de parede de pc e temas românticos que não são chatos. Mas o fato de ser filmado nos US and A fez com que alguns críticos não vissem com os bons olhos o filme e dividiu a opiniões dos cinéfilos e que muitas vezes quando a rigidez e a cobrança para determinados diretores são altas demais, não dá para muitas vezes apreciar as obras conseqüentes ou aquelas que fogem do que ele já fez.

Mas de uma certeza eu tenho. My Blueberry Nights é um filme incrível, um romance que mesmo com alguns elementos característicos, mas ele não cai nas próprias armadilhas que o gênero tem. Fora isso tem uma grande atuação de uma cantora, ótima qualidade técnica, uma trilha sonora para ouvir a dois e tudo de bom. Mas para ser perfeito mesmo... É ver o filme a dois... Ver sozinho é osso.

Ficha Tecnica
Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights)
País: França/Hong Kong/China
Elenco: Norah Jones, Jude Law, David Strarthairn, Rachel Weisz, Natalie Portman e Chan Marshall aka Cat Power.
Gênero: Romance/Drama
Cotação do Filme: 82% - Filme Indispensavel
Momento Inesquecivel: o beijo final

Se Gostou dele ... Recomendo:

- Amor a Flor da Pele
- I'm A Cyborg But That's Ok
- Casa Vazia
- Antes do Amanhecer


24 de fevereiro de 2008

No Country For Old Men


Sem lugar para os velhos. Sem lugar para o que era antigamente o certo. Llewelyn Moss durante uma caçada pelo deserto achou caminhonetes abandonadas, corpos de mexicanos e de cães e metros depois uma maleta cheia de dinheiro. Mas isso já é o suficiente para contratarem Anton Chugurh, um assassino de métodos singulares porém devastador no que faz. E nesse cenário de sangue e violência, o xerife Ed tenta compreender o que está acontecendo ao redor do deserto.

Depois de filmes de humor negro, porém não tão sucedidos O Amor Custa Caro e o remake de Matadores de Velhinhas. Os irmãos Coen retornam a seriedade com uma adaptação do livro de Cormac McCarthy e com um elenco pesadíssimo incluindo Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Javier Barden, Kelly McDonald e Woody Harrelson. Na volta de fazer um filme de suspense, os irmãos voltaram com força total.

Logo irei falar sobre os irmãos diretores. Aplaudir pela ousadia em nenhum momento colocar uma trilha sonora de fundo assim aumentando a tensão em determinadas cenas assim deixando a seqüência de ação mais seca e empolgante. Outro ponto também é na questão da violência, sugestiva e que fez algo que é muito raro sentir: fazer com que o espectador abrisse a sua mente para recriar passo a passo o caminho da violência de Anton Chugurh. A fotografia seca também ajudou a aumentar a sensação de abandono e desesperança.

O elenco todo está altamente competente, mesmo aparecendo pouco Kelly McDonald e Tommy Lee Jones fazem atuações fortes mesmo com pouco tempo em tela. Josh Brolin também fez uma atuação muito boa e assim coletando uma ótima colheita para o ator que em 2007 trabalhou em ótimos projetos, bom para ele. Mesmo com uma participação pequena, Woody Harrelson fez um personagem bem simples e bom de ver e disse a frase mais teve impacto para descrever um dos mais sádicos assassinos que já vi no cinema.

Anton Chugurh, como disse um amigo meu e minha mãe quando viu só apenas a atitude dele foram unânimes: a personificação do mal. Em uma interpretação merecidissima do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, Javier Barden conseguiu emplacar no hall dos vilões mais implacáveis do cinema e ainda fez o espectador gelar de medo na seqüência antológica da moeda. Os seus métodos cruéis e despercebidos fazem com qualquer fílmico de horror se envergonhe e tente (e vai ser muito difícil algum filme fazer isso esse ano) chegar ao brilhantismo de maldade que inala Anton Chugurh.

Brutal, desafiador, filosófico, único e reflexivo. Mereceu com todas as letras garrafais os Oscars conquistados e de principalmente de melhor filme. Porém é para todos os fãs do gênero, a resposta é não é daquelas no qual quer ouvir. Só sei que hoje não existe mais aquele tipo de filme que seja ousado no sentido de correr contra a maré do gênero que confunde ousadia com pretensão; violência refinada com a gratuita e sem graça; filosofias profundas com filosofia de banheiro de rodoviária. Um filme obrigatório para os verdadeiros fãs do gênero que precisavam de novo fôlego de como fazer um filme tenso de verdade.

