26 de dezembro de 2006

Postagem Dupla de 007 : 007 Contra O Homem da Pistola de Ouro / 007 Marcado Para Morrer

007 Contra O Homem da Pistola de Ouro
(The Man With The Golden Gun)

Solex, um aparelho capaz de produzir e manipular energia solar desapareceu. Bond é chamado para investigar e tal ação o leva ao industrial chinês Hi-Fat, que tem planos diabólicos para com o aparelho. O que o oriental não contava é que seu braço direito, o lendário assassino profissional (e mais caro do mundo) Francisco Scaramanga o mata, tomando o aparelho para si. Querendo aumentar a própria fortuna, Scaramanga pretende leiloar o Solex entre as superpotências. E só o 007 junto com a ajudante atrapalhada Mary Goodnight para deter esse plano e também um dos mais implacáveis assassinos do mundo.










007 Contra O Homem da Pistola de Ouro é segundo filme do ator Roger Moore como 007 e é um filme para criar um questionamento interessante: Por que com tantos elementos incríveis, uma Bond Girl inesquecível, um vilão implacável e uma seqüência acrobática imortal na ponte semi-destruída e ainda mesmo assim ser o pior filme da série?




Bem, o roteiro do filme tem uma base boa, mas um elemento importante que o filme não tem fez com se torne algo pediante e chato de se assistir. A trilha sonora por John Barry ainda continua imaculada e sempre é uma das melhores coisas do filme. O elenco do filme é incrível. A Bond Girl da vez foi a sueca Britt Ekland com a Mary Goodnight, bem ela no filme foi o que deu o humor da vez e em quase todas as cenas ela foi o humor do filme. Também vale salientar que também no filme está Maud Adams como Andrea Anders a ajudante de Scaramanga e que tem poucos momentos em cena, mas foi recompensada como a Bond Girl principal fazendo Octopussy no filme do mesmo nome da personagem. Christopher Lee faz o vilão, o cara do filme, o vilão que sem duvida nenhuma, imortal, com sua implacável arma de ouro fez com que ele entrasse na galeria dos vilões de 007. E uma curiosidade interessante que Britt Ekland e Christopher Lee já fizeram um filme juntos antes de 007, que foi o clássico de horror O Homem Palha que ganhou um medíocre remake esse ano de 2006. Outra curiosidade também é que tem também no elenco Qui Yuen, para quem não sabe, ela fez Kung Fusão, para ser mais preciso A Patroa, nesse filme ela ta bem novinha e faz uma das seqüências mais legais do filme. E Roger Moore, bem ele como 007 se tornou caricato demais e desmistificou aquela coisa da espionagem que prevalecia nos filmes de Connery e fazendo um personagem pegador, irônico ao extremo e que pelo menos fez a bondade de deixar as bugigangas de 007 serem eternas.




Agora qual é o elemento que deixou o filme fraco: Condução. Por quê? A partir do momento que tens uma condução fraca, o filme não consegue segurar o espectador para o próximo ato e fazendo ainda algo muito pior, começar no maior gás e quando chega ao ápice do filme que é a cena da perseguição que é uma das melhores seqüências de toda a saga de 007, depois disso o filme tem um declínio incrível que só melhora no embate entre Scaramanga e James Bond, mas mesmo assim não salva o filme.

Um filme que começa quente e termina apático, um filme que pos em risco a franquia de 007, um James Bond que se esqueceu o que espionagem e deu espaço a um cara pegador, ou como diz David Niven em Cassino Royale de 1967, um maníaco sexual a solta. Mas pelo menos nesse filme tem coisas legais, mas que pena que a condução faz com que o filme se torne pediante e chato... Pelo menos tem Christopher Lee... Vale a conferida, mas bom não é...







