24 de janeiro de 2007

Borat ! - O Segundo Melhor Reporter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América

“Olá para vocês, o meu nome é Borat, eu sou como você, eu gosto de sexo, legal!” assim começa o filme surpresa de 2006/2007, Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América. O filme tem uma linguagem interessante, ele é comedia, mas ao mesmo tempo funciona como um documentário falando sobre um repórter que quer colocar em uma reportagem para o seu país natal sobre os costumes do que eles consideram o melhor país do mundo, os Estados Unidos da América.




O personagem Borat Sagdiyev foi criado pelo comediante Sasha Baron Cohen e ele é um repórter que tem algumas características peculiares, mas que são incrivelmente respeitadas em um ponto chamado choque de cultura assim como aqui existe no Brasil, choque de cultura entre os estados, no filme esse choque é visível. Também vale salientar que o personagem dele faz parte do programa Ali G Show, criado pelo comediante na Inglaterra e tem três personagens, o próprio Ali G, Bruno e Borat.



Mas nem tudo foram flores na produção desse filme, além de ser um personagem é de origem do oriente médio, o governo americano convocou o serviço secreto para observar a produção do filme, outro também é que o ator como o personagem teve 91 buscas para o ator Sasha Baron Cohen. E não foi só o EUA que ficaram com a pulga atrás da orelha não, o Cazaquistão ficou irritadíssimo com a imagem do país que o personagem levou para o mundo, mas de invés de piorar não, fez até que o inverso fez com que o país seja conhecido no mundo e no filme Borat diz que o país sofre alguns problemas sociais e econômicos, mas ele faz algo que até o brasileiro em alguns momentos não faz, reconhecer que a terra natal é gloriosa e que ama a sua terra. Enquanto isso o brasileiro só gosta da sua terra em eventos esportivos e de outras coisas que nem vale citar como motivo de orgulho.

O filme ainda tem direito a uma mini-histórinha que ele viu a atriz Pamela Anderson na TV e fica apaixonado por ela e ele tenta cruzar o país só para ver ela e se casar com ela, e nessa parte o filme mostra um dos seus trunfos que foi que mesmo com a historinha, a maioria das situações que aconteciam eram reais e que aumenta mais o humor no filme. A trilha sonora é bem eclética, colocou basicamente hinos americanos de todos os estilos e colocou algumas musicas da região e junto com as imagens do filme se torna um dos maiores pontos positivos do longa, junto com o inesquecível hino do Cazaquistão cantado no rodeio em ritmo de hino americano. A direção de Larry Charles obedeceu as principais regras de um documentário e soube bem dirigir em alguns momentos falsos da trama, mas chega a certa parte do final que ele não soube sustentar o timing, mas em sumula, foi uma boa direção. Mas todo o mérito do filme é de Sasha Baron Cohen por que do modo como ele sustenta no filme, ele sustenta o personagem o tempo inteiro e de um jeito peculiar, ele soube juntar o humor inglês com o humor rude e com isso faz uma mistura de humor incrível e fora de como ele soube levar de um jeito esdrúxulo todas as situações. Resultado de tudo isso: Globo de Ouro de Melhor Ator de Musical/Comedia com louvor.

Um filme de comedia que vai ficar na sua cabeça por um longo tempo, tiradas cômicas inesquecíveis, mas ao mesmo tempo um estudo sobre choques culturais, e ainda mais um longa sobre um homem que ama a sua terra mesmo sabendo que tem os seus defeitos. Engraçado e Divertido. Mais um filme que prova que para o espectador rir não precisa mostrar uma aventura de um cara que quer transar ou de um casal besta que quer se casar...


9,5

13 de janeiro de 2007

Platinum Dunes

Se hoje Hollywood naufraga na falta de criatividade e só investe em remakes de horror varias empresas estão nessa empreitada como a Ghost House, Dark Castle e a Gold Circule, mas nenhuma dessas não é tão bem sucedida como a Platinum Dunes. Criada por Micheal Bay é uma produtora exclusivamente de horror que tem uma especialidade peculiar que é fazer remakes de filmes dos anos 70/80.

