28 de fevereiro de 2007

Conflitos Internos



Uma guerra entre o crime organizado e a policia de Hong Kong está chegando a níveis alarmantes. A gangue da Tríade, comandada pelo Irmão Sam, teve uma brilhante idéia: convocar os mais jovens e sem ficha criminal da gangue para se infiltrar na policia e ser os olhos de Sum no departamento policial. Ao mesmo tempo, a policia envia o seu cadete para se infiltrar na gangue da Tríade para avisar a policia para interceptar qualquer movimento criminoso da gangue. Anos se passam e Lau, o espião da gangue, está em crescimento na corporação, enquanto Yan, o policial infiltrado, se torna o pulilo de confiança de Sum. Mas depois de uma operação policial quase bem sucedida e uma fracassada transição de drogas ao mesmo tempo, os dois lados desconfiam que tem um espião em cada organização e com isso faz aumentar o medo e desconfiança entre os dois infiltrados.





Yan - O Policial Infiltrado

Conflitos Internos (Infernal Affairs) é mais um belo exemplar oriental de cinema de qualidade e que o principal enfoque é o conflito interno entre a lealdade e o dever entre dois homens. O filme ganhou duas seqüências sendo que o segundo filme é um prequel explicando o que aconteceu para cada um chegar aonde chegou e o terceiro filme que é como se fosse um epílogo de toda a saga. O filme ganhou uma atenção importantíssima em 2006. O filme ganhou um remake americano e por um golpe de sorte, o seu remake que é Os Infiltrados, teve a sorte de ser conduzido por um dos melhores diretores vivos de Hollywood, Martin Scorsese, e ainda conta no elenco grandes nomes do cinema norte americano como Leonardo di Caprio em pura ascendência no cinema, Matt Damon, Mark Walkberg e Jack Nicolson. Resultado, o filme foi o maior ganhador do Oscar e principalmente de melhor roteiro adaptado. E depois do Oscar, irá reabrir o questionamento entre os cinéfilos sobre se vale à pena fazer remakes hoje ainda tem esperança de ser tão bons quanto o original.


Lau - O Espião Da Gangue

O roteiro do filme é bem construído desde o inicio ao fim. Consegue de uma maneira espetacular prender ao espectador a cada passo e cada descoberta de cada personagem durante a trama. Mas a história do filme não chega ser gloriosa, mas o modo de como é contado é o grande trunfo da história. A trilha sonora é de uma maestria inexplicável, com musicas que misturam a guitarra pesada e musica chinesa dando e principalmente as musica suaves que são belíssimas de se ouvir. Os atores do filme entregam atuações muito fortes, mas principalmente a dupla de protagonistas Tony Leung Chiu Wai e Andy Lau que entregam interpretações fortes que mexem com os nervos e faz com que o publico fique sem reação a cada aparição deles na tela. Os diretores Wai Keung Lau e Siu Fai Mak fizeram uma direção sem pieguices, que não embroma com momentos falsos e desnecessários fazendo que o filme se torne ágil, tenso e um desfecho incrível que vai ficar no pensamento por muito tempo.

Um novo clássico policial, mais uma obra prima que sai do oriente, que hoje está sendo mais valorizado do que o mercado hollywoodiano. Atuações inesquecíveis, condução impecável, reviravoltas fortes e de um impacto sem palavras. Agora é só esperar para ver Os Infiltrados e saber o porquê do mérito de ganhar o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Um policial acima da media de muitos filmes do gênero... Hollywood... reaprenda a fazer cinema de qualidade com os orientais.





10,0

22 de fevereiro de 2007

Sexta Feira 13 (Friday 13th)

No final dos anos 50, no acampamento Crystal Lake, um casal de monitores foi brutalmente assassinado e o lugar ficou marcado por esses assassinatos e ganhou a cunha de “Acampamento Sangrento”. Quase vinte anos depois, no mesmo dia dos assassinatos, o acampamento tenta reabrir com novos e inexperientes monitores, mas na aquela sexta-feira 13, um novo massacre começará em Crystal Lake...

Já lendo a primeira linha já se percebe que está falando de uma das mais longas franquias de horror já produzidas, Sexta Feira 13, que é protagonizado pelo maior matador do cinema... Com Jason Voorhees. Esse filme foi basicamente o inicio de tudo e ao mesmo tempo vendo hoje com olhos clínicos se percebe que não era para ser tão longa e tão mal digerida.






Para alguns críticos atuais, Sexta Feira 13 é o “pai” da serie Pânico, outros dizem que foi a base essencial para o terror teen por que tem TODOS os elementos do gênero teen: que vai de “Se fazer sexo, morre”, final surpresa, atores da faixa etária de 19 a 22 anos (hoje colocam uma mulher de 30 anos parecerem com uma de 19), efeitos especiais baratos e eficientes, uma trilha assustadora e atuações podres. O roteiro do filme é basicamente simples de se entender e não foi feito para pensar e sim para assustar... Isso ele fez com louvor. Detalhe importantíssimo, na versão original não tinha o nosso amigo Jason, mas como o roteiro na época não tava totalmente pronto, então a cada dia que passavam eles ganhavam uma pagina do roteiro novinha. E para dar um impacto colocaram Jason como o susto final e deu tão certo que muitos consideram um dos melhores sustos da história do cinema de horror. A trilha do filme é basicamente cria de Halloween, mas com suas características próprias e detalhe os principais acordes da trilha é nada mais que uma fala de uma determinada personagem juntada a um efeito comum na década de 80 que deu um aspecto macabro e inesquecível para a trama. A direção de Sean S. Cunningham é quase perfeita por que em quase todo tempo ele deixa o espectador apreensivo para saber o que acontece e estabelece um padrão importantíssimo para a maioria dos filmes de horror e isso dura até hoje.



Um filme importante de horror, um filme que mesmo a pessoa sabendo o começo, meio e fim ainda fica impressionado com o que acontece durante a trama, um filme que estabeleceu um padrão de clichês que atualmente estão sendo mal utilizados. Mas a ganância dos produtores de mastigar o mesmo tema criou - se um monstro que vive da mesma história mastigada... Se não tivessem tantas continuações desnecessárias... Teríamos uma verdadeira obra-prima do horror.

8,0

17 de fevereiro de 2007

The Wicker Man - O Sacrificio


Edward Malus é um policial rodoviário pacato, mas foi testemunha de um acidente cruel que não pode impedir. Atormentado com que viu, sofre de pesadelos e alucinações. Mas uma carta de sua ex-noiva que diz que a filha dela desapareceu faz com que ele volte à ativa. E ele vai a procura da menina na estranha SummersIsle, uma estranha ilha que nada é o que parece e a cada vez que descobre uma pista nova mais ele se aproxima do encontro com o homem-palha

The Wicker Man é mais um remake do ano menos criativo do cinema de horror, que foi 2006, mas com uma ressalva muito estranha, de invés de se chamar O Homem Palha como o original, aqui no Brasil ficou como O Sacrifício (?). O filme é dirigido por Neil LaBute, o mesmo de Enfermeira Betty e Possessão. E conta no elenco Leelee Sobieski, Kate Beahan, Ellen Burstyn e Nicolas Cage no papel principal.


Antes de tudo, para quem não sabe... O Homem de Palha é considerado por muitos como o melhor filme de horror britânico de todos os tempos, e que conta no elenco apenas o “fraquinho” Christopher Lee em sua época áurea do horror e Britt Ekland. E anos depois em um ano que o cinema de horror só deu vergonha (os únicos exemplos para muitos de originalidade foram Abismo do Medo, O Albergue e Three Extremes). Saiu a noticia de que iriam fazer o remake dele. O responsável foi o Neil LaBute, que para muitos, é considerado um cineasta seguro e que sabe lidar com sentimentos humanos faz um tipo de virada de mesa e lidar com um gênero que ele até então era desconhecido que é o horror. Mas o resultado final é o que ainda tenta buscar uma explicação plausível...

Os atores no filme, bem, é melhor logo falar do elenco feminino, uma lastima... Péssimas atuações, atrizes mal aproveitadas e principalmente Leelee Sobieski que mau troca frases completas e faz uma das seqüências mais ridículas do filme. O único ator do filme é o Nicolas Cage, ele faz uma atuação que beira na canastrice e o ridículo. A trilha do filme tenta resgatar aquelas trilhas dos filmes dos anos 60/70 de filmes de suspense... Pelo menos nisso o filme acertou. A direção de Neil LaBute em alguns momentos é incrível e até mesmo surpreendente para quem nunca fez um filme de horror ... Mas nessa brincadeira ingênua comete erros grosseiros. Mas o pior do filme todo se chama roteiro(que foi escrito pelo próprio diretor), por que ele é a espinha dorsal de qualquer filme, independente do que seja, e nesse filme o roteiro dele é basicamente fraco demais. E junto com o roteiro fraco vem a péssima condução. Se bem que na sua primeira hora de filme chega até ser o que se pode dizer, um filme que dá pra assistir em um sábado que não acontece nada, mas quando chega a uma determinada parte do filme, ele começa a desandar e daí surge vários momentos degradantes e nem o final que poderia ser aceitável, não é... E fora a parte ridícula de Nicolas Cage usar uma roupa de urso... Degradante.

Um filme que tinha tudo para ser um filme perturbador se torna em um filme irregular e que não assusta ninguém, uma película que o roteiro fraco e péssima condução afastam qualquer espectador. Cenas que são vergonhosas de se ver. Pelo menos o diretor fez algo que é difícil hoje, aceitar desafios e tentar colocar as suas características em cena... Pena que o próprio roteiro não ajudou. Agora é só rezar para que Nicolas Cage mude de empresário e que Neil LaBute se esforce para na próxima ele coloque algo dele em cena. Mas realmente... É um sacrifício ver esse filme... Uma pena.

4,0

11 de fevereiro de 2007

Postagem Dupla : Wolf Creek - Viagem ao Inferno / 16 Quadras

Wolf Creek – Viagem ao Inferno (Wolf Creek)

As inglesas Kristy e Liz e o australiano Ben estão fazendo uma viagem adentro das belezas naturais australianas e aproveitando o tempo juntos. Entre bebidas e alegrias, eles decidem comprar um carro e ir ao Wolf Creek, uma cratera que fica no meio do deserto, mas depois de uma longa caminhada, o carro deles não quer pegar e no meio da noite surge um homem dando ajuda a eles, sendo que eles não sabem que tomando carona com esse homem o destino dos jovens não será tão feliz assim...

Wolf Creek – Viagem ao Inferno é mais um exemplar de horror que inaugurou o ano de 2006 com um estilo que estava devendo, que é baseado em fatos reais. O filme tem um ganho fortíssimo e ao mesmo tempo uma denuncia sobre algo chocante que atrapalha um pouco o turismo de lá. Na Austrália, por ano 30.000 pessoas somem nos desertos australianos, e só alguns são encontrados um mês depois e na maioria das vezes mortos. Boa chamativa para um filme de horror e um bom escape para um espectador cansado de remakes de horror e sobrenaturalismo.

A condução do filme é quase a mesma dos filmes orientais, primeiro amostra os personagens para se familiarizar com o espectador, chega uma parte decisiva e depois começa a parte do desespero. Até ai tudo bem, mas a primeira parte é praticamente chata, os personagens principais são muito mal planejados, mas pelo menos são indiscutíveis as belezas geográficas da Austrália. Já na segunda parte se é compensado com momentos fortes de desespero e sadismo por parte do vilão que é a grande sacada do filme. O roteiro não tem nada de especial. Os atores fazem a sua parte e principalmente John Jarratt que faz o vilão que é de longe o melhor ator na trama. E a direção de Greg McLean é segura e boa, pena que ele não soube muito bem conduzir na primeira parte, mas na segunda ele faz um trabalho soberbo e assustador. Um bom filme de horror e por incrível que pareça importante para saber que mesmo em um pais desenvolvido acontece coisas que jamais imaginaríamos. Mas melhor do ano... Não é...


8,0














16 Quadras (16 Blocks)


Jack Mosley é um policial decadente. Velho, manco, barrigudo, vive estressado por causa do seu trabalho e o que alivia o estresse dele é a bebida. Em uma manhã antes de acabar o seu turno, ele recebe um comunicado para fazer um trabalho: Levar um réu chamado Eddie ao tribunal para depor a 16 quarteirões de onde eles estão e depois liberar ele. O que era para ser simples se torna um tormento por que o réu tem uma informação muito perigosa que pode prejudicar alguns policiais corruptos do mesmo distrito de Jack.

16 Quadras é o novo projeto do diretor Richard Donner que tem no elenco Bruce Willis, Mos Def e David Morse. O filme tem como tema, um dos mais batidos, mas também o que mais chama o publico que é um policial que tem que proteger a testemunha contra caras maus e por ai vai. Mas o diferencial do filme não é nem a história e sim o personagem de Bruce Willis que de invés de ser aquele policial incrível da serie Duro de Matar, nesse ele está de um jeito que nem o próprio publico dele reconheceria, no filme ele é a decadência em pessoa, um policial que ao mesmo tempo é o salvador, é um personagem que não quer conquistar simpatia do espectador e uma incrível atuação dele desde do inicio da trama até o final. O roteiro do filme do filme é habitual para quem gosta do gênero, mas a grande sacada é o final do filme, conseguiu pelo menos um desfecho interessante. Mas o problema do filme é a direção de Richard Donner. Para quem dirigiu uma das melhores franquias de ação Máquina Mortífera, o clássico supremo do horror A Profecia e a melhor adaptação de super-herói para o cinema Superman, esse filme soa irregular e fraco... Mas se comparar aos últimos filmes de ação/policial que saíram nos últimos anos, ele é um policial envolvente e que prende atenção qualquer espectador.

Um bom filme policial, uma atuação surpreendente de Bruce Willis como um policial decadente, um filme sem estripulias do gênero, mas que o maior pecado dele não está no filme e sim no diretor que ainda está devendo um filme para honrar o passado do diretor que já nos entregou bons filmes e hoje está não no fundo do poço... Mas que a madeira que o sustenta ta ficando velha... Mas tirando essa parte é um policial que vale a pena ver.

8,0

6 de fevereiro de 2007

Analisando Franquias e Trilogias : Trilogia da Vingança de Chan Wook Park

Vamos conhecer uma das melhores trilogias já feitas da história do cinema e que puxa um tema que sempre é mostrado de forma caricata no cinema ... a vingança ...


Sympathy For Mr. Vengeance (Simpatia pelo Sr Vingança) - 2002

Ryu é é um surdo-mudo. Dedicado a sua irmã e trabalha em uma fábrica. Mas ele descobre que a sua irmã está muito doente e que precisa com urgência de um transplante de rim, mas ele perde o emprego e ainda pra piorar, ele tenta um rim no mercado negro, mas perde as economias, próprio rim e é enganado. E em um momento de angústia Ryu e sua namorada tiveram um plano de seqüestrar a filha de um empresario de Quatro anos. Tudo iria bem, mas acontecem alguns fatos que põem tudo a perder e a vida de Ryu vai se encontrar com a do empresario em um embate fatal.

Em Sympathy For Mr. Vengeance de Chan-Wook Park é explorado o tema da vingança e seus caminhos. O filme prova em suas situações que tudo que acontece na vida de cada personagem acontece a constante relação causa - conseqüência aonde cada ação que ocorre durante o filme terá a sua reação futuramente e com suas justificativas. Esse é o primeiro de uma trilogia que aborda o tema da vingança, mas que não é uma trilogia de personagens e sim de histórias que tem como base o tema da vingança e de suas conseqüências sempre carregados com o furor devastador.

O filme é separado em duas partes. Na primeira parte somos apresentados aos personagens principais e que são jogados cenas que de inicio tem um significado, mas quando a cena dá uma continuidade se demonstra outro sentido e que em algumas vezes se torna algo melancólico ou chocante. Na segunda parte do filme começa uma destilação de violência extrema, mas que por incrível que pareça, todos os eventos que ocorrem durante esse ato tem seus motivos. Também o filme tem cenas que impressionam pelo grau de violência que é demonstrado e que é a influencia chave para Eli Roth e sua obra O Albergue. O elenco do filme transmite emoção e arranca lagrimas em momentos de tristeza ou agonia. O roteiro é muito bem trabalhado mesmo com um erro fatal que só os olhos clínicos percebem, a trama é bem contada e que prende o espectador do inicio até o fim e principalmente as seqüências aonde Ryu protagoniza valorizando o som natural da cena juntando com o final surpreendente que só Park sabe conduzir e segurar o tempo inteiro até a sua última cena. O visual do filme é simples, mas rico em naturalidade juntando com suas cenas belas e inesquecíveis.

Um filme que nos faz refletir sobre as situações que se ocorre durante o dia-a-dia. Um filme que não tem limites nas horas extremas, um choque visual aonde a crueldade se tora algo artístico e belo. Um filme que soube bem discutir esse filme sem clichês sobre esse tema que sempre é discutido numa forma muito caricata. Park sabe e muito bem demonstrar ao publico um novo estilo de violência. Um filme que fica na sua cabeça por um longo tempo. Recomendo.



Oldboy - 2003

Oh – Deasu é um cara muito falastrão e no dia do aniversário de sua filha pequena ele é seqüestrado sem nenhum motivo aparente. Depois de 15 anos enclausurado e só, ele é solto e só tem apenas cinco dias para saber o porquê do motivo do seqüestro e claro, saciar a sua sede de vingança.

Oldboy é o segundo filme da trilogia da vingança do diretor Chan Wook Park. Já nesse filme é baseado em um mangá coreano do mesmo nome que explora a vingança, mas diferente das duas obras. Além disso, esse filme foi, para muitos, o filme que deu mais destaque ao diretor do mundo, correu o mundo ganhando prêmios e participando de festivais importantes e ganhando um dos prêmios principais dao Festival de Cannes que é o grande premio do júri . Fazendo que com as expectativas para que chegue ao Brasil se torne as melhores possíveis.

O roteiro do filme é absolutamente espetacular. Desde começo até o final é difícil saber o que vai realmente acontecer durante a trama. Aparentemente a história é jogada com várias peças separadas, mas em determinadas partes elas se juntam e fazem um dos desfechos mais espetaculares da historia do cinema oriental, fora isso, dos três filmes é o que tem mais profundidade filosófica. Os atores do filme dão atuações inesquecíveis e principalmente Choi Min-sik como o Oh – Deasu que em todo momento do filme ele consegue envolver o espectador de um jeito que a cada descoberta do filme se torna ao excitante e espetacular. A direção de Chan Wook Park mais uma vez é de uma maestria indiscutível toda a trilogia e nesse existem algumas seqüências que nunca mais sairão da cabeça do espectador.

Oldboy não é só um filme é mais uma aula de cinema oriental dado por um dos melhores diretores, ou se não o melhor, Chan Wook Park. Alem de ser uma obra viseral e inesquecível. Mas comparado aos outros dois da trilogia é o que chamamos de o mais acessível e popular do que os outros, mas não deixa de ser um belíssimo filme. É um ótimo filme mas que perde feio para os outros dois.









Sympathy For Lady Vengeance ( Simpatia Pela Lady Vingança) - 2006

Lee Guem-Ja é um anjo de pessoa, mas ela é vitima de uma chantagem, assume um crime que não cometeu, é forçada a ver a sua filha pequena sendo levada para adoção e ainda pega uma pena de 13 anos na cadeia. Durante a estadia na prisão ela planeja sua vingança contra o verdadeiro culpado e ela não poupará esforços para cumprir com o seu audacioso plano.

Fechando com sutileza e beleza lírica, Simpatia pela Lady Vingança ou se preferir Senhora Vingança (Sympahty For Lady Vengeance) , é o ultimo da trilogia da vingança feito pelo diretor Chan Wook Park. O tema da vingança é tratado em um ponto de vista feminino, da protagonista Lee Guem-Ja, protagonizado com beleza e um carisma inegável da atriz Lee Young Ae, e de como ela consegue colocar em pratica o seu plano.

Já no começo do filme somos introduzidos a uma bela e emocionante abertura aonde já percebemos que o filme não será apenas de violência e sim de exaltação ao poder feminino. Outro ponto interessante é a impecável fotografia junto com jogos de cenas inesquecíveis que demonstram a força técnica que o cinema oriental tem. O roteiro do filme não chega ser complicado como Oldboy, mas nem tão simples como Senhor Vingança apenas ele tem um lento desenvolvimento para que se conheçam os personagens que não são poucos, mas quando começa a funcionar só para na ultima cena com uma narrativa espetacular e belíssima. A trilha sonora do filme é um dos pontos altos da trama, com musicas suaves e tranqüilas, dando mais charme e beleza à jornada da heroína Guem-ja.

O único ponto fraco do filme é que se comparar aos dois filmes da vingança ele é meio fraco na parte de violência, mas nesse filme explora e muito os personagens principais e um dos finais mais belos que fecha com maestria uma trilogia que explorou sem clichês um tema tão defasado e caricato. É um ótimo filme, um filme que nós faz pensar sobre si mesmo no que somos hoje e ainda vemos como uma vingança pode ser um prato muito doce e não tão frio quanto nós pensamos ...




Melhor Filme da Trilogia : Lady Vingança
Pior Filme da Trilogia : Oldboy

Notas :
Sr. Vingança - 9,75
Oldboy - 9,5
Lady Vingança - 10,0

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