26 de setembro de 2007

O Vidente (Next)


Frank Cadillac de inicio se vê apenas um mágico quase decadente da cidade das luzes, Las Vegas. Porém ele não é um simples mágico, ele carrega um dom muito especial, ele vê o futuro de quem o rodeia, porém ele só vê apenas dois minutos do futuro, mas isso dá motivo suficiente para que tanto o FBI quer ele para impedir um ataque terrorista nuclear dentro do país, mas também os terroristas estão atrás do mágico, sendo que para matar-lo. E agora Frank tem que fugir para que ele não seja capturado pelo FBI ou pelos terroristas.

O Vidente (Next) chega a meados de setembro nos cinemas nacionais com um relativo atraso comparado quando saiu nos EUA. O filme é baseado na novela “The Golden Man” de Philip K. Dick e ainda conta no elenco Nicolas Cage, Jessica Biel e Julianne Moore. Porém o diretor do filme é Lee Tamohori, dos pavorosos Triplo X 2 e do pior filme da saga de 007, Um Novo Dia Para Morrer.

Esse filme aumenta a má fase do ator Nicolas Cage sem duvida. Desde 2006 ele não consegue ter uma boa repercussão diante do seu publico. Em O Sacrifício conseguiu entregar uma das piores interpretações da vida dele e ainda o filme é fraco até dizer chega. Em Motoqueiro Fantasma, mesmo realizando um sonho de ser um super-herói o filme foi massacrado pela critica e ainda mesmo assim, o nome dele fez com que o filme fizesse um relativo sucesso. Já Next não foi assim, basicamente o primeiro grande fracasso do ano e que ainda impressiona por que ainda vai estrear nos cinemas nacionais e realmente vale a pena ver na telona?

O roteiro desse filme não é tão confuso, muito pelo contrario, simples demais quase chegando à mediocridade tornando uma desculpa para ser um passaporte para a ação. Pior é para os atores Julianne Moore e Nicolas Cage. Julianne Moore faz a agente do FBI que vai atrás do personagem Frank Cadillac e posso dizer, foi basicamente a pior interpretação da atriz que já vi em toda a minha vida, para se ter uma idéia, a atuação dela em Psicose consegue ser mais convincente do que desse filme. E Nicolas Cage... A cada dia está perdendo a credibilidade de um bom ator e que se não mudar o agente logo, o negocio vai ficar feio para o lado dele. No filme ele consegue juntar todo lado canastrão de todos os últimos personagens em um só e o resultado é deplorável. E Jessica Biel faz a mesma coisa em quase todos os filmes, tirando O Ilusionista, que é pagar peitinho e pronto.
Fora isso, cenas de ação poucos empolgantes, apesar de uma curiosa seqüência que ocorre no final mas nem isso salva o filme do tédio e da chatisse.

Se esse filme fosse lançado diretamente para as locadoras, podem ter certeza amigos, vocês não saíram do prejuízo por que o filme é altamente falho, mal explicado e esquecível. É melhor avisarem a Nicolas Cage que o agente dele só está escolhendo projetos ruins e que se continuar assim, vai parecer que ele ta fazendo filme para pagar o aluguel da casa dele. É Cage... O negócio tá mal mesmo.


O Vidente (Next)
Diretor: Lee Tamohori
Elenco: Nicolas Cage, Julianne Moore, Jessica Biel
Gênero: Ação/Aventura

Se você odiou o filme e quer ver filme de verdade procure estes:

Blade Runner
O Vingador do Futuro
O Homem Duplo
O Senhor das Armas


Postagem original do filme está no blog Revista Nerd
visitem lá e prestigiem ...
http://revistanerd.blogspot.com/2007/08/next.html

20 de setembro de 2007

Tropa de Elite

Em uma noite aparentemente comum em uma favela do Rio, por sinal em dia de baile funk, um tiroteio acontece e as vidas de três homens vão se colidir. André e Neto são grandes amigos que entraram juntos na corporação policial, porém encontram obstáculos dentro da policia, cheio de sonhos e vontades, um agia com a mente (André) e o outro com o coração (Neto). E nesse emaranhado encontra-se o capitão Nascimento do BOPE, que está vivendo uma tormenta, tanto no trabalho quanto na vida pessoal e com o encontro com esses dois jovens policiais faz com que Nascimento finalmente encontre o seu substituto para o BOPE, a tropa de elite.

Em um ano onde a internet se tornou um efeito com danos irreparáveis para o cinema, a mais nova “vitima” o filme Tropa de Elite de José Padilha, o mesmo do documentário ônibus 174, e que conta no elenco misto entre atores globais (ou não) como Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro, Fernanda Machado, Fernanda de Freitas e que trata de um tema delicadíssimo que é sobre o BOPE, a tropa de elite da cidade do Rio de Janeiro.