007 Marcado Para Morte (The Living Daylights)


Georgi Koskov, um general soviético, e um negociante de armas americano chamado Brad Whitaker unem forças de modo que aumenta a rivalidade entre o serviço secreto britânico e a KGB, além de lucrar com a ocupação soviética no Afeganistão. Enquanto vendiam armas às tropas soviéticas, os dois bandidos ainda negociavam ópio com traficantes da região. Mas só um homem pode deter-los: James Bond e ainda conta com a ajuda Kara Milovy, que conhece bem o general soviético.

Bem, 007 Marcado Para Morte começou a breve, mas interessante era Timothy Dalton como o agente secreto James Bond. Agora que vem o mais curioso. Timothy Dalton era ator shakespheriano e para encarnar o agente, bem, ele não assistiu nenhum filme de 007 para se inspirar e sim ler os livros e isso até que se tornou o que se pode dizer o fator mais favorável de Dalton como 007



Outro fator interessante do filme é o contexto histórico. A história do filme se passa no final da Guerra Fria aonde já demonstrava claros sinais de desgastes e que não é a toa que Quatro anos depois em 1990 acaba-se a guerra fria. Fora que o filme cita uma guerra que vale a pena estudar que é a Guerra do Afeganistão que é o que se pode dizer, é o Vietnã da URSS também outros detalhes: os dois vilões do filme são um soviético e um americano que tem uma coisa em comum, dinheiro... E outra, James Bond está ajudando os afegãos e em 2001 a Inglaterra junto com os EUA bombardearam esse mesmo pais e ainda para apimentar os EUA ajudaram os afegões com dinheiro e armas e principalmente um cara chamado Osama Bin Laden. Mas isso é outra história...

O roteiro do filme não é mirabolante, se bem que tem um jogo de espionagem, mas que facilmente é descoberto, mas mesmo assim a peteca não cai. A trilha do filme tem a forte presença de John Barry, mas tem uma forte influencia do New Romantic que é um novo estilo de rock romântico que predominou nos anos 80 e seus principais bandas eram Duran Duran e A-Ha e ainda de quebra as duas bandas fizeram as musicas temas de dois filmes de 007, A-Ha nesse filme e Duran Duran com o antecessor desse que é Na Mira dos Assassinos. O elenco do filme é o outro que é o mais chamativo do filme. A começar com um dos vilões que é Brad Whitaker interpretado por Jon Don Baker, ele não só fez esse James Bond não. Também participou em Goldeneye e O Amanhã Nunca Morre como um dos colaboradores de 007. já no filme ele não é um vilão louco para dominar o mundo, e sim um pouco mais realista e o que mais movimenta os “caras maus” que é o dinheiro. Outro também que é interessante é o ator John Rhys Davies que nesse filme faz o general Leonid Pushkin, bem dizendo de nome ninguém conhece, mas ele está nos melhores filmes que já foram feitos para muita gente, para refrescar, ele é o anão em O Senhor dos Anéis e amigo de longa data de Indiana Jones nos dois filmes dele que foram Os Caçadores da Arca Perdida e A Ultima Cruzada e também marcou presença na maior e mais longa saga de todos os tempos, a do agente 007. Como personagem, ele é um personagem importante na trama, mas em questão de atuação, faz a sua parte. Timothy Dalton como 007 ele foi muito bem por que ele foi um Bond que a geração dos anos 80 pedia. Pelo menos foi seguro e competente e soube fazer a sua parte. Vale também salientar que foi o primeiro filme produzido pela Bárbara Broccoli, filha de Albert Broccoli.


Um filme típico de 007, cheio de ação, suspense, um James Bond seguro, vilões que se aproximam com a realidade de hoje principalmente uma boa trama. Também vale a pena ver por conteúdo histórico. E enquanto Timothy... Fez bem o seu papel, mas ele se encaixa em uma seguinte frase... Bond certo... Momento errado...











Notas
O Homem da Pistola de Ouro : 6,0
Marcado Para Morte : 9,0

17 de dezembro de 2006

007 - Cassino Royale


Depois de uma primeira missão bem sucedida, o comandante James Bond ganha a sua licença para matar. Mas depois de uma falha grave em uma missão, a sua licença por um fio, mas ele descobre que uma valiosa pista que vai levar a Le Chiffre, um banqueiro que financia terroristas. E James Bond tem uma grande oportunidade para pegar esse perigoso banqueiro que é jogando pôquer em Cassino Royale, mas o risco é muito alto e qualquer deslize é fatal...