Ficha Tecnica
Onde Os Fracos Não Tem Vez (No Country For Old Men)
Diretor: Ethan e Joel Coen
Atores: Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Javier Barden, Woody Harrelson e Kelly McDonald
Gênero: Suspense/Faroeste
Cotação do Filme - 93% Filme Obrigatorio
Momento Inesquecivel: A Sequencia da Moeda

Se Gostou, Recomendo:
- Fargo
- Seven
- Grindhouse

18 de fevereiro de 2008

The Nines

Em 2007, o publico de horror ficou visivelmente constrangido em saber que O Número 23, filme onde tem um tema central a vida de um homem girando em uma paranóia com um número que aparecia constantemente em sua vida. Porém infelizmente, nem mesmo o carisma de Jim Carrey salvou o projeto do fiasco. Mas esses mesmo temas, sendo bem utilizado, fazendo com que fatores tão simples funcionem de um jeito que agrade o publico versátil. Isso, The Nines conseguiu.

Um ator de tv problemático é mantido em prisão domiciliar e que tenta conviver com o exílio de não poder sair de casa. Enquanto isso, um produtor de tv faz um reality show mostrando o passo a passo de criar uma nova serie televisiva e enfrenta os problemas de prolongar o show. E não tão distante, um casal com sua filha muda se vêem com problemas com o carro e o patriarca tenta achar ajuda, porém, ele irá encontrar um outro caminho. Apesar de suas histórias serem aparentemente desconexas, todos têm algo em comum, o numero nove está presente e afeta a vida desses três homens distintos.

Bem, acredita-se que o filme chegará aqui no Brasil em meados de abril (duvido) e conta no elenco Ryan Reynolds, Hope Davis, Melissa McCarthy e Elle Fanning e ainda dirigido por John August, o mesmo roteirista de Peixe Grande, A Noiva Cadáver e do remake de A Fantástica Fabrica de Chocolate. Poderia se dizer que baseado no que vimos no ano passado, ter-se-ia novamente o trauma de desperdício de ótimos temas, mas graças a um conjunto competente, não se tem esse problema.

O roteiro do filme é algo espetacular, ele soube aproveitar o tema da numerologia, mas não ficou no jogo cretino do espectador com a situação e ainda mais, fez com que os três seguimentos não ficassem vagos e sem sentido. A atuação desse filme é mais um ponto positivo principalmente para Ryan Reynolds que é um ator curioso, faz as suas melhores atuações em filmes lixos como Horror em Amytiville e A Ultima Cartada e já nesse filme ele guardou todas suas fichas de talento para essa trama. Uma atuação versátil diferente do que já se viu na filmografia do ator assim provando que ele com um ótimo diretor, conseguem-se extrair toda sua capacidade de induzir o espectador aos personagens dele. Outra que também teve uma belíssima atuação foi Melissa McCarthy que merece uma atenção a mais em Hollywood por que está ai também um poço de talento. E também está no elenco a irmã mais nova de Dakota Fanning, Elle Fanning e o melhor de tudo, consegue ser mais carismática e melhor do que sua irmã mais velha.

John August faz uma direção primorosa no sentido de tratar os universos de seus personagens de acordo com a proposta de criar um filme bizarro mas sem cair nos problemas que a bizarrice faz. Conseguiu ser audacioso principalmente nos segmentos posteriores ao primeiro que são totalmente diferentes tanto em proposta e tanto no desfecho. E assim é The Nines, um filme que consegue ser simples em sua proposta e ser bizarro mas sem cair na complexidade. Uma grata surpresa onde ultimamente as ciências exatas foram tão mal tratadas por paranóias e complexidades de fundo de garagem.

