26 de abril de 2007

A Morte Pede Carona (Remake)

São férias da primavera, e para agradar a sua namorada, Jim Halsey com o seu possante, vai levar Grace para esse belo passeio de primavera. Mas durante a viagem a dois e em uma forte chuva, eles quase atropelam um estranho. Depois de uma parada em um posto esse mesmo estranho aparece e pede uma carona até um lugar próximo. Com piedade e remorso, Jim dá carona a esse estranho, a contra gosto da Grace. Mas a partir desse momento o carona revela o que realmente quer e a viagem de primavera de invés de ser flores e alegria, se transforma em uma viagem sangrenta e sem volta.


A Morte Pede Carona é mais um projeto da Platinum Dunes, o quarto para ser mais exato. No filme conta no elenco Sophia Bush, Zachary Knighton e como principal Sean Bean. O roteiro é readaptado por Jake Wade Wall, sim o mesmo de Quando Um Estranho Chama e a direção ficou em cargo do diretor de videoclipes Deve Meyers e que está em seu currículo, clipes de Britney Spears e entre outros. Bem, o filme foi a primeira oportunidade do ano para que o horror começasse com o pé direito, mas na verdade, não foi. Além de ser fracasso de bilheteria comparado aos outros filmes da produtora pelo menos esse filme se pagou.







O roteiro de Jake Wade Wall neste filme melhorou e muito comparado ao seu filme anterior, o QUEC, mas mesmo assim não é motivo de passar a mão na cabeça. Em comparação com o roteiro original escrito por Eric Red, apenas ele readaptou a única personagem feminina na trama original para a namorada do principal no remake e mudaram quase nada, apenas detalhes pequenos do original para o remake. O elenco do filme é uma lastima. O ator que fez Jim Halsey, Zachary Knighton, fez um papel apático e sem graça. E ainda fazendo que o personagem original se torne um completo palhaço. Sophia Bush faz a Grace, a única personagem feminina na trama, substituindo a Nash do original, faz uma interpretação digna de pagar peitinho, por que ela tem que comer e muito para ser uma boa atriz em Hollywood... Bonita ela é... Talentosa, não sei. E Sean Bean faz o assassino da trama, John Ryder, ele conseguiu um feito muito interessante de se igualar ao personagem original, interpretado brilhantemente por Rutger Hauer. Sean Bean deixou o personagem mais frio, calculista, criou um personagem que não perdoa o que vê e faz o que quer. O verdadeiro ponto positivo e o que a maioria queria saber, era se Sean Bean dava conta do recado, e na verdade o brilho do filme é dele e só dele.



Agora o maior problema do filme e talvez até da produtora seja o diretor. Com certeza é algo de se questionar por que a direção de Deve Meyers é fraca ao extremo, mesmo ele melhorando algumas cenas do original mesmo assim o timing de direção é horrível e faz com que o filme seja em alguns momentos seja altamente mal conduzido e chato. Mas o debate sobre os diretores de videoclipes chega a ser uma faca de dois gumes por que há a parte negativa que os diretores de videoclipes pop não têm uma boa mão para dirigir filmes de horror e assim ficar mais estampados que eles são realmente capachos dos produtores. Já a parte positiva é que nos últimos anos alguns diretores de videoclipes surpreendem o espectador com suas obras, exemplos não faltam como Tony Kaye (clipes: Dani Califórnia de Red Hot Chili Peppers e Runaway Train) com o filme A Outra Historia Americana; David Fincher (alguns clipes da Madonna) e a filmografia que todo mundo sabe e o ultimo e mais importante exemplo foi de Jonathan Dayton e Valerie Faris (alguns clipes do Red Hot, The Offspring e de Korn) com Pequena Miss Sunshine. Até o próprio Micheal Bay, dono da Platinum Dunes, já foi diretor de videoclipe.

Um filme regular, ou apenas foi o que o próprio publico esperou, um remake que não superasse o seu original, mas que pelo menos seja decente em alguns pontos. E ele realmente é bom nos pontos mais importantes: o respeito a obra original e seu principal elemento mas também só isso não garante um bom filme já que o seu conjunto foi bem fraco. Pelo menos confirmou que a Platinum Dunes é a melhor produtora de horror na decadente Hollywood por que as outras produtoras ainda não entregaram filmes que ficam na cabeça da nova geração, já a Platinum Dunes conseguiu esse feito. Pelo menos o filme é assistível, mas só para a pessoa ter curiosidade e vergonha na cara e procurar ver o original.




A Morte Pede Carona (The Hitcher,2007)
Diretor: Dave Meyers
Roteiro: Jake Wade Wall e Eric Red (obra original)
Elenco: Sean Bean, Sophia Bush, Zachary Knignton
Produtor: Micheal Bay
Genero: Ação/Suspense
Tempo de Duração: 84 minutos
Estreia No Brasil: Ninguém Sabe ...