007 Cassino Royale é o mais novo filme do agente James Bond, o 21º filme do 007 e agora com o novo ator o britânico Daniel Craig, o sexto ator a ser o 007 e sucessor de Pierce Bronsan e também o retorno de Martin Campbell na direção e para quem não sabe Campbell dirigiu o 007 Contra Goldeneye que ainda de quebra foi o primeiro filme do seu

antecessor.



Já de imediato o maior choque do filme: Daniel Craig como 007? ? ? ? ? ? ? ? Essa interrogação ficou rondando os maiores fãs do espião por que vendo as características dos últimos filmes... Bem todo mundo dizia que ele não é o 007 e que ainda queriam que Pierce Bronsan continuasse no papel, mas com a “síndrome de Sean Connery”, no auge de ser o agente, mesmo com influencias da concorrência como Triplo X, saiu e a vaga do agente ficou aberta. Vários candidatos apareceram e uns que realmente tem a cara de Bond como Eric Bana, Christian Bale, Hugh Jackman, Ewan McGregor e quem sabe Jason Stathan e outros que não vale nem a cara como Orlando Bloom, Colin Farrell e pasmem Sean “Puff Daddy” Combs. Mas um filme
chamado Layer Cake chamou atenção pelo seu protagonista: Daniel Craig, e de imediato pensaram: Ele tem que ser o novo 007. Muitos até hoje torcem o nariz pela escolha, mas já no primeiro trailer já deu uma estigada e só no segundo trailer que se deu para confirmar... Ele é o 007 mesmo antes de não ver o filme. Agora o filme...

O roteiro do filme é escrito por Paul Haggis e quem conhece o cara já fica arrepiado em saber que ele é o roteirista do filme já é um chamativo violento para ver. Ele conseguiu dividir o filme em três partes bem distintas. A primeira parte é uma introdução ao nosso herói, desde a primeira missão até a uma seqüência explosiva. A segunda parte e aonde se concentra a maior parte da trama, a
espionagem e o mistério são os ingredientes perfeitos para essa parte da trama. E a surpreendente conclusão que desde seu primeiro momento até a cena final seja algo inesquecível.

A trilha do filme mais uma vez é de David Arnold, mas que ele andava devendo por que desde seu começo de compositor para 007 ele começou bem em O Amanhã Nunca Morre e de invés de melhorar ficou mais deficitário nos filmes decorrentes e nesse ultimo, Um Novo Dia Para Morrer, ele não fez uma trilha decente, focalizou mais o publico da MTV e ainda conseguiu a proeza da musica tema ser o pior de toda a saga de 007. Mas no novo filme ele reinventou a trilha deixando mais misteriosa e deixando aquelas macaquices eletrônicas e fazendo uma trilha digna de 007 e ainda entrou de cara no hall das musicas temas só perdendo para o original, From Russia With Love, Goldfinger e A Serviço Secreto a Sua Majestade. E fora que You Know My Name composta por Chris Cornell simplifica o que James Bond é neste filme.