Enquanto a carreira de diretor de Micheal Bay continuava de mal a pior com as péssimas repercussões de Pearl Harbor ele decidiu investir na carreira de remakes e já começando com o remake de um dos clássicos supremos dos anos 70 no cinema trash : O Massacre da Serra Elétrica do diretor Tobe Hopper. Além do diretor do original produzir o filme ganhou uma repercussão fortíssima por causa da extrema violência e além de amostrar a serra cortar um membro de uma vitima. O filme também além de ganhar uma censura extrema em alguns paises e ser banido em outros. Também revelou ao mundo a atriz Jessica Biel para o mundo. Mas o filme apenas é um fogo de palha, a polêmica que gerou em torno do filme era grande, mas quando se assiste ao filme é irrelevante isso e também ocorrem erros grosseiros atemporais, mas para a nova geração esse filme caiu como uma luva por que hoje o espectador de horror está por incrível que pareça sedenta por sangue... Pena que o filme não é tão bom quanto se esperava...



O segundo projeto da empresa foi Horror em Amityiville, baseado no filme Terror em Amityville de 1979 e de quebra baseado em fatos reais. Já nesse segundo filme já percebe uma evolução crescente da produtora tanto em filme e em outras coisas. Além de o filme ser o ultimo filme da MGM também não passou por audiências testes e fez um relativo sucesso. A trama do filme é muito interessante mesmo que banal. Mas o que chama mais atenção é a ausência de efeitos especiais fazendo que o filme seja cru, o que mais se vê é efeitos visuais na trama com que faz o filme ganhar mais atenção. Fora a incrível atuação de Ryan Reynolds como vilão, ele que só fazia papel de palhaço nos filmes Blade Trinity e O Dono da Festa e nesse filme ele surpreende o espectador fazendo um homem que é visivelmente influenciado pelos horrores da casa. Claro que o filme não superou o original, mas pelo menos foi uma grata surpresa do ano.




Já no terceiro filme bem... Foi a verdadeira prova de fogo da produtora por que não era um remake ... E sim um início de uma franquia, O Massacre da Serra Elétrica O Inicio é como diz em seu titulo, o inicio de tudo, o nascimento, a vida, e o primeiro contato em diante de uma serra para Leatherface. Bem o filme ele conseguiu na sua promessa, contar o inicio de sua figura máxima, mas ao mesmo tempo, o espectador esperava coisas que tinham no primeiro (remake) filme e uns saíram frustrados, por outro lado os que saíram frustrados do primeiro filme já nesse novo puderam sentir melhor a evolução visível da história e da violência. No elenco conta com a brasileira Jordana Brewster e também o ator que faz Leatherface o Andrew Bryniarski está bem melhor e está mais solto comparado ao remake. Mas nem tudo foram rosas, a bilheteria do filme foi fraca comparado aos dois primeiros filmes e as criticas não foram tão bons quanto o esperado, mas a critica especializada de horror achou o filme bom e para quem gosta do gênero é o que se chama um pequeno alivio.




Agora em janeiro de 2007, a Platinum Dunes voltará com mais um remake. É do clássico de ação/horror A Morte Pede Carona. No remake o ator que vai interpretar o vilão John Ryder é o experiente Sean Bean que já fez 007 Contra Goldeneye, Terra Fria, A Ilha, Senhor dos Anéis e o resto do elenco tem Sophia Bush do seriado
One Tree Hill e Zachary Knighton. O filme mudou poucas coisas do original mas a base do original ainda prevalece que é o pesadelo dos caronistas vividos pelo jovem casal por causa do serial killer John Ryder. E o que a maioria hoje espera que não seja melhor do que o original e sim um bom filme por que o ano de 2006 foi o ano dos piores remakes de horror que já teve, mas por incrível que pareça um remake tem chance de ser um dos maiores vencedores para o Oscar, o drama de ação Os Infiltrados de Martin Scorsese.