Antes de comentar sobre o filme, um fato que se torna cada vez mais inegável tanto para os cinéfilos, quanto para o mundo do cinema em geral que são os suspeitos e enigmáticos vazamentos de filmes pela internet, mas não daqueles que saem no cinema e sempre vem um rapaz se achando o cara e grava porcamente um filme e divulga na net. Não, a situação é mais melindrosa e mais complicada do que se imagina, por que em algumas situações, copias da produtora são muitas vezes por pessoas da própria empresa e faz a venda ilegal ou divulga o filme na net. E muita vez pode ser mais um motivo para o filme fracassar ou não.

Outro fato pertinente do filme é claro, a força eletromotriz do filme, a policia e seu papel. O filme questiona de uma maneira até que curiosa sobre o sistema de segurança do Rio na década passada e nos últimos anos, as coisas não mudaram tanto assim (pode ter melhorado ou não), outro fato também que faz questionar é como apesar de terem a mesma função (no qual se baseia em segurança do estado e da população) são tão distintos da realidade onde se vive. Também mostra a insatisfação da corporação com o baixo salário que o estado dá aos seus funcionários deixando assim moralmente frágeis e em alguns casos a corrupção e trabalhos extra-corporativos (em alguns casos ilícitos).

E nesse universo tão distorcido e tão real, existe o BOPE, a tropa de elite da policia carioca, que apesar ser parte da policia militar, exerce uma função totalmente diferente da própria policia e ela não poupa esforços para isso. Durante o longa percebemos nas palavras edificantes do Capitão Nascimento de como o BOPE não tolera impunidade em nenhum grau, prova disso é como ele trata alguns corruptos que tentam entrar no BOPE e não conseguem. Também o filme mostra o duro treinamento da força de elite, fazendo até pior do que a SWAT e o exercito.

O roteiro se baseia no livro Elite de Tropa de Luis Eduardo Soares e de mais dois policiais, André Batista e Rodrigo Pimentel. E como na maioria das adaptações de livros do cinema, o caldo do livro não está 100% no filme e a narrativa do personagem Nascimento soa em determinados momentos pretensiosa, mas isso não atrapalha e faz com que alcance a massa com sua narrativa ágil.

As atuações do filme são algo de outro nível, principalmente para Wagner Moura que para alguns é um grande ator, mas que nesse filme conquistou toda a minha atenção (por que cara que atua em novela no Brasil não atua... finge que faz algo) fazendo um personagem que demonstrava segurança em seu trabalho e instabilidade na vida pessoal, uma grande atuação sem duvida. Também André Ramiro e Caio Junqueira fazem atuações fortes para esse tipo de filme. Também tem duas atrizes globais, Fernanda Machado faz uma atuação um pouco acima da media do que ela faz na novela Paraíso Tropical e Fernanda de Freitas faz o papel da vida dela. Mas o resto são atuações de alto nível.

Junto com uma quase impecável direção de José Padilha, com atuações memoráveis de todo o elenco, destacando-se mais Wagner Moura, e com uma linguagem que é ao mesmo tempo, povão e de alto nível (coisa que poucos filmes nacionais conseguem juntar) tornam um dos candidatos ao melhor filme desse ano e ainda mais, se a bilheteria brasileira computasse as vendas de dvd pirata, o filme poderia bater recordes de bilheteria. E diferente e inexplicavelmente eficiente do que nos EUA, os responsáveis de quem divulgaram o filme na NET serão devidamente punidos, provando que o sistema penal brasileiro funciona para algumas áreas, outras... É melhor nem citar.

Tropa de Elite
Direção: José Padilha
Elenco: Wagner Moura, André Ramiro, Caio Junqueira, Fernanda Machado e Fernanda de Freitas
Gênero: Ação/Drama/Policial

Se Você Gostou de Tropa de Elite, Recomendo:

Conflitos Internos
Ônibus 174
Cidade de Deus
Fogo Contra Fogo

11 de setembro de 2007

GRINDHOUSE

Desculpem a demora ... a faculdade voltou ... e não vou postar tanto quando eu postava ... mas retorno com visual novo e com um dos filmes mais esperados do ano ... GRINDHOUSE!


