31 de outubro de 2006

Running Scared ( No Rastro da Bala)

Oleg é um garoto triste, sofre muito preconceito do seu padrasto que é fã de John Wayne, e tem que agüentar ver a sua mãe sofrer nas mãos dele. Ele vive muito na casa de Joey Gazelle, e tem como o único amigo Nicky,o filho de Joey. Um dia quando eles estavam jogando Hockey no porão eles vêem Joey esconder algo no porão e a criança ficou curiosa em saber e quando viu era uma bela arma. E Oleg pegou essa arma para se proteger e a partir desse momento Oleg viverá uma incrível e violenta fábula.


Acredite se quiser, essa é a verdadeira história de No Rastro da Bala (Running Scared) estrelada por Paul Walker e conta uma história que dependendo do ponto de vista do espectador, pode ser uma busca frenética por uma arma ou uma violenta fábula na ótica do garoto vivido por Cameron Bright.

O roteiro do filme é um pouco batido e repete muitos elementos que consolidam esse tipo de filme: violência e reviravoltas. Mas se olharmos o filme diretamente no garoto, o filme se torna bem melhor do que se imagina por que a jornada do garoto é o grande atrativo no filme, como em um conto de fadas, encontra protetores e vilões a lá Disney. A trilha sonora deveria ter mais enfoque por que ela em alguns momentos passa-se discretamente, mas na parte dos créditos finais somos agraciados com um tema forte e por que não esperançoso. Paul Walker ainda continua horrível como um ator, mas pelo menos nesse filme se saiu bem. Vera Farmiga faz a Teresa Gazzelle, e no inicio se pensava que ela não seria tão importante em cena, mas ela faz uma das seqüências mais surpreendentes da trama. Chazz Palminteri faz aquele tipo conhecido do grande publico: o vilão do filme. Mas o que realmente segura o filme todo é Cameron Bright,o menino que faz Oleg. Durante o filme ele consegue fazer que o espectador torça mais por ele do que o personagem de Paul Walker e também foi uma boa oportunidade para ele provar que merece ser investido, mas durante os seus trabalhos ele foi altamente desperdiçado em filmes extremamente fracos como Efeito Borboleta, Ultravioleta e X-Men 3. A direção de Wayne Kramer é segura com alguns jogos de câmeras muito interessantes e principalmente na cena do tiro no jantar, fazendo que essa cena seja a melhor do filme inteiro.

Um filme intenso, mas que poderia ser mais curto (122 minutos de duração) com todos os ingredientes que um espectador de ação quer: Sexo, violência e reviravoltas em um filme que tem uma proposta interessante que é ver o filme em duas óticas. Mas também tem a suas falhas, mas que nada que deixe o filme mais fraco. Um filme surpreendente que vale a pena ver em um sábado a noite. Pena que o Muse só toca no trailer do filme...

8,0












14 de outubro de 2006

The Texas Chainsaw Massacre : The Beginning




Uma coisa é inegável, o filme O Massacre da Serra Elétrica é um dos filmes mais importantes do horror de todos os tempos. Foi o primeiro projeto da Platinium Dunes, a produtora de horror do diretor Micheal Bay usou para iniciar os caminhos da nova empreitada, deu certo entre aspas, para uns o filme é inútil, outros o máximo ou muito furor para pouca coisa. Dois anos se passaram e eles decidiram fazer um tipo de um prequel sobre a história e o que parecia um filme que inala bomba, se tornou uma interessante surpresa.

Thomas Hewett nasceu em agosto de 1939 dentro de um matadouro em Texas, mas o garoto é deformado e horrível, e foi jogado na lata do lixo. Mas uma senhora o achou e levou para cuidar. Com o tempo ele começou a trabalhar dentro do matadouro, mas em 1969 começou uma crise na cidade, a estiagem ficou fora de controle, inclusive fechando o matadouro aonde Thomas trabalha, mas inconformado matou um dos donos e achou um instrumento que marcará a vida dele... Ao mesmo tempo, dois jovens casais estão viajando o incrível e seco estado do Texas e durante a viagem acontece um acidente com uma motoqueira e a partir desse acidente, eles irão conhecer o verdadeiro inferno.


