25 de junho de 2006

Velozes e Furiosos 3 - Desafio em Tóquio


Continuações são desnecessarias ? Depende mas na maioria das vezes se torna uma grande dor de cabeça ou um alivio imediato. Bom exemplos são as séries Duro de Matar, Máquina Mortifera, Exterminador do Futuro e claro Senhor dos Anéis enquantos outras continuações deixam e muito a desejar como Lenda Urbana, Pânico, Resident Evil (não entendo por que as continuações de horror são fracos), Matrix e agora para uns X-Men. Mas fazer uma continuação de uma série aonde só prestou por causa de um ator e a segunda parte é basicamente decepcionante, o que esperar da terceira parte que mais uma vez o ator principal não é do primeiro filme e que tem nada a ver com os seus antecessores ... bem os resultados podem variar de quem está vendo...

Em Velozes e Furiosos 3 - Desafio em Tóquio não tem Dominic Torreto (personagem de Vin Diesel, será ...) e Brian Spillner (Paul Walker) mas conta a história de Sean Boswell, um cara gente fina e que gosta de carro mas sempre se envolveu em confusão e depois de ser intimado por um valentão da escola a fazer um pega e ele é preso mais uma vez mas para não ficar na cadeia a mãe manda ele ir para a casa do pai dele sendo que o pai dele mora do outro lado do mundo, basicamente no Japão. Sean percebe que as coisas não como era nos EUA, tanto na cultura e quanto ao colégio. E quando ele conheçe Twinke, uma figura que é camelô, ele conhecerá um submundo aonde os carros tunados é que mandam mas também nem tudo é flores, quanto Sean mais se envolver mas o perigo aumenta ...

Desta vez o que se destaca nesse filme é um estilo famoso na Ásia que é o Drift, ele se caracteriza pelo uso da tração e derrapagem, não precisa usar o Nitro. A maioria das vezes é muito praticado nas montanhas para descer ela fazendo drift. O terceiro filme da série explora mais o prazer da velocidade com o novo estilo de correr, também quebra a regra dos outros dois filmes que é de um policial infiltrado e tal ... mas esse filme explora mais os personagens e um pouco da máfia japonesa, mesmo que muito raso.

Outro ponto forte do filme mas que sempre foi o forte da série inteira é a trilha sonora, esse filme tem uma trilha muito ecletica que quando você termina o filme, queres abaixar as musicas imediatamente. e na minha opinão a melhor musica do filme é Six Days The Remix de DJ Shadow e Mos Def (sim esse que fez O Guia do Mochileiro das Galaxias e 16 Quadras). A trilha inclue The 5,6,7,8's (aquelas que cantam no bar em Kill Bill Vol. 1) , Teriyaki Boyz, N.E.R.D. , Atari Teenage Riot e Brian Tyler com Slash e ainda carrega o titulo da melhor trilha dos 3 filmes aonde qualquer um pode ouvir e bem alto. O roteiro do filme não é grandioso mas também com esse tema em voga não esperamos grandes dialogos, só de envolvendo carros e tal, mas pelo menos esse filme tem história coisa que o segundo filme faltou e prejudicou a série. A construção do personagem Sean foi uma das coisas mais dificeis do filme por que ele não tem aquela magia que tem o personagem Dominic mas Sean soube conquistar o publico com o seu jeito enquanto dos outros personagens não se cobra muito são importantes para essa trama (só essa trama) e mais nada mas pelo decorrer do filme percebemos que o personagem Sean será e muito bem aproveitado para a sequencia da série (e que provavelmente será por causa do seu final). Também como ele resolve a historia, sem violencia, tudo se resolvendo na base da honra deixa o roteiro com mais prazer e agrada quem gosta de carros e valoriza as corridas.

Os atores desse filme não tem esses brilho todo mas que segura bem a peteca, mesmo ofuscados pelos verdadeiro astros que são os carros. Lucas Black faz o herói Sean Boswell, é um personagem gente fica, ironico e determinado, é aquele tipo de cara que sabe que errou e quer consertar o erro, foi uma boa escolha esse ator. Também foi uma boa escolha de Brian Tee, ele faz o vilão D.K., The Drift King, ele é um vilão energico, um cara que sabe quem tem o poder nas mãos e tem as costas quentes (da máfia Yakusa). Bow Wow faz o Twinke, o amigo de Sean. o ator como tantos outros cantores de rap, são fracos atores e tenta ser o engraçadinho do filme (ainda só vi dois cantores se darem bem que foram Ludacris em Crash - No Limite e Mos Def em O Guia do Mochileiro das Galaxias). As sequencias de ação é um dos pontos mais altos do filme por que todas as cenas são muito bem dirigidas e consegue colocar emoção e adrenalina (coisa que na minha opinão faltou no segundo filme) desde da primeira racha do filme aonde se conheçe o Sean até o climax final. Esse filme foi o que menos usou efeitos especiais que só realmente foram usados no momentos certos.