Esse ano um projeto nunca chamou tanta atenção quanto Grindhouse. A idéia do projeto veio dos diretores mais cool para muitos cinéfilos, os senhores Robert Rodriguez e Quentin Tarantino e esse projeto engloba um tipo de homenagem aos filmes dos anos 60/70 de filmes de terror e que naquela época passavam dois filmes seguidos junto com trailers de próximas atrações, sempre recheados com violência e sensualidade explicita e o melhor de tudo, por apenas um ingresso, mas será que “ressuscitar” esse tipo de sessão irá cair bem à nova geração? Aqui em diante vai ocorrer uma analise completa dos dois filmes e dos trailers falsos.

Primeiro Trailer Falso: Machete
Diretor: Robert Rodriguez
Elenco: Danny Trejo, Cheech Marin e Jeff Fahey

Plot do Trailer: Um mercenário mexicano chamado Machete recebe uma proposta de um figurão para matar um senador, sendo que ele é enganado por esse ricaço e agora quer vingança junto com o seu irmão padre. Além de ser um trailer cheio de ação, ele abre as portas para esse grande e ambicioso projeto desses dois diretores, é o trailer falso que tem mais possibilidades de virar filme, espera-se que sim.

Primeiro Seguimento: Planeta Terror
Diretor: Robert Rodriguez
Elenco: Rose McGovan, Freddy Rodriguez, Marley Shelton, Josh Brolin, Micheal Biehn, Naveen Andrews, Micheal Parks, Electra e Elise Avellan, Rebel Rodriguez, Jeff Fahey, Tom Savini, Quentin Tarantino, Stacy Ferguson e Bruce Willis.
Gênero: Ação/Horror/Ficção

Quando um grupo de soldados mercenários quer roubar uma substancia química letal, porém algo dá errado e essa substancia vaza no ar assim surgindo mortos vivos que são infectados pela secreção e pelas mordidas desses monstros e o destino da humanidade está nas mãos de um grupo bizarro de pessoas que inclui, um rapaz com passado desconhecido, uma dançarina cotó, uma medica, um policial, irmãs gêmeas loucas e outros. E essa noite vai ser infernal.

Já começando explosivo, Planeta Terror faz uma homenagem aos filmes de zumbis colocando todo tipo de clichê e tudo mais, fora o seu grande elenco que ainda tem no meio uma das maiores referencia de filme desse estilo que é Tom Savini, o Sex Machine de Dawn Of The Dead e que também participou em Um Drink No Inferno. O roteiro do filme é mais raso do que pires, porém tem algumas coisas curiosas no filme como a explicação de onde surgiu tal vírus e as tramas paralelas de alguns personagens na trama, o resto é desculpa para rolar a ação. O elenco do filme já é uma atração a parte, chegando ao momento de quem disputar quem é mais canastra que o outro, mas as atenções são todas de Rose McGovan como a dançarina cotó Cherry Darling, além de ser uma personagem altamente bizarra e engraçada, consegue protagonizar umas das seqüências de ação mas exageradas e nonsense do ano. Robert Rodriguez continua fazendo aquele cinema trashão com cenas de ação ininterruptas, não deixa a peteca cair em nenhum momento e tem cenas que realmente vai ser difícil sair da cabeça do espectador.

Em suma o filme tem elementos dignos de filme B, porém o espírito que o projeto tem, transformou um amontoado de clichês mais esdrúxulos em um filme de luxo, que consegue atingir o seu objetivo, fazer um filme que diverte todos os fãs de horror, desde os mais novos (em suas maioria, fãs instantâneos) até os genuínos fãs. Se for para fazer um filme digno de trash, Robert Rodriguez fez e de luxo por sinal.











Segundo Trailer Falso: Werewolf Women In SS
Diretor: Rob Zombie
Elenco: a maioria dos filmes de Zombie e Nicolas Cage

Plot do Trailer: Na Alemanha Nazista, um grupo de cientistas malucos queria fazer experimentos transformando mulheres em lobisomens ou mulheres-lobo. O segundo trailer tem uma premissa até que interessante, mas o trailer é uma decepção geral, além de ser mal dirigido ao extremo por Zombie, conseguiu arrancar a melhor atuação de Nicolas Cage dos últimos dois anos, por que conseguir ser melhor do que O Sacrifício, O Vidente e Motoqueiro Fantasma, pense... Trailer fraquinho. Comecem a duvidar da qualidade de diretor de Rob Zombie.

Terceiro Trailer Falso: Don’t!
Diretor: Edgar Wright

Plot do Trailer: Esse trailer não tem história, porém é bem melhor do que o trailer fraco de Zombie. Na realidade, o trailer é uma homenagem aos filmes europeus de horror das décadas passadas e ainda o trailer brinca com todos os clichês possíveis e impossíveis de um filme de horror, fazendo que ele tenha um tom cômico incrível, Edgar Wright é uma boa promessa e ainda tem a participação de Simon “Shaun” Pegg, bem legal mesmo.