Acho que pode até ser uma nova febre nos filmes de horror mostra o inicio de suas franquias, exemplos não faltam como Possuída, O Exorcista, Ringu e entre outros, mas o interessante é que o campo que esses prequel têm é de saciar os fãs de determinadas series saberem o do por que determinados personagens são daquele jeito, tem determinadas atitudes e por ai vai. O problema é que eles podem ser bons ou um filme desnecessário.


O roteiro do filme é muito interessante, ele amostrou com simplicidade e rapidez o surgimento do grande vilão Leatherface, o problema é que mesmo assim, eles poderiam ter mais explorado mais, mas pelo menos a história é boa. Os atores, bem, o R. Lee Ermey está mais maléfico e mais a vontade como o Xerife Hoyt e em uma determinada cena do filme, nos lembra aquele sargento no clássico Full Metal Jacket. Andrew Bryniarski está mais focado no personagem Leatherface e realmente consegue transmitir medo ao espectador com que faça que cada momento dele na tela seja memorável. E Jordana Brewster está bem como a mocinha do filme a Chrissie. Eu não sei se ela é melhor do que a Jessica Biel, pelo menos ela sabe atuar como “mocinha que foge do vilão mau” e o resto do elenco faz a sua parte. A trilha sonora do filme é um pouco frustante, mas nada que atrapalhe o resultado final. A direção de Jonathan Liebesman pelo menos ele acerta nesse filme, coisa que faltou em No Cair da Noite (aquele da fada dos dentes...). Mais um acerto dessa produtora que está sabendo e muito bem fazer os seus projetos.

O resultado final agrada, é um bom filme de horror, mas que tambem escorrega nos famosos clichês dos filmes do gênero, mas que pelo menos satisfaz aos fãs do Leatherface. Mas só tem um problema, ele demora e muito a usar o famoso instrumento, mas quando usa, preparem-se para violência extrema, tensão nas alturas. Não é o melhor filme do ano de horror, mas é muito melhor do que se saiu ultimamente.

7,5

10 de outubro de 2006

Jackass: Number Two


Nos anos 70, um diretor italiano chamado Paolo Pasolini fez um filme chamado “Saló – 120 Dias de Sodoma” o filme conta a história de um grupo de fascistas italianos que pegam 16 jovens e colocam em uma casa e com eles fazem os mais perversos, os mais sádicos desejos da natureza humana pode demonstrar. Bem o filme é realmente indigesto, mas vendo Jackass: Number Two se vê o que é a natureza humana jogada no ralo e ainda mais, dá para rir com isso.

Em uma das continuações menos esperadas do ano, tirando o inútil Efeito Borboleta 2, a trupe sem noção de Johnny Knoxville está de volta com mais estripulias do que o limite racional permite. Criado em 2000, o programa Jackass foi e ainda é um afronte ao limite do absurdo, no programa eles fazem qualquer coisa estúpida, desde fazer trote com o povo até comer coisas indigestas. Também foram eles que fizeram a incrível façanha de seqüestrar Brad Pitt e mandou ele se vestir de macacão e assustar o povo na rua. E além de revelar para o mundo o comediante Johnny Knoxville.

Já no primeiro filme se ver um show de cinismo e cara de pau dos integrantes do programa e ainda ultrapassou os limites que o programa original fazendo coisas tipo, enfiar um carrinho no ânus, cheirar um cozimento oriental, destruir um carro alugado e outras estripulias. Mas no segundo filme o que o espectador não imaginasse que é eles realmente estão sem noção mesmo, brincadeiras a lá Joselito, e ainda o filme lembra duas obras que valem a pena ser citadas que são O Albergue e Saló por causa da natureza humana e de seus mistérios, por que o que leva ao ser humano ser marcado a ferro na região glútea ou servir de isca viva para tubarão ninguém saberá mesmo. A trilha sonora do filme é bem agitada e para quem conhece a serie é só pedrada e nesse filme tem Slayer, varias bandas punks, Roger Alan Wade e Wolfmother. Tambem o filme conta com participações especiais de Tony Hawk, Matt Hoffman, John Walters (que está no seguimento mais escroto do filme), Roger Alan Wade, Spike Jonze e de Luke Wilson.