Diante a isso fica a pergunta, Velozes e Furiosos 3 é uma continuação desnecessaria ? Bem, ficará a criterio de quem vai ver o filme. Para quem pensou em ver Vin Diesel ou Paul Walker no filme e que ira começar a partir do final do segundo filme irá cair do cavalo mas quem esperou que a série explore novos tipos de corridas, o fascinio de correr e uma reformulação urgente para esquecer aquele +Velozes e +Furiosos ficaras feliz e tranquilo por que o terceiro é um bom filme de carro mas que perde para o primeiro por questões de época e de Vin Diesel mas que pelo menos horna o nome da série e da importancia dele. Um bom filme, mas que para alguns será apenas uma continuação desnecessaria ... apenas diria que é "uma ótima continuação desnecessaria"

Nota : 7,5

Nochnoi Dozor - Guardiões da Noite



Há muitos anos, existia uma guerra muito cruel entre a Luz e a Escuridão, mas perceberam que erá inutil essa batalha e fizeram um frágil pacto de equilibrio. Eles tem que vigiar os Outros que são videntes, bruxas e vampiros. as forças colocaram os seus guardiões em ação, no lado da Luz tem os Guardiões da Noite e no lado da Escuridão tem os Guardiões do Dia. Mas como diz nas antigas profecias um Outro tão poderoso irá aparecer e escolher um lado e esse frágil equilibrio está por um fio.


Guardiões da Noite (Russia, 2004) apareceu como uma grande surpresa do ano passado com fatores importante mais um é que tem mais destaque Por ser um filme russo, por que ? O cinema russo é um dos mais ricos do mundo em arte. é da Russia, um classico de Guerra chamado O Encouraçado Potkemin. Mas com a Guerra Fria, o cinema russo foi muito ofuscado por causa dos americanos lançando filmes de ficção cientifica dizendo que os aliens são os comunistas e os russos tambem respondiam. mas o exemplo mais famoso aconteceu no final dos anos 60 e começo dos anos 70. Os sovieticos como todo mundo sabe, começou o ponta - pé na guerra espacial sendo que os EUA responderam e rapído, alem de colocar o homem na lua, mostra no classico de Kubrick 2001- Uma Odsseia no Espaço. Inconformados, os russos lançaram Solaris,em 1972, como uma resposta a altura e ainda esses Solaris ganhou um remake americano que não tem o brilho do original. Mas com Guardiões da Noite prova que a Russia não morreu pro cinema mundial e sabe fazer muito bem cinema de qualidade

A história desse filme que foi escrita de uma forma brilhante por Serguei Lukyanenko e Timur Berkmambetov tem um padrão que vairos filmes deveriam seguir que são atemporais (pode ser feito em qualquer época desde da idade média ao futuro apocaliptico) e ser feito por qualquer lugar desde da propria Russia, no Brasil e (infelizmente) no EUA. E com uma história que mexe com o fascinio a fantasia, personagens insolitos e reviravoltas são ganchos que prende o espectador para esperar com ansiedade o que vai acontecer nesse e nos próximos filmes (sim esse é o primeiro de uma triologia) e durante as sequencias serão tiradas as duvidas do espectador e ainda mesmo assim esse filme é bem explicado.

O elenco do filme é muito competente mas um ator consegue levar o filme inteiro nas costas. Konstantin Khabensky faz o herói e personagem central Anton Gorodetsky. Anton se transforma em um Outro por uma consequencia muito grave que ele cometeu e esse fato é importante para entender o final. Além de ser solitario ainda é atormentado pelo seu poder, que é de prever o futuro e quando vé uma visão aterrorizante de um ciclone em uma jovem começa a contretizar as profecias. o resto do elenco é ótimo, sem duvida mas Konstantin tem a facilidade de levar o publico a esse mágico mundo. O visual do filme é realmente espectacular para começar com a sua fotografia escura mas que é justificada pela sua historia para criar uma atmosfera bem underground e dar charme. As sequencias de ação são muito bem dirigidas e que nem parece um filme russo. a trilha sonora do filme é uma trilha agitada, que dá vida e emoção nas cenas tensas e fecha com a empolgante musica "Fearless" do grupo The Bravery.

Entreterimento puro do inicio ao fim, Guardiões da Noite é uma grande aventura sobrenatural mas que foi muito mal vista pelos fãs do horror pela sua pouca ultilização dos vampiros mas o filme explora mais os personagens e a atmosfera da história. Com uma edição maravilhosa, boas cenas de ação e um ótimo elenco Guardiões da Noite é uma prova que o cinema russo é capaz de fazer filmes de aventura e ganha um folego renovado e de qualidade

Que venha os Guardiões do Dia

Nota : 8,5

19 de junho de 2006

Vôo Noturno (Red Eye)


Qualquer pessoa que se queixa quando viaja de ônibus ou de avião quando está só mas pode acontecer da pessoa conhecer a pessoa que está ao lado sendo que pode acontecer algo que você nunca esperava da pessoa ao lado. Com essa ideia que o roteirista Carl Ellsworth escreveu uma historia dessa e Wes Craven aproveitou essa ideia e transformou em uma eletrizante e inusitada historia de suspense.

Lisa Reisert nunca gostou de viajar de avião, ela está no Texas para acompanhar o enterro da sua avó, sendo que ela tem que voltar para Miami aonde trabalha de gerente em um hotel de luxo. Durante o check-in ela descobriu que seu avião irá atrasar e ser obrigada a pegar o famoso Red Eye (uma expressão idiomatica que significa o vôo noturno) durante a espera ela conheçe Jackson, sujeito boa pinta e simpatico, no desenrolar da conversa rola o famoso clima. Sendo que quando chega dentro do avião descobre que ele ira sentar ao seu lado no avião mas na medida da viagem Jackson revela o que realmente quer com a joven Lisa, o que era para ser uma tranquila viagem noturna se torna o pior pesadelo.

Wes Craven deve agradeçer por ter colocado esse roteiro em suas mãos por que em 2005 ele fez na minha opinão um dos piores filmes do ano, Amaldicoados, e ficou nesse ano uma pergunta, como um cara que fez classicos como Quadrilha de Sádicos, A Hora do Pesadelo e Pânico faz um negocio daquele... Mas ele se redimiu nesse incrivel filme de suspense. e além de reinventar um filme tenso e consolidar com Por Um Fio e Celular, um grito de socorro ambos criações do roteirista Larry Cohen.

O roteiro do filme foi escrito de uma maneira brilhante pelo Carl Ellsworth e ele mexeu com a imaginação das pessoas e principalmente com aquelas que viajam sozinhas, por que muitas pessoas gostam de conversar com a pessoa ao lado e esquecer a solidão da viagem e aproveitando essa ideia o roteirista um cara que tem uma aparencia boa e bom de papo mas que se revela uma pessoa sem escrupulos. Carl divide a história em três partes. começa como uma comedia romantica leve que de repente se torna um denso suspense psicologico e que se desfecha em uma perseguição a lá Pânico e por isso que o filme agrada e nunca deixa a peteca cair.

O elenco do filme se foca em dois atores que são Cillian Murphy e Rachel McAdams. Rachel faz a heroina Lisa Reisert, uma pessoa solitaria mas com uma simpatia incrivel que conquista do espectador a sua confiança e para uma atriz que só fez os famosos filmes "água com açúcar" se supreende com uma forte interpretação. Cillian Murphy faz o enigmático e cruel Jackson Rippner (isso ai ...), ele é um ator nato por que ele conseguiu criar simpática e apatia ao mesmo tempo e ele não poupa esfoços para maltratar a nossa heróina e em quase momento algum usa a violência (só no caso da necessidade extrema) e ele só usa o poder da palavra e da psicologia provando que a palavra é mais forte do que os gestos e ele conseguiu implacar como o vilão do ano fazendo também o Espantalho em Batman Begins, aparece pouco mas a sua presença é marcante em cena e tanto em Batman e em Vôo, ele fez vilões inesqueciveis.

Os aspectos tecnicos do filme são comuns, o filme se passa quase todo no avião focalizando os atores, lugares fechados que aumentam o teor do medo. Uma fotografia de acordo aonde se passa a cena, uam fotografia clara nas cenas do aeroporto e na casa dela, e obscura dentro do avião. Na sequência final o Wes Craven usou e abusou de um velho recurso que consagrou em Pânico e foi brilhantemente usado nesse filme. A trilha sonora foi feita por Marco Beltrami que já trabalhou e muito com esse diretor e soube usar bem a trilha densa com as cenas tensas.

Nesse filme Wes Craven tem tido tudo ao seu favor nesse filme : um ótimo roteiro simples, um filme bem conduzido, dois ótimos atores em ascenção e principalmente para Cillian Murphy que fez excelentes filmes como Batman Begins, Intermission - Dias Selvagens, Exterminio e o filme que lhe rendeu a indicação de melhor ator no globo de ouro Café da Manhã em Plutão; Rachel McAdams que se tornou a queridinha do cinema americano e Wes Craven que revigorou a sua filmografia e faz nos esquecer na merda que ele fez. Em seus 85 minutos de filme faz coisas que muitos outros filmes não fazem: deixar o espectador não piscar em nenhum momento. E nesse filme o medo vai tomar as alturas.


Nota : 9,5

Ju - On - O Rancor

Uma coisa o americano deve saber que não adianta fazer remakes de correntes cinematográficas no qual não se encaixam na sua cultura. Nos últimos 3 anos explode a febre do J-Horror, o horror oriental. Ele se baseia no fundamento cultural-religioso e é sempre um tema em voga que é o sobre naturalismo e temas que debatem sobre a fé e a razão. Dentre essa corrente se encontram os filmes Ringu - O Chamado, Dark Water - Água Negra e desse filme que será comentado e que por sinal ganhou um remake sendo que foi atrapalhado por um fator curioso.

Ju-On, O Rancor (depois eu explicarei o porquê) tem uma base sólida que é uma maldição que é bem explicado no começo do filme e ela diz o seguinte: Quando uma pessoa morre de uma maneira altamente cruel, o seu espírito não terá paz e sempre irá atormentar quem ir para esse lugar. Com esse fundamento como base é contada a história de Nishina Rika, uma jovem assistente social que é mandada para uma casa de uma família para cuidar de uma senhora, sendo que a partir da sua chegada na casa, desencadeia uma série de mortes misteriosas com conseqüências que irá mudar a vida de Rika.

O filme já chama atenção pelo seu tema bases que é uma maldição, na maioria dos filmes orientais sempre usam desses recursos para chamar atenção, mas eles misturam também um outro elemento que é o drama. Pelo que se ver, usando o drama deixa o filme ganhar mais uma riqueza e faz que o espectador sinta a aflição de seus personagens na tela. Também é um fator interessante do filme é a sua narrativa não linear, já para ter um gancho para segurar o espectador no filme, tentar saber o que está acontecendo e deixar a pessoa arrepiada.

O roteiro do filme é muito interessante, ele se divide em atos, mas que no final de cada parte já deixa uma ponta para o próximo e que só no último ato apresenta a conclusão de toda a obra e pode também dizer que eles usaram muito bem o famoso e manjado final surpresa incluído uma explicação breve no que aconteceu no filme, mas não explica o porquê do motivo da maldição na casa e isso agradou uns e ofendeu a outros, mas que deixa a imaginar na seqüência o que houve na casa. Também somos apresentados a personagens inesquecíveis que dificilmente serão esquecidos. O elenco do filme, além de ser desconhecido pelo grande publico, dá o corpo e a alma. Para alguns leigos, os atores nipônicos não transmitem emoção nenhuma em seus rostos, mas pelo menos são naturais em suas interpretações e não são forçados a ter como no seu ridículo remake.

Os aspectos técnicos fogem da tecnologia e de efeitos especiais gerados por computador e usa técnicas simples que agrada ao espectador que tenta se desprender das artimanhas tecnológicas. A sua condução não linear não faz com que o filme seja enigmático e eletrizante. A fotografia simples e marcante faz com que o filme seja bom por seus méritos de simplicidade. A trilha sonora não chega a ser um destaque grandioso, mas ele ajuda a construir a atmosfera tensa criada nesse filme. O diretor Takeshi Shimizu sobre muito bem dirigir essa pequena obra de horror.

Mas o único problema por incrível que pareça foi a tradução. O nome original do filme se chama Ju-On – The Grudge. The Grudge significa O Rancor, mas que foi ridiculamente chamado aqui no Brasil de O Grito. Resultado, o espectador pensa que vai ver um filme que tenha gritos e coisas do tipo e sai frustrado e não percebe no que a história tem de bom e sim de uma mulher pálida que fica arrotando e fora o péssimo remake americano que de invés de adaptar para realidade deles como foi feito em O Chamado e em Água Negra, não, o remake de O Rancor foi filmado no próprio Japão e reprisou a história e os atores que fazem os fantasmas e o resultado é uma obra decepcionante e ainda ofuscou a obra original.

Um bom filme, com seu elenco eficiente, filmado de forma simples e ainda com uma história sólida e bem contada, O Rancor é um bom filme de terror aonde tem um propósito que é fazer o espectador se prenda na cadeira com sua arrepiante história e se deliciar com uma verdadeira história fantasmagórica.

Nota:8,5

14 de junho de 2006

Freddy vs Jason


Os dois são os maiores astros do horror de todos os tempos, os dois já fizeram vitimas famosas como Kevin Bacon, Johnny Depp, Laurence Fishburne, Patricia Arquette... , os dois já morreram inumeras vezes, os dois já fizeram vairos filmes e ficou-se por muito tempo pensando como seria o embate desses dois em um filme. Isso aconteceu e o resultado fica no criterio do espectador mas Freddy Vs Jason (2003) conseguiu o que queria : Diversão

A história do filme é interessante... como todo mundo sabe, Freddy está no inferno mofando, sem forças e principalmente foi esquecido pelo resto do mundo. Indignado, Freddy tem um plano, ressussitar o terror de Crystal Lake, Jason Voorhess mandando para a famosa rua Elm com um proposito, para que os crimes se pareçam com o de Freddy sendo que acontece um porém, Jason é incontrolavel e nem o próprio Freddy consegue domar e agora ninguém sabe o que pode acontecer quando eles se encontrarem...

Mas o filme para sair do papel demorou anos e anos para ser concluido, primeiro Jason não era da produtora de Freddy a New Line Cinema só que em 1991 ele foi para a New Line sendo que fez dois pessimos filmes, mas depois do ridiculo Jason X eles conseguiram tirar o projeto do papel. O interessante do filme é que no início do filme é que bate uma saudades dos filmes antigos por que ele conta resumidamente a história de Freddy narrado por ele mesmo, depois de amostrar a sua morte, ele conta a sua matança e conta tambem as suas mortes e depois diz uma frase de impacto "Eu preciso de alguém que me lembre" e aparece ele, Jason ,em sua tumba em estado de decomposição e ressusitado pelo Freddy e ele vai para a famosa rua Elm para começar a matar, só pela essa sequencia já vale a locação graças a incrivel narrativa de Freddy. Parodia de Freddy do site Angry Alien

http://www.angryalien.com/0605/freddyjasonbuns.asp

O roteiro do filme não chega a ser ruim mas passou perto por que os roteristas tiveram que encaixar em um só filme a história de Freddy, a de Jason e seu medo, das vitímas e do misterio que ronda as duas vitímas principais. Por um lado, o roteiro conseguiu ser agíl e ter uma incrivel sorte de focalizar os modos de encontro dos dois personagens até as ultimas cenas. e outra, consegue juntar o brilhantismo das histórias de Freddy com a falta que tem nos filmes do Jason.

Os aspectos tecnicos do filme pode se dizer é um fator positivo por que os efeitos especiais deram um charme a mais a Freddy mas tira aquele brilho que ele tem em seus outros filmes mas que se torna uma pedida para a nova geração computadorizada. O elenco do filme é mais uma vez igual ao elenco dos filmes de Jason : descartaveis, mas quem salva o filme é ele ... Robert Englund. para quem não sabe ele é o ator que faz o Freddy Krugger, mesmo para alguns fãs ortodoxos, limitado, ele com o seu jeito inigualável rouba a cena e faz o que pode, Jason fez o que ele faz de melhor em seus filmes: botar terror em suas vitímas e nos faz esquecer o que ele fez em Jason X. E por sorte do diretor Ronny Yu corrige os erros que ele fez em A Noiva de Chucky e acertou nesse filme e principalmente o embate deles dois já é locação certa .

A grande promessa do filme foi cumprida, o filme diverte, não é cansativo, o roteiro se desenvolve arrastando mas não complica em nada, os efeitos são um show a parte, mas o principal fator de desequilibrio foi a escolhas das jovens vitímas, a escolha foi tão fraca que o espectador torçe para que tanto Jason ou Freddy acabe com eles e fique o embate deles dois. Juntando os pró e os contra de cada um das suas series, Freddy vs Jason alem de ser um ótimo passatempo sem compromissos é uma boa pedida para que a nova geração conheça essas figuras e aproveitar e correr para locadora mais proxima para assistir os outros filmes dos dois menos Jason X que é horrivel ... e ai ... qual lado iras ficar ...

VS

Nota : 7,0

7 de junho de 2006

60 Segundos (Gone In 60 Seconds)

O que vem pela cabeça quando vem essa palavra: carro ?
Algumas vezes essa palavra se torna tenebrosa no cinema pelas suas histórias automaticas, com furos no roteiro inexplicaveis, mulheres lindas que se não falam nada e ter só um proposito: diversão, Bem ... esse é a "grande" proposta de 60 Segundos (Gone in 60 Seconds).

O filme conta - nos a história do lendario ladrão de carros Randall "Memphis" Raines (Nicolas Cage) pensava ter deixado essa vida do crime para trás mas se vé forçado a deixar a sua aposentadoria para, em um forço extremo (há?), para salvar o seu irmão (Giovanni Ribisi) da ira de um terrivel mafioso (que de terrivel não tem nada), junto com a sua equipe para salvar o seu irmão da roubada.

a direção de Dominic Sena pode se dizer, ele deixou o filme em piloto automatico e com isso o filme se torna altamente falho e cansativo, menos para os amantes do carro (claro) mas venhamos e convenhamos ele tem uma direção amadora mas por incrivel que pareca ele soube conduzir o que tem de melhor ... a sequencia principal de ação e mais nada. o roteiro do filme parece ter mais buracos do que as estradas do Brasil, recheados de tecnicas usadas em filmes de ação de terceira categoria e somos ogrigados a ver grandes atores a dizerem baboseiras que o espectador não acredita ver esse ator dizendo frases de uma criança de 8 anos.

Um ponto alto do filme mas ao mesmo tempo foi aonde pecou foi no elenco, a começar ... O que Robert Durval faz nesse filme ? numa atuação desprezivel e inacreditavelmente ruim. Angelina Jolie faz o que qualquer mulher gostosa faz em um filme desse tipo: paga de gostosa, não faz nada na trama, e nem acresenta e o obvio ... fica com o principal. Giovanni Ribisi nem faz muito na trama e nem tem um momento grandioso, só no começo quando ele rouba o Posche. Agora vamos aos atores que "salvaram" o filme e foram dois atores : Vinnie Jones e claro Nicolas Cage. Vinnie Jones tem o que qualquer fã de filme de ação gosta : é durão, fala nada (só uma frase no minimo curiosa) e tem grandes momentos no filme alem de ser marcante na tela e não é a toa que ele rouba a cena em jogos, trapaças e dois canos fumegantes e Snatch - Porcos e Diamantes e hoje se juntou ao elenco de X-Men 3 (Jurggernaut) e claro Nicolas Cage, que na minha opinião é um ator completissimo, ele tira de letra qualquer filme , desde do bobo Con Air, o romantico Cidade dos Anjos e no mais recente Senhor das Armas, e nesse filme ele faz de melhor, ser carismatico, conquista o espectador pelo seu jeito e faz a sequencia de perseguição eletrizante mesmo com um personagem limitadissimo.

Um verdadeiro ponto positivo é o que o publico mais gosta, os aspectos visuais, o filme, graças a Jerry Bruckheimer (o homem ação) e não pelo seu diretor tem de melhor em cenas e sua unica sequencia de perseguição tem uma grandeza inquestionavel e também Eleonora dá um show a parte e quem ver o filme saberá logo quem é ela e quem vai ver. as montagens das cenas são boas a perseguição eletrizante e bem conduzida e a trilha sonora é uma boa para quem gosta de sentir adrenalina no sangue destaques para a musica dos creditos iniciais, Jane's Addiction e a musica tema cantada pelo grupo de hard rock Cult.

A grande pergunta que fica no ar: mesmo com um ótimo elenco desperdiçado, um vilão fraquissimo, um roteiro altamente sofrivel mas com belos carros, boas doses de humor e Nicolas Cage; o filme funciona ? bem depende de quem vai ver, funciona para quem gosta de carros, cenas de ação e princpalmente para quem procura uma boa ação mas não espere um filme pensativo. é como diz no trailer, eles roubam o seu carro em 60 segundos e como você vai esquecer esse filme mais rapido do que se imagina

Nota : 6,0

3 de junho de 2006

O Albergue (Hostel) de Eli Roth






Em um passeio pela internet o diretor Eli Roth e um amigo dele acharam uma cursiosidade macabra; em um lugar na Tailandia, existe um grupo que paga uma bagatela de 10,000 U$s americanos para uma coisa: torturar. Claro que quem aceitava eram pais de familias que não tinham como sustentar a sua familia e se "voluntariam" para ser torturados para ajudar na renda de casa e ainda tem uma coisa, na Tailandia isso é uma pratica legal. Vendo isso, Eli Roth escreveu o roteiro, vendeu para a Lions Gate (que tá rindo a toa hoje) e amostrou a uma figura chamada Quentin Tarantino que pirou com a ideia e bancou o filme.

A partir da ideias das torturas, Eli Roth com o seu filme "O Albergue"(Hostel, 2006) conta-nos a historia de três mochileiros: Patxon, Josh e Oli. Eles só querem curtir a vida, durante a passagem a Amisterdan ( aonde a maconha é liberada e o tursimo sexual é normal) eles conheçem um tal de Alex e ele sugere aos viajantes de plantão um albergue localizado em Bratislava, na Eslovaquia (as filmagens foram na republica tcheca) , aonde se disserem que são americanos, eles teriam as mulheres mais belas aos seus pés (realmente elas são lindas) sendo que quando chegam lá, nem tudo o que parece, o que era pra ser sexo e diversão se torna o pior pesadelo.

Eli Roth foi cuidadoso na sua edição por deixar as coisas bem claras. o filme se divide em duas partes: a primeira é um tipo de humor de banheiro, vulgar e negro. e também é uma introdução aos personagens principais do filme que são Paxton (interpretado por Jay Hernandez) é um cara que aproveita os momentos. Josh (interpretado por Derek Richardson) que é um cara cuidadoso e responsável e Oli (interpretado pelo ator islandes Eyton Gudjnsson que ajudou Eli a divulgar Cabin Fever na Islandia) é um tarado de plantão e mostra também a trajetoria até o albergue. e quando começa a segunda parte, o riso é deixado de lado e entra o horror atraves da tortura e o diretor soube bem explorar tanto no campo fisico quanto no psicologico que inclui a mudança de carater do personagem Patxon, juntando isso com cenas chocantes e situações tenebrosas.

O roteiro do filme pode se dizer começa com uma grande bobagem de proposito com piadas infames com que fazem as mulheres ficarem chocadas pelas piadas e os homens cairem de rir principalmente com a cena da pochete nos momentos iniciais, mas no decorrer do filme ele começa a revelar denuncias sociais interessantes como criminalidade infantil (demostrada pela Bubble Gum Gang), corrupção, trafico de influencias e principalmente o por que das torturas se torne um centro de debates sobre os psicologos sobre os limites da mente do ser humano.

O elenco do filme basicamente não tem artistas famosos, mas com o orçamento de 4,5 milhões eles fazem e muito nesse filme. Jay Hernandez (foto) que interpreta Paxton consegue ser um personagem carismatico, gente boa que ao decorrer do filme sofre uma mudança drastica e forçada. Derek Richardson que interpreta o simpatico Josh apenas precisa ser modelado por que ele poderá (eu não sei) ser um bom ator(só apenas pegar bom papeis) e não é a toa que ele faz uma das cenas mais angustiantes do filme que lhe rendeu uma indicação ao MTV Movie Awards de melhor performace assustadora (pra mim ele ganha). O ator islandes Eythor Gudjnsson faz o personagem Oli, um tarado brincalhão que anda com os dois amigos, consegue protagonizar as sequencias mais engraçadas e infames pena que o destino do personagem é tragico. Mas destaque mesmo é para a atriz Barbara Nedeljakova (foto, a morena) que interpreta a mulher fatal Natalya, ela com seu rosto marcante, uma beleza descomunal consegue ter grandes momentos no filme e diz uma das frases mais assustadoras do filme que arrepia quem asssiste ao filme. Outro destaque também é da atriz asiatica Jennifer Lin (uns dizem que foi uma exigencia de Tarantino) que faz uma interpretação simples em compensação faz as duas cenas mais fortes do filme.

Nos aspectos tecnicos, o filme tem uma fotografia ao mesmo tempo bela quando amostra a vila e densa e pesada nas cenas das torturas. A maquiagem está muito bem feita e por que não perfeita pelo conjunto da obra. Também foi cuidadoso o diretor a exploração da violencia, ele preferiu usar sabiamente os efeitos sonoros, iluminação e conseguiu criar um clima tenebroso aonde a tortura fisica quanto a psicologia são fortes e angustiantes.

O diretor Eli Roth tem seus meritos por que ele prova nesse filme como uma simples viagem se transforma no mais puro horror, mesmo com o final o "bem vence o mal" ele entra em choque com alguns cliches como a ausencia de sustos (que para alguns é um ultraje pro gênero) deixar o sobrenaturalismo de lado (em cabana do inferno de inves de ser um demonio , o vilão é um virus) e separar o filme em dois atos que são distintos mas que se intercalam no ponto chave da trama.

Juntando tudo isso, O Albergue sintetiza pontos interessantes como a facilidade como o ser humano pode ser enganado com propostas indecorosas; não é só no brasil que tem corrupção e quem fala mais alto não é a sua voz e sim seu dinheiro; e principalmente aonde toca em um tema que para alguns psicologicos que é qual é o verdadeiro limite para as atitudes do ser humano, o que é prazer e o que doentio. Mesmo achando o filme ótimo (o que eu acho) ou destilamento de violencia extrema, ele veio ser mais um divisor de águas desse gênero que precisa urgentemente sofrer reformas de estilo e de jeito de como demostrar horror. E com certeza O Albergue conseguiu o que queria: Chocar o publico com um novo estilo de horror.

Nota : 9

2 de junho de 2006

Diarios de Motocicleta


"Este não é um relato de fatos heróicos. É um fragrimento de duas vidas que pecorreram juntos um caminho, compartilhando as mesmas aspirações e os mesmos sonhos" Assim começa o filme Diários de Motocicleta ( The Motocycle Diares, 2004) de Walter Salles (Água Negra, Central do Brasil).

Inspirados nos diarios de "Che"Guevara mostra a grande viagem épica de Enersto Guevara (Gáel Garcia Bernal, Jogos da Sedução, The King, Amores Brutos) e Alberto Granado (Rodrigo De La Serna) pela incrivel America Latina e durante essa viagem eles são surpreendidos pela beleza fisica e a humanidade do povo latino. Depois da viagem todo mundo sabe o que aconteceu com Ernesto.

O roteiro desse filme, que foi escrito com carinho por José Rivera, que é uma adaptação do livro "The Motocycle Diares" de Ernesto "Che" Guevara é demostrado com muita sensibilidade e naturalidade a cada passo dos dois viajantes que foram brilhantemente interpretados por Gáel Garcia Bernal (que uns dizem que foi o filme da vida dele) e Rodrigo De La Serna, tambem vale salientar a participação da atriz Mia Maestro. E com dialogos simples, cuidadosos e juntando belas citações de importantes poetas latino-americanos e o filme fascina como é contado isso tudo.

Uma coisa que não falei nos outras criticas minhas mas nesse filme é um dos pontos mais altos: A trilha sonora. Composta pelo argentino Gustavo Santaolalla (o mesmo de Brokeback Mountain) fez para alguns uma das melhores trilhas sonoras da década. Ele ultiliza e muito a musica regional latina. a cada parte ganhamos belas musicas e fecha com chave de ouro com a canção que ganhou o oscar "Al Otro Lado Del Rio" de Jorge Dextler.

Os aspectos tecnicos do filme , são o que podemos dizer, outro ponto altamente positivo. Com a montagem do brasileiro Daniel Rezende, o filme nos mostra riqueza de um lugar aonde o brasileiro nunca iria perceber, Também Walter Salles ultiliza uma liguagem que até parece um documentario pelo uso de um tipo de camera não muito ultilizado no dias de hoje, em como ele demostra a cada rico detalhe em sua viagem e pelo jeito como ele conduz o personagem de Gáel na comunicação com o povo latino e sua humanidade

Walter Sales fez não apenas um filme, mas sim uma obra-prima. um filme que deve ser visto e revisto e se questionar sobre o nosso carater humano. Com uma linguagem simples, naturalista em seus dialogos, interpretações inesqueciveis e uma direção soberba. Diários de Motocicleta mistura comédia suave e inteligente, um drama comovente e um documentario sobre a população latino americana. Mas para alguns é apenas um relato sobre duas pessoas que cruzaram o mesmo caminho. Recomendo

Nota: 10