Escala de 0 a 10 : 6,5

16 de abril de 2007

Postagem Dupla de Horror : Abismo do Medo (The Descent) e Quando Um Estranho Chama (When A Stranger Calls)

Abismo Do Medo
(The Descent)
Depois de um ano, Sarah tenta se recuperar a sua vida após um terrível acidente que vitimou o seu marido e sua filha pequena. Ela recebe um convite das suas amigas para explorar uma caverna em uma remota região americana. Tudo iria bem à exploração subterrânea, mas ocorre um deslizamento de terra e ficam presas nessa caverna desconhecida. As faltas de suplementos e de energia dão lugar à insegurança e ao medo e mal sabe o que se espreita nessa úmida e desconhecida caverna.

Abismo do Medo (The Descent) poderia se encaixar como mais um filme comum de horror que saiu, mas ele foi muito longe. Estreou em um ano que vai entrar para a história do horror como um dos piores anos de todos os tempos, aonde aflorou a falta de criatividade e originalidade, aonde um filme (repito, UM) se sobressaiu do limbo que foi O Albergue de Eli Roth, se observar no mercado americano por que no mercado europeu e asiático, o horror ferve. Outra vantagem do filme foi que nos EUA foi distribuído pela Lionsgate que em 2006 colhe os frutos de seus pupilos que além de serem sucessos de bilheteria e também de prêmios (vide Crash e Hard Candy). Outro fator do filme é de ser europeu, uma larga e ótima vantagem, já como foi citado em uma parte dessa critica, o cinema de horror europeu e asiático está em pura ascensão. Mas a verdadeira proeza foi de ser eleito o melhor filme de horror pelo site rotten tomatoes (www.rottentomatoes.com). A grande pergunta que se faz depois do filme é: Será que o filme tem esse furor todo?

O mérito de todo filme pertence a Neil Marshall, diretor do filme, por que o clima de desespero e escuridão que o filme tem e que ele propôs é a ignição ou o esqueleto do filme. Por que com esse tema é que sai um roteiro mais ou menos que no máximo são exploradas as personagens do filme e o desfecho basicamente comum para o gênero. A trilha do filme também junto com a boa direção dá o clima, mas o problema é o que também é a parte positiva do filme que é a claustrofobia e a escuridão. Para quem viu no cinema e viu as melhores seqüências fica impressionado, mas olhando em uma visão altamente clinica verá que o filme não é essas coisas todas.

Ele é um filme ruim, não longe disso. Ele é um ótimo filme, também não é. Ele vale a pena assistir por que ele pode ter um grave problema de desenvolvimento inicial, mas é compensado com uma agilidade e boas seqüências de desespero. Em um ano que aonde o espectador sentiu vergonha de dizer que é um espectador de horror, esse filme ainda deu um novo ar para o espectador. Melhor do ano... Não...


























Quando Um Estranho Chama
(When A Stranger Calls)

Jill é uma típica adolescente americana que está passando uma crise. Está brigada com o seu namorado por causa da sua infidelidade dele com sua ex - melhor amiga e ainda para piorar, a sua situação com seu pai está indo de mal a pior, já que ela extrapolou a conta do celular da sua família. A conseqüência de Jill é ser por uma noite babá de duas crianças de um casal que mora em uma mansão fortemente protegido pelo seu sistema de segurança. Sozinha e isolada, Jill pensa que a sua noite vai ser tranqüila, mas um estranho começa a ligar pra ela dizendo conteúdos ofensivos e assustadores. Agora quando ela descobre de onde vêm as ligações, Jill começará a sentir o pior medo da vida dela e ainda isolada de tudo e de todos.

Quando um Estranho Chama é mais um remake que saiu no ano de 2006, baseado no filme de 1979, estrelada pela jovem atriz Camilla Belle e dirigido por Simon West, o mesmo dos sucessos de bilheterias como Con Air – A Rota da Fuga, A Filha do General e Tomb Raider. Mas a realidade é o seguinte, mesmo com boas bilheterias que esses filmes têm, mas as criticas foram baixíssimas ao extremo, e a sorte desse diretor é que tinha nomes expressivos nesses filmes como Nicolas Cage, John Cuasck (Con Air) John Travolta (A Filha do General), Daniel Craig e Angelina Jolie (Tomb Raider). Mas nesse filme não foi bem assim.

Um roteiro altamente péssimo, Jake Wade Wall dá uma aula de como NÃO fazer um roteiro. Uma história que se desenvolve de uma maneira cruel, arrastada e se concluiu de um jeito covarde e vergonhoso. A única atriz no filme que é Camilla Belle tenta fazer algo durante o filme, mas com a alta mediocridade da trama, ela se torna o que a galera gosta... Uma gostosa pagando peitinho em filme de terror e que infelizmente ela tem talento, mas pegando papeis em filmes melhores... Quem sabe? O grande culpado se chama Simon West, nesse filme ele conseguiu o ápice da ruindade. Em uma direção sonolenta, o espectador torce para que algo aconteça e fica esperando... Em vão. E o pior é que o diretor tenta dar ao espectador alguma sensação de medo, mas isso existe em momento nenhum da trama. Fora as péssimas homenagens ao O Homem Palha e Carrie, A Estranha.

