24 de novembro de 2006

Os Melhores Do Ano

Já colocarem aqui independente da nota, os filmes que, em minha opinião, são os melhores filmes do ano.





A Dama Na Água (Lady In The Water)

História: Cleveland Heep é um zelador gago, mas cuidadoso. Intrigado com o que acontece à noite, na piscina do condômino onde trabalha, ele resolve investigar. Durante sua busca ele encontra Story (até hoje não entendo por que esse nome...). Uma bela jovem, porém assustada, mas ela se revela um ser especial e que tem que voltar para o seu mundo e agora Cleveland tentará pedir ajuda aos insólitos moradores do condomínio a ajudar Story voltar ao seu mundo.

Por que é um dos melhores do ano: Bem, Shyamalan é desafiador, desde Corpo Fechado foi provado que ele não quer fazer uma continuação de O Sexto Sentido e ainda para melhorar. A Dama Na Água foi o maior desafio de Shy por que o filme é simples, uma bela fabula. Mas os críticos ferrenhos e os fãs querem por que querem que ele faça a continuação de O Sexto Sentido... Mas esse filme prova que quando mais simples melhor.




Menina Má.com (Hard Candy)

História: Jeff, um fotografo de 32 anos, marca um encontro com Hayley, uma garota de 14 anos pela internet. Os dois se conhecem, mas o rumo desse simples encontro toma um caminho sem volta e nada é o que parece...

Por que é um dos melhores do ano: Esse filme com toques teatrais ganha o espectador pela sua polemica história que é a pedofilia, mas também abriu o questionamento sobre confiança sobre os relacionamentos virtuais. Além dos shows de interpretações de Patrick Wilson e Ellen Page.






Adrenalina (Crank)

História: Chev Chelios acorda em sua casa e descobre que foi envenenado pelo seu inimigo. O veneno inibe produção de alguns hormônios importante para o ser humano e para continuar vivo, Chev Chelios vai ter que produzir adrenalina. E a partir daí começa uma jornada alucinante para continuar vivo e buscar vingança.

Por que é um dos melhores do ano: Bem, o cinema de ação esse ano está de mal a pior e pelo menos Adrenalina fez o que outros não fizeram: uma proposta simples, mas que é bem contado com uma boa edição e colocar na trama elementos de biologia. E fora a consolidação total de Jason Stathan como o cara da ação.




O Albergue (Hostel)

História: Paxton, Josh e Oli, só querem diversão e sexo. Eles viajam pela Europa atrás das mulheres mais bonitas. Mas eles conhecem Alex, e ele diz que em um albergue na Eslováquia e quando eles chegam lá, vê o que o Alex diz a verdade, mas depois o que era para ser sexo e diversão se torna o pior dos infernos.

Por que é um dos melhores do ano: O filme já tinha uma grande polemica antes de estrear que é ser baseado em eventos reais. A história é basicamente simples e com grande influencia do cinema oriental. Hostel é um dos melhores do ano por que ele foi contra a maré cinematográfica americana atual, trouxe uma história simples e “original”, resgatou aquela coisa dos filmes trash dos anos 70/80 e principalmente usou como uma base uma mazela social interessante que é o trafico de seres humanos.



Three Extremes

História: São três contos. O primeiro conto é A Caixa (The Box) que conta a jornada de uma escritora de sucesso que é atormentada pelo passado; o segundo conto é Escravas da Vaidade (Dumplings) que conta a história de Tia Mei, uma cozinheira de mão cheia que tem a receita da juventude em seus bolinhos mas o ingrediente secreto é algo que vai além da compreensão; e em Cut (sem titulo em Português) conta a história de um diretor de cinema coreano de sucesso que é seqüestrado por um figurante cheio de ódio e se o diretor não fizer nenhuma exigência dele, a sua mulher, uma pianista de sucesso pagará caro pelas conseqüências.