Para quem é fã do seriado e da trupe podes ter certeza, o segundo filme é infinitamente superior ao primeiro filme, e para quem não gosta do seriado pode até rir, mas pelas besteiras e loucuras que a trupe apronta e o que é de se esperar, não tem conteúdo e não vai lhe acrescentar em nada na sua vida, mas é um filme que depois do seu termino faz o espectador se perguntar, será que sabemos os limites e o prazer da natureza humana... e tirando isso, por enquanto é o melhor filme de comédia do ano, querendo ou não.


Nota: 9,5

7 de outubro de 2006

X-Men 3 - O Confronto Final


Não que seja repetitivo, mas sempre irei repetir a minha tese, quando uma franquia chega ao terceiro filme, ou decola ou despenca de vez e desta vez o filme escolhido foi X-Men 3-O Confronto Final, o que poderia se esperar uma coisa grandiosa... Mas não se viu nesse filme.

Na nova aventura, Os X-Men precisam enfrentar a própria evolução na forma de sua ex-integrante, Jean Grey, agora possuída pela força cósmica da Fênix Negra, auxiliados por dois novos recrutas (o Anjo e o Fera). Jean se tornou um perigo para ela mesma, para os mutantes e para todo o planeta. Para combater esta ameaça, é inventada uma cura para os mutantes. Se isso não bastasse, os X-Men ainda têm que lidar com Magneto, Mística, Fanático e outros mutantes da Irmandade.

Bem, o terceiro filme já começou complicado nos bastidores em que sentido, primeiro a saída de Bryan Singer que saiu para fazer Superman Returns e deixou o pessoal da Fox arrancando os cabelos de raiva e para tentar tapar o buraco chamaram o primeiro diretor que foi Matthew Vaughn, produtor de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch e diretor de Nem Tudo é o que Parece. E o engraçado que ele chamou até um ator britânico para seu filme que foi Vinnie Jones (que faz Fanático), mas na hora das filmagens ele desistiu por motivos familiares e chamaram Brett Rattner que por sinal... Lembrou-me de um diretor que pegou na terceira franquia e... Depois explicarei.



Bem, o roteiro do filme de primeira vez se pensa de primeira, cara... Esse vai ser o filme do ano, mas o roteiro nunca pensou que fosse tão fraco, fora mal escrito e mal contado. Bem, a produção do filme não se pode falar nada, muita ação, todos os elementos que o publico povão leigo gosta, mas quem é fã do gibi sabe que o resultado não é nada agradável aos olhos. A trilha sonora não é tão poderosa feita os dois filmes passados se tornando algo que mal se dá para ouvir. Bem o elenco é altamente desperdiçado, serio mesmo, vejamos Ellen Page, Vinnie Jones e Ben Foster são perfeitos exemplos de desperdiço fora a grande atuação de 5 minutos de James Mardsen no filme. O elenco principal fez a sua parte, mas mesmo assim a história é fraquinha e não ajudou a demonstrar tudo que deveriam. A direção de Brett Rattner é um exemplo de compensação, colocar muita ação para compensar o fraco roteiro e ele nos faz lembrar de Joel Schumacher em Batman Eternamente aonde se vê uma história cheia de ação e pouco roteiro e depois na sua continuação...

Um filme altamente fraco, mas que supre as necessidades de um espectador comum de hoje que é não ver um filme que pensa e sim quer ver ação, explosões e tudo do gênero, uma frustração para quem é fã dos quadrinhos, mas alegria para quem gosta de filmes de ação. Por isso que fica certa essa frase que nem um grande elenco, muita ação e produção pesada nos garantem um bom filme... E se vier o quatro... E com esse mesmo diretor... Mais uma série vai pro saco ...

6,0



Ps: o motivo de colocar a foto de Ellen Page e de Vinne Jones por que eles dois fizeram a melhor cena do filme sem duvida ...