Ficha Tecnica
The Nines
Diretor: John August
Elenco: Ryan Reynolds, Hope Davis, Melissa McCarthy, Elle Fanning
Gênero: Drama/Suspense/Fantasia
Cotação do filme: 80% - Filme Indispensavel
Momento Memoravel - A atuação supreendente de Ryan Reynolds

Se Gostou dele ... Recomendo:

Pi
Donnie Darko
Peixe Grande
Finder's Fee - Uma Aposta Milhonaria

15 de fevereiro de 2008

Audição - Audition


O que é mais importante para um filme de horror, o tempo da agonia ou a intensidade da agonia? E de não só se isolar no mesmo gênero, faz com que o tema central não seja o que mais se espera e sim outro que seja mais atrativo do que se imagina. O Exorcista de Willian Friedkin conseguiu esse grande feito, fazendo um balanceamento perfeito entre o horror do exorcismo e o drama sobre a recuperação da fé. Esse balanceamento é visível em Audição (Audition) de Takashi Miike.

Um produtor de filmes passou o resto da sua vida cuidado de seu filho após a morte de sua esposa. Depois de sete anos ele decide encontrar um novo amor para casar e não se sentir só. Seguindo uma dica de um amigo, ele decide escolher a nova pretendente em uma audição para um filme e entre várias candidatas, ele escolheu uma jovem delicada e bela. E com isso o relacionamento começa, mas o passado desconhecido da moça faz com que o produtor entre em um caminho sem volta.

Pronto, isso já é o suficiente para começar a ver esse filme. É possível comentar fatos curiosos que tem no roteiro como a lubridiação que Miike faz no espectador no qual o faz crer que está vendo um filme romântico tradicional sobre a solidão. Outro ponto também legal é a critica sutil a sociedade japonesa que aos olhos de Miike, está em pura decadência moral.

Mais o fato mais interessante é a sua influencia para alguns filmes e cineastas atuais. Eli Roth e Quentin Tarantino são fãs assumidos do diretor e tentam colocar as influencias dos filmes de Miike e até um filme tem quase a mesma temática que foi Hard Candy, porém mesmo com uma atuação espetacular de Ellen Page, o maior problema foi a transição da trama que foi abrupta e muito obvia. Pelo menos o filme está fazendo escola junto com algumas obras orientais, porém a maioria faz remake, mas isso é um outro ponto de discursão.

Audition não é um simples filme de horror, é um filme que precisam ver para sentir algo que todo fã de horror gosta de sentir. E se hoje muitos dão prioridade a sangue e a violência, não será perceptível o verdadeiro horror que uma situação pode criar no imaginário do ser humano, um ser tão frágil e ao mesmo tempo veemente bizarro. Uma fonte genuína de se criar perversas histórias de horror.

Ficha Tecnica
Audição (Audition/Ôdishon)
Diretor: Takashi Miike
Gênero: Romance/Drama/Horror
Cotação do Filme: 91% - Filme Obrigatorio
Momento Inesquecivel: É melhor vocês verem por si só.


Se Gostou Dele, Recomendo:

Hardy Candy - Menina Má.com
O Albergue
O Visitante Q - Visitor Q
Ichi The Killer

9 de fevereiro de 2008

Interview - Entrevista


Situação constrangedora: um repórter político estressado tem um compromisso complicado. Entrevistar uma atriz popular, porém com uma aparente falta de conteúdo. No começo pode se dizer que a tentativa da entrevista foi fracassada, mas um acidente de percurso faz com que esses dois fiquem juntos e descubram muito mais do que uma entrevista pode propor.

Entrevista é a volta pro batente de diretor para Steve Buscemi que também protagoniza junto com a atriz e modelo Sienna Miller. Também acreditem é um remake de um filme alemão com o mesmo nome. Bizarramente, sou um dos que levanta a bandeira que é contra remakes, porém admito a vocês que nesse ano, dois remakes me fizeram levantar o chapéu que foi 3:10 To Yuma e Interview.

O roteiro dele é repleto de bons diálogos e que melhor de tudo, não caem na monotonia e fazem com que cada momento de revelação seja bem aproveitado para trama e para o publico que assiste. Steve Buscemi basicamente é um cara legal do cinema, não tem essa de filme ser ótimo ou ruim, mas até vibramos quando ele aparece em cena algumas vezes até roubando, mas quando o negocio é direção, a competência fala mais alto e em um filme onde tem um cenário fixo, consegue além de fazer uma excelente interpretação, alcança o feito de extrair a melhor interpretação da carreira de Sienna Miller assim colocando ela na lista de atrizes que só funcionam com ótimos diretores.

