Death Race - Original e Remake

Diversão. Quantas vezes gostamos sentir essa boa vibração em nossas vidas? Gostamos por muitas vezes por filmes pipocas para pelo menos esquecer um pouco o gênero apurado e refinado que possuímos e entrar na crista da onda. Mas até que ponto a diversão não se transforma em manipulação? Ou quando uma diversão que tem no intuito real de omitir o que está realmente ao seu redor? Existe um exemplar curioso que conseguiu colocar em sua trama os elementos de diversão e ao mesmo tempo, uma critica a isso. O filme é Death Race.


Os dois filmes falam de um futuro próximo no qual se torna uma febre para a sociedade vigente um novo tipo de briga de gladiadores onde o destaque não são escravos conquistados por falta de impostos ou prisioneiros de guerra. Mas sim maquinas mortíferas e atrás motoristas com sede insaciável de matar e de propor momentos de esquecimento para todos os seus espectadores.


Pois bem, o original foi feito em 1974 e é estrelado por David Carradine e Stallone pré-Rocky. Já o remake tem mais estrelas como Jason Stathan e Joan Allen. Pois bem, o remake chega ao péssimo momento para Hollywood com a incrível falta de capacidade criativa americana. Curiosamente a releitura conseguiu o consenso de que não adianta fazer cinema quadro a quadro, mas que pelo menos tenha fatores para existir. Semelhanças ao original são poucas, porém algumas vezes conseguiu ser um pouco superior a obra anterior, mas mesmo assim...


Pois bem, já na diferença primordial ao original é as regras do torneio. No original ficou marcado pelos atropelamentos impiedosos no quais os pontos variam entre idade e gênero. Essa idéia do filme foi um dos fatores de sucesso e polemica para o jogo Carmaggedon, um jogo que é uma clara homenagem ao filme e aumenta a dose desenfreada de violência do filme. E claro, por ser um jogo tão violento e subversivo para a juventude frágil, queriam a veiculação do game aqui no país junto com o Grande Ladrão de Carros... O popular GTA.


Já no remake, pega a idéia da Roma Antiga, no qual, o local do espetáculo não é um coliseu, mas sim numa prisão de segurança máxima que fica em uma ilha isolada; os gladiadores são prisioneiros que vêm num meio mais fácil de ganhar a liberdade brigando entre si; e o espectador desse esse espetáculo de maquinas envenenadas são pessoas que acompanham via internet como válvula de escape de uma grave crise que assolou o país.


Outro fato curioso é o contexto dos dois filmes. Tanto o original, quanto o remake, falam sobre da modernidade do sistema Pão e Circo. Esse sistema era popular na Roma Antiga e tinha como proposta, entregar comida e diversão para a população para esquecer dos problemas que o Estado tinha e omitia para a população o que eles tanto veneram. No filme original consegue ser mais explicito já que o governo é praticamente totalitário e entregava para sua população momentos de esquecimento. Curiosamente essa idéia do filme já foi copiada em outros exemplares, sendo que o mais famoso foi O Sobrevivente com o nosso amigo Arnoldão em meados da década de 80. já no remake tratou de algo mais moderno, entrando na onda dos reality shows que impregnam na mente dos mais fracos assim fazendo com muitos se importem com a vida de quem está sendo observado do que a própria. No que se diz a respeito de critica, o original consegue ser mais sentida, porém deslocada com toda a situação do filme. Já no remake apesar de citar Roma e seu sistema de diversão, o filme explora superficialmente e frustra até um pouco de quem gostou da critica de anarquia do original.


A construção de personagens dos dois filmes é totalmente diferente. O original criou figuras tão caricatas que por muitas vezes deixam uma sensação de desconforto em alguns momentos do longa, principalmente no desrespeito ao figurino, saído de um desenho animado. Já no remake foca mais em grupos de gangues de sangue ruim assim transformando o personagem principal, no mocinho da trama, típica solução do cinema atual.


No elenco original conta com dois nomes de peso, David Carradine e Sylvester Stallone em uma fase pré-Rocky. Curiosamente nesse filme é um dos poucos papeis de vilão do ator e ainda com direito de frases feitas a torto, espancando mulher e levando porrada do franzino David Carradine. Já no remake está o ator de ação que não nega trabalho Jason Stathan, Ian McShane e a maior surpresa que é a presença de Joan Allen com a grande vilã da história, fazendo a dona do presídio. Stathan faz o que o seus fãs gostam, dá porrada, dirige um carro supimpa e fica com a gostosa do filme, interpretada pela bela Natalie Martinez.


São dois filmes que tem seus momentos legais e momentos esquecíveis, praticamente colocando em uma balança, se vê uma ligeira vantagem do original, mas também o remake não fica atrás. Pode-se dizer que o original conseguiu, mesmo incomoda, fazer um filme divertido, porém de conotações políticas pesadas. Enquanto o remake tinha tudo para criticar o sistema pão e circo, porém se transformou no puro pão e circo, mas que dá para assistir tranquilamente.


E termino o monologo que finaliza o filme original que nos faz pensar o que é realmente a violência.

Assim é o tema da violência. A técnica da violência se desenvolveu há 2 milhões de anos a.C. pelo australopithecus, foram-se desenvolvendo com os primatas que não possuíam a capacidade de falar, mas que, em todo caso, inventaram o tomahawk e se bombardearam uns aos outros. Esta prática contribuiu para o crescimento do cérebro, outra arma de grande utilidade, sim, o assassinato que foi inventado inclusive antes que o homem começasse a pensar, agora, se conhece o homem como "animal racional".



Original:

Direção: Paul Bartel

Elenco: David Carradine e Sylvester Stallone

Gênero: Ficção

Cotação: 63% - Filme Assistivel









Remake:

Direção: Paul W.S. Anderson

Elenco: Jason Stathan, Tyresse Gibson, Ian McShane, Natalie Martinez e Joan Allen

Gênero: Ação

Cotação: 55% - Filme Assistivel

Comentários

  1. Carmaggedom *.*

    Pq quase todo remake fica um lixo?
    Aiaiaiii...

    Johnny, veja Os Desafinados e dê nota pra eu saber sua crítica, faz favor.

    :D

    beijo =)

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  2. Hollywood vive uma grave crise de identidade. Eu não mantenho expectativas em relação a Death Race, mas é um filme que o cinéfilo acaba assistindo...

    Abraço!!!

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  3. Nem a presença de Joan Allen no elenco vai me fazer assistir a este "Death Race"!!!

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  4. Cara, quero ver essa porcaria! Deve ser muito engraçado! Abs!

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  5. Dificil eu comentar pq não vi nem o original nem o remake, JP. Mas sabe que eu gostei dos posters e trailers que vi? Se sobrar um tempo, vou dar uma chance pra ele.
    Abraço!

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  6. JP, gostaria muito de ver o original por ser uma produção B para lá de cultuada. Mas esse eu acho que só mesmo baixando na Internet eu consigo assistir. Já o remake eu tenho uma vontade maior. Joan Allen deve estar muito bem no papel de vilã e Jason Stathan é o melhor ator brucutu dessa geração. E o fato de serem versões bem distintas uma da outra deve render algo de positivo.

    Abraço!

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