Por que é um dos melhores do ano: Bem, colocar em um filme três dos mais importantes diretores orientais da atualidade que são Chan Wook Park, Takeshi Miike e Fruit Chan foi uma coisa de gênio. Além disso, o filme não cai nos clichês que o próprio cinema de horror oriental tem que é de colocar fantasminhas e maldições. E fora os temas que são tratados nos curtas que é de arrepiar qualquer um. Um dos melhores filmes de horror orientais já feitos.



Simpatia Pela Senhora Vingança (Chinjeolhan geumjassi/Sympathy For Lady Vengeance)

História: Lee Guem-Ja é um anjo de pessoa, mas ela é vitima de uma chantagem, assume um crime que não cometeu, é forçada a ver a sua filha pequena sendo levada para adoção e ainda pega uma pena de 13 anos na cadeia. Durante a estadia na prisão ela planeja sua vingança contra o verdadeiro culpado e ela não poupará esforços para cumprir com o seu audacioso plano.

Por que é um dos melhores do ano: Lady Vingança é guiado com maestria por Chan Wook Park sobre um tema é tratado como caricato e ridículo que é a vingança. E no terceiro filme explora em uma visão feminina esse tema e não como foi em Kill Bill aonde o impulso era mais forte. Nesse filme provou que uma mulher sabe muito bem com inteligência e charme fazer uma belíssima vingança e fora a impecável produção técnica do filme.


Casa Vazia (Bin-Jip/3-Iron)

História: Um rapaz vive de arrombar casas e morar nelas enquanto seus donos não estão presentes. Ele permanece por 2 ou 3 dias, fazendo pequenos consertos e limpezas pela casa. Até que um dia ele conhece uma linda mulher em uma mansão e ela, assim como ele, vive tentando escapar da vida que leva.

Por que é um dos melhores do ano: Quem já viu um filme desse diretor pode ter certeza, a cena é mais importante do que a fala e ele prova que um gesto pode ser muito mais do que mil palavras. Fora uma história romântica fora do convencional estabelecido do cinema norte americano. Complicadíssimo de se assistir, mas quando se chega ao final, se vê uma verdadeira obra prima do amor.




Superman – O Retorno (Superman Returns)

História: Depois de ficar ausente por um longo tempo, Superman volta de uma viagem ao espaço, mas quando chega a Terra percebe que o mundo aprendeu a conviver sem ele incluindo a sua grande amada Lois Lane que agora está casada e com um filho. Enquanto isso, o maior inimigo de Superman, Lex Luthor arquiteta um plano realmente cruel para dominar o mundo e agora só o Superman para parar os planos doentios de Lex e recuperar o amor de Lois.

Por que é um dos melhores do ano: Depois da bem sucedida adaptação de Batman Begins, a Warner decidiu que ele deveria voltar e com grande estilo. Com um diretor competente, um elenco talentoso em suas mãos, efeitos especiais que são de tirar o chapéu. Superman Returns se tornou uma das mais belas adaptações de super-heróis pro cinema.




O Caminho Para Guantánamo (The Road To Guantánamo)

História: o filme narra a terrível história de quatro cidadãos britânicos de origem paquistanesa. A saga dos rapazes tem início quando eles partem, em 2001, para um casamento no Paquistão. Em uma mesquita local, o Imã os convence a partirem para o Afeganistão numa missão de ajuda. No dia em que chegam à cidade de Kandahar, bombas começam a cair no país. Três deles são capturados pelas tropas americanas e levados à prisão militar de Guantánamo, em Cuba, sem qualquer acusação formal. Ficam presos por dois anos e são libertados depois, sem explicação.

Por que é um dos melhores do ano: Bem em uma no aonde começou a explorar o tema 11 de setembro tentou provar que os americanos eram as vitimas e esse filme colocou em cheque a inocência dos americanos no dia. Fora com a terrível verdade que o filme conta e os horrores que os jovens passaram, são dignos de filme de horror... Mas o pior que eles passaram de verdade. Um filme que abre os olhos dos espectadores mais desavisados com a terrível realidade.