Interview ou Entrevista é mais uma grata surpresa que aparece nesse ano por ser um filme que soube explorar sem piegas o quanto as pessoas conseguem esconder, omitir e escancarar suas verdadeiras intenções. Também a prova a versatilidade de Steve Buscemi que é um grande ator que tem com toda certeza, minha credibilidade e respeito. Ótimo filme.

Um dado curioso, no final do filme, Buscemi dedica o filme a Theo, que é na realidade Theo van Gogh, diretor do filme original que tinha uma carreira promissora como diretor e que foi fatalmente interrompido no dia 2 de novembro de 2004 quando foi assassinado com arma branca e de fogo. Uma pena e que descanse em paz por que sua obra ganhou um remake excepcional.


Entrevista (Interview)
Diretor: Steve Buscemi
Elenco: Sienna Miller e Steve Buscemi
Gênero: Drama
Cotação do filme: 75% - Filme Indispensavel

Se Gostou do filme ... Recomendo:

Antes do Por-do-Sol
Nem Tudo É O Que Parece
Cães de Aluguel

2 de fevereiro de 2008

Ladrão Que Rouba Ladrão (Ladrón Que Roba A Ladrón)

Nada na vida não se cria, se transforma. Essa frase nunca se encaixou tão brilhantemente no cinema. Não quero dizer que não exista originalidade, claro que existe, porém fica difícil e muitas vezes ficamos reféns das copias e quando se tenta ver o original, ou ficamos felizes ou ficamos chateados pelo produto original. E em filmes de assaltos e roubos é que as copias são de enxurradas, mas serem eficientes é uma outra história. Ladrão Que Rouba Ladrão se encaixa nessa pragmática.

Moctesuma Valdez é um bem sucedido empresário que fez sua fortuna vendendo placebos para as pessoas pobres, em suas maiorias imigrantes, que tinham a chama da esperança intacta em suas vidas. Mas Alejandro e Emilio indignados com os métodos do charlatão resolvem um plano mirabolante para roubar toda a grana do figurão, com isso irão contar com uma equipe deslocada e com a sorte com que tudo saia perfeito.

Um dos maiores destaque por parte de nós, brasileiros, é pelo simples fato de que os seus atores principais serem atores de novelas mexicanas. Sim, daquelas novelas que passam constantemente no canal do Silvio Santos e ainda é protagonizado por Fernando Colunga, sim, aquele galã de A Ursupadora e Maria do Bairro. E outro ator também que está no balaio é Miguel Varoni, de nome não dá para lembrar quem é, mas se lembram daquela novela Pedro, O Escamoso? Sim, ator que faz aquele personagem bizarrissimo é um dos protagonistas desse filme. Daí se pensa que o filme é ridículo por ter esse elemento, mas acreditem, irão se surpreender.

O roteiro segue a risca da escola de filmes de assalto que já existem. Personagens carismáticos, um vilão que cria ojeriza para o espectador, momentos engraçados e balanceamtos do plano que pode dar certo ou errado. Porém com esses elementos fazem que a engrenagem do filme funcione tranqüila, mas que não se pode cobrar muito do roteiro dele. O elenco funciona bem e ainda bem que eles têm a noção que trabalhar no cinema é totalmente diferente do que trabalhar em telenovelas. A direção do filme também segue a cartilha de filmes de ladrões e não perde o ritmo mesmo sendo um filme modesto, Joe Menendez soube bem aproveitar os maniqueísmos desse gênero e fez um filme ágil, direto e simples.

Ladrão Que Rouba Ladrão não pode ser o melhor do gênero, mas que cumpre o seu papel que é divertir um simples espectador durante seus 98 minutos com tudo que o gênero nos reserva: uma boa trama, roteiro agradável, atuações coerentes e o melhor de tudo, uma reviravolta decente que não deve nada aos grandes filmes. E principalmente, quem dera se o monopólio do cinema brasileiro aprendesse essa pequena lição desse filme onde novela é uma coisa e cinema é outra.

Ficha Tecnica
Ladrão Que Rouba Ladrão (Ladrón Que Roba A Ladrón)
Direção: Joe Menendez
Elenco: Fernando Colunga, Miguel Varoni, Ivonne Monteiro, Julie Gonzalo, Gabriel Soto e Saul Lisazo
Gênero: Aventura/Comédia
Momento Inesquecivel: A explicação de Emilio para roubar Moctesuma
Cotação do filme: 65% - Filme Assistivel

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Uma Saida de Mestre
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