O elenco do filme basicamente é estrelar. A começar por Judi Dench dá um espectaculo como M e não duvido muito que essa atriz merece o Oscar não por esse filme, mas pelo conjunto da obra, e nesse filme ela é a competência e elegância em pessoa. Jeffrey Wright mesmo aparecendo pouco é marcante em tela como Felix Leiter, o amigo e colaborador de James em muitas aventuras e tanto nesse filme é o primeiro encontro deles. Caterina Murino faz a Solange, uma bond girl que mesmo com pouco momento em tela, ela é incrivelmente marcante e com um vestido que como diz um amigo meu, levanta conceitos... Mads Mikkelsen faz o vilão do filme Le Chiffre, e esse vilão é digno de vilão de bond, ele entrou na galeria ao lado de Goldfinger, Dr. No, Scarananga e Blofeld. E o que é a maior característica dele é que ele não pensa em dominar o mundo... E sim o que hoje move o mundo: o dinheiro. Por isso que ele se torna um vilão mais cruel e mais admirado. Eva Green está estonteante como Vesper Lynd, trazendo o que as bonds girls estava devendo que é a emoção e talento, e Green deu de sobra nesse filme, além de sua beleza ser clássica (vide Os Sonhadores), talento é o que não falta e seus momentos em tela são memoráveis a cada minuto. E não podia faltar de falar dele, Daniel Craig. O ator conseguiu esquecer facilmente a era Brosnan que sempre dependia de apetrechos mirabolantes e faz um James Bond que se aproxima da realidade, coisa difícil os filmes de espião fazerem. Além de acontecer muitas situações que acho que nem Connery agüentaria o rojão, o ator provou o do por que ser o 007 e que os conservadores tem que calar a boca vendo um ator que faz a necessidade dos verdadeiros fãs, um 007 real, humano, que tem seus momentos de acertos e erros. E também ele faz cenas de sarcasmo que o personagem tem e nas cenas de ação ele tem virilidade e força, que são características marcantes dos livros do agente.

E também vale tirar o chapéu para Martin Campbell, por que depois da bem sucedida direção em Goldeneye ele conseguiu colocar a formula certa, corrigiu pequenos erros do filme passado e principalmente dos últimos filmes de Bond fazendo um filme que mesclasse bem o charme e a espionagem de antigamente com a ação excitante que é exigida pela nova geração. E nas cenas de ação é o diferencial do filme, não dá para ficar parado em nenhum momento e até nos momentos aonde prevalece as cartas, o clima tenso que o diretor criou é algo de se vibrar em cada vitória e de ficar com raiva.

Um verdadeiro filme de 007, um filme que fez falta há muito tempo. Um filme aonde os fãs mais conservadores tiveram que torcer o nariz por que Daniel Craig é o novo 007. Um filme que os fãs sempre sonharam que fosse com muita ação, espionagem em alta voltagem, romance inspirador, belas mulheres e humor carregado de sarcasmo e todos os elementos do livro que marcam o agente James Bond. Daniel Craig veio para ficar e como diz a musica “A frieza queima as suas veias, você sabe o meu nome”. O filme do ano. Recomendo.

10,0





































































9 de dezembro de 2006

007 A Serviço Secreto a Sua Majestade


Andando em uma praia portuguesa, James Bond salva uma bela mulher chamada Tracy e claro rola um clima romântico entre eles. Mas ele descobre que ela é filha de um gangster que tem um inimigo em comum com James Bond: Blofeld que mais uma vez volta a ameaçar a tudo e a todos. Nesse retorno, a ameaça é uma arma biológica. Tudo o que Blofeld quer das autoridades para que não continue com seus planos malignos são a limpeza de sua ficha criminal e que seu título de nobreza seja reconhecido - Conde de Bleauchamp ("Blofeld", em francês). Com a falsa identidade de um especialista em heráldica, 007 infiltra-se na fortaleza de seu inimigo para sabotar tudo.


Considerado por muitos um dos melhores filmes de James Bond só perdendo para From Rússia With Love e Goldfinger, 007 A Serviço Secreto da Sua Majestade de 1969 é para muitos o filme que mais se aproximou os livros de Ian Fleming e fora isso agora é um outro ator, não Sean Connery e sim o australiano George Lazemby.

Bem mas a pré-produção foi complicada. Connery já demonstrando sinais de desconta mento com o papel, sai da produção e só concluiu Com 007 Se Vive Duas Vezes por causa do contrato o pânico se instaurou e os produtores fizeram vários testes e chegou ao ator australiano... Ele tem tudo que Sean tem, menos o charme, mas nos testes, ele deu o show, tanto nas habilidades de ação, entrevistas e tudo do gênero. Fora além de ser parecidíssimo com Bruce Campbell (sim, o Ash de Evil Dead), é faixa preta de caratê, excelente esquiador (e eu acho que por essa característica foi decisivo para esse filme) e foi sargento graduado no exercito australiano.





