Severance


Qualquer empresa estimula o cooperativismo em grupo. Em quaisquer pais e em qualquer rumo de negócios. E com uma empresa de armamento bélico não seria diferente. A Palisade Defence, uma empresa que preza pela segurança com suas armas eficientes patrocina uma viagem aos seus funcionários para dinâmica de grupo, descobrir melhores meios de venda de armas e principalmente, relaxamento. Os funcionários (estereotipados ao extremo) estão satisfeitos com a viagem. Sendo que ela começou a ter rumos diferentes. E chegando ao lugar de relax, percebem que eles não vão ter relax e vão colocar o cooperativismo para sobreviver ou se não, ficarão fora da folha de pagamento... Para sempre.

Severance chega nessas semanas seguintes no mercado americano, junto com boas criticas. O filme britânico chega com atraso lá por que aqui no Brasil já chegou desde dezembro com o incrível nome de Mutilados. Saindo pela Play Arte, com o nome desses, quase a maioria dos fãs de horror colocou na cabeça que é mais uma variável do filme mais reverenciado pelos fãs de hoje e que não é isso tudo que é Jogos Mortais. E depois do filme e com o que acontece, a grande pergunta é, por que colocam nomes tão pejorativos se o filme nem sempre consegue transcrever o que nome diz ou o que a história diz.

O roteiro do filme não é uma glória, é apenas uma mistura de alguns fatos estereotipados e fez o que poucos filmes de hoje fazem, ser puramente humor negro assim como Dr. Fantástico de Stanley Kubrick, um filme que mexe com humor negro e drama, e em Severance é humor negro com horror e ação. A trilha sonora é típica dos filmes britânicos, aquela trilha descompromissada que faz um tipo de mistura onde musicas alegres combinam com perfeição com as cenas de violência, herdadas de Dr. Fantástico, e uma curiosidade, no fim do filme toca We’ll Meet Again que também toca no filme de Kubrick. O elenco não tem grandes nomes, mas também para esse estilo precisa cobrar interpretações? O mais conhecido, mas não pelo grande publico é Toby Stephens, que viveu Gustav Graves em 007 – Um Novo Dia Para Morrer. A direção de Christopher Smith faz uma direção competente, seguindo as suas influencias a risca, entrega um filme que tem uma história aparentemente comum e mistura com elementos que fazem falta ao cinema que é um humor negro corrosivo de primeira.

Um misto interessante com Dr. Fantástico, Sexta Feira 13 e Rambo – Programado Para Matar. Pena que quase 90% dos fãs atuais de horror confundiram esse filme com outro que não merece essa glória toda e com o pensamento alienado acharam esse novo achado do cinema britânico uma mera copia. Uma comédia de humor negro digna de ver e rever de novo. Principalmente um filme que trata de uma forma negra e violenta sobre a dinâmica de grupo e que quando se está em grupo, tudo que sair de lá sairá da melhor forma. Mas em uma linguagem mais critica, o Dr. Strangelove do Gore. Recomendo


Mutilados (Severance)
Diretor: Christopher Smith
Elenco: Laura Harris, Danny Dyer, Tim McInnerny, Toby Stephens, Claudie Blakley, Babou Ceesay, Andy Nyman
Gênero: Comédia/Horror/Ação
Estreia no Brasil: Dezembro de 2006 (Dvd)
Estreia Nos EUA: 25 de Março
Escala de 0 a 10: 9,0


Se Gostou de Mutilados procure para ver:
Dr. Fantastico (Dr. Strangelove)
Shaun Of The Dead
Rambo - Programado Para Matar (First Blood)





Comentários

  1. Putz, não conhecia esse filme... parece ser bem interessante e esse poster, muito foda!

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  2. JP, realmente não faz o meu estilo, mas o texto está muito bom!

    O primeiro parágrafo ficou genial:

    "funcionários (estereotipados ao extremo..."

    abs e bom domingo!

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  3. Nem sabia deste filme pra falar a verdade, vou procurar pelo trailer...
    Adoro o genêro, apesar de não estar gostando de nada ultimamente!
    O ultimo terror que vi e gostei foi "Viagem Maldita"!
    Abraço

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  4. Não o conhecia, talvez porque não faz muito o meu gênero - talvez o assista em um momento "trash", ams vale a dica!
    abraço!

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  5. “Mutilados” conseguiu tirar de “Mulher Solteira Procura 2” do posto de pior filme de 2006. Comédia de humor negro sem um pingo de graça sequer, além do argumento infrutífero.

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