Munique (Munich)

História: Em setembro de 1972, em meio às Olimpíadas de Munique, um ataque terrorista sem precedentes foi transmitido ao vivo para 900 milhões de pessoas. Um grupo palestino denominado Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica, matou 2 integrantes da equipe olímpica israelense e manteve outros 9 como reféns. 21 horas depois o ataque chegou ao fim, com todos sendo mortos. Pouco depois Avner, um jovem israelense revoltado com o ocorrido, recebe de um oficial do Mossad uma ordem sem precedentes: abandonar sua esposa grávida e sua identidade para caçar e matar os 11 homens apontados pela inteligência de Israel como tendo planejado o atentado. Avner aceita a ordem e passa a liderar uma equipe de apenas 4 integrantes, extremamente talentosos. Eles passam então a viajar pelo mundo em total sigilo, na pista de cada um dos nomes de uma lista muito bem guardada.

Por que É O filme do ano: Depois de uma recepção não tão estrondosa em Guerra dos Mundos, Steven Spielberg voltou a fazer um filme serio que estava devendo ao seu currículo sobre um tema que hoje é bem discutido que é qual é o limite do fanatismo da religão e dos conflitos dos palestinos com os árabes. O filme equilibra os dois lados mesmo focalizando os israelenses. Fora as incríveis atuações de todo o elenco. Desde de Daniel Craig que provou nesse filme que é o James Bond, Mathieu Kassovitz está muito bem nesse filme e principalmente Eric Bana, que conseguiu tirar aquela cara de Hulk que ainda estampava o seu rosto. Um filme tenso e difícil, um filme que merece ser visto e revisto.





Claro que qualquer lista pode sofrer alterações futuras, mas por enquanto esses filmes merecem destaques ...
até lá

19 de novembro de 2006

Terror em Silent Hill (Silent Hill)



Nos anos 90 com a chegada do videogame da Sony Playstation três jogos criaram um estilo novo de jogo que misturava ação, mistérios, quebra-cabeças e terror em alta voltagem. Os três jogos foram Resident Evil, Clock O’Tower e Silent Hill e visando no futuro eram perfeitas ignições para serem adaptadas para o cinema. Resident Evil foi o primeiro e ainda para a maioria dos fãs foi uma decepção. Mas em Terror em Silent Hill (o nome nacional do filme) conseguiu ser o mais fiel de todos, mas também...

O casal Da Silva está sofrendo uma grave crise, a sua filha Sharon está sofrendo de sonambulismo e sempre em suas crises ela cita a cidade de Silent Hill. Intrigada com o problema da filha, Rose Da Silva numa tentativa de melhorar a filha, partem para Silent Hill. Mas quando tenta chegar lá, acontece um acidente e quando ela acorda não vê a sua filha no carro e tenta procurar nessa cidade, porém que ela não sabe é que algo de muito macabro aguarda ela nessa cidade.

A principal cobrança de uma adaptação é que ela seja fiel ao jogo, bem o filme ele reproduz as cenas clássicas do primeiro jogo que para muitos é um dos jogos mais assustadores já feitos. O roteiro do filme é basicamente do primeiro jogo, mas com algumas diferenças gritantes, mas que quem já jogou o jogo pode até matar o filme de primeira, mas mesmo assim rola boas surpresas. A trilha sonora do filme é uma das melhores do ano, por que além de trazer aquela sensação de desconforto de acordo com a cena correspondente, ela consegue envolver o espectador ainda mais a jornada do filme. Mas o maior atrativo do filme é com certeza é a direção de Christopher Gans, ele conseguiu transmitir, em sua melhor forma, os momentos do filme para o espectador se sinta dentro do filme como se fosse a protagonista. Em outros momentos ele soube muito bem fazer alguns jogos de câmeras que causa frisson e principalmente quem é fã do jogo por que ele conseguiu fazer impecavelmente alguns dos momentos mais memoráveis do jogo. O elenco do filme é basicamente constituído por mulheres. Radha Mitchell está bem como a Rose, a sua interpretação faz com que o espectador seja ela em alguns momentos da trama. Lauren Holden está realmente incrível como Cybil Bennett, a atriz está bem caracterizada na personagem sendo mais natural como no péssimo exemplo de Sienna Guilory como Jill Valentine em Resident Evil 2. Sean Bean faz o Chris, o marido de Rose, ele tem uma importância para a trama mas que não teve uma atuação incrível, apenas merecia mais atenção na história. Deborah Kara Unger está irreconhecível como Dahlia Gillespie, com uma atuação limitada, mas incrivelmente forte em todas as suas cenas. Jodelle Ferland, a menina que faz Sharon faz uma atuação nem decepcionate e nem ótima, apenas reprisa alguns clichês dos filmes de horror que tem crianças.