Juntando tudo, o espectador tenta se perguntar quando termina o filme: Como eu agüentei ver isso? Um filme extremamente ruim, tudo de péssimo se encontra em 80 minutos intermináveis. E ainda para aumentar o desespero, Simon West admite no dvd do filme que não gosta de filme de horror, então por que ele fez esse filme? Pelo menos o filme provou uma coisa boa... Aquela menininha de O Mundo Perdido: Jurassic Park está muito gostosinha...


















Notas :
Abismo do Medo : 7,5
Quando Um Estranho Chama : 1,0

11 de abril de 2007

Por Água Abaixo (Flushed Away)



Roddy St. James é um rato mauricinho e que vive uma vida de rei por causa da sua dona, uma menina de classe alta e mimada. Ele tem tudo que qualquer animal ou pessoa possa ter: Dvds, comida e brinquedos. Mas em compensação ele é solitário. Depois de sua dona ter viajado e está completamente sozinho em casa, ele ganha uma visita inesperada, um rato gordo e espertalhão e tentando dá uma de superior, Roddy diz que a privada é uma banheira, mas o rato de rua é mais esperto e jogou Roddy a privada a baixo. Nessa viagem ao fundo do esgoto ele ira encontrar um novo mundo que ele nunca pode aproveitar e ao mesmo tempo irá aprender o verdadeiro valor da vida e uma aventura eletrizante.

Por Água Abaixo é mais um filme da Dreamworks/Aardman sendo que tem os formatos de massa, mas o filme todo é feito por computação gráfica ou CGI. No elenco de dubla dores estão Hugh Jackman em um ano inspirado, Kate Winslet, Ian McKellen, Jean Reno, Bill Nighy e Andy Serkis. Bem o que o povo esperou que fosse um sucesso de bilheteria, mas na verdade não foi o esperado. O filme conseguiu o que queria sucesso de critica, coisa que hoje é muito importante, por que dá uma segurança ao espectador precavido que irá ver. Mas estreou no período mais terrível para as bilheterias, que é na época do outono aonde qualquer filme que estrear com uma media superior a 20 milhões de dólares já é considerado um filme de sucesso, e ainda em 2006 conseguiu o feito de ter uma estréia com menos de 10 milhões de dólares, que foi O Pacto, considerado por muitos uns dos piores filmes já feitos na história. O resultado disso é que esse filme é o ultimo da parceria de sucesso, mas faturou muito abaixo das expectativas e o rompimento se tornou algo inevitável.

O roteiro do filme é tão comum de filme infantil que algumas vezes é tão previsível que chega ao ponto de não ser cobrado, mas pelo menos alguns momentos do roteiro e principalmente as piadas são de altíssimo nível que provavelmente só funcionará para quem conhece o humor refinado e inteligente inglês. O elenco de dubladores é genial, agora o mais incrível é o sotaque carregado de determinados personagens e principalmente da personagem Rita que foi brilhantemente dublada por Kate Winslet, também os coadjuvantes também dão show de vozes, mas ninguém supera a de Hugh Jackman, em um ano inspirado ele dá alma ao ratinho principal Roddy, fazendo uma voz brincalhona e com direito a cantar uma das musicas mais legais do filme. A trilha sonora dá muita ênfase ao rock alternativo e dançante, dando destaque as bandas Jet e The Dandy Warhols. Outro destaque tanto na trilha sonora quanto de personagem são as lesminhas do filme que fazem muitas cenas engraçadas e cantam também e ajudam o humor do filme ser de alto nível. A técnica de animação dele tem as mesmas características de massinhas que foi criada na empresa Aardman, mas na história iria envolver muito a água decidiram a não fazer por massa e sim por computação gráfica e com esse recurso fez com que o filme ganhasse um colorido a mais deixando ele mais vivo e mais lindo de se ver.

Sem duvida a melhor animação infantil do ano passado, já que o melhor foi O Homem Duplo de Richard Linklater, já que ele misturou elementos que agradam a criançada como o colorido de algumas cenas, os personagens carismáticos e uma história de moral sobre convivência. Mas também agrada os adultos com piadas inteligentíssimas, sacadas de roteiro nas horas certas, ironias interessantes a final da copa do mundo e as referencias impagáveis de X-Men e James Bond. Mas que não teve uma ótima bilheteria por que o tempo que o filme estreou não é propenso a animações quiçá grandes produções. Mas com certeza é um filme que merece ser visto e revisto. Recomendo
Cotação: 9,75