(Charge a lá South Park em homenagem ao filme)



Mas sobre o filme, bem de imediato ele conseguiu se desprender um pouco da ação e explora na primeira metade do filme o romance entre os protagonistas com uma bela canção de Louis Armstrong e pura espionagem. Também há um humor que diga refinado. E na segunda parte do filme é ação para ninguém botar defeito, são quatro super-seqüências de ação que arrepia a espinha. O roteiro do filme é um dos mais próximos do livro e o que mais se aproximou ao Bond que o seu criador tanto sonhava. As localizações do filme são de um primor inigualável e é um perfeito atrativo para passar umas belas férias. As seqüências de ação podem se dizer é de tirar o fôlego, mesmo esperando quase uma hora para a “ação” começar e quando se chega ao momento temos balas, perseguições de ski (e lembrando que esse é o primeiro filme de 007 que rola o ski) e ainda com um direito a uma avalanche arrepiante que coloca no chinelo aquela seqüência ridícula de Triplo X. A trilha sonora do filme é impecável, além de uma musica tema realmente empolgante e quando toca aonde a ação explode na tela, a musica ajuda ao espectador vibrar com o nosso herói e fora que a musica tema foi utilizada no filme Os Incríveis. Outro ponto que o filme se torna especial é os créditos iniciais que além de ser um tipo de porta lembrança dos vilões de e de bond girls. Diana Rigg faz Tracy Bond, a esposa de James, e ela faz esse papel com um semblante incrível, com uma beleza expressiva e ao mesmo tempo dona de feições simples, entrou na galeria das eternas Bond Girls. Terry Savallas está brilhante como Blofled, em uma atuação assustadora, digna de um bondvilão faz com que o frisson cada aparição seja frio e calculista. E sobre George Lazemby, bem, ele em seu único filme fez um James Bond carismático, mas ao mesmo tempo seguro e agressivo. Fora que no filme dele acontece uma das cenas mais marcantes da série inteira.

Um dos melhores filmes de 007 sem duvida, mas que foi ofuscado pela sombra de Connery e com um relativo fracasso, por que o filme foi sucesso de bilheteria, mas que não ultrapassou do filme anterior. Mas o filme fez a sua parte, e Lazemby foi um Bond competente, melhor do que Brosnan e Moore, mas que perde para Dalton e claro Connery. Um épico de espionagem e ação e ainda com um das cenas mais emocionantes da serie que por incrível que pareça que só Lamzeby poderia fazer esse filme por que se fosse com Connery não teria o mesmo efeito na tela. E se não tivessem escolhido o novo 007 estaria se pensando: Bruce Campbell como 007, não é que é uma boa idéia ...

9,75


























Ps : Algumas dados sobre a produção foram tiradas do site http://a-arca.uol.com.br/v2/

Creditos iniciais : http://www.youtube.com/watch?v=56zZj-CMeLg

5 de dezembro de 2006

007 Contra Goldfinger




Depois de uma missão bem sucedida no México, o agente 007, James Bond vai para Miami para ficar de olho em Auric Goldfinger, um excêntrico ourives, mas que esse homem que almeja o brilho dourado quer é executar um audacioso plano que é invadir o Fort Knox e só James Bond para deter esse maníaco por ouro.

007 Contra Goldfinger é baseado em uma obra de Ian Fleming, é o terceiro filme da serie do agente e com certeza é o mais importante em vários aspectos. Nos primeiros filmes conseguiu alcançar ótimos vôos como sucesso de bilheteria e critica. Mas com o Goldfinger a serie deslanchou de vez. Conseguiu se pagar em duas semanas e um detalhe, na época não tinha os famosos multiplexs. Fora a explosão da bondmania que vinha desde perfumes, quebra cabeças, roupas e por ai vai. E o mais importante, o filme foi a consolidação total de Sean Connery que no mesmo ano fez Marnie, Confissões de uma Ladra de Alfred Hitchcock.

Os principais elementos da serie do agente estão todos nesse filme: as engenhosidades de Q que nesse filme tem o inesquecível carro Aston Martin DB5; as longas seqüências de ação que variando de filme pode de 2 a 4 seqüências; os vilões que sempre causam admiração e raiva; e as musicas temas que tocam na entrada do filme que pode até supor que é o pai dos videoclipes por que consegue com maestria mesclar imagem a musica e fora que a musica tema do filme é uma das melhores já feita na história do cinema.

O roteiro do filme foi bem adaptado do livro para o longa dando destaque a linguagem simples que atrai todo o tipo de espectador. A trilha sonora do filme é conduzida com maestria por John Barry que além de imortalizar a musica tema, consegue mesclar com a musica tema. O elenco do filme conseguiu não apenas trabalhar bem, mas os seus personagens entrarem na galeria eterna do cinema. Gert Frobe está sublime como o inesquecível vilão Goldfinger e que cada aparição sua parecia que o filme ganhava um brilho extra e principalmente com uma frase que marcaria toda a franquia “No Mister Bond, I Expect You Die” e Sean Connery... Precisa dizer algo? O filme diz por si só do por que ele é inesquecível.

Uma obra prima do cinema, um filme que prova o do por que da adoração ao maior agente 007, a consolidação total de Sean Connery e principalmente o começo de uma das mais bem sucedidas seqüências de todos os tempos e não é a toa que já tem 21 filmes oficiais e 2 não oficiais. Cinema de ação de verdade, um clássico

10,0























Creditos Iniciais do filme : http://www.youtube.com/watch?v=RftxesXRPtE

2 de dezembro de 2006

Assalto a 13ª DP

Jake é um policial frustrado por causa de uma missão mal sucedida. Trabalha em uma delegacia decadente e que no dia da virada do ano irá fechar as suas portas. Mas por causa de uma forte tempestade, um ônibus de presos vai ter que passar uma estadia nessa delegacia. Entre os presos está Bishop, um gângster frio e matador de policiais, mas ele esconde um terrível segredo. E de invés de uma boa virada de ano, a noite se torna um pesadelo e os opostos irão unir forças para continuar vivo contra um ataque de um grupo de extermínio.

Assalto a 13ª DP é mais um remake em um ano que foi visivelmente marcado pela falta de criatividade dos cineastas americanos e não pela inovação em determinados tipos de filmes. A incrível sorte é que os melhores filmes no ano foram remakes como A Fantástica Fabrica de Chocolate, King Kong e Guerra dos Mundos. Mas mesmo assim, os piores filmes do ano também foram remakes como O Grito e o lamentável A Nevoa. E no caso desse filme, pelo menos cumpre bem o seu papel.

A trilha do filme ajuda a entrar no clima do ataque a delegacia, mas em certos momentos mal se ouve a trilha. Um bom destaque são os efeitos sonoros, nos momentos aonde as armas entram em ação o som é aterrorizante, mas ao mesmo tempo suave e incrível. O roteiro do filme não é de se esperar profundidades filosóficas, mas sim uma história simples, sem grandes reviravoltas e agrada tranqüilo um simples espectador. O elenco do filme trabalha muito bem e principalmente a dupla de protagonistas Ethan Hawke e Laurence Fishburne. Fishburne está incrível como Bishop, mas em alguns momentos nos lembramos de Morpheu de Matrix, mas o ator desequilibra e mostra por que é um dos melhores atores da atualidade. E Ethan Hawke está muito bem como o policial Jake, mas que isso fique como um alerta por que repetir um tipo de papel é muito perigoso e atrapalha uma carreira de um artista. E também já é o terceiro filme que Ethan faz um policial... Um filme seguro, um policial mesmo que previsível, é envolvente e tenso. Um remake que deu certo. E nada mais, nada menos.

8,0