Uma boa mescla de horror com drama, um filme que não tem sustos, mas que o clima denso ajuda a que cada seqüência seja aguardada com muita atenção. Um desfecho esperado, mas que é belíssimo de se ver, e fora uma critica ao fanatismo religioso, independente de religião ou crença. Um filme que também mostra o que o amor de uma mãe é capaz. E para os fãs do jogo, não é o melhor filme do mundo, mas que satisfaz por que deixou o melhor da serie no filme: Uma trama macabra e envolvente.

Nota : 8,0



15 de novembro de 2006

O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher)



Adaptações de livros sempre são complicadas. A necessidade de ser mais fiel ao livro sempre é cobrado dos fãs do livro ou do autor. E quando se fala em Stephen King é de causar frisson em qualquer fã de filme de horror/suspense dependendo do livro claro. Mas em alguns casos as adaptações foram muito fracas que dá vergonha de dizer que é uma obra de Stephen King. Mas um filme em um caso em particular o filme nem é bom, mas também não é ruim... Soa estranho.

O Apanhador de Sonhos conta a história de quatro amigos que quando eram crianças salvam uma criança especial. E em retribuição os quatros amigos ganham poderes especiais. E o principal elo é um apanhador de sonhos. Os anos se passam e eles tentam comemorar os 25 anos de amizade, mas uma visita de um homem aparentemente doente vai desencadear uma serie de terríveis fatos e os amigos irão perceber que os poderes não vieram à toa.

Para começar, um apanhador de sonhos não é nada mais do que um artefato indígena que tem uma simbologia interessante, o apanhador serve como proteção contra os pesadelos fazendo que os pensamentos negativos não cheguem às pessoas que tem esse artefato em mãos. Mas a maioria que viu o filme nem sabia disso ou desse pequeno detalhe que poderia ajudar a melhorar o filme.

O roteiro do filme foi um fator de desequilíbrio do filme. Em algumas partes, o roteiro de Lawrence Kasdan (sim... o mesmo de Indiana Jones) consegue captar pontos importantes da trama como a relação de amizade dos quatro amigos, o leve toque de humor que tem no livro, o depósito de memória, a cena clímax do filme e entre outros, mas ao mesmo tempo escorrega em não colocar fatos importantes que no livro tem e fora isso mudar completamente o final do filme fazendo com quem leu o livro saia um pouco frustrado com o que viu. O elenco do filme é bom que fez a sua parte, nada a se reclamar mas também não é para cobrar uma atuação digna de Oscar. A direção de Lawrence Kasdan não é ruim, mas com os desvios grosseiros de roteiro e com um final apático que faz com um espectador fique muito decepcionado com o que se viu.

O Apanhador de Sonhos não é um filme ruim, mas não é aquele filme para se dizer bom, apenas se encaixa no meio termo, mas que infelizmente uma coisa é verdadeira, que foi uma conturbada adaptação que retirou coisas bem assustadoras para colocar algo que nos faz lembrar um filme de ação B. Mas a obra em si é realmente muito boa pena que a adaptação pro cinema foi extremamente fraca... Fiquem com o livro... É melhor.

6,0

10 de novembro de 2006

Poseidon


O cinema adora esse tipo de filme, principalmente Hollywood, que é o filme catástrofe. O desejo de ver sempre um grupo de pessoas sobreviverem a uma tragédia desde natural, alienígena, ou criada pelo próprio homem. E ainda hoje o que se tornou febre foi o remake. E esse filme se encaixa nessas duas correntes, mas o filme quase não se transforma em uma total catástrofe.