Quarto Trailer Falso: Ação de Graças (Thanksgiving)
Diretor: Eli Roth
Elenco: Jordan Ladd, Jay Hernandez, Micheal Biehn e Eli Roth

Plot do Trailer: Simples, porém eficiente. Um assassino está a solta causando pânico e terror a uma cidadezinha pequena dos EUA. Mas o que difere e torna esse o melhor trailer falso, junto com Machete? A premissa. Roth utiliza o contexto da pequena trama se passar em uma época de ação de graças, onde famílias se reúnem para comemorar a paz e tal. Isso faz que o tom de escracho seja maior e fora que no trailer tem uma das mortes mais geniais que já se tenha ouvido falar. Também junto com Machete, é o que tem mais possibilidade de se tornar filme.


Segundo Seguimento: A Prova de Morte (Death Proof)
Diretor: Quentin Tarantino

Elenco: Kurt Russell, Rosario Dawson, Zoe Bell, Tracie Thomas, Mary Elizabeth Winstead, Sydney Tamiia Poitier, Jordan Ladd, Vanessa Ferlito, Rose McGovan, Marley Shelton, Eli Roth e Quentin Tarantino.
Gênero: Ação/Suspense

Dividido em duas partes o filme fala de um dublê com um jeito meio antiquado chamado Stuntman Mike que tem um carro preto que tem uma peculiaridade interessante: o carro é a prova de morte. Porém por trás desse semblante esconde um assassino frio e que usa o seu carro para matar jovens moças, mas será que alguém irá impedir esse assassino frio que se esconde em seu carro matador?

A Prova de Morte é o mais novo filme de Tarantino depois do ultracult (mas ao mesmo tempo duvidoso) Kill Bill e tenta trazer ao seu publico um estilo novo de horror transformando literalmente um carro em uma arma de matar. Por um lado o filme tem elogios, por outros é só esculacho. Muitos fãs de horr

or atual basicamente não suportaram o ritmo “lento” que Tarantino impôs no filme, outra parcela que não gostou diz que Tarantino coloca o seu hype em níveis chatíssimos assim forçando a barra até demais. Mas será que os detratores desse seguimento têm razão?

O roteiro de Death Proof é bem simples, muito mais claro do que Planet Terror, mas o que marca nesse filme é a volta dos memoráveis diálogos que é uma tipicidade tarantinesca inegável, se vocês sentiram saudades dos diálogos espertos de Tarantino, o filme está cheio. A trilha também carrega outra marca de Tarantino e não tem brecha para fazer remix vagabundo como fizeram na maioria da trilha de Kill Bill. O elenco mesmo só tem destaque Zoe Bell e Kurt Russell. Zoe Bell de inicio não sabe quem é ela, mas ela fez a maioria das cenas de ação de Kill Bill e nesse filme faz ela mesma e o que sabe fazer de melhor, uma seqüência de ação de alta voltagem. E Kurt Russell volta a fazer mais um papel memorável como Stuntman Mike, porém tem algumas ressalvas de ele não ser tão assustador quanto parece e sim o próprio carro, mas não deixa de ser um personagem fascinante.

Tarantino fez algo que estava devendo a um bom tempo que é um filme rico em diálogos e que tivesse seqüências de ação memoráveis e sensacionais, porém uma parcela do publico não gostou do ritmo ditado por ele, afinal quem se acostumou com o ritmo frenético de Kill Bill vai sentir uma broxada tremenda em Death Proof, mas quem acha que o verdadeiro Tarantino é aquele de Jackie Brown e Pulp Fiction, fiquem felizes, ele voltou às raízes.

Um seguimento dúbio onde ao mesmo tempo Tarantino faz um filme bem legal e na minha opinião superou com folgas Kill Bill, por um outro lado, foge da temática em partes do projeto Grindhouse e de invés de ser de terror, se torna um filme comum do diretor, com longos diálogos e personagens incríveis, porém muito longe de ser um filme espetacular de horror.











Conclusão Final do Projeto: Um projeto incrível onde o espectador entra em uma montanha russa alucinante, mas há ressalvas. Se a ordem dos filmes fosse outra com Death Proof primeiro e depois Planeta Terror ai sim seria uma viagem muito mais impacto para o espectador. Mas com o fracasso de bilheteria, infelizmente o projeto pode vir ao Brasil separado, assim deixando por um lado sem graça. Mas são dois ótimos filmes e esperamos que esse tipo de projeto continue vivo e que tente salvar Hollywood da falta de criatividade que assola o mundo do cinema. o melhor filme de horror do ano sem dúvida.