A Morte Pede Carona (Remake)

São férias da primavera, e para agradar a sua namorada, Jim Halsey com o seu possante, vai levar Grace para esse belo passeio de primavera. Mas durante a viagem a dois e em uma forte chuva, eles quase atropelam um estranho. Depois de uma parada em um posto esse mesmo estranho aparece e pede uma carona até um lugar próximo. Com piedade e remorso, Jim dá carona a esse estranho, a contra gosto da Grace. Mas a partir desse momento o carona revela o que realmente quer e a viagem de primavera de invés de ser flores e alegria, se transforma em uma viagem sangrenta e sem volta.


A Morte Pede Carona é mais um projeto da Platinum Dunes, o quarto para ser mais exato. No filme conta no elenco Sophia Bush, Zachary Knighton e como principal Sean Bean. O roteiro é readaptado por Jake Wade Wall, sim o mesmo de Quando Um Estranho Chama e a direção ficou em cargo do diretor de videoclipes Deve Meyers e que está em seu currículo, clipes de Britney Spears e entre outros. Bem, o filme foi a primeira oportunidade do ano para que o horror começasse com o pé direito, mas na verdade, não foi. Além de ser fracasso de bilheteria comparado aos outros filmes da produtora pelo menos esse filme se pagou.







O roteiro de Jake Wade Wall neste filme melhorou e muito comparado ao seu filme anterior, o QUEC, mas mesmo assim não é motivo de passar a mão na cabeça. Em comparação com o roteiro original escrito por Eric Red, apenas ele readaptou a única personagem feminina na trama original para a namorada do principal no remake e mudaram quase nada, apenas detalhes pequenos do original para o remake. O elenco do filme é uma lastima. O ator que fez Jim Halsey, Zachary Knighton, fez um papel apático e sem graça. E ainda fazendo que o personagem original se torne um completo palhaço. Sophia Bush faz a Grace, a única personagem feminina na trama, substituindo a Nash do original, faz uma interpretação digna de pagar peitinho, por que ela tem que comer e muito para ser uma boa atriz em Hollywood... Bonita ela é... Talentosa, não sei. E Sean Bean faz o assassino da trama, John Ryder, ele conseguiu um feito muito interessante de se igualar ao personagem original, interpretado brilhantemente por Rutger Hauer. Sean Bean deixou o personagem mais frio, calculista, criou um personagem que não perdoa o que vê e faz o que quer. O verdadeiro ponto positivo e o que a maioria queria saber, era se Sean Bean dava conta do recado, e na verdade o brilho do filme é dele e só dele.



Agora o maior problema do filme e talvez até da produtora seja o diretor. Com certeza é algo de se questionar por que a direção de Deve Meyers é fraca ao extremo, mesmo ele melhorando algumas cenas do original mesmo assim o timing de direção é horrível e faz com que o filme seja em alguns momentos seja altamente mal conduzido e chato. Mas o debate sobre os diretores de videoclipes chega a ser uma faca de dois gumes por que há a parte negativa que os diretores de videoclipes pop não têm uma boa mão para dirigir filmes de horror e assim ficar mais estampados que eles são realmente capachos dos produtores. Já a parte positiva é que nos últimos anos alguns diretores de videoclipes surpreendem o espectador com suas obras, exemplos não faltam como Tony Kaye (clipes: Dani Califórnia de Red Hot Chili Peppers e Runaway Train) com o filme A Outra Historia Americana; David Fincher (alguns clipes da Madonna) e a filmografia que todo mundo sabe e o ultimo e mais importante exemplo foi de Jonathan Dayton e Valerie Faris (alguns clipes do Red Hot, The Offspring e de Korn) com Pequena Miss Sunshine. Até o próprio Micheal Bay, dono da Platinum Dunes, já foi diretor de videoclipe.

Um filme regular, ou apenas foi o que o próprio publico esperou, um remake que não superasse o seu original, mas que pelo menos seja decente em alguns pontos. E ele realmente é bom nos pontos mais importantes: o respeito a obra original e seu principal elemento mas também só isso não garante um bom filme já que o seu conjunto foi bem fraco. Pelo menos confirmou que a Platinum Dunes é a melhor produtora de horror na decadente Hollywood por que as outras produtoras ainda não entregaram filmes que ficam na cabeça da nova geração, já a Platinum Dunes conseguiu esse feito. Pelo menos o filme é assistível, mas só para a pessoa ter curiosidade e vergonha na cara e procurar ver o original.




A Morte Pede Carona (The Hitcher,2007)
Diretor: Dave Meyers
Roteiro: Jake Wade Wall e Eric Red (obra original)
Elenco: Sean Bean, Sophia Bush, Zachary Knignton
Produtor: Micheal Bay
Genero: Ação/Suspense
Tempo de Duração: 84 minutos
Estreia No Brasil: Ninguém Sabe ...

Escala de 0 a 10 : 6,5

Comentários

  1. Olá!!!
    Valeu a visita lá no blog, espero mesmo estarmos sempre em contato!

    Gostei do seu blog, mas não assiti a morte pede carona ainda. Mesmo assim, bem legais as observações sobre os diretores de videoclipes que dirigiram filmes e vice-versa. Acho que o preconceito que os cerca é injusto. Vai sempre haver bons e maus diretores cinematográficos e não cabe fazer esse tipo de associação negativa.

    Assista mesmo o labirindo do fauno, é um grande exemplo do desenvolvimento do cinema "extra-hollywood"

    Abraços

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  2. Sobre Sunshine....achei o filme bem inovador! Não faz referências a Armagedom, ou coisa do tipo...
    vale a pena ver sim!
    Sobre o remake, para mim o melhor remake feito em 2006 foi "A Viagem Maldita", na verdade foi o único remake de terror que eu gostei...
    Cara, e este diretor!?
    Nunca ouvi falar...
    rsrsrs
    Abraço

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  3. Cara, nem sabia que tinahm feito um remake desse filme...Olha, gostei dos teus textos, gostei do teu blogue... vou visitálo mais vezes...

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  4. JP, valeu pelas visitas lá no blog...

    cara, não vi esse filme, mas adoro seus comentários sobre produções sanguinárias, hehehehehehehe

    abração!

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  5. Brrr!
    Outro remake destinado para o público da nova geração, que não tem nem ao menos a competência de resgatar o espírito nervoso do filme que inspiro-o. “A Morte Pede Carona” original era repleto de virtudes, e a sequência da armadilha com Nash (Jennifer Jason Leigh) e todo o talento (agora perdido) de Rutger Hauer. O remake produzido por Michael Bay deve ser chato que só, assim como “O Massacre da Serra Elétrica – O Início”.

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