Poseidon conta a história (?) de um luxuoso cruzeiro que passa o ano novo em alto mar, mas um fenômeno da onda gigante faz com que o navio tombe e vire. E a partir disso um grupo destemido tenta fazer de tudo para sair do navio. Pronto, essa é a história do filme. Na maioria dos filmes catástrofe não tem basicamente uma história bem criada, e na maioria das vezes apenas servem como um suporte para uma história dramática, romântica ou não.

O roteiro do filme não é bom, mas também não é péssimo só é apenas um roteiro muito do previsível com todos os clichês desse tipo de filme: Romance, drama e comédia (em poucos momentos). A trilha sonora do filme é mediana por que em alguns momentos não transpõe o momento da cena em sua trilha, mas em outras é muito boa, mas ele tenta mais ser uma trilha de um filme de Spielberg do que do próprio filme. Fora as péssimas musicas inclusive a do final da cantora Fergie. O elenco do filme bem, tem seus destaques, mas o principal e negativo destaque é com certeza a atuação de Josh Lucas, esse filme provou uma coisa que desde Steath tava provada: desde quando esse ator tem pinta de herói de ação? Kurt Russell, Richard Dreyfuss e o resto do elenco fazem bem o seu papel e usam e abusam de caras e bocas de filmes de tragédias. As cenas de ação do filme são realmente de primeira, mas os efeitos visuais em algumas cenas principalmente dos créditos iniciais dão um tom de artificialidade incrível mesmo com um jogo de câmera muito bom. A direção de Wolfang Pertesen se saiu na maneira do esperado, nada de novo, mas que cai bem nas graças de um espectador que gosta de uma aventura.

Poseidon é mais apenas um filme comum de catástrofe que usa e abusa dos clichês do gênero, mas que não é um ótimo filme, mas funciona como um bom passatempo de um domingo a tarde onde não passa nada e se o dia estiver chovendo. Mas pelo menos tem uma coisa gostosa de ver... A Fergie morrendo... Não tem preço.

7,0



















4 de novembro de 2006

Saw III





É incrível que o terceiro filme chegue ser o mais esperado ou o mais decepcionante. Depende, claro, de como o espectador verá esse filme, e mais uma franquia chegou ao terceiro filme que foi Jogos Mortais III e o que se esperava aconteceu, mas mesmo assim se esqueceram do elemento principal que move um filme...

Jigsaw ou John Kramer está muito doente e sua pupila Amanda seqüestra a mando de John a doutora Lynn, uma medica fria que toma antidepressivo e é uma péssima mãe, para cuidar de Jigsaw para acompanhar mais uma vitima um homem chamado Jeff, um homem cheio de rancor e vingança por causa da morte do seu filho e a partir daí mais um macabro jogo começará...

Bem, hoje se analisarmos friamente a franquia Jogos Mortais, perceberemos que de invés de ser original como todo mundo (ainda) pensa, o primeiro filme é um conjunto de vários filmes e colocado em um só como Seven, Cubo e inclusive Mad Max. Mas quem viu no cinema sentiu pavor e furor e por incrível que pareça Jogos Mortais se tornou importante para duas coisas: Consolidar o nome da produtora Lions Gate firmando como uma grande produtora de horror e resgatar os filmes de suspense misturado com horror que teve como seu antecessor Seven. Já no segundo filme aconteceu uma surpresa, além de conseguir uma incrível bilheteria superando recordes, mas mesmo assim, os erros do primeiro filme continuam lá e ainda tivemos que agüentar atuações ridículas fora os erros de roteiros gritantes que existem, mas para muitos o trunfo do segundo filme está na lição de vida que o filme dá. Já no terceiro filme conseguiu barrar a casa dos 33 milhões de dólares, mas mesmo assim, eles querem tocar na mesma tecla.

O roteiro do filme é incrivelmente óbvio, do inicio do filme ou só apenas prestar atenção nos diálogos do filme, é perceptível o final dessa película, fora que o filme tenta preencher a lacuna que os dois primeiros filmes têm, mas mesmo assim é um preenchimento muito ruim que o espectador se questiona se é plausível ou desnecessário aquilo. A trilha sonora de Charlie Clouser de invés de causar medo, causa sim monotonia, e ainda com direito a tentar induzir ao espectador o próximo susto inexistente. O elenco do filme só se destaca novamente Tobin Bell como Jigsaw e Shanwee Smith como Amanda. Os outros dois atores “principais” são Bahar Soomekh e Angus Macfadyen. E vale a pena ressaltar a incrível atuação de Shanwee Smith como Amanda e desta vez ela está mais atuante e dando um verdadeiro show, e isso é um ponto positivo para o filme. Tobin Bell continua dando um show como Jigsaw e foi a atuação mais esperada. Enquanto Bahar Soomekh faz uma atuação basicamente robótica que chega ser lamentável a participação dela no filme. Angus Macfadyen está muito canastrão como Jeff, além de ser o personagem que deveria ser o que mais atuante se tornou o mais forçado de todo o filme. A edição consagrada de Jogos Mortais continua a mesma, as mortes continuam realmente assustadoras, mas isso não foi uma garantia de um bom filme.

Jogos Mortais III é um filme previsível, com falsas reviravoltas aonde um simples espectador mata de primeira a “grande” revelação, mas para os fãs mais fervorosos o filme cai como uma luva, mas para quem é um verdadeiro amante do gênero do horror sabe que o filme não passa de uma película pretensiosa que tenta colocar imagens chocantes para um filme com uma história aparentemente nula. Uma pena ...


4,5

2 de novembro de 2006

Three Extremes

Quando se pensa de primeira sobre horror oriental vem logo no imaginário de um espectador comum: “Há, é aqueles filmes de japonês que sempre é a mesma coisa que tem uma menina fantasminha de cabelo de chapinha que assusta todo mundo”. Bem esse estigma é facilmente quebrado em Three Extremes é pode se dizer, é o melhor filme de horror oriental de todos os tempos.



O primeiro conto é A Caixa (The Box) que conta a jornada de uma escritora de sucesso que é atormentada pelo passado; o segundo conto é Escravas da Vaidade (Dumplings) que conta a história de Tia Mei, uma cozinheira de mão cheia que tem a receita da juventude em seus bolinhos mas o ingrediente secreto é algo que vai além da compreensão; e em Cut (sem titulo em Português) conta a história de um diretor de cinema coreano de sucesso que é seqüestrado por um figurante cheio de ódio e se o diretor não fizer nenhuma exigência dele, a sua mulher, uma pianista de sucesso pagará caro pelas conseqüências.

Assim como o saudoso Creepshow e Além da Imaginação, Three Extremes são histórias de horror e fantasia dirigidas pelos maiores mestres da nova corrente cinematográfica oriental. Takeshi Miike (Japão); Fruit Chan (Hong Kong/China) e Chan Wook Park (Coréia do Sul). A fotografia dos 3 contos são incrivelmente espetacular demonstrando a incrível força técnica dos orientais e principalmente em The Box que há momentos que não estamos vendo um filme e sim uma pintura clássica em movimento. O roteiro de The Box é bem contado, conta com famosos recursos que prendem o espectador até ao último momento e a sua espetacular conclusão. Já em Dumplings, dos três é que tem a estrutura mais simples, mas com o tema que é tratado no curta é realmente pavoroso, e com um final que podemos dizer, revoltante e quem já viu o longa e se chocou com o final, no curta podem passar mal. E em Cut poderia ser mais um conto sobre seqüestros, mas ele tem vários pontos que fazem que seja o curta mais surpreendente colocando humor negro; cenas chocantes e um envolvente jogo de personagens demonstrando que nem tudo é o que parece fora o final mais surrealista.

Three Extemes não é só apenas um simples filme de horror, e sim uma obra de arte misturada com histórias arrepiantes, jogos de câmeras impecáveis, cenários inesquecíveis e todos os elementos que o cinema norte-americano anda devendo e muito ao grande publico. Um grande filme, que dificilmente sairá da sua mente. E uma prova definitiva que o cinema de horror oriental não precisa de fantasmas para fazer você sentir frio na espinha.

10,0