O maior problema dessa distribuidora não é a falta de imaginação e sim de escolha de diretores
por que são eles que definem se o filme pode ser bom ou não. Desde do primeiro filme eles escolhem os famigerados diretores de videoclipes, tentando alcançar o novo publico,
a geração MTV, eles escolhem esses diretores para ter o que chamamos uma direção ágil e jovem e também colaboram para que a nova geração conheça os filmes originais mas claro que a maioria não vai gostar por causa da excessiva tecnologia. Só o diretor de O Massacre da Serra Elétrica O Início não é de videoclipe, mas não é um diretor que trás uma confiança para o espectador. O diretor de O Início é Jonathan Lebesman, sim o mesmo de No Cair da Noite (ou aquele filme da fada do dente ruim que só). E não sei como os vacilos desse diretor não assolaram o filme. E no novo filme da produtora, o diretor da vez é Dave Meyers, diretor de vários clipes de artistas pop lixo como Britney Spears e Pink.

De todas as produtoras é o que tem os projetos mais regulares, de boa aceitação do novo publico hoje, mas que infelizmente só faz remakes, mas pelo menos decentes. Pelo menos Micheal Bay ta se dando bem nessa nova empreitada e merece um credito...

6 de janeiro de 2007

A Morte Pede Carona

Jim Helsey, um jovem comum, estava com um carro que iria levar para Califórnia. Durante o percurso e muito cansado ele vê um homem, chamado John Ryder, pedindo carona, mas durante a viagem percebe algo de estranho nele e depois de um movimento brusco, o inocente Jim percebe que o seu carona é um frio assassino que mata sem escrúpulos quem está na sua frente, agora Jim viverá um pesadelo em pleno deserto texano e ainda com um assassino frio a sua espreita.

A Morte Pede Carona é mais um exemplar de um filme de suspense dos anos 80 que usa um tema que mexe com qualquer pessoa, a carona. Assim como Vôo Noturno, o filme utiliza a solidão do personagem principal e criar uma situação para que o principal perca o controle e faça atos que não faz parte da vida.

O roteiro do filme é basicamente simples, como muitos filmes de horror dos anos 80 com começo, meio e fim. Nada de extraordinário, mas o seu tema dá um fôlego extra para o filme. A trilha sonora é muito eficaz, dando medo e tensão em suas seqüências, e há momentos que lembra a trilha de Halloween de John Carpenter, mas pelo menos tem as suas características. C. Thommas Howell faz Jim que representa na época o típico jovem dos anos 80, mas que sofre uma transformação profunda por causa das situações que o filme vai ditando. Jennifer Jason Leigh faz Nash, bem ela é a única presença feminina, ela durante o filme não tem tanta presença, mas ela faz uma das seqüências mais assustadoras e que é dificilíssimo sair da cabeça. Mas o filme é de Rutger Hauer, desde sua primeira aparição, o personagem dele já dá arrepio de medo, a atuação desde o inicio até o fim é arrepiante, uma aula de como ser um assassino frio, calculista, sem remorso deixando muitos seriais killers comendo poeira. E principalmente no assustador dialogo entre Jim e John em que John manda Jim falar “Eu Quero Morrer” é o ponto aonde o filme prende o espectador para o espetacular final. As cenas de ação que ocorre do filme é de um frisson espetacular por que conseguiu juntar horror e ação ao mesmo tempo, mas ao mesmo tempo o filme comete alguns erros infantis e principalmente nas cenas na madrugadas por que em alguns takes parece que é de noite e outras que já são de manhã e não consegue manter a regularidade e fora um erro de continuidade gravíssimo no começo do filme que só os olhos mais clínicos perceberão. Mas isso atrapalha, mas não tira o brilho do filme.


(Poster do Remake)


Um misto incrível de horror com ação, um filme que arrepia a espinha, um exemplar clássico do cinema de terror dos anos 80. Mesmo com pequenos erros ele consegue ser um filme competente, com cenas chocantes e tensas que dificilmente sairá da cabeça. E depois desse filme só se espera que pelo menos seja decente, que honre o original, que as principais cenas sejam mais chocantes... Pelo menos Sean Bean foi uma ótima escolha para ser John Ryder... Vale a pena dar uma conferida no original e rezar para que o remake